Play list para os filhos (as) Santo Amaro da Purificação e para todos (as) que se sentem irmanados (as).

No
domingo passado, dia 03 de março, eu e minha esposa Margarette fomos
assistir ao documentário “Fevereiros”, em seu último dia de exibição, no
Cine Vitória (na Rua do Turista), e posso garantir que o filme foi uma
experiência mais que prazerosa, foi uma bênção, um grande presente de
Deus, dos Orixás. Um presente, aliás, não só para mim, mas também para
Margarette que, encantada com a produção do filme, já teve a feliz
oportunidade de conhecer Santo Amaro da Purificação —minha cidade natal —
em seus dias de alegria e de sagrada festividade, quando de nossas
viagens ao recôncavo baiano.



Para essa afortunada ocasião,
aproveitamos para convidar minha mãe, minhas duas irmãs e um irmão, que
haviam chegado recentemente da Bahia (assim como eu, eles também são
filhos de Santo Amaro) para nos acompanhar na sessão, uma obra que tem
tudo a ver com eles também, com nossa história, com nossas origens.
Puderam, inclusive, reconhecer amigos e conhecidos atuando naturalmente
em meio à narrativa como coadjuvantes. Importante perceber que muitas
outras pessoas, simples, humildes, mas que contribuem para a riqueza
cultural e artística da cidade, estado e país foram lembradas durante a
produção. Foi realmente um grande privilégio ter podido prestigiar
aquele lindo filme, expressão audiovisual repleta de singularidades
culturais e artísticas daquele povo abrilhantada pela voz da conterrânea
Maria Bethânia e de seu Irmão Caetano Veloso.



Senti-me bastante
contemplado e ambientado por tão ricas e pertinentes manifestações de
nossa gente, de nossas belezas e raízes! Toda essa magia e encanto
presentes em cada palavra, verso ou canção traduzem-se como marcas
indeléveis que carrego aonde quer que eu vá, como parte imprescindível
de mim.



E todo esse sentimento me faz perceber essa forte
conexão entre Rio e Bahia, entre Fé e Carnaval, entre Música, História e
Folclore. Assim como o Brasil se redescobre em cada uma dessas
manifestações, assim também cada um de nós se redescobre ao vislumbrar e
reconhecer sua própria história e seu povo sendo retratados por pessoas
tão ilustres e talentosas, dedicadas à arte e ao fomento da paz, da
cidadania e do amor que integra independente de tons, cores e matizes.
Que venham outros fevereiros!



Viva à Maria Bethânia (a Menina de
Oyá) e família Veloso, viva a Santo Amaro e à Nossa Senhora da
Purificação e ao Carnaval, viva ao Rio de Janeiro e à Mangueira, viva à
Iansã e a todos os Orixás! Viva à Arte!

Maxivel Ferreira


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019



“Fevereiros” com Maria Bethania apresenta um dos melhores “pedaços” de um Brasil despedaçado.


 

 

 

 

 

 

 

 

 

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