homem é uma ilha; cada homem é uma partícula do continente, uma parte
da terra; se um torrão é arrastado para o mar, a Europa fica diminuída,
como se fosse um promontório, como se fosse o solar de teus amigos ou o
teu próprio; a morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte do
gênero humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles
dobram por ti”.
No berço mineiro
Sou do campo, da serra
Onde impera o minério de ferro
Eu carrego comigo no sangue um dom verdadeiro
De cantar melodias de Minas
No Brasil inteiro
Das montanhas Gerais
Eu sou filha dos montes
E das estradas reais
Meu caminho primeiro
Vem brotar dessa fonte
Sou do seio de Minas
Nesse estado um diamante
Milton Nascimento: não foi desastre, foi crime.
Arcanjo
de Marie, é uma escola de freiras francesas em Belo Horizonte – MG., que na
época em que essa música foi feita, era só para mulheres, que usavam aqueles
uniformes de saia plissada, blusa branca com gravatinha , meia três-quartos e
sapato boneca, bem tradicional e boina também.Daí que os rapazes da época,
esperavam as moças sairem depois das aulas para vê-las, e quem sabe, iniciar um
namoro. A rua Ramalhete fica perto dessa escola Os bailes costumavam ser no
Minas Tênis Clube, também tradicional de Belo Horizonte. A escola, a rua e o
clube existem até hoje e são muito bem frequentados.
Rede Minas que une música e reflexões sobre a atividade mineradora. As
gravações foram realizadas na cidade de Congonhas, tendo como cenário de
fundo o patrimônio cultural, material e imaterial, mas também as
maiores mineradoras no Brasil em seu entorno.
Em Paixão e Fé, especial produzido pela Rede Minas, o músico e
compositor Túlio Mourão e a cantora Titane apresentam um repertório que
retrata a violência da ação das grandes instituições em contraponto com a
fragilidade e vulnerabilidade das regiões e minorias exploradas. O
especial conta com depoimentos da poeta Adélia Prado, do jornalista João
Paulo Cunha, da militante Movimento pela Soberania Popular na Mineração
(MAM) Raiara Pires, do diretor de meio ambiente e saúde da União das
Associações Comunitárias de Congonhas (Unaccon) Sandoval de Souza, e do
diretor do Museu de Congonhas Sérgio Rodrigo Reis. A direção do
especial Paixão e Fé foi feita pela diretora de teatro Papoula Bicalho.
A Rede Minas promoveu a parceria entre os artistas, o Museu de Congonhas
e a Fundação Municipal de Cultura, Lazer e Turismo (Fumcult). O projeto
também contou com a colaboração fundamental da população da cidade
mineira, tanto nas gravações das músicas como na produção do tapete de
serragem, feito por artistas locais, e que retrata sua vegetação e fauna
ameaçadas pela atividade das mineradoras.
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