Uma oficina de audiovisual como festa e conhecimento.

“Um dia feliz às vezes é 
muito raro”. Assim  diz a famosa canção
do J. Quest. E como fazer para que estes dias felizes sejam mais comuns no seio
da escola? A despeito das condições deterioradas da estrutura física e da falta
de um projeto pedagógico que integre as diversas disciplinas e que fortaleça a
participação ativa dos adolescentes e jovens 
nas discussões e ações para diminuir ou superar problemas como evasão,
indisciplina, bulling, vícios de diversas origens, alienação politica e
cultural, baixa disposição para estudar e aprender e  etc..
Uma possibilidade é iniciativas culturais como a oficina de
audiovisual da Ação Cultural do Ponto de Cultura Juventude e Cidadania.  Quem chegar perto poderá ver e sentir ,
um  ambiente de “festa” no melhor sentido
da palavra, um  encontro de adolescentes
para troca de idéias, sorrisos, abraços, além do importantíssimo aprendizado
sobre outras formas e maneiras  de olhar
o ambiente que conhecem e descobrir outros. E isso significa perceber ou ter
acesso a outras formas, a outras imagens, a outras pessoas, a outras culturas.
E tudo isso feito em um ambiente de liberdade, uma palavra
cada vez mais necessária para estes  tempos
de modelos de educação rígidos e burocráticos de um lado.
Neste sentido, fundamental atenção precisamos dedicar a quem
está  mostrando que sim, é possível
aprender sem estresse e sem as frustrações tão comuns de quem fica refém das
estruturas  asfixiadoras e castradoras da
maioria das escolas, estruturas estas que tem a ver  com a arquitetura física dos espaços, assim
como tem a ver com a arquitetura 
mental  em termos ideológicos de
uma grande quantidade de gestores, técnicos e professores.
Breve descrição de
como acontece:
Nesta fase final da oficina, estamos realizando gravações
para a produção do segundo clip musical, assim como de três micro-documentários.
 O primeiro clip musical pode ser
conferido AQUI. 
A música que serve  de
base para o clip,  é um reggae com tema
ecológico da autoria de César Levines,  integrante da oficina de audiovisual.   E isso é um dos fatores  importantes para o envolvimento da garotada.
Além do fato da canção ter uma pegada pop e ser bem construída. E, para nós
educadores,  ainda traz o componente
importante de um protesto e convite ao engajamento no ativismo em defesa do
meio ambiente.
A gravação do clip, além de algumas cenas gravadas  na comunidade, possibilitou a ida do grupo de
adolescentes ao rio do sal, no trecho do povoado São Braz para a gravação de
outras cenas. O grande “barato”, muitos não conheciam o local, puderam andar de
barco, pisar na lama, entrar em contato com um pedaço de mangue e com uma
importante liderança comunitária e agente cultural local, o pescador e
estudante de serviço social Givanildo Santana. 
Uma boa surpresa, o dia da gravação no rio do sal, foi
no  24 de junho, feriado de São João e um
dia frio e  nublado, com principio de
chuva no inicio da manhã, quando marcamos 
para sair da frente da escola em direção ao local das gravações. Mesmo
assim, todos adolescentes sem atraso, com alguns tendo chegado antes do horário
combinado. Quem trabalha com adolescentes sabe o valor do que descrevemos acima.
Como trata-se de uma boa oportunidade para aprender de forma
estimulante e divertida sobre geográfica e ciências, fica a dica. Uma oficina
de audiovisual, gravando  clip para uma
canção composta por um aluno. Um bom pretexto para “turbinar” as aulas de português,
além de  artes,  geografia e ciências. 
Já a gravação no dia de ontem , 15 de julho,  foi no mercado central de Aracaju, um centro
de cultura popular e de artesanato, incluindo gastronomia. Das 5 meninas que
foram escalada para participar dessa gravação, três nunca tinham entrado na
área central do mercado. O personagem central 
do documentário  foi  o 
sanfoneiro Boca Loka, conhecido por tocar sanfona e cantar forró pé de
serra para os turistas que visitam o mercado e que  é morador do Conj. Jardim. Um dos critérios
de escolha para essa entrevista. A primeira de uma série em que pretendemos
fazer para divulgar o  trabalho de
artistas populares residentes nas periferias de Aracaju e região metropolitana.
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