Informativo Ação Cultural – Ano 11 (2016/2017) – Numero 10 – Tiragem 2000 exemplares


Pág 1 – O JARDIM DAS ARTES

Depois de um bom tempo de espera,
as oficinas culturais do Ponto de Cultura Juventude e Cidadania retornaram. O
inicio aconteceu em junho de 2016 e prossegue até o presente momento, julho de
2017.  São oficinas de Rap, Teatro, Dança
Urbana, Grafite, Dança Moderna  e
Audiovisual, além do Cineclube Realidade. 

As  oficinas culturais do Ponto de Cultura
Juventude e Cidadania,  tiveram inicio em
2012 e duraram até o primeiro semestre de 2013. Depois de uma pausa  retornam e encerram  no segundo semestre de 2014.  

Essa iniciativa deita raízes em
duas ações realizadas a partir do ano de 2001 no Conjunto Jardim, a Rede de
Agentes Culturais do Conj. Jardim, inspirada em experiência semelhante
desenvolvida na época pelo Sebrae,  e o
Projeto Estatuto da Criança e do Adolescente com Arte (Ecarte).

Estas ações foram realizadas a
partir de uma descoberta  realizada pelo
professor Zezito de Oliveira, então  responsável pelo Programa de Desenvolvimento
da Escola  no Colégio Leão Magno Brasil
–  uma participação expressiva de alunos
da escola em grupos culturais –  em
especial da área de dança.

Essa participação distinguia
estes alunos dos demais,  por causa de
uma melhor auto-estima,  de relações
saudáveis de amizade com outros da mesma idade, 
maior senso de pertencimento a comunidade,  aquisição de 
conhecimentos importantes para melhorar o relacionamento com a família,
com os professores, com a  comunidade e
para o futuro profissional,  assim como
protagonismo e liderança e etc., e isso é bastante considerado por aqueles que
defendem  a contribuição da arte e da
cultura, para a superação da chamada crise da educação e por extensão da atual
crise de civilização.

A rede de agentes culturais,
durante algum tempo,  reuniu
representantes de diversos grupos para iniciativas conjuntas, em especial a
elaboração de projetos para  captar
recursos financeiros e/ou visando principalmente  trazer profissionais da área artística para
aprimorar o trabalho desenvolvido na comunidade.

Daí, decorre a criação do projeto
Ecarte que existiu até 2006,  o qual se
consolidou no bairro,  com  uma grande produção de trabalho na área de
dança moderna, sob a batuta da dançarina, coreógrafa e professora, Cristiane
dos Anjos. O projeto Ecarte teve o patrocínio inicial da Coordenadoria
Ecumênica de Serviço, tendo 
posteriormente, recebido um 
pequeno aporte financeiro de  uma
missionária católica suíça radicada no Brasil e do diretor da escola em um
certo momento, além do trabalho voluntário constante de algumas pessoas.

A partir de 2004,  os grupos culturais de iniciativa dos jovens
do bairro,  começam a decair por conta de
problemas referentes a falta de apoio em termos de estrutura financeira e
espaços físicos para ensaios, decorrente da 
falta de politicas públicas no município e no estado para favorecer a
permanência, ou a criação de novos grupos culturais juvenis.

O PAPEL DO MINISTÉRIO DA CULTURA,
RECRIADO PELO TROPICALISTA GILBERTO GIL EM 2003 

Por outro lado, no ano de 2004 é
lançado em Brasilia, por iniciativa  do
ministro Gilberto Gil, o  emblemático
Programa Cultura Viva – Pontos de Cultura. A proposta do programa veio de
encontro à situação de mortandade de muitas iniciativas  culturais 
que acontecia  país afora,
inclusive no Jardim, como citado. Com base nisso, Gilberto Gil disse em 2003 na
Câmara dos Deputados, pretender criar : 
“Um vasto programa de apoio às iniciativas culturais que nascem, e na
maior parte das vezes morrem, nas periferias e no interior do nosso país, sem
que o Brasil possa se dar conta de quanto talento é capaz o seu povo. É um
projeto que irá ao encontro da criatividade popular não apenas para levar apoio
institucional e técnico, oferecendo aos grupos locais condições reais de
expressão, desenvolvimento dos talentos e métodos modernos de comunicação, mas
sobretudo a troca de informações e experiências que permitirão livrá-los do
anonimato e dos guetos a que estão confinados.”

Com reuniões que tiveram inicio
em 2002 no Conjunto Jardim,  e já
conectada com a idéia do ministro Gilberto Gil, foi criada no ano de 2004 na
cidade de Aracaju, a Associação Cultural ou Ação Cultural como é mais
conhecida. Essa iniciativa também utilizou a experiência acumulada no Jardim,
como a Rede de Agentes Culturais e o Projeto Ecarte. Como coroamento desse
esforço, no ano de 2010/2011,  a Ação
Cultural concorreu e foi uma das organizações escolhidas  na seleção pública de projetos, para realizar
oficinas culturais com o apoio financeiro do 
Ministério da Cultura, e acompanhamento da  Secretaria Estadual de Cultura.

SONHANDO E REALIZANDO

No ano de 2014, pouco tempo antes
de falecer, o jornalista e poeta  Araripe
Coutinho publicou um manifesto contra a morte de jovens na periferia:  “A escalada da violência no município de
Aracaju não é uma surpresa para quem acompanha a cidade e se debruça sobre seus
indicadores. A maioria dos bairros não tem nenhuma biblioteca pública, não tem
nenhum equipamento esportivo público, os postos de saúde não têm, na sua
maioria, medicamentos; as delegacias, fim de semana, estão fechadas e não há
nenhum centro cultural. Em todo o município, há proliferação de favelas,
enquanto centenas de jovens entre 15 e 19 anos estão fora da escola, metade da
população jovem, entre 15 a 24 anos, está desempregada e milhares de crianças
(170 mil) necessitam de vaga em creche pública.”

Neste sentido, vale  considerar as oficinas culturais do Ponto de
Cultura Juventude e Cidadania como uma ação que soma com o sonho do poeta e de
tantas outras pessoas espalhadas  Sergipe
e país afora. Pois como disse outro poeta, Raul Seixas  “Sonho que se sonha só / É só um sonho que se
sonha só / Mas sonho que se sonha junto é realidade .”

E aí, quem mais pode ou quer
somar?

Escrito por Zezito de Oliveira Educador, licenciado
em História (UFS),  especialista em
arte-educação popular (Faculdade São Luiz, Cenap-PE e Ceseep-SP) , produtor
cultural (Sebrae, FGV, SENAE-DF).
Assessor pedagógico das Oficinas Culturais do Projeto Ecarte e do Ponto
de Cultura Juventude e Cidadania (2001 a 2017). Coordenador pedagógico e de
produção dos Fóruns Populares de Cultura e Mostras Arte e Cidadania (2004 a
2007). Foi diretor do Complexo Cultural “O Gonzagão” no periodo de
2007 a 2009, além de  idealizador e coordenador de produção da Caravana
Cultural Luiz Gonzaga vai à escola (2012 e 2013). Integrante do coletivo
organizador das Oficinas de Danças Circulares ( 2004 a 2016) e das Jornadas
Ecologia e Espiritualidade. (2011, 2012 e 2017)
Publicado pela primeira vez no blog da Ação Cultural em 24 de
julho de 2016

Pág 2 – DOIS RELATOS SOBRE A OFICINA DE TEATRO

1-O
grande desafio de ministrar oficina de teatro para esta faixa etária é
despertar nesta clientela o gosto pelo fazer teatral e a busca pela “verdade
cênica” sem cair nas armadilhas da interpretação histriônica (caracterizada por
um padrão de emocionalidade excessiva e necessidade de chamar atenção para si
mesmo, incluindo a procura de aprovação).

Definimos
com a coordenação pedagógica que o encaminhamento desta Oficina seria, desde
seu início, o processo para produção da peça “Vamos Festejar”. Entretanto o
foco é dar a cada aluno, enquanto indivíduo, a oportunidade de mais um caminho
para o autoconhecimento e perspectivas de socialização.

Considerando
que muitos destes alunos ainda não dominam a leitura, optamos não por um texto,
mas um pretexto que os instigasse a emoções e sentimentos. Desta maneira, o
título “Vamos Festejar” propõe uma visitação às datas comemorativas religiosas
e históricas do calendário brasileiro.

 O plano de curso previu mergulhar nas datas
comemorativas de um trimestre a cada mês, e no final dele uma apresentação
pública do processo para que assim as crianças e adolescentes fossem
estabelecendo uma relação com o público e como via de mão dupla, o público
pudesse reconhecer as diferentes etapas da formação artística deste grupo. Para
levar esta mostra de processo a público, seria necessário vivenciar as etapas
de produção, tais como figurinos, maquiagem, marcação de cena no espaço, trilha
sonora, confecção de adereços cênicos, divulgação… Foi muito rico o
envolvimento de alunos e pais.



Ao final do processo podemos concluir que o sucesso
do projeto depende muito do envolvimento da família no que estamos realizando.
Alunos cujos pais se sentiram motivados a apoiarem a permanência de seus filhos
na atividade sedimentaram um grupo coeso que mantiveram assiduidade e
pontualidade desde o início até os dias atuais, fato que podemos apreciar nas
listas de frequência.

Professor Eduardo Freitas

2– A oficina de
iniciação teatral destinada a crianças e adolescentes no Projeto de Cultura:
Juventude, Cultura e Cidadania é mais uma experiência de grande enriquecimento
humano e extensão profissional no meu currículo como educadora. Vivências
artísticas em épocas, espaços, atores sociais, objetivos, ações e interesses
diferenciados são únicas em si. Porém, o que as identifica, as complementa, as
conflui é o seu amplo significado e a sua construção coletiva. É revelador e
recompensador se deparar com as mudanças preciosas buriladas pela vivência com
a arte, com indivíduos mais comunicativos e expressivos no decorrer do
processo, na caminhada… Indivíduos num primeiro momento monossilábicos, e em
momentos seguintes explorando suas percepções, pontuando observações em meio a
temas transversais, produzindo opiniões próprias com inteligência. O teatro
promove isso! Claro que a depender muito de quem o está multiplicando. Não
acredito em artistas, por exemplo, que não sejam também educadores em suas
ações. A oficina neste valoroso projeto de escopo humanizador está propiciando
àquela comunidade – possivelmente – a maior oportunidade que os atores sociais
nela envolvidos já tiveram, ou terão, de desenvolvimento com a Arte e suas
inevitáveis transformações!

Nesses momentos sublimes
em que a arte, o teatro, a música se compõem em confluência, cumprindo sua mais
nobre função – *Enobrecer os sentimentos
do homem, enriquecer-lhe a vida, proporcionar-lhe alegria e sentido
-,
nascem grandes pensamentos, escritores, pintores, desenhistas, poetas,
letristas…, nasce a curiosidade! Assim como cresce a autoestima, o desejo de
realizar, de sonhar, de aprender, de estar, de descobrir, de crescer, de ser!

Em um desses
sublimes momentos, em meio a um debate acerca de um tema transversal, uma frase
me chamou bastante atenção, a qual foi dita, criada, pensada pela adolescente
de nome Graziela, que tem a idade de
13 anos se não me falha a memória: (…) “A
televisão fala o que o dinheiro pede”
. Sem dúvida, um olhar ampliado acerca
dessa realidade que poucos adultos têm! Enfim, além de tantos outros incríveis
momentos. São momentos como esses que me permitem seguir acreditando que a Arte
deve estar em todo e qualquer lugar, pois ela é parte indubitavelmente
significativa para as transformações sociais que desejamos e necessitamos, para
que não nos percamos como humanidade.

*Meishu-Sama,
espiritualista e o criador da igreja messiânica e do Jhorei.

Período da Oficina: Junho de 2016 a
julho de 2017.

Clientela
atendida:
Alcance de 63 Crianças e adolescentes na faixa dos 7 aos 12 anos,
estudantes das escolas “Julia Teles”, “Leão Magno” e “Maria da Conceição”



Professora
Tânia Maria

3ª JORNADA ECOLOGIA E ESPIRITUALIDADE

Mais uma vez a Ação Cultural realizou a Jornada Ecologia
Espiritualidade (3JE). Desta vez nos dias de 05 a 07 de maio de 2017  na comunidade bom pastor (bairro Stos
Dumont-Aracaju) As duas primeiras foram realizadas em 2011 e 2012. 

E como aconteceu nas duas primeiras edições, mais uma
vez   o Ponto de Cultura Juventude e
Cidadania colaborou  cedendo a estrutura
de equipamento de  som e audiovisual,
assim como através da participação da oficina de dança que preparou uma
coreografia especial, utilizando a música “Sol de Primavera”  de Beto Guedes. 

A JE é uma iniciativa que busca colaborar  no processo de articulação e  formação politico pedagógica de uma rede de
ativistas e educadores sociais,  que
considerem de forma integrada, a arte, a ciência, a educação popular,  o conhecimento bíblico e as diversas tradições
espirituais, como bases metodológicas e éticas para a compreensão e
comprometimento com as causas ambientais nos tempos atuais.

O projeto é direcionado para
agentes e animadores de comunidades, pastorais e movimentos religiosos, além de
educadores, estudantes e  integrantes
de  movimentos, organizações e
coletivos  sociais, culturais e
ambientais.

Opinião dos participantes da Jornada Ecológica

      Muito
boa, não é somente na quaresma, mas todo o ano que devemos vivenciar e
aprofundar a Campanha da Fraternidade; Despertou o olhar para a natureza, para
a criação; Importante e necessário, uma decisão acertada, abre os horizontes e
deixa o desejo de ir além;  Olhar
diferente depois da jornada: Somos parte da natureza; Um reforço muito intenso
para novas atitudes; O local foi propício, maravilhoso e favorável para a
abordagem do tema; A  animação
cultural  muito boa; O assessor Roberto Malvezzi “Gogó” superou a
expectativa; A roda de conversa da sexta-feira foi muito boa; O pessoal que
veio da Bahia está de parabéns pelo esforço de virem de tão longe;

Participação de 40 pessoas.
Organizado por um coletivo de 8 pessoas, representando 5 organizações. Apoio
logístico e financeiro de uma rede de quase uma dezena de apoiadores.

O RAP COMO JANELA PARA OLHAR O MUNDO PRÓXIMO E DISTANTE.

Relato da alegria em uma dia de oficina de RAP na escola,
com dois adolescentes da comunidade.

Na oficina de Rap no dia 17/06/2017 o menino evangélico se
surpreende com a mistura do rap com a música nordestina no momento em que o
documentário apresenta o rapper RAPadura.


Já David o educador/instrutor da oficina de RAP, comenta que encontrou em suas
pesquisas sobre o assunto na internet, informações a respeito de uma tribo na
Àfrica que fazia a transmissão oral das suas histórias e cultura utilizando
rimas ou na forma poética. Ficou de pesquisar mais a respeito.


David que é compositor de RAP lembra que seu pai gostava muito de literatura de
cordel e costumava ler livretos em família. Pensa em conhecer mais sobre a
literatura de cordel e a poesia em geral. O RAP foi/é a porta de entrada.
Lembro a história da discussão drogas leves como caminho de entrada para drogas
pesadas. Ora pois, cultura Hip-Hop na veia tio.


O menino evangélico também fala a respeito dos RAPs com letra pesada, cheio de
palavrões e descobre que tem muito mais do que isso na cena do RAP, além do que
ele conhecia.


O conceito de “periferia” também foi discutido na reunião, a partir
da pergunta de um dos aprendizes da oficina, inclusive a periferia onde reside
grande quantidade de pessoas pobres e outras, onde a classe média está tomando
conta, como as regiões de praia. Estas não são consideradas periferia, pois
periferia não é apenas um lugar geográfico, é um lugar social. Foi também
discutido dentro do mesmo conceito, as áreas consideradas mais periféricas
pelos moradores residentes, dentro das próprias periferias.


E mais, a  oficina de Rap, existente
desde  2015,  conseguiu produzir quatro canções de Rap que
estão disponíveis no site soundcloud, para quem quiser ouvir e baixar, é
só  clicar em : https://soundcloud.com/zezito-de-oliveira

Período da Oficina: abril de 2016 até
julho de 2017.

Clientela
atendida:
Alcance de 12  adolescentes
e jovens na faixa dos 13 aos 24 anos 
estudantes das escolas “Julia Teles”, “Leão Magno” e “Poeta José
Sampaio”.

Ação  fruto da  parceria 
Ação Cultural e Escola Júlia Teles,  
com um grupo  de  jovens 
rappers da comunidade. 

Pág. 3 A NOITE DE CELEBRAÇÃO DAS FLORES CRIATIVAS DO
JARDIM DAS ARTES.

Foi uma verdadeira celebração da alegria e do compromisso
com a transformação social através da arte. Os 
aprendizes e  integrantes das
oficinas estavam em  estado de êxtase.
Uma homenagem  a diversidade cultural.
Uma sequência de apresentações sem o desconforto de assistirmos a trabalhos
artísticos de gosto e sentido duvidoso, em especial quando realiza
exibicionismo erótico exagerado e de mau gosto. 

A qualidade estética dos trabalhos artísticos realizados
pelo Ponto de Cultura Juventude e Cidadania e pelos grupos e /ou artistas  convidados, demonstraram que produzir arte de
qualidade na periferia é possível e necessário, mesmo em meio as muitas
situações ou condições adversas provocadas pelo sistema capitalista predatório
e excludente.  

Os meninos  e as
meninas do Jardim e das periferias em geral em termos integrais, não são pobres
e nem carentes.  A verdade é que eles
(as) são submetidos a situações de carências e de desconsideração por parte dos
poderes públicos  e isso  torna-os com o tempo, limitados e reduzidos.

Programação
da 2ª Mostra Artistico-Cultural da Ação Cultural/Ponto de Cultura Juventude e
Cidadania. Teatro Lourival Batista – Aracaju(SE).

1 – Dançando Ciranda Pernambucana na entrada (hall) do teatro. 10’
2 – Exposição fotográfica temática “flora e fauna do parque da
sementeira”. Alunos da 1ª turma da oficina de auviovisual 2016. – Na
entrada (hall) do teatro.
3 – Apresentação da oficina de teatro do Ponto de Cultura Juventude e Cidadania
com o espetáculo “Vamos Festejar”.30’
4 – Exibição do filme “Jardim Documentário” de Fernanda Almeida – 22’
“Jardim” conta a história da comunidade que tem mais de 30 anos, percorre
assuntos como: a violência dentro do conjunto, o preconceito por ser morador,
as vivências religiosas na comunidade e o sentimento de pertencimento dos
moradores.
5 – Apresentação de MC César Levine’s, aprendiz da oficina de Rap 2016. 10’
6 – Apresentação do aprendiz da oficina de Rap 2016 Paulo Junior e dos
instrutores da oficina David, Wilian e Van Brow (Grupo Filosofia de Loucos).
15’
7 – Apresentação musical de Lucimar Santos com a música Flashlight de Jessie J.
3’
8 – Apresentação da oficina de dança moderna do Ponto de Cultura Juventude e
Cidadania. 15’
9 – Apresentação do grupo de dança Pop Star, com a coreografia “Mix. De tudo um
pouco”. Funk, Moderno e Ballet – 5’

Presença na plateia de 120
pessoas de diversas idades. Participação de 40 aprendizes das oficinas
artísticas  e 5 artistas e técnicos
profissionais. Equipe de apoio a produção formado por 5 pessoas. 

OUTROS OLHARES SOBRE A 2ª MOSTRA CULTURAL

1 – Embora presente em quase metade do evento,  o que pude ver e perceber foi uma
realização  muito boa e maravilhosa.
Destaco a apresentação das coreografias de dança, com as meninas (os)  se esforçando bastante para darem conta do
recado. Além dos menores cantando e dançando uma sequência de culturas
populares no espetáculo de teatro “Vamos Festejar”,  sob a orientação de um professor muita elegante
e empenhado.  Acho que  com mais treinamento e mais apoio esses meninos
terão um bom futuro pela frente. O pessoal do RAP dispensa comentários,  pois mostraram que sabem fazê-lo  com muita maestria. 

O que poderia fazer o evento melhor seria uma estratégia de  marketing mais ampla para dar-lhe maior
visibilidade, no  intuito  de mostrar para a sociedade o objetivo do
evento e sua finalidade maior, que é mostrar o papel social da arte e dar
visibilidade aos talentos artísticos que brotam na periferia de Aracaju e
região metropolitana. 

Ademir  Santos Silva
Representante comercial e amante da boa arte. 

2 – Considerei que teve um bom público, e gostei muito do
conteúdo apresentado, ainda mais  por ser
apresentado por crianças e adolescentes, o 
que não é fácil e sabemos muito bem disso.

A única critica que tenho a fazer , é organizar melhor as
sequências das apresentações musicais e coreográficas,  contando com a presença de um técnico de som
que tenha um melhor acompanhamento da produção do evento. 

Thiago Sitineta dançarino, coreógrafo e professor de dança
urbana.

Pag.4 – O GRAFITE QUE FAZ BEM
 No mundo de
hoje temos sempre que pensar duas vezes o que queremos na vida.  Participar da oficina de grafite foi uma das
escolhas que fiz no ano de 201, porque acho bonito como grafiteiros entendem o
mundo, como expressam o que sente ou que está passando. Amei as aulas práticas,
quando preenchemos o dia  fazendo aquilo
que gostamos, sendo tão bom que me sentia como se estivesse em outro mundo, de
tão relaxada que me senti.  Livre de tudo
e de todos. Sem mais palavras para explicar como foi essa experiência.

Rayane Leite Santos – Aprendiz da oficina de grafite

Período da Oficina: Novembro de 2016 a janeiro de 2017.
Clientela
atendida:
Alcance de 25 adolescentes e jovens na faixa dos 12 aos 25 anos.
Estudantes de diversas escolas da comunidade, sendo alguns trabalhadores.

Pág. 4 A DANÇA QUE ABRAÇA E QUE NOS FAZ SENTIR BEM

Participei da oficina de dança moderna no ano 2016. A
experiência foi desenvolvida pela professora Cristiane Anjos, que desenvolveu
um excelente trabalho com os jovens do conjunto jardim. 

Desde já,  parabenizo o
professor Zezito de Oliveira responsável pelo desenvolvimento do projeto.  A comunidade agradece a sua dedicação a todos
os jovens do Ponto de Cultura. Todas as oficinas realizadas aqui na comunidade
são bem vindas, pois as crianças e os jovens necessitam do bom entretenimento. 

Agradeço a todos os professores das outras oficinas pela
disponibilidade,  por ter dado um pouco
do seu tempo,  por estar nos mostrando
uma nova perspectiva de vida. O Ponto de Cultura me mostrou  um outro lado da dança que eu não conhecia,  o lado bom da diversão, das amizades
verdadeiras, de apresentações valiosas que levarei sempre no coração.

Jéssica dos Santos – Aprendiz da oficina de dança moderna

Período da Oficina:
Setembro de 2016 a maio de 2017.

Clientela
atendida:
Alcance de 20  adolescentes
e jovens na faixa dos 12 aos 22 anos, estudantes das escolas “Leão Magno” e
“Júlia Teles”

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