Carnaval, a opinião de Dom Hélder, e de outras pessoas. (edição 2014)


Postado originalmente neste blog em 2012

“Carnaval
é a alegria popular. Direi mesmo, uma das raras alegrias que ainda
sobram para a minha gente querida. Peca-se muito no carnaval? Não sei o
que pesa mais diante de Deus: se excessos, aqui e ali, cometidos por
foliões, ou farisaísmo e falta de caridade por parte de quem se julga
melhor e mais santo por não brincar o carnaval. Estive recordando sambas
e frevos, do disco do Baile da Saudade: ô jardineira por que estas tão
triste? Mas o que foi que aconteceu….Tú és muito mais bonita que a
camélia que morreu. BRINQUE MEU POVO POVO QUERIDO! MINHA GENTE
QUERIDÍSSIMA. É VERDADE QUE 4a FEIRA A LUTA RECOMEÇA. MAS, AO MENOS, SE
PÔS UM POUCO DE SONHO NA REALIDADE DURA DA VIDA!” Dom Helder Câmara, 01
de fevereiro de 1975 durante sua crônica radiofônica “um olhar sobre a
cidade” da Rádio Olinda AM.

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“Quando
Dom Hélder escreveu o  texto acima,  a realidade do carnaval era
bastante diferente daquilo que em regra temos hoje. Nestes idos de
1975,  o mercado  não tinha se apropriado das festas e dos corpos na
proporção como acontece nos dias atuais.
Quando
digo em “regra”, quero acreditar  que ainda existam espaços ou
ambientes em que o carnaval seja comemorado de forma aproximada ao 
exemplo citado por  Dom Hélder.”(Zezito de Oliveira-2013)
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 ‘CÉU NA TERRA’: o baile público, pré-carnavalesco, no Largo das Neves
foi bem isso. Músicas lindas (sopro divino), belamente executadas, para
uma multidão dançando, no chão da praça. Ao fundo, a torre da igrejinha e
a límpida noite carioca que chegava.
São momentos assim que tornam a vida mais amena, valendo a pena. (
Chico Alencar em 2014)

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“Inventamos
na rua a cidade negada nos gabinetes poderosos. Entrudos, corsos,
batalhas de confetes e flores, blocos de arenga, rodas de pernada,
ranchos, cordões, grandes sociedades, bailes de mascarados, escolas de
samba, onças do Catumbi e caciques de Ramos, simpatias e suvacos
balzaquianos, bate-bolas suburbanos e centenárias bolas pretas dão
pistas para se entender como as tensões sociais – disfarçadas em festas –
bordam as histórias desse terreiro de São Sebastião/Oxossi do Rio de
Janeiro e podem ser revisitadas em alegria: a prova dos nove do povo
daqui” (L. Antonio Simas). FELIZ CARNAVAL, com muito pedacinho de céu na
terra pra você, do jeito que v. mais gostar (pode ser até não ‘foliar’ e
encontrar um cantinho pra ler e se acalmar). FUI, FOMOS! – Chico Alencar – 2014
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“Aqui vai um recadinho
para aqueles que se acham “intelectuais” e “superiores” aos outros por
não gostarem de carnaval e acharem quem gosta inferior, ignorante e
outros atributos mais: ignorante são aqueles que não conseguem conviver
em sociedade, não respeitam e nem toleram a pluralidade de um país rico
culturalmente que celebra a maior festa popular do planeta.
Nem tudo agrada a todos, mas não é porque
você não gosta de algo que deve menosprezar quem gosta. Ainda a pouco
li uma porcaria falando dos “peitos e bundas” exibidos durante a festa e
tentando usar isto como argumento de compreensão de estrangeiros
acharem que as mulheres brasileiras são todas prostitutas e dizendo que
“temos que nos dar o respeito”. Ah vá se catar! Aqui quem manda somos
nós e todo ser humano é racional e tem discernimento suficiente para
saber que os direitos individuais de cada um devem ser respeitados,
portanto, as mulheres na avenida merecem respeito e serem vistas como
parte integrante da festa popular. Até porque se forem usar este
argumento, daqui a pouco as mulheres terão que ir de burca à praia
durante o ano todo.
O respeito e tolerância deve se estender também a
todos os homens e mulheres que estiverem atrás dos blocos, trios,
dançando frevo ou nas ladeiras das cidades históricas celebrando o maior
espetáculo da Terra.
O carnaval é uma festa do povo que é feita sobretudo de muita alegria e brasilidade.
Está cada vez mais insuportável aturar a turminha do contra que odeia
tudo, não gosta de nada, só vê o lado ruim das coisas e parece sempre
torcer para dar tudo errado…
Tá incomodado(a)? Se muda! O Paraguai é logo ali e ninguém tá te obrigando a ficar aqui…
SAMBEI!!!

Sou linda, sou diva, sou Presidenta. SOU DILMA!!!

ÊTA PRESIDENTA QUE MANDA O PAPO RETO!!!

Brasil, país rico é país que se orgulha de sua cultura popular. (Dilma Bolada-2014)


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 Publicado por Gilberto Gil no Face
 “Quando
eu li que este ano não pode haver Carnaval na rua, fiquei mortalmente
triste. É crença minha, que no dia em que o deus Momo for de todo
exilado deste mundo, o mundo acaba”. Machado de Assis, 1894

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Quando o carnaval chegar – Marcelo Barros -.  AQUI

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 Carnaval: “adeus, carne”, uma metáfora do reino da liberdade. Leonardo Boff   AQUI

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Bom Carnaval. Texto de Dom Demétrio Valentini no site da CNBB – 2014 – AQUI  

A CANÇÃO BRASILEIRA E O CARNAVAL

1 – A Jardineira – Sugestão do grande DOM do Ceará, Rio de Janeiro, Olinda e Recife, Brasil e Mundo.. 

2 – As marchinhas de sempre – Ouça a playlist do programa 78rpm da Rádio Cultura Brasil. AQUI

Baile de Carnaval

Em clima de Carnaval, Roberta Martinelli apresentou
um especial com sugestões de músicas enviadas pelos ouvintes. Gravado no
dia 08 de fevereiro de 2013 na Rádio Cultura Brasil. AQUI

 3 – Quando o Carnaval Chegar – Chico Buarque. Ouça/Assista AQUI

4 –

5 – Noite dos Mascarados – Chico Buarque – AQUI

6 – Para quem gosta de encontros de gerações e encontro de diferentes… Marchinhas de Carnaval e Funk..

 

7 – Uma música que lembra algo das velhas
marchinhas, embora com uma pouco mais de texto e modulação sonora, o que
a pode tornar imprópria para os bailes de momo. 

 Principe Encantado – Tom Drummond

Sugiram outras canções ou poesias nos comentários….

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