‘A violência do narcotráfico é fruto da violência da ditadura militar’

Frei Betto

 01/07/2013 

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 Drogas atingem também famílias sem dependentes

O assessor de movimentos sociais Frei Betto faz críticas sobre os
problemas das drogas no Brasil e destrincha os motivos que levam o
indivíduo a se tornar  dependente químico.

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Foto: Vamos manter esta foto na rede, pra lembrar aos empresários, aos políticos e às pessoas, de modo geral, que pequenos gestos e pequenos projetos se somam para ajudar a mudar esse quatro infeliz.
"Até quando iremos fechar os olhos pra essa realidade"???
Nossos jovens que são o futuro do país devorados pelo câncer do abandono ,onde os valores são invertidos e predomina o egoismo. E assim, nos resta a correnteza da desigualdade social , que alimenta a fome e a miséria humana, afogando nosso povo ao domínio do poder paralelo do tráfico e da prostituição, onde a vida já nada mais vale !!!!

SE FOSSE UMA BUNDA OU UM PAR DE PEITÕES VC CURTIA OU COMPATILHAVA... Nilton Hrc
Acorda Brasil !!!

Descriminalização de drogas em Portugal surpreende nos EUA

 

Publicado em 2009-04-11

IVETE CARNEIRO
Fonte: Jornal de Noticia AQUI

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É
um dos mais conhecidos constitucionalistas dos EUA, país onde a
política da droga é das mais severas. Analisou o que se passa em
Portugal. E concluiu que deve servir de exemplo. A Time e a BBC já
pediram para vir ver como era.
Glenn Greenwald poderá
abusar da adjectivação no relatório “Descriminalização da droga em
Portugal: lições para criar políticas justas e bem sucedidas sobre a
droga”. Mas tem o mérito de ter chamado a atenção para o que por cá se
faz em matéria de luta contra a toxicodependência. No documento
apresentado na semana passada no Cato Institute de Washington, fala de
“sucesso retumbante”. E fá-lo comparando Portugal com a Europa e com os
EUA.
Desde 1 Julho de 2001 (Lei n.º 30/2000, de 29 de Novembro), a
aquisição, posse e consumo de qualquer droga estão fora da moldura
criminal e passaram a ser violações administrativas. Desde então, o uso
de droga em Portugal fixou-se “entre os mais baixos da Europa, sobretudo
quando comparado com estados com regimes de criminalização apertados”.
Baixou o consumo entre os mais jovens e reduziram-se a mortalidade (de
400 para 290, entre 1999 e 2006) e as doenças associadas à droga.
Proibido? Sim, mas sem prisão
Porquê?
Porque, adianta Greenwald, Portugal ofereceu mais oportunidades de
tratamento. E cita peritos que atribuem esta mudança de abordagem à
descriminalização. Por partes: consumir continua a ser proibido. Mas já
não dá prisão. Quando muito, dá uma multa. Na maioria dos casos, uma
reprimenda. E o encaminhamento para o tratamento.
Com isto,
mitigou-se aquele que era o principal desafio da luta contra a droga: o
receio de procurar ajuda e de, por essa via, acabar na cadeia. O estigma
do crime diluiu-se, ao contrário do que acontece em Espanha, por
exemplo, onde as sanções são raras, mas passa-se por processos penais,
diz o constitucionalista. Por outro lado, resgataram-se recursos que
eram gastos na criminalização (em processos e detenções, já que 60%
deles envolviam consumidores), canalizando-os para o tratamento. Entre
1999 e 2003, cresceu 147% o número de pessoas em programas de
substituição.

  “Quanto menos utopia, mais drogas”, diz Frei Betto

Frei Betto explica que as
drogas tiveram início em rituais religiosos. Na Bíblia, aparecem o
incenso, que reduz a ansiedade e o apetite, e a mirra, poderoso
analgésico comparado à morfina. Para ele, a sociedade individualizada e
consumista, como a de hoje, estimula o uso de drogas, ao contrário do
que ocorria em sua juventude. “Éramos viciados em utopia a fim de
derrubar a ditadura. Quanto mais utopia menos drogas, quanto menos
utopia, mais drogas”, defende. Segundo ele, hoje em dia não temos
utopias libertárias nem o altruísmo libertário de um mundo melhor. “Um
pouco mais de espiritualidade cultivada nas famílias, entre crianças e
jovens, não teríamos tanta vulnerabilidade em relação às drogas, afirma.

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