O que é que pode fazer o homem comum neste presente instante ? Em tempos de chacina banalizada e tortura e assassinato semelhante aos tempos da Gestapo de Hitler.
1 – Descobrir e/ou afirmar o nome do homem assassinado na abordagem da PRF em Umbaúba (SE), Genivaldo de Jesus Santos, e chamar gente para um ato de protesto e denúncia dentro da universidade, como fez a ADUFS.
2- Quem é de Sergipe problematizar o papel da imprensa local com relação ao caso, via redes sociais.
3- Quem for parlamentar do campo progressista, não precisa ser só do PT ou do PSOL, publicar nota de repúdio exigindo apuração isenta do caso e punição aos envolvidos, além de colocar a estrutura do mandato a disposição da (s) familia (s) do (s) morto (s), assim como dos coletivos e organizações que defendem pautas antiracistas e contra o genocidio do povo negro..
4- Quem for padre, pastor ou liderança religiosa de outras religiões não cristãs contextualizar o fato de Sergipe e o mais recente do Rio de Janeiro dentro da conjuntura politica atual, confrontando com o que afirma Jesus Cristo nos Evangelhos, especialmente no caso dos cristãos.
5- Quem for jornalista ou blogueiro convidar estudiosos/especialistas sobre violência policial contra as populações vulneráveis para tratar do assunto, apresentando causas, consequências e propostas de superação, a curto, médio e longo prazo. Ou no caso dos blogs mais humildes como esse, replicar a produção positiva dos maiores. Vale também neste caso, para quem compartilha via redes virtuais.
6 – Se engajar na campanha Lula Presidente e de candidatos progressistas as assembléias e governos estaduais, assim como congresso.
7 – Quem for artista fazer como muitos estão fazendo nos momentos de apresentações para o grande público, além de participar de atos politicos culturais a favor dos direitos humanos e dos outros seres vivos, inclusive da Mãe Terra, assim como produzir obras de arte que dialoguem com o momento atual, colocando o dedo nas feridas, como fez recentemente João Gordo..
O Padre Reginaldo Veloso grande religioso e irmão/companheiro de Dom Hélder Camara, e que nos deixou na semana passada, assim como um grande artista, animador cultural e formulador de uma exitosa politica educultural em Pernambuco, compôs a canção abaixo remetendo a Chacina de Vigário Geral, a qual aconteceu na década de 1990 no Rio de Janeiro. São muitos exemplos como esse, da arte e dos artistas incidindo/impactando a cena social e politica da nação.
Do seu lar saiu para labutar
Logo foi parado, jogado ao chão
Com requintes de perversidade
Que não se faz nem com um cão
Foi amarado e humilhado
Seus olhos fecharam na escuridão
Sem pena ou piedade
Foi jogado na escuridão
Na frente da comunidade
Empurrado para o camburão
Lembrando Auschwitz
A câmara de gás entra em ação.
A história se repete
Na minha cabeça veio a lembrança
De tempos bem longínquos.
Me faltou a esperança
Vendo tudo se repetindo
Contra nossa segurança
Estão banalizando a morte
Todo dia uma tragédia
Tem gente que apoia
Para o governo faz a média
Para dá de bacana
A da vida alheia faz comédia
É morte na favela
É morte no asfalto
Nossas vidas não valem nada
E tirada de assalto
E o que mais se ouve
É risadas no planalto
Genivaldo, é mais uma vida
Que sem piedade foi ceifada
Sem respeitar seus direitos
Sua voz foi calada
Pela farda verde e amarela
Acabou sua jornada.
A câmara de gás retornou
Nos moldes do século 21
Com mais perversidade
Com plateia comum
A volta de Auschwitz
Vai matar todos um a um.
A cidade de umbaúba
É só tristeza e lamentação
Perdeu mais um filho
Sem nenhuma razão
Foi tirada a sua vida
Dentro de um camburão
Sem puder respirar
Para Deus pedia ajuda
Sem entender o porque
Sua vida foi desnuda
Por homens cruéis
Sem ter ninguém que acuda.
Tem gente que acha normal
Não tem compaixão
Em ver o sofrimento alheio
E um irmão no caixão
Você é bem igual a eles
Falta amor no coração.