Roda de conversa sobre produtora cultural colaborativa junta economia solidária, tecnologia digital e cultura de base comunitária.

A iniciativa é da Ação Cultural, traz a Aracaju Pedro Jatobá e acontece no dia 28 de
abril (sábado), das 8h30 às 12h30, no Centro Cultural de Aracaju. E conta com o apoio da Funcaju, Núcleo de Produção Digital Orlando Vieira, Comunidade Bom Pastor, ITeia e Rede de Produtoras Culturais Colaborativas.

A Ação Cultural/Ponto de Cultura Juventude e Cidadania,  é um coletivo/organização criado em Sergipe no ano  2004, a partir da ação em  rede de um grupo de agentes culturais
comunitários e participou  recentemente, com dois representantes e um parceiro ligado a
comissão de cultura do MST Sergipe, da roda de conversa “Produtora Cultural
Colaborativa: boas práticas em rede e tecnologias livres para o desenvolvimento
local.”, atividade realizada no Fórum Social Mundial 2018, em Salvador (BA), no
mês de março último.

 

“A produtora cultural colaborativa, tecnologia social que reúne boas práticas para organização e gestão
de um espaço de inclusão social em um empreendimento solidário de
produção cultural de forma legalizada.


Um espaço de inclusão social pode ser uma associação de moradores, um
telecentro comunitário, um ponto de cultura, uma lan house, um espaço
público subutilizado, ou qualquer espaço físico que possua energia
elétrica, acesso a internet (desejável) e um ou mais computadores a
disposição dos envolvidos.


A tecnologia social da Produtora Cultural Colaborativa foi
certificada em 2015 pela Fundação Banco do Brasil e integra o Banco de
Tecnologias Sociais da Instituição.”


 https://colaborativas.net/tecnologia/

A
importância da temática abordada na roda de conversa acima, está expressa em um
trecho da carta dos pontos de cultura presentes no FSM2018.
“Relembramos que um dos pilares que compõem o
Cultura Viva desde o seu surgimento, é a adoção de tecnologias livres da cultura
digital nas ações cotidianas dos pontos de cultura. A escolha por softwares de
código fonte aberto, não apenas evita o gasto de dinheiro público com
tecnologias que se tornam obsoletas em poucos anos, como possibilita adaptar as
mesmas a identidade de grupos minoritários como indígenas e quilombolas,
traduzindo e configurando os aplicativos para funcionar em realidades
específicas. 

Os softwares livres possibilitam que computadores mais antigos
tenham uso pleno e evitam que políticas públicas indiretamente fomentem a
pirataria. Vale também ressaltar a importância de portais e plataformas livres
na internet, que não se apropriam de dados através de contratos e termos de uso
que muitas vezes são ignorados pelos usuários. 

É fundamental ao pensar em uma
política de empoderamento e autonomia das organizações culturais levar estas
questões em consideração e dar a devida importância a capacitação dos agentes
culturais para se apropriarem destas ferramentas.

Neste momento de falta de recursos e editais de
fomento ações é fundamental o estímulo para os pontos de cultura se
identificarem como atores sociais da economia solidária, identificando
potencialidades e excelência em produtos, serviços e saberes e fomentando a
oferta e troca em rede, na lógica do comércio justo, estimulando o preço
aberto, o escambo entre organizações e o fortalecimento de ações conjuntas de
modo a diversificar a entrada de recursos e complementar a deficiência no
fomento por parte das secretarias e Ministério.” 
http://acaoculturalse.blogspot.com.br/2018/03/carta-dos-pontos-de-cultura-do-brasil.html

O maestro da roda de
conversa  Pedro Jatobá,
é mestre em gestão e desenvolvimento
social pela Escola de Administração da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e
bacharel em ciência da computação pela Universidade Católica de Pernambuco
(UNICAP).  Atualmente é diretor de ações culturais do Instituto
Intercidadania, Coordenador de Formação e Articulação da Rede Colaborativa
iTEIA, integrante da Cooperativa EITA (Educação Informação e Tecnologia para
Autogestão).


Atuou profissionalmente em Porto Alegre / RS como programador e pesquisador
entre 2004 – 2007 em empresas como Telefônica / VIVO, Transportadora Mércurio e
Hewlett-Packard (HP) no desenvolvimento de sistemas internos e para clientes
utlizando tecnologias como UNIX, C, JAVA, ORACLE e J2EE.


Em 2009 foi bolsista CNPQ na Ação Cultura Digital do Ministério da Cultura onde
ajudou a criar o GT Sustentabilidade focado no uso de software livres para
economia solidária. Recebeu o prêmio Tuxáua Cultura Viva em reconhecimento ao
projeto Estrada Viva que fomentou nas cinco regiões do país, entre 2007 e 2010,
a tecnologia social das Produtoras Culturais Colaborativas na rede nacional de
pontos de cultura.



Para saber mais sobre produtoras culturais colaborativas, clique abaixo. http://www.iteia.org.br/textos/produtora-cultural-colaborativa-artigo-expoidea-2010

Mais informações sobre o evento: Zezito de Oliveira – 79 9 8802-0711 e zezitodeoliveira@gmail.com 

Quem
tiver notebook pode levar, pois faremos uma demonstração do ambiente da
plataforma corais, o ambiente virtual da rede de produtoras culturais
colaborativas.


braços sergipanos para acolher uma proposta como essa? Nas terras que
tem como um dos simbolos da luta e da resistência, a figura do cacique
Serigy. 

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