No show do 1º de Maio, Leci Brandão chama atenção para ‘genocídio da juventude negra’

Direitos

Deputada e cantora critica
exploração comercial do caso de racismo contra o jogador Daniel Alves e
cobra mudanças na atuação policial para que cor de pele não seja visto
como ‘carimbo da bandidagem’

por Vitor Nuzzi, da RBA


publicado
01/05/2014 17:19,


última modificação
02/05/2014 16:21


Danilo Ramos / RBA

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A cantora e ativista Leci Brandão, no ato da CUT em São Paulo pelo Dia dos Trabalhadores
São Paulo – Durante seu show de 40 minutos no Vale
do Anhangabaú, a cantora e deputada estadual Leci Brandão (PCdoB) chamou
a atenção para “o genocídio da juventude negra” e pediu mudanças nas
políticas de segurança. “A gente quer que as secretarias de segurança
pública, especialmente a de São Paulo, entendam que a polícia é para
defender cidadão, para nos proteger da insegurança. Não é a cor da pele,
a etnia, que dá o carimbo da bandidagem”, afirmou, depois da
apresentação.

Ela também fez ressalvas ao episódio no último fim
de semana envolvendo o jogador Daniel Alves, do Barcelona, que comeu uma
banana arremessada por um torcedor durante uma partida, em manifestação
racista. “Foi um momento de tensão no campo, correto. Mas outras
pessoas se aproveitaram”, comentou, referindo-se a uma possível
exploração comercial do caso e repudiando o slogan surgido nas redes.
“Não somos todos macacos. Somos negros.”

Para Leci, o que se
seguiu foi uma “onda ruim”, em sua definição. “Não vi ninguém com uma
camisa dizendo que é contra o genocídio da juventude, que somos todos
Cláudia (referência à mulher arrastada em um carro de polícia no Rio de
Janeiro), somos todos MC Daleste (cantor e compositor, assassinado em 2013), somos todos Sabotage (cantor também assassinado, em 2003).”

Com
30 anos de participações no 1º de Maio, a artista destacou a relevância
da organização dos trabalhadores. “É fundamental incentivar as pessoas a
entender a importância das centrais sindicais. As conquistas só
acontecem porque existem os sindicatos.”

Leci também defendeu a
implementação de políticas sociais para a redução da desigualdade.
“Foram muitos anos (de exclusão). A gente está conseguindo mudanças
significativas. E quero muito que continue. Eles já tiveram todo o
tempo. Agora é a nossa vez.”

Depois de Leci, o cantor Michel Teló
fez provavelmente um dos shows mais rápidos em todos os 1º de Maio.
Foram menos de três minutos no palco.

Às 17h, apresentou-se o
pianista João Carlos Martins. Em repertório diferente do habitual para
atos sindicais, um tenor, Jean William, cantou Ave Maria, de
Charles Gonoud. No início do ato no Anhangabaú, um grupo de artistas,
incluindo acrobatas, fez encenações com referências ao tema do evento
(democratização da comunicação).

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Abaixo-assinado pela Lei de Meios colhe mil adesões no primeiro dia em São Bernardo

mídia livre
por Paulo Salvador, para a Rede Brasil Atual


publicado
03/05/2013 14:54 

 

São Paulo – Foi um sucesso a coleta de assinaturas
para o projeto de lei de iniciativa popular (PLIP) que regulamenta a
liberdade de comunicação no país. O 1º de Maio, Dia do Trabalhador,  foi
escolhido pelo movimento “Para Expressar a Liberdade” para o lançamento
do abaixo-assinado. Em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, o
Sindicato dos Metalúrgicos do ABC fez da festa uma celebração da
campanha “Quero falar também”, com o lançamento do abaixo-assinado que
angariou cerca de mil adesões.
Uma mesa foi instalada nas tendas de TVT Rádio Brasil Atual,
em frente às de bebidas e comidas, por onde passaram milhares de
pessoas. No final da festa, o coordenador do Intervozes (Coletivo Brasil
de Comunicação Social), Pedro Ekman, fez as contas: cerca de mil
adesões. “Foi um bom início, centenas de pessoas passaram pela
barraquinha, conseguimos conversar com muita gente e a adesão foi
tranquila.”
Outro que comemorou o sucesso da campanha foi Silvio Cesar do
Nascimento, diretor de formação do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC,
trabalhador da Volkswagen há 24 anos. Ele ficou cerca de oito horas no
meio da multidão para explicar aos pequenos grupos o que era o
abaixo-assinado. “Falo da importância da comunicação para o trabalhador e
mostro que quem domina a imprensa no país são os burgueses”. Silvio
disse que não teve dificuldade com nenhum grupo, que os mais velhos
aderem de imediato, mas precisa explicar um pouco mais para os jovens.
“Depois da explicação, todo mundo adere, só não consigo na hora do
show”.

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 Pólis promove intervenção cultural na praça da Kantuta

Neste
domingo dia 4 de maio estaremos na festa do Dia do Trabalhador com a
ação Apropriarte na comunidade boliviana de São Paulo. 

A
ação Apropriarte traz rodas de conversas com a comunidade e
apresentações artísticas objetivando fortalecer o trabalho cultural já
realizado pela Associação e Feira Gastronômica da Kantuta. 

 



22/04/2014

O Pontão do Pólis e a Associação Gastronômica Cultural Folclórica Padre Bento promovem o encontro Apropriarte Conviver em Paz nas Cidades: a Cultura Boliviana em São Paulo,
no dia 4 de maio, a partir das 15h, na praça da Kantuta. Serão
realizadas atividades artísticas com expressões culturais bolivianas.
O evento será realizado no domingo, dia da tradicional Feira da
Kantuta, e em comemoração ao dia do trabalho. Além das apresentações
artísticas, haverá uma conversa intercultural com a participação dos
frequentadores da feira e interessados.
O encontro pretende levantar questões e elaborar propostas para
melhorar a vida da comunidade boliviana em sua relação com a cidade.
Este é o terceiro Apropriarte realizado pelo Pontão de Convivência e
Cultura de Paz; o evento propõe a apropriação do espaço público por meio
da arte e da cultura
Convite Kantuta Dia do Trabalhador
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