“The Pitt” está a caminhar para o final da segunda temporada. No podcast “No Último Episódio”, Margarida Santos, médica de medicina geral e familiar e autora do podcast “Consulta Aberta”, analisou o realismo do ambiente hospitalar retratado na série e abordou a importância da cultura na saúde, num episódio originalmente publicado a 30 de janeiro de 2026
(*) usuários dos serviços de saúde. Também chamados de pacientes no Brasil
03 abril 2026 04:00
José Paiva Capucho
João Reis. Sonoplastia – Tomás Almeida. Fotografia
Margarida Santos é médica de família. E é também autora de um dos podcasts mais famosos da SIC Notícias, o “Consulta Aberta”. Portanto, um rosto bem conhecido que, além de passar horas dentro de consultórios, hospitais e centros de saúde, passa também muito tempo a informar a audiência sobre saúde. Mas quando o crítico de cinema e televisão José Paiva Capucho, autor do podcast “No Último Episódio”, a convidou para falar do regresso de “The Pitt”, a profissional de saúde sabia que estava perante um outro desafio: será que uma série pode espelhar a própria realidade dos hospitais portugueses? “Sim, há muito realismo ali, o caos está bem representado, mas um médico português não é mesmo um médico norte-americano”, contou a também podcaster.
Recapitulando: nesta segunda temporada, o Dr. Robby (Noah Wyle, que também está envolvido na criação e realização da série) está prestes a tirar uma licença sabática durante uns tempos. O seu serviço de urgências de Pittsburgh passou, na primeira temporada, por um caos organizado de pacientes e doentes, tendo o ponto alto uma tragédia: um ataque terrorista durante um festival. Conhecemos os colegas, alguns segredos, mas pouco mais do que a sua vida dentro daquele hospital. O que importa é o realismo, o método, e ver partos de bebés que parecem mesmo a sério. “A minha experiência de um serviço de urgências no hospital de São José não foi igual, claro. Em ´The Pitt´, apesar do caos, tudo funciona bem. Existe equipamento médico, é possível fazer uma ecografia no momento sem ter um cenário que encontramos cá: um ecografista para todo o hospital”, argumenta.
Ainda assim, Margarida Santos acredita que a cultura é um veículo fundamental de informação e, portanto, “The Pitt”, é extremamente importante numa altura de grande desinformação no universo da ciência e da saúde. “Se eu fizer um vídeo sobre o testamento vital, ninguém vai querer saber, mas um episódio da série sobre isto é diferente, portanto, sim, a cultura é fundamental neste caso”, finaliza.
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