brasileira: Tim Maia. Nascido como Sebastião Rodrigues Maia, o artista
que soube como ninguém mesclar brasilidade e soul music morreu em Niterói aos 55 anos, no dia 15 de março de 1998.
Carioca da gema, Tim Maia começou a carreira homenageando o bairro em
que nasceu, a Tijuca, ao formar em 1956 o conjunto Os Tijucanos do
Ritmo. Apesar da curta duração do grupo, a música já havia reservado
lugar no destino de Tim, que, no ano seguinte, daria início ao The
Sputniks.
Ainda na adolescência, o cantor foi viver nos Estados Unidos e recebeu influência definitiva do soul.
Sua temporada em terras norte-americanas durou pouco: no início dos
anos 1960, ele foi preso por furto e posse de drogas, o que motivou sua
deportação para o Brasil.
A dependência de álcool e drogas se tornaria um personagem importante
em sua biografia. Muitas das apresentações de Tim Maia são lembradas
pelo estado alterado com que o cantor subia ao palco. Em diversas
ocasiões, o artista sequer aparecia para cantar. Contrastavam com esses
excessos, no entanto, o bom humor e a sensibilidade de suas letras.
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Em 1968, Tim Maia produziu o álbum A Onda é o Boogaloo, do cantor Eduardo Araújo, um dos representantes da Jovem Guarda. O sucesso veio quando Roberto Carlos gravou uma canção sua – Não Vou Ficar – no mesmo ano, quando também foi lançado o primeiro trabalho solo de Tim, um compacto que trazia duas composições próprias: Meu País e Sentimento.
Em 1969, o artista lançou um compacto com What do You Want to Bet e These Are the Songs, que foi regravada em seguida por Elis Regina (num dueto com Tim) e incluída no álbum Em Pleno Verão, de Elis. Em 1970, explodiria em vendas o primeiro LP do cantor, Tim Maia, que trazia hits como Azul da Cor do Mar, Primavera e Eu Amo Você.
Na década de 1970, o cantor conheceu a controversa doutrina Cultura
Racional e mergulhou nas ideias de seus livros-base, da série Universo em Desencanto. A influência foi explicitada nos dois volumes dos álbuns Tim Maia Racional, que traziam faixas como Imunização Racional, Bom Senso e O Caminho do Bem.
Tim pediu o recolhimento dos discos ao se desiludir com a doutrina, mas
já era tarde: as músicas desses álbuns seriam consideradas por muitos
as melhores já lançadas pelo artista e os itens restantes se tornaram
preciosidades disputadas por colecionadores.
Após a fase Racional e através das décadas de 1980 e 90, vieram mais sucessos, como SossegoVocê e Eu, Eu e Você (Juntinhos)Do Leme ao PontalVale TudoO Descobridor dos Sete Mares e Me Dê Motivo. Em 2011, a história e a música de Tim Maia voltaram aos palcos com Tim Maia – Vale Tudo, o Musical, atraindo milhares de espectadores. O diretor Mauro Lima, de Meu Nome Não É Johnny (2008) e Reis e Ratos (2012), confirmou ao portal EBC
que planeja levar a trajetória do artista também para o cinema. Se Tim
Maia encontrou na música um sonho azul da cor do mar, envolveu nele um
sem-número de admiradores, que mantêm sua obra em constante movimento.
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