A magia do cinema e da dança flamenca no filme Iberia…

 Ontem domingo, 11 de agosto de 2024, estive  no Cine Vitória assistindo mais uma vez a um filme da mostra do cinema espanhol. É o penúltimo da mostra, Iberia,  e o segundo a centrar na linguagem da dança.

Sobre o primeiro filme “Yuli” confira aqui. 


A experiência foi bastante interessante por representar uma feliz coincidência com o momento de revisitação do arquivo digital da Ação Cultural que estou fazendo no acervo da entidade, e a linguagem da dança, em especial a dança moderna, teve uma presença bem significativa no processo do ensino social-educativo-cultural desenvolvido desde o inicio  deste século no Conjunto Jardim até o ano de 2016, inicialmente com o Projeto Ecarte e depois com o Ação Cultural/Ponto de Cultura Juventude e Cidadania/Ação Cultural.

O que me impressionou no filme Iberia, me impressionou mesmo, é a  forma como o olhar do diretor do filme, Carlos Saura,  e o diretor de fotografia  José Luis López-Linares captaram os movimentos dos dançarinos e das coreografias , assim como a captação da presença  importante dos músicos e suas interpretações.

Me chamou atenção o aspecto da diversidade de idades presentes no trabalho coreográfico, inclusive a presença de crianças e pessoas idosas. Mesmo que na maior parte das cenas a presença de jovens adultos seja mais constante. A destreza, a concentração,  a força, a elegância,  nunca ficam fora da tela, A sensualidade inerente a dança flamenca, intercalada com a dança contemporânea,  também é uma constante.

Por outro lado o espetáculo de beleza apresentado no filme,  a todo tempo me remetia a influência da cultura árabe na peninsula ibérica, a qual também chegou ao Brasil no período da colonização, e que se mantém ainda viva aqui no nordeste, sabe Deus o quanto ainda permanecerá com a intensa invasão cultural da indústria cultural de massa. 

Crítica | Ibéria (2005) = 

O corpo e os sentidos. AQUI

Sobre a influência árabe ou moura na dança flamenca, clique AQUI 




Ibéria! Ibéria! Ibéria…

Arthur Dapieve concentra o programa na sua obsessão do momento: “Ibéria”, de Isaac Albéniz (1860-1909). 
Ele selecionou um conjunto de gravações de segmentos da suíte, como dois da catalã Alicia de Larrocha, cujo centenário se completa em 2023. AQUI
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Sobre as influências mourisca na  cultura nordestina,  estive sábado no show de Zé Ramalho em Aracaju, no evento de abertura de uma nova casa de shows  e me encontrei com fragmentos dessa passado árabe ibérico no Brasil.















Arquivo A: Influência da Cultura Árabe no Brasil





Trilha sonora para a semana: Música de al-Andalus do século XIII.


Documentário dublado sobre aspectos da civilização de al-Andalus. AQUI 


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