MOVIMENTO PROFASC – ANO DE 2011 A 2012
Categorias – Dança, Audiovisual, Teatro, Rap (incluindo dança de rua e grafite) e Cineclube
Descrição: O Movimento Pró-Festival de Arte São Cristóvão (PROFASC) é uma comissão da sociedade civil criada para propor alternativas e soluções que viabilizem a retomada contínua do Festival de Arte de São Cristóvão (FASC), garantindo a participação ativa da comunidade e valorizando o título de Patrimônio Cultural da Humanidade da Praça São Francisco.
Programação:
[2011]
- Reuniões de articulação (Março a Maio): Foram realizadas diversas reuniões entre março e maio, reunindo artistas, grupos culturais, educadores e representantes da comunidade. O objetivo principal dessas reuniões foi discutir a importância da retomada do Festival de Arte de São Cristóvão (FASC) e mobilizar a sociedade civil para pressionar o poder público pela reativação do evento. Além disso, houve um esforço para mapear artistas e manifestações culturais que poderiam contribuir para um possível retorno do festival. Como resultado, formou-se um grupo articulador que passou a dialogar diretamente com autoridades locais e estaduais para viabilizar o projeto.[http://acaoculturalse.blogspot.com/p/movimento-pro-festival-de-arte-de-sao.html]
- Fóruns de Políticas Culturais (Agosto): Foi organizado como parte das ações do movimento, reunindo artistas, pesquisadores, gestores públicos e membros da sociedade civil para debater a situação da cultura em São Cristóvão. O evento trouxe temas como a falta de investimentos no setor cultural, a necessidade de criar mecanismos de apoio financeiro para eventos como o FASC e a importância de preservar as tradições populares da cidade. Também foram discutidas políticas públicas para a cultura e a possibilidade de criação de um plano municipal de cultura que garantisse o desenvolvimento sustentável das manifestações artísticas locais. Esse encontro fortaleceu a mobilização do PROFASC, gerando mais visibilidade para a causa e ampliando o diálogo com representantes do poder público. [http://scprofasc.blogspot.com/]
- Planejamento do retorno do FASC (Novembro): Com o avanço das articulações, em novembro de 2011, o movimento promoveu uma reunião estratégica focada no planejamento concreto do retorno do Festival de Arte de São Cristóvão. Esse encontro contou com a participação de artistas locais, grupos culturais e gestores da área cultural, que discutiram possíveis formatos para o evento, além de fontes de financiamento e infraestrutura necessária. O encontro também definiu que o movimento seguiria pressionando a Prefeitura e o Governo do Estado para conseguir apoio formal para a realização do festival. [http://scprofasc.blogspot.com/]
[2012]
Promoção de ações culturais: Atividades voltadas à preservação das tradições culturais de São Cristóvão, como o incentivo à participação de jovens em grupos folclóricos e manifestações culturais locais:
- Apresentações de grupos folclóricos e culturais, incluindo as Caceteiras de Rindu, uma das mais tradicionais manifestações culturais do município;
- Oficinas e rodas de conversa sobre cultura e identidade local, voltadas para jovens e moradores da cidade;
- Intervenções artísticas em espaços públicos, como forma de demonstrar a força da arte na cidade e reforçar a importância do festival;
- Atividades educativas e debates sobre políticas culturais, visando ampliar a conscientização sobre a necessidade de valorização da cultura local.
Resultados:
- Mobilização de aproximadamente 300 pessoas entre moradores, grupos folclóricos e articuladores culturais da região;
- Reativação do interesse da população local e das autoridades pelo Festival de Arte;
- Sensibilização da comunidade para a importância da preservação do patrimônio cultural;
- Inserção do FASC como projeto prioritário no planejamento cultural de São Cristóvão, contribuindo para fortalecer o patrimônio histórico e cultural da cidade.
Local: Praça São Francisco, São Cristóvão-SE.
Ano: 2011 a 2012.
Público Atingido: Aproximadamente 300 participantes diretos.
Apoio, patrocínios e colaboradores:
- Governo do Estado de Sergipe;
- Prefeitura Municipal de São Cristóvão;
- Secretaria de Estado da Cultura;
- IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional);
- Grupos culturais locais, como as “Caceteiras de Rindu”;
- Representantes culturais da comunidade, incluindo o mestre José Gonçalo Oliveira (“Seu Rindu”).
Links:
- Que saudades do FASC!!! – https://scprofasc.blogspot.com/
- MOVIMENTO PRÓ FESTIVAL DE ARTE DE SÃO CRISTÓVÃO – https://acaoculturalse.blogspot.com/p/movimento-pro-festival-de-arte-de-sao.html
- 2011 Reuniões de Articulação – http://acaoculturalse.blogspot.com/p/movimento-pro-festival-de-arte-de-sao.html
- 2011 Fóruns de Políticas Culturais – http://scprofasc.blogspot.com/
- 2011 Planejamento do Retorno do FASC – http://scprofasc.blogspot.com/
- 2012 Promoção de Ações Culturais – http://acaoculturalse.blogspot.com/p/movimento-pro-festival-de-arte-de-sao.html
- FASC: A participação da comunidade é fundamental – http://www.overmundo.com.br/overblog/fasc-a-participacao-da-comunidade-e-fundamental
- Youtube: Vídeo PRÓ-FASC – https://www.youtube.com/watch?v=aTN4IxFWw40
MANIFESTO PROFASC
Durante mais de vinte anos ininterruptos, a cidade de São Cristóvão foi palco de um dos festivais de artes mais importantes do país: O Festival de Arte de São Cristóvão ou FASC, como também ficou conhecido, que teve a sua primeira edição realizada no ano de 1972, ocasião em que foi aguardado como o momento maior das comemorações do sesquicentenário da independência brasileira em solo sergipano.
O Festival prosseguiu até 1993, quando foi encerrado por decisão da Universidade Federal de Sergipe, instituição que idealizou e foi a responsável pela organização do evento até aquele ano. Em 1996 e 2006, por exemplo, a prefeitura de São Cristóvão tomou a iniciativa de realizá-lo, sem contudo assegurar a sua continuidade
Durante todo o tempo de sua existência, o festival favoreceu o intercâmbio de uma parcela importante da produção cultural sergipana e brasileira, tanto daquelas de caráter erudito, como das manifestações ligadas às culturas populares ou baseadas no imenso potencial de inspiração que estas proporcionam a poetas, teatrólogos, coreógrafos, músicos, artistas plásticos, cineastas e demais atores culturais.
O FASC também foi um espaço para a descoberta e incentivo de novos talentos artísticos, proporcionando a geração de renda para artistas, intelectuais, técnicos, produtores e para o setor de serviços e comércio, que se beneficiaram dos investimentos governamentais dispendidos para a realização do evento.
Outro aspecto importante foi a divulgação positiva do estado de Sergipe em todo o território nacional, por meio do material institucional e/ou promocional distribuído principalmente para universidades federais, órgãos públicos de cultura e turismo, assim como entidades de representação de artistas e de intelectuais, grupos culturais, órgãos de comunicação etc..
Por tudo isso, a população de São Cristóvão tem se manifestado pelo retorno do Festival de Arte, o que ocorreu especialmente por ocasião da realização das duas primeiras conferências municipais de cultura, a primeira em 2005 e a segunda em 2009 e, ainda, na formulação do diagnóstico cultural elaborado em 2010, a partir da iniciativa GT – Economia da Cultura São Cristóvão (GT-Ecult), sob a liderança da Secretaria de Estado da Cultura e Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, da Ciência e Tecnologia e do Turismo.
Para fortalecer esta demanda em relação a todos os atores sociais e políticos que contribuíram para o sucesso do FASC (UFS, Prefeitura e Governo do Estado, artistas, intelectuais, imprensa e empresas privadas e estatais etc.) está sendo criada uma comissão da sociedade civil, denominada PROFASC, que tem por objetivo reunir cidadãos de São Cristóvão e dos municípios adjacentes para proporem alternativas e sugestões que tornem possível a retomada da realização do FASC com a participação da comunidade, incluindo-o como evento permanente do calendário cultural de nosso Estado.
Esta necessidade foi apontada pelo pesquisador Ribeiro Filho, em dissertação de mestrado, intitulada “Eventos públicos e privados: a elaboração de políticas culturais voltadas para a elaboração da festa”. 2008 (UFS)”, na qual afirma que: “O município e a sua população participam do evento apenas como cenário e na qualidade de figurantes”.
É na perspectiva do exercício da cidadania cultural que conclamamos todos os cidadãos sergipanos, especialmente os residentes em São Cristóvão, para somar fileiras visando inaugurarmos uma nova era, no tocante à participação da comunidade nas discussões e decisões relativas ao FASC.
À Prefeitura de São Cristóvão e ao Governo do Estado, solicitamos e esperamos que a mesma postura exitosa da parceria firmada entre a Prefeitura de Laranjeiras e o Governo do Estado, que garantiram a realização ininterrupta e bem sucedida do Encontro Cultural de Laranjeiras, independentemente das alianças partidárias e diferenças políticas, seja também assumida entre aqueles entes governamentais em favor da retomada e continuidade do FASC.
Ao Governo do Estado solicitamos que o conhecimento técnico, os recursos humanos e materiais, bem como possíveis incentivos fiscais, que garantem o patrocínio da iniciativa privada ao Festival Sergipe Verão, aos festejos juninos e ao PRECAJU, sejam também utilizados em favor da realização do FASC.
À Universidade Federal de Sergipe solicitamos que disponibilize o conhecimento técnico e os recursos humanos, materiais e financeiros necessários para a obtenção do patrocínio dos Ministérios da Educação, Cultura e Turismo e empresas estatais.
Comissão da Sociedade Civil PROFASC – São Cristóvão, 12 de Março de 2011.
- Reuniões de articulação (Março a Maio): Foram realizadas diversas reuniões entre março e maio, reunindo artistas, grupos culturais, educadores e representantes da comunidade. O objetivo principal dessas reuniões foi discutir a importância da retomada do Festival de Arte de São Cristóvão (FASC) e mobilizar a sociedade civil para pressionar o poder público pela reativação do evento. Além disso, houve um esforço para mapear artistas e manifestações culturais que poderiam contribuir para um possível retorno do festival. Como resultado, formou-se um grupo articulador que passou a dialogar diretamente com autoridades locais e estaduais para viabilizar o projeto.[http://acaoculturalse.blogspot.com/p/movimento-pro-festival-de-arte-de-sao.html]
- Fóruns de Políticas Culturais (Agosto): Foi organizado como parte das ações do movimento, reunindo artistas, pesquisadores, gestores públicos e membros da sociedade civil para debater a situação da cultura em São Cristóvão. O evento trouxe temas como a falta de investimentos no setor cultural, a necessidade de criar mecanismos de apoio financeiro para eventos como o FASC e a importância de preservar as tradições populares da cidade. Também foram discutidas políticas públicas para a cultura e a possibilidade de criação de um plano municipal de cultura que garantisse o desenvolvimento sustentável das manifestações artísticas locais. Esse encontro fortaleceu a mobilização do PROFASC, gerando mais visibilidade para a causa e ampliando o diálogo com representantes do poder público. [http://scprofasc.blogspot.com/]
- Planejamento do retorno do FASC (Novembro): Com o avanço das articulações, em novembro de 2011, o movimento promoveu uma reunião estratégica focada no planejamento concreto do retorno do Festival de Arte de São Cristóvão. Esse encontro contou com a participação de artistas locais, grupos culturais e gestores da área cultural, que discutiram possíveis formatos para o evento, além de fontes de financiamento e infraestrutura necessária. O encontro também definiu que o movimento seguiria pressionando a Prefeitura e o Governo do Estado para conseguir apoio formal para a realização do festival. [http://scprofasc.blogspot.com/]
- Apresentações de grupos folclóricos e culturais, incluindo as Caceteiras de Rindu, uma das mais tradicionais manifestações culturais do município;
- Oficinas e rodas de conversa sobre cultura e identidade local, voltadas para jovens e moradores da cidade;
- Intervenções artísticas em espaços públicos, como forma de demonstrar a força da arte na cidade e reforçar a importância do festival;
- Atividades educativas e debates sobre políticas culturais, visando ampliar a conscientização sobre a necessidade de valorização da cultura local.
- Mobilização de aproximadamente 300 pessoas entre moradores, grupos folclóricos e articuladores culturais da região;
- Reativação do interesse da população local e das autoridades pelo Festival de Arte;
- Sensibilização da comunidade para a importância da preservação do patrimônio cultural;
- Inserção do FASC como projeto prioritário no planejamento cultural de São Cristóvão, contribuindo para fortalecer o patrimônio histórico e cultural da cidade.
- Governo do Estado de Sergipe;
- Prefeitura Municipal de São Cristóvão;
- Secretaria de Estado da Cultura;
- IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional);
- Grupos culturais locais, como as “Caceteiras de Rindu”;
- Representantes culturais da comunidade, incluindo o mestre José Gonçalo Oliveira (“Seu Rindu”).
- Que saudades do FASC!!! – https://scprofasc.blogspot.com/
- MOVIMENTO PRÓ FESTIVAL DE ARTE DE SÃO CRISTÓVÃO – https://acaoculturalse.blogspot.com/p/movimento-pro-festival-de-arte-de-sao.html
- 2011 Reuniões de Articulação – http://acaoculturalse.blogspot.com/p/movimento-pro-festival-de-arte-de-sao.html
- 2011 Fóruns de Políticas Culturais – http://scprofasc.blogspot.com/
- 2011 Planejamento do Retorno do FASC – http://scprofasc.blogspot.com/
- 2012 Promoção de Ações Culturais – http://acaoculturalse.blogspot.com/p/movimento-pro-festival-de-arte-de-sao.html
- FASC: A participação da comunidade é fundamental – http://www.overmundo.com.br/overblog/fasc-a-participacao-da-comunidade-e-fundamental
- Youtube: Vídeo PRÓ-FASC – https://www.youtube.com/watch?v=aTN4IxFWw40
DEPOIMENTOS:
Zezito
O FASC EM MINHA VIDA
Em meados da década de 80, um pai de família sergipano, que residia no Rio de Janeiro, decidiu retornar com a família ao seu Estado de origem. O seu filho mais velho, um menino que amava os Beatles, Chico Buarque/Caetano Veloso e a Cor do Som, sentiu-se muito inquieto em retornar para um “deserto cultural” onde prevalecia um modo de fazer política fundamentado nos valores e atitudes típicos do mau e velho sistema do coronelismo.
Para chegar a estas conclusões, o menino partiu dos assuntos dominantes nas rodas de conversas das tias e tios, que às vezes visitavam seus pais, das leituras dos jornais alternativos, a exemplo do Pasquim e outros, e ainda dos jornalões (O Globo e o JB).
Mas, quando tudo está ou parece perdido, sempre existe uma luz, como disse pouco depois um jovem compositor, e o menino se deparou com o Festival de Arte de São Cristóvão, conhecido também como FASC, e aí, quando era tempo do festival, o menino se sentia bastante iluminado culturalmente.
Isso ocorria pelo fato de o FASC lhe recordar as temporadas populares de teatro (vamos comer teatro), os projetos de acesso à música popular (seis e meia), à música clássica (projeto aquarius), os cineclubes da zona sul, eventos e ambientes culturais frequentados pelo ousado menino suburbano
E no FASC o menino pode encontrar um pouco de tudo isso, e ainda melhor, concentrado em um mesmo local, em dias consecutivos, e na antiga cidade onde o menino nasceu, cenário bem propício para uma ação cultural comprometida com a qualidade, a diversidade e a democratização do acesso da população às mais diversas manifestações culturais e artísticas.
Além de curtir as atrações artísticas, nessa ocasião o menino era hóspede da sua querida avó Nanã (Sara), que residia em um casarão próximo à igreja do Rosário, local onde o menino viveu até os sete anos, quando se mudou com a família para Aracaju e, logo depois, para o Rio de Janeiro.
Das atrações artísticas do FASC, o menino tinha uma especial predileção pelas apresentações dos grupos de teatro no auditório do Colégio Paulo Sarazate, em razão da temática regionalista que predominava nos textos encenados. Por ter vivido distante do nordeste por longos anos, precisava disso para se banhar e mergulhar nas fontes culturais de sua terra natal.
Outro momento inesquecível eram os cortejos dos grupos folclóricos, trazendo-lhe uma das poucas recordações que o tempo não apagou: a homenagem aos Santos Reis, cuja data é celebrada em janeiro.
Neste ano de 2011, o menino, agora homem feito, colabora com um grupo de moradores da cidade com o objetivo de obter dos poderes públicos o compromisso efetivo com a retomada e continuidade do FASC, suspenso em 1993 por decisão da Universidade Federal de Sergipe e retomado, de forma descontínua e em proporção reduzida, pelas administrações municipais que se sucederam desde então.
O menino, e agora homem feito, sou eu, que depois de tantas andanças por outros lugares, sempre buscando contribuir “para a felicidade geral da nação”, agora acrescenta sua experiência de agente e educador cultural em favor da cidade que o viu nascer.
[https://scprofasc.blogspot.com/2011/04/memorias-do-fasc.html]
Agente cultural Hora Reis
Os dias em que se realizava o Festival de Artes de São Cristóvão, o FASC, eram marcados por um clima de liberdade e magia que decorriam da união de artistas e visitantes na procura da beleza estética nas suas mais diferentes manifestações populares, nascidas das entranhas do povo simples de nossa terra.
Entretanto, a beleza que marcava o FASC não estava apenas nas apresentações artísticas e culturais, mas também na multifacetada aparência do público que para lá afluíam de todo o Estado de Sergipe e além fronteiras: eram “bichos-grilos”, hippies, estudantes de “aparência comportada”, intelectuais, artistas consagrados e outros em busca de seu lugar ao sol, artesãos e vendedores de doces e petiscos.
Como nunca fui de hábitos noturnos, voltava cedo para casa, em Aracaju, o que me fazia perder os espetáculos e atrações que iam noite adentro. Mas, pela manhã, logo cedo, no sábado e no domingo,
retornava à quarta cidade mais antiga do Brasil para respirar aquele ar de alegria e beleza, apreciando as barracas de dormir armadas nas praças ou próximo às igrejas. Completava o cenário as barracas dos vendedores montadas no passeio que circundava as praças e mesmo em um dos lados de algumas ruas mais largas.
Sentia-me culturalmente iluminado, na feliz expressão cunhada pelo professor Zezito. Violência, se havia, nunca presenciei. Mas via a solicitude com que a população local acolhia os visitantes e artistas populares.
No começo da tarde, os grupos folclóricos começaram seu desfile pelas ruas estreitas da velha capital.
Os brincantes, muitos deles idosos, esbanjam uma vitalidade de nos dar inveja, a nós, os jovens de então: dançar samba de coco, de pareia, naquelas centenárias ruas de calçamento irregular, sob um sol escaldante e trajes que muitas vezes aumentava o calor, não era para qualquer um. Só quem via sentido para sua vida naquelas brincadeiras era capaz de suportar o cansaço com um sorriso de satisfação estampado no rosto: era um momento de glória ser visto por milhares de visitantes que apreciam o espetáculo proporcionado por aquelas pessoas simples, do povo de São Cristóvão, e de outras cidades sergipanas e nordestinas.
Havia muito mais a ser visto, mas a lente de meu interesse mirou apenas o que havia de mais popular naquele que foi um dos maiores festivais de artes do País.
Que o FASC retorne, “para o bem de todos e felicidade geral da nação” !
[https://scprofasc.blogspot.com/2011/04/memorias-do-fasc-3.html]
Poeta Araripe Coutinho
A emoção é sempre algo vacilante, faz-nos sentir crianças e ao mesmo tempo grandes. Emoção está cada vez mais rara nos dias de hoje. “Tempo de partido, tempo de homens partidos” – diria nosso poeta de Itabira, Drummond.
Ao receber o título de Patrimônio da Humanidade pela Unesco, a Praça de São Francisco na cidade de São Cristóvão, 4ª cidade mais antiga do Brasil, é elevada ao grau de importância para o mundo que ela sempre, na verdade, teve, independente do título ou não. Agora, evidente, de fato e de direito.
A Praça de São Francisco está localizada no centro da cidade e é cercada pelas também históricas Igreja de São Francisco, Convento de São Francisco, Capela da Ordem Terceira – atualmente sede do Museu de Arte Sacra -, Santa Casa, Igreja da Misericórdia e Palácio Provincial.
A praça é a única no Brasil com um traçado urbanístico de origem tipicamente da colônia espanhola. Sua construção é do período conhecido como União Ibérica (1580-1640), quando os reinos de Portugal e Espanha tiveram como único soberano os reis Felipe II, Felipe III e Felipe IV da Casa da Áustria.
Tirando os dados históricos , a Praça São Francisco, na verdade, guarda uma peculiaridade belíssima para o povo de Sergipe. Foi nela que vi mais de dez festivais de Arte de São Cristóvão, organizados pela Universidade Federal de Sergipe, quando não era, como hoje, oficiosa. Ali, se apresentaram centenas de grupos nacionais e internacionais sob a batuta de intelectuais e mestres como Albertina Brasil, João Cardoso do Nascimento, então reitor e Luiz Bispo que fora nomeado pelo Presidente Médici para ser o novo magnífico, sob a ideia de Núbia Marques, já professora da UFS e poeta consagrada. Isso em 1972. De lá pra cá a Praça São Francisco, hoje patrimônio da Humanidade, recebeu vários grupos do Brasil inteiro, alunos e artistas consagrados que fizeram aquele espaço se imortalizar. Foram emoções grandes, espetáculos inesquecíveis de balé, dança contemporânea, música, circo, folclore, literatura e cinema, oficinas de artesanato, mostra de livros, recitais, teatro, gastronomia e festa, muita festa.
Da formação do Fasc até quando ele conseguiu resistir, porque o atual reitor, Josué Modesto dos Passos Subrinho, fez a proeza de enterrá-lo, passaram nomes gloriosos da UFS.
O Fasc mais rico foi sem dúvida, o que tinha Maria da Glória Santana de Almeida, a professora Glorinha, à frente.
Ela era Pró-Reitora de Extensão e Assuntos Comunitários e conseguiu junto aos Ministérios uma fábula em dinheiro, prestigiando todos os artistas e grupos importantes. Foi a glória! De vários reitores me lembro de Aloísio de Campos, Gilson Cajueiro de Holanda, Eduardo Antonio Conde Garcia, Clodoaldo Alencar Filho (um apaixonado pelo Fasc), além de nomes como José Carlos Teixeira, Thétis Nunes, Luiz Fernando Ribeiro Soutelo, Lu Spinelli, Maria Nely dos Santos, Terezinha Oliva, Francisco José Alves, Luiz Antônio Barreto e Aglaé Fontes de Alencar, Luiz Eduardo Oliva, João Costa, Tereza Prado, Eluzia Carvalho, Gizelda Moraes, José Costa, Fernando Lins, Jorge lins e tantos outros.
A arte de Sergipe na música também foi destaque sempre, ali na praça, de Nino Karva à reação, de Amorosa à Joésia Ramos, Naurea ao quinteto de cordas, orquestras, Antonio Carlos Du Aracaju a Chico e Antonio Rogério, Patrícia Polayne e Crys Emmel, além de tantos que incendiaram o palco com seus talentos. A Praça São Francisco guarda em si a grande glória de tudo isso. Dos braceletes, que as freiras fazem iguais na Suíça, à queijada de dona Geninha que, quando viva, enrolava-as em papel cor de rosa e verde, aquele velho papel de pão; de Vesta Viana endeusada por Jorge Amado e Zelia Gati por sua obra – tudo ali é mágico, é poético, é deslumbrante.
Mas o mais divino e ambicioso prêmio da Praça São Francisco, além de sua gente, sua arte e seu significado, é o Museu Histórico de São Cristóvão, localizado ali, na Praça São Francisco, que guarda a mais bela obra “Ceci e Peri”,de Horácio Hora, o pintor sergipano que morreu em Paris, enterrado no Père-Lachaise, onde estão nomes como Honoré de Balzac, Paul Éluard, Oscar Wilde, La Fontaine, Piaf, Chopin, Allan Cardec, Molière, Marcel Proust, Raymond Roussel e foi erroneamente transladado para Laranjeiras, sua terra natal, estando servindo de esterco para cavalos amarrados ao seu monumento. Ele que estava enterrado no mais nobre cemitério da França ao lado também de Victor Hugo. Mas nada disso tira a imagem de Ceci e Peri, imortalizada por Horácio, inspirada na obra de José de Alencar, uma das mais belas páginas da literatura mundial. Ceci e Peri, por si só, já remete à Praça São Francisco a título de patrimônio da humanidade. Isso falo porque é impossível não chorar diante da tela. A moça branca deitada no barco, protegida pelo índio, como num filme de Visconti, uma ópera de Villa Lobos. Atentamos também para o Museu de Arte e Sacra que guarda as mais belas imagens já vistas no país, depois de Ouro Preto, onde um dia, Clodovil, chorou ao visitar.
Por tudo isso, diante da janela do museu, que dá para o pátio do convento, vendo as folhas verdes dos antúrios entremear o espaço cortando a tarde, cujo sol é lilás e a brisa verde, é que a Praça São Francisco, tão bem cultuada pelo historiador Thiago Fragata, é hoje um portal vivo de lágrimas e riqueza. Riqueza eterna, essa que o tempo não corroi.
[https://scprofasc.blogspot.com/2011/04/araripe-coutinho-do-festival-de-arte.html ]
Gestor público Marcos Santana
Eu tinha apenas 12 anos de idade quando aconteceu o 1º Festival de Arte de São Cristóvão – FASC. A nossa pequena cidade ficou cheia de gente. De repente uma trupe invadiu nossas ruas e vielas; homens e mulheres, muitos cabeludos, armaram suas barracas nas nossas praças. Foram três dias de magia. Depois deste primeiro FASC, muitos outros aconteceram. Até alguns que se apoderaram dessa denominação (FASC) mas que dá ideia original nada tinham. O último FASC aconteceu em 2005 e eu já tinha 46 anos e pude reviver deliciosamente os dias de magia que vivi na minha adolescência. Que venha de novo o FASC. E que venha pra nunca mais ir embora. Viva o FASC, viva São Cristóvão, viva João Bebe Água.
[https://scprofasc.blogspot.com/2011/08/viva-o-fasc-viva-sao-cristovao-viva.html]
Músico Antônio Vieira (Brasinha)
O FASC (Festival de Arte de São Cristóvão), jamais deveria ter sofrido solução de continuidade. Foi, enquanto durou, um dos maiores encontros de arte e cultura do nordeste brasileiro. Participei de 03 festivais na categoria arte musical, cantando ao lado do saudoso Hilton Lopes, e tocando/cantando com o grupo Repente. Torço pelo retorno do Festival, neste momento em que a juventude necessita rever valores, e nada melhor do que a arte, para servir de instrumento neste sentido. Sucesso ao pessoal da comissão pró-FASC. Um abraço!
[https://scprofasc.blogspot.com/2011/05/o-fasc-festival-de-arte-de-sao.html]
29/08/2012 18:55
Juventude e tradição dividem espaço no folclore sergipano.
O grupo das Caceteiras é uma manifestação folclórica única em Sergipe
energia e compasso para a brincadeira. A pequena é uma das mais animadas
integrantes do grupo das Caceteiras de Rindu, do município de São
Cristóvão. A manifestação folclórica única em Sergipe já conquistou
seguidores das novas gerações, a exemplo de Clara, e com isso vem
garantindo a preservação do grupo e das tradições folclóricas do Estado.
que aos 72 anos comanda o grupo com a energia de um menino. “Ainda estou
com todo gás para brincar”, afirma. No entanto, ele sabe que um dia
esse gás acaba e para não ver sua brincadeira morrer, ele tem
incentivado a participação de jovens e crianças no grupo. Ele e sua
esposa, Dona Maria Acácia, estão empenhados em formar o grupo mirim das
Caceteiras.
mais já vamos ter outro grupo formado. Por mim a cultura nunca vai
acabar. Eu tenho muito gosto pelo que faço”, destaca o mestre. Rindu
conta que começou a brincar aos oito anos de idade. “Eu via meus pais,
avós, tias todo mundo indo brincar e pedia pra ir também. Se não me
levassem eu começava a chorar”, relembra.
os passos do avô. O pequeno comanda o tambor das Caceteiras, do Samba de
Coco e do Reisado de São Cristóvão. Ele conta que desde pequeno ia para
os ensaios e apresentações dos grupos e naturalmente aprendeu a tocar.
“Eu gosto muito. Meus amigos ficam rindo de mim, mas eu não ligo. Faço
porque gosto”, afirma o pequeno tocador que não perde o ritmo um só
segundo.
Assim como ele, o Seu Milton Bispo, 59 anos, também começou
cedo a sua trajetória no folclore e sabe a importância de inserir os
mais jovens nos grupos, que hoje são formados em sua maioria por idosos.
“Nós temos que colocar essa nova geração para brincar também. Só da
minha família tem cinco pessoas, minha esposa filhos e netos”, ressalta o
pai da pequena Clara.
dos mais velhos, eles compartilham o mesmo encantamento e a mesma
história dentro da cultura popular. O tamanho não os diferencia dos
adultos ou idosos dos grupos. A diferença de geração só torna a
brincadeira ainda mais bonita e mostra como o Folclore é uma
manifestação que encanta diferentes gerações, que se unem para não
deixar morrer a tradição.
seio da família. Para elas é muito natural, elas dançam porque gostam e
dançam com muita desenvoltura e empolgação. Toda criança tem no pai a
figura de um herói e acompanhar o que eles fazem e reproduzir, é uma
satisfação muito grande para elas”, explica a assessora cultural da
Secult, Maurelina Santos, que trabalha há 27 com os grupos folclóricos
do Estado.
quando surgem grupos formados também por crianças. “Acho bom que as
crianças tenham esse interesse porque quando o mestre morre é muito
difícil conseguir outro para substituí-lo.
para receber os mais jovens no grupo. Para Rindu, essa tarefa não é nada
fácil, mas o retorno é gratificante. “Dá um pouco de trabalho, mas vale
à pena. Amanhã ou depois esses meninos vão saber as cantigas, as
danças, e não vão deixar a tradição morrer”, destaca Seu Rindu.
FASC: A participação da comunidade é fundamental

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“Quem produz cultura é a sociedade e não o Estado”. Uma
frase/conceito que não esqueci, uma das idéias-chave contidas na carta
do encontro preparatório, realizado em Aracaju (SE), do primeiro
seminário sobre cultura, promovido depois pela SUDENE na cidade do
Recife (PE), em meados dos anos 80, tempos da nova república e de
esperanças renovadas com a retomada das liberdades democráticas,
subtraídas pela ditadura civil-militar instalada no fatídico ano de
1964.
E, a partir de então, vai se afirmando, gradualmente, nas iniciativas
culturais das quais tomei parte, a convicção de não fazer sentido alijar
as comunidades dos processo de elaboração, formulação, implementação,
monitoramento e avaliação de politicas públicas culturais. O que está
conforme um dos tópicos apresentados nas páginas 23 e 24 da apostila da
disciplina política e gestão cultural do Programa de Capacitação em Projetos Culturais, de iniciativa da Fundação Getúlio Vargas Online e do Ministério da Cultura, do qual sou participante.
Contudo, este modo de propor e fazer cultura nem sempre é considerado.
Por esta razão, muitas iniciativas culturais vinculadas às instancias de
governo e, às vezes, no âmbito das organizações não governamentais, em
um dado momento, não encontra fontes de vitalidade para prosseguirem a
contento ou gerar iniciativas autossustentáveis.
Um exemplo que corrobora o que está escrito acima é a mobilização da
qual faço parte e que objetiva a formação de uma espécie de comitê
gestor formado por representantes dos poderes público municipal,
estadual, federal e da sociedade civil organizada para a retomada e
continuidade do Festival de Arte de São Cristóvão (FASC).
Esse festival
foi idealizado e realizado pela Universidade Federal de Sergipe de 1972
a 1993 em grande estilo e, desde então, até 2006, foi organizado pela
Prefeitura Municipal de São Cristóvão, com altos e baixos, (mais baixos
do que altos, diga-se de passagem) com a sequência de realizações
interrompida em 2006.
Durante o período do festival, que variava de 3 a 8 dias, a cidade de
São Cristóvão era tomada por uma multidão de pessoas, composta de
artistas, mestres e brincantes, intelectuais, jornalistas, estudantes,
professores, funcionários públicos e trabalhadores em geral, integrantes
de diversas tribos que apresentavam e/ou assistiam diferentes tipos de
espetáculos, além de comercializarem variados bens culturais.
Todavia, conforme consta de uma dissertação de mestrado em que o FASC foi um dos eventos culturais estudados, “O município e sua população participam do evento apenas como cenário e na qualidade de figurantes”(1).
Dentre alguns problemas gerados por essa postura dos organizadores,
têm-se registros de oposição ao FASC de parcela da população mais
identificada com o pensamento católico conservador, em especial nos
primeiros anos.
Para entender isso, não podemos esquecer que a pacata e centenária
cidade recebia mutos artistas, estudantes universitários, jornalistas,
intelectuais e hippies que, em muitos casos, com suas vestes diferentes,
adereços, comportamentos e valores eram algo bem diverso daquilo a que a
população estava acostumada no seu dia a dia.
Também percebemos o pouco investimento em ações mais consistentes e
permanentes de extensão cultural, como cursos, oficinas, palestras e
seminários, inclusive no campo do empreendedorismo cultural, a fim de
“empoderar” os moradores, em especial a juventude.
Caso isso tivesse ocorrido, certamente haveria nos dias de hoje inúmeras
iniciativas culturais na cidade de São Cristóvão e municípios
adjacentes. Tal fato levaria a iniciativa da organização do festival por
parte das organizações da sociedade civil sancristovense, aproveitando o
vácuo deixado pelo poder publico federal, estadual e municipal.
Por isso, as demandas apresentadas pelo movimento PRÓ-FASC têm como
bases conceituais a parceria, a participação popular, a formação
cultural continuada e o empreendedorismo cultural.
Dessa maneira, estarão asseguradas as estruturas vitais para a retomada
de um processo cultural cujos alicerces, dentro das comunidades,
estarão bem firmados e capazes de garantir uma conquista mais ampla do
que um festival de arte apenas por alguns dias.
Para garantir que estamos no caminho certo, deixaremos como conclusão
desse texto, um outro registro que consta na página 25 da apostila
disciplina política e gestão cultural do Programa de Capacitação em
Projetos Culturais já citado, da autoria de Garcia Canclini(2)
(,,,)a política cultural tem um papel que não se limita a ações
pontuais, mas que se ocupa da ação cultural com um sentido contínuo, ao
longo de toda a vida e em todos os espaços sociais. A política cultural
não reduz a cultura ao discursivo ou o estético, já que procura
estimular a ação organizada, autogestionária, reunindo iniciativas mais
diversas de todos os grupos, na área política, social, recreativa… A
política cultural – além de transmitir conhecimentos e desenvolver a
sensibilidade – tenta melhorar as condições sociais para descobrir a
criatividade coletiva. A política cultural procura que os próprios
sujeitos produzam a arte e a cultura necessárias para resolver seus
problemas e afirmar e renovar sua identidade (…).
P.S.: De março a maio de 2011, a comissão
de articulação do Movimento PRÓ-FASC realizou várias reuniões com a
comunidade e com diversos interlocutores que tiveram papel relevante na
realização do FASC.
Tendo em vista que desde 1996 a prefeitura é a instância pública
encarregada de realizar o festival, foi solicitado ao prefeito, e
aceito por ele, a edição de um decreto municipal para oficializar a
criação de uma comissão oficial de organização do FASC, composta por
representantes do governo federal (UFS e IPHAN), governo do estado
(SECULT e SETUR), governo municipal (secretaria de governo e secretaria
de cultura) e da sociedade civil (ACASC e Movimento PRÓ-FASC).
Até o momento aguardamos essa providência do prefeito e da secretária
municipal de Cultura, professora Aglaé Fontes de Alencar, tradicional
pesquisadora e gestora cultural.
Também foi solicitado ao prefeito a contratação de um produtor cultural,
com capacidade técnica comprovada, para a (re) elaboração de projeto e
captação de recursos para o festival, levando em consideração os novos
pressupostos de gestão compartilhada e a atual realidade orçamentária do
país.
(1) FILHO, José Ribeiro. Festival de Arte de São Cristóvão: Projeção
Nacional e Declinio. In: FILHO, José Ribeiro. Eventos públicos e
privados: a elaboração de politicas culturais voltadas para a elaboração
da festa. 2008. 145f. Dissertação (Mestrado em Sociologia) –
Universidade Federal de Sergipe. Cap.4.p.78
(2)GARCIA CANCLINI, Néstor (ed.) Políticas culturales en América Latina. México,
Grijalbo, 1987.p.51
Esse texto foi publicado originalmente na edicao impressa do Jornal do
Dia – edicao de 15 de julho de 2001 e esta tambem disponivel no formato
web do jornal, aqui.
Para saber mais sobre o significado da palavra empoderar, recomendo a leitura aqui.
Leia o manifesto PRÓ-FASC, aqui
Assista reportagem da TV Aperipe (abril 2011)sobre o movimento PRO-FASC.
Assine o abaixo assinado PRÓ-FASC, aqui
Memórias estéticas/afetivas PRÓ-FASC. Outra maneira de colaborar é elaborar um depoimento para ser publicado no blog PRO-FASC.
depoimento do Zezito de Oliveira
depoimento do agente cultural Hora Reis
depoimento do poeta Araripe Coutinho
depoimento do gestor público Marcos Santana
depoimento do músico Antônio Vieira (Brasinha)
Confira opiniao PRO-FASC emitida pelo entao ministro da cultura, Juca Ferreira, no ano de 2010.
Confira uma noticia ruim referente a relacao juventude de Sao Cristovao e a sua tradicao cultural.
Confira uma boa noticia referente a relacao juventude de Sao Cristovao e a diversidade cultural.
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Povo, nossas raízes, neste País onde impera a politicagem e a safadeza é
uma iniciativa de poucos gigantes que se preocupam com uma Ética
verdadeira e necessária.
Que tenham todos vocês energia para o grito de liberdade não ficar congelado no Ar! Sucessos…
ayruman · Cuiabá, MT
4/8/2011 18:10
sua opinião:
Realmente você faz a diferença. Aqui no meu municipio
temos dificuldades de alavancar algo cultural, as cabeças por aqui,
ainda anda de lado olhando pro chão, e vpcê tá reinventado o inventar.
Fico feliz em conhecer pessoas assim.
Vá em frente.
Gteixeira
gteixeira · Salinas da Margarida, BA
5/8/2011 21:55
sua opinião:
enganje em uma proposta gual a sua. Em tendo essas pessoas, por menor
que seja o número, aos poucos o desejo e a vontade de se ter um plano
Cultural é absorvido pelos demais.
Torço de corpo e alma que voces não desistimulem, e que tenham forças necessárias para essa vencer essa luta.
Sei qu, as vezes, será disigual, mas não desanimem, voces vencerão e eu
quero, mesmo de longe, sorrir junto com voces quando isso acontecer.
Sucessos!
kfarias
kfarias · Águas de Lindóia, SP
6/8/2011 12:59
sua opinião:
Concordo que a cultura pertence a um povo, por conseguinte, a uma
sociedade. Portanto, é a sociedade sim quem produz. Entretanto, o fato
não isenta o Estado da responsabilidade de ser co-ativo nesta ação, até
porque os impostos pagos pela SOCIEDADE devem ser revertidos para ela.
Sendo assim, é muito cômodo retirar do Estado a parte que lhe cabe neste
“latifúndio”.
“Quem produz cultura é a sociedade e não o Estado”.Frase bonita
essa de quem disse isso (se eu estivesse presente, contestaria no mesmo
instante), mas que não condiz com as necessidades de uma sociedade cada
vez mais perdida em sua identidade.
A função do Estado é ordenar a estrutura de uma sociedade,
principalmente quando esta não está conseguindo obter êxito em sua
própria iniciativa. A isso chamamos INCENTIVO, APOIO, INVESTIMENTO.
A comissão do Fasc através da organização dos seus membros e apoiadores
precisam REPENSAR a estrutura da campanha. Não se trata o ESTADO com
delicadeza, quando ela não está agindo A CONTENTO. Não há MOVIMENTO que
chegue a algum lugar. O FASC voltará mas, quem sabe, ano que vem, quando
as campanhas políticas estarão nas ruas. Aí sim, ele – O ESTADO, “que
nada tem a ver com a cultura”, faça alguma coisa.
Um movimento que não caminha para uma ação mais contundente e ofensiva não terá como atrair a sociedade. Pensem nisso!
Um abraço.
Amorosa – cantora e jornalista
Resposta
Amorosa
Importante lembrar que quando nos referimos a ESTADO estamos querendo nos referir a prefeitura, ao governo do estado e a união.
Acredito que o texto é claro quando afirma com opinião e com fatos a
postura autoritária e leniente dos agentes públicos envolvidos.
O argumento que defendo tem bases concretas e reais no exemplo do
Festival de Jazz de Guaramiranga ( Ceará), em razão de ter tido
oportunidade de conhecer a produtora do referido festival e ela ter nos
contado sobre todo o processo da organização de um festival semelhante
ao FASC, embora de iniciativa particular e com o patrocinio de empresas e
do ESTADO, o qual transformou-se em um evento de caracteristicas até
mais “públicas” que o FASC,
Quando me refiro as caracteristicas “públicas” me refiro a parceria com a
comunidade e o estimulo ao empreendedorismo cultural local e etc..
Aqui em Sergipe, podemos citar o festival de audiovisual CURTA-Se como um outro bom exemplo.
Quanto a realização do FASC no próximo ano, também concordo com você,
esta lentidão para encaminhar o processo, não é por acaso.
um abraço,
Zezito
P,S.: Mais adiante produzirei um texto sobre os dois exemplos citados acima.
tréplica
Quanto a observação do festival que o amigo cita temos que lidar com o
processo histórico de cada contexto. O curta foi uma iniciativa privada,
o FASC, não. Sabemos como nasceu, como se misturou e como se perdeu.
A estrutura da sociedade ainda está fragmentada. A comunidade de base
(no caso, de São Cristóvão) ainda não se atentou em temos de maioria, da
importância do seu papel nesse contexto.
Então, se o Governo, poder estrutural de uma sociedade, não exerce sua
obrigação, ela tem que ser cobrada até as últimas vias. É assim que
penso, porque fazem o mesmo com a sociedade, quando ela não paga
impostos.
Amorosa
Via e-mail
Zezito de Oliveira · Aracaju, SE
6/8/2011 13:41
sua opinião:
Bom Dia
Acredito que o caminho é este e quem sabe a sra. Aglé Fontes facilite e
encaminhe este Projeto que tem tudo para ser um Programa.
Parabéns aqui de São Paulo
Fábio Neves – professor universitário e ativista social
via e-mail
Zezito de Oliveira · Aracaju, SE
6/8/2011 13:49
sua opinião:
faz falta, quanta saudade do tempo em que eu quintalzava na minha
terra!
abaços
Vasqs · São Paulo, SP
6/8/2011 14:03
sua opinião:
Uma frase fundamental da sua postagem está logo no início: “Quem produz
cultura é a sociedade e não o Estado”. É uma grande discussão a ser
feita em um país em que muitas iniciativas culturais – o cinema em
especial – não existiriamsem a ação de empresas públicas.
Vinícius Motta · Rio de Janeiro, RJ
16/10/2011 12:25
sua opinião:
a esse louvor que a Chegança de Rindú, grupo folclórico de São
Cristóvão, adentrou na última quinta-feira, 06/01/2011, a Igreja do Rosário dos
Homens Pretos, para homenagear o dia de Santos Reis.
Vestidos com
fardamentos semelhantes aos uniformes militares da Marinha do Brasil,
homens, mulheres e crianças encantaram os devotos que estavam na missa e
exaltaram o menino Jesus. Vagarosamente os brincantes caminhavam em
direção ao altar, onde estava a imagem do menino
Liderados
pelo mestre Rindú, os componentes que se dividiam em duas filas, esta
em ordem crescente, ao chegar na frente do altar ficaram de joelhos e
louvaram outro canto de adoração.
Após a adoração, mestre e seus brincantes saíram da igreja para danças e louvar a Deus na área externa do Rosário.
A solenidade fez parte da
natalina, realizada pela Prefeitura Municipal de São Cristóvão, através
da Secretaria da Cultura e do Turismo. Onde proporcionou a população
shows culturais, apresentação de grupos folclóricos, corais, feirinha de
natal e um belíssimo presépio, que foi montado na Praça Patrimônio da
Humanidade, para apreciação.
Dia de Reis
O Dia de Reis é uma das festas tradicionais mais
singelas celebrada em todo o mundo católico. Segundo o Padre
Bernardino, este dia se comemora a visita de um grupo de reis magos,
vindos do Oriente, para adorar a Epifania do Senhor, ou seja, o
nascimento de Jesus, o Filho por Deus enviado, para a salvação da
humanidade.
Cada um dos reis magos saiu de sua localidade de origem,
ao contrário do que pensamos – que viajaram juntos. Baltazar saiu da
África, levando para o menino mirra, um presente ofertado aos profetas. O
presente do rei Gaspar, que partiu da Índia, foi o incenso,
como alusão à sua divindade e Melchior ou Belchior partiu da Europa,
levando ouro ao Messias, rei dos reis. O ouro simbolizava a nobreza e
era oferecido apenas aos deuses.
Em homenagem aos reis magos, os
católicos realizam a folia de reis, que se inicia em 24 de dezembro,
véspera do nascimento de Jesus, indo até o dia 06 de janeiro, dia em que
encontraram o menino. A festa de reis é de origem portuguesa e foi
trazida para o Brasil por esses povos na época da colonização.
Durante
os festejos, os grupos saem caminhando pelas ruas das cidades, levando
as bênçãos do menino para as pessoas que os recebem. É tradição que as
famílias ofereçam comidas aos integrantes do grupo, para que possam
levar as bênçãos por todo o trajeto
ChegançaA
Chegança é uma manifestação folclórica que retrata as grandes façanhas
marítimas dos portugueses durante o Império de Portugal, quando a sua
época dos grandes navegantes e desbravadores. Não se sabe ao certo como
surgiu, porém acredita-se que é a dramatização das lutas trágicas das
conquistas do mar vivido pelos portugueses.
Texto e foto: Grazziele Santos
GRUPOS FOLCLÓRICOS DE SÃO CRISTÓVÃO ENCANTAM TURISTAS EM LARANJEIRAS
que os grupos folclóricos Reisado da Paz e Caceteiras do Rindú
anunciaram a sua chegada no XXXVI Encontro Cultura de Laranjeiras, que
aconteceu nos dias 06 a 09 de janeiro.
Vestidos com roupas exuberantes, montadas
com apliques e fitas coloridas, espelhos e chapéus cobertos com flores
de tipos variados, os brincantes distribuíram seu charme pelas ruas
históricas da cidade.
O ritmo e o canto empolgante cativaram diversos
olhares, atraindo dezenas de curiosos para o tablado cultural Seu
Oscar. Elidiane Vieira, estudante do 7° período do curso de história e
moradora da quarta cidade mais antiga do país, não se conteve ao ritmo e
fez questão de acompanhar o grupo do início ao final da apresentação.
“Essa é a
Laranjeiras, se antes eu já estava animada imagina agora que vejo os
grupos da minha cidade. Fico emocionada em saber do prestígio que os
grupos da minha terra têm.” falou a estudante.
A cidade de São
Cristóvão, quarta cidade mais antiga do país, é famosa não somente por
ser Patrimônio da Humanidade ou por possuir belos casarões antigos. Mas
também, por ter uma diversidade cultural ampla. Todos os anos os grupos
folclóricos seguem a estrada até a cidade de Laranjeiras para se
apresentar, a
A
moradora da capital sergipana, Lurdinha explica que todos os anos
participa do encontro e se encanta com os grupos de São Cristóvão. Este
ano a sergipana veio acompanhada de uma amiga portuguesa, que não se
conteve em pedir para tirar retratos com os brincantes.
“Não sei o que é mais encantador, se é o canto, o ritmo ou a batida. Tudo é muito lindo, tudo o que vem de São Cristóvão me fascina,
A
primeira apresentação foi feita pelo Reisado da Paz, logo após foi a
vez das Caceteiras de Rindú, que não decepcionou o público que encontrou
na porta da igreja Matriz o camarote perfeito para assistir toda a
apresentação.
Para Maria José dos Santos, mais conhecida como
“Foguetinho”, a dança folclórica é muito mais do que uma brincadeira, é
uma terapia. “Eu sou doente mental e encontrei na dança folclórica o
incentivo que precisava para levantar minha cabeça e mostrar que não sou
diferente de ninguém. Hoje além, de dançar eu toco cuíca e ganzá, isso
realmente me realiza” completa.
CASA DO FOLCLORE REALIZA CURSO DE BONECOS DE PANO
26 abril 2011
do Folclore Zeca de Noberto, realiza neste mês de abril o curso
gratuito de Boneca de pano temática, intitulado folclore local, voltado a
um público composto por estudantes e professores.
Ministrado pela
artesã Tânia Aguiar, são oferecidas 20 vagas, e o curso será apresentado
em três módulos, sempre as segundas e terças-feiras, sendo que por
motivo do feriado do Dia do Trabalhador, 01 de maio, os próximos
encontros serão nos dias 09 e 10, 16 e 17 de Maio.
Reunidas em mesas redondas, onde a artesã aplicou a metodologia
capacitação massiva, quando os instrumentos para confecção são
compartilhados entre os participantes para que seja adicionado ao
objetivo especifico do projeto, a economia solidária, através da qual a comunidade possa se auto-sustentar, e levar adiante os valores folclóricos.
As
inscritas fizeram moldes, pontilharam modelitos inspirados nas
caceteiras, e superaram suas próprias limitações, pois muitas não sabiam
costurar.
“Ao todo, serão seis aulas, onde confeccionaremos bonecos de pano
indumentárias inspiradas nas Caceteiras, Reisado, São Gonçalo e
Chegança. Na turma, temos pessoas que ainda não sabem costurar e pessoas
experientes, que através do curso as motivaremos a desenvolver a
comercialização do artesanato”, explicou a artesã Tânia Aguiar.
Participando
ativamente da capacitação, a coordenadora da Casa de Folclore “Zeca de
Noberto”, Maria da Glória Santos, também desenvolve as técnicas da
artesã, passo a passo.
Em meio às senhoras e adolescentes inscritas, brincantes do
As
adolescentes Aline da Conceição Santos, 14; Maria José Conceição dos
Santos,16; e Radele Conceição Matheus, 12, são brincantes do reisado de
Satú e pensam em comercializar bonecos com indumentária folclórica.
“Brinco
no Reisado de Satú e assim que soube do curso de bonecos temáticos, me
inscrevi. Eu não sabia costurar, mas estou aprendendo e penso em fazer
os bonecos de pano para comercializar”, disse Radele.
Assim como as
adolescentes, também está presente a costureira veterana Terezinha Leite
da Silva, 68, que revelou ter brincado bastante com bonecos de pano
durante sua infância e que, o curso veio em boa hora.
“Pretendo
aprender a fazer as bonecas de pano, pois na minha época, o corpo, a
cabeça, os braços e as pernas eram feitos separados e costurados em
seguida, mas a técnica da artesã Tânia é ainda mais simples, pois o
molde já permite o desenho do corpo inteiro, bastando costurar e
alinhavar para dar forma aos bonecos e aos modelitos”, observou a dona
Terezinha que faz o curso em companhia da filha e pretende explorar o
aprendizado.
Das 9h às 12h, segundas e terças-feiras, na Casa do
Folclore “Zeca de Noberto”, em São Cristóvão, onde a Prefeitura
Municipal, através da Secretaria Municipal da Cultura e do Turismo
promove a perpetuação do folclore local explorando o potencial
econômico, alinhado à sustentabilidade.
Texto e Fotos: Yara Santos
ALUNOS DO PROJOVEM CONFECCIONAM BONECAS CUSTOMIZADAS
14 junho 2012
aqui a oportunidade de futuramente ajudar minha mãe e também gerar renda para
mim mesma”. Assim como a jovem Ana Alice, 15 anos, outras dezenas de meninos e
meninas vêem na aula de artesanato uma chance para mudar de vida e se
profissionalizar. Promovido pela Secretaria da Inclusão e do Desenvolvimento
Social através do Centro de Assistência Social (Cras), o programa Projovem
Adolescente contempla mais de 300 jovens da cidade de São Cristóvão.
artesanato destinada à criação e confecção de materiais manuais, respeita os
princípios e cuidados ao meio ambiente, onde 85% dos materiais utilizados nas
aulas são recicláveis.
com a oficineira, Márcia Castor, a aula não limita-se apenas a confecção de
bonecas, fuxicos e bordados, mas também ensina aos alunos a cuidar do meio
ambiente e reutilizar materiais que muitas vezes são descartados no lixo.
nada passa despercebido aos olhos dos alunos. Nós mostramos a eles que a
matéria-prima para a confecção do artesanato muitas vezes está na casa deles e
só uma questão de criatividade e atenção” disse.
e criatividade são itens essenciais para a produção do artesanato. Márcia
ensina que cada peça produzida é única, e é por isso que se torna especial
tanto para quem faz e para quem adquire.
desta manhã, 14, os retalhos de pano e peças soltas de fuxico deram vida a
lindas bonecas, que podem servir como enfeites ou encosto de porta. Durante
todo o processo os alunos contam com a orientação e dicas da oficineira, que
faz questão de fazer a peça e ajudar os jovens na confecção.
explica que eles têm que sentir seguros, para que assim possa dar início à confecção
em suas casas. “Nosso objetivo é preparar o jovem de forma eu ele saia do
programa capaz de gerar renda para si e sua família” finalizou.
de artesanato é ministrado também no povoado Pedreiras, recreio dos Passarinhos
e no conjunto Brigadeiro Eduardo Gomes, onde a Secretaria da Inclusão e do Desenvolvimento
Social também promove programas de inclusão e geração de emprego e renda.
Texto e foto: Grazziele Santos
PREFEITO INAUGURA SALA DOS SABERESE FAZERES
Cultura e Turismo de São Cristóvão, inaugurou oficialmente a Sala dos Saberes e
Fazeres, onde contou com a presença do prefeito Alex Rocha; secretariado; servidores;
artesãos e vereadores.
Cultura e reúne artesãos, os quais passam por cursos e produzem bonecas
temáticas, rendas e bordados, enaltecendo o patrimônio histórico e cultural de
São Cristóvão.
bordar com algum parente, mas que com a criação da Sala, há um ao, passaram a
produzir mais, aprimorar os saberes e comercializar os produtos que já foram
para os Estados Unidos, França, Espanha e tantos outros.
prefeito; pela secretaria de Cultura e Turismo, Aglaé Fontes; e por uma das
mais experientes bonequeiras, Dona Terezinha.
repleta de quitutes feitos artesanalmente pelas bonequeiras.
para que as bonequeiras possam vender os seus produtos e atender encomendas.
CACETEIRA DE D. NADIRA SAI PELAS RUAS DE SÃO CRISTÓVÃO E REVIVE TRADIÇÃO JUNINA
31 maio 2012
4h da madrugada desta quinta-feira, 31 de Maio, quando os bumbos e as
caixas anunciavam que as Caceteiras de D. Nadira já procuravam o mastro
para a brincadeira que não deixa a tradição se acabar, no Loteamento
Lauro Rocha, em São Cristóvão.
do ciclo junino, o grupo das Caceteiras do Loteamento leva o nome de
uma das fundadoras, D. Nadira, já falecida, mãe de Robério Espírito
Santo, que quando pequeno via a mãe brincar e hoje, dá continuidade à
tradição. “Se minha mãe fosse viva, estaria aqui participando da
brincadeira”, disse.
árvore que servirá de mastro foi retirada de uma propriedade
particular, localizada na Colina, cujo dono deu autorização. Os
participantes já combatem o desmatamento e visam ao reflorestamento.
Rua José Anísio Lima de Oliveira, no Loteamento, o mastro aguarda os
prêmios que estão sendo arrecadados de porta em porta e, posteriormente
amarrados ao tronco.
organizadores da brincadeira, Robério, Cleones Santos da Cruz
(Binhaço), José Rafael Espinheira, Lucas Vasconcelos e Robson Ventura
explicaram que arrecadam os prêmios pelas Ruas e empreendimentos da
cidade e estes serão amarrados ao mastro. O tronco será posto de pé e
uma fogueira será acesa às 23h30min, para que o mastro caia à
meia-noite. Quando os prêmios caírem, quem tiver coragem irá buscá-los,
mas terá de enfrentar os fogos. Para esse ano, serão 30 dúzias de fogos
de artifício.
adesão de crianças, jovens e idosos, que assistem de suas casas ou
participam protegidos com macacões, máscaras e botas, para prevenir
queimaduras.
senhoras Maria Helena dos Santos e Maria Helena dos Santos Ventura têm
os nomes parecidos e a mesma satisfação de assistir às caceteiras. “Moro
aqui há 20 anos e assisto às Caceteiras desde a época de Nadira”, disse
a segunda.
grupo percorreu as ruas do Loteamento e seguiu para a sede, onde
arrecadaram mais prêmios, desceram a ladeira rolando e continuaram em
direção à cidade baixa. Acatando à decisão judicial,a brincadeira com os
fogos será concentrada no Loteamento, preservando o patrimônio
histórico da cidade.
23 maio 2012
ALUNOS DO PROJOVEM CONHECEM SALA DOS SABERES
para ser ministrada na manhã de hoje, 23, a aula sobre teoria da música
ganhou outro ritmo, ou melhor, outro tema. Como forma de proporcionar
mais conhecimento aos 15 alunos que compõem a oficina de música, o
educador social Edivanílson Conceição levou os educandos para conhecer
um pouco mais da cultura sancristovense, o local escolhido foi a Sala
dos Saberes, mantida pela Secretaria Municipal da Cultura e Turismo.
com todos os artesanatos que enfeitam paredes e prateleiras da sala,
Ubiratan Silva, 16 anos, disse que não sabia da existência do espaço e
que agora passará a visitá-lo com mais freqüência.
não sabia que em nossa cidade existia um espaço destinado à arte da
nossa gente, achava que era concentrado apenas nos museus” falou.
para Luana Reinaldo, 15 anos, a sala dos saberes era vista apenas do
lado de fora. “Sempre que eu passava via as mulheres costurando, mas
nunca tive coragem para entrar. Hoje me senti maravilhada, pois o que
tem aqui é fruto do talento da minha cidade e isso me orgulha muito”
completou.
a visita os jovens puderam presenciar a confecção de artesanatos
comercializados na própria casa e conheceram também a Secretária da
Cultura, Aglaé D’Ávila que disse estar muito feliz com a visita dos
jovens.
o educador social, a visita proporciona aos alunos não somente o
conhecimento da cultura local, mas também incentiva a praticar seus
talentos. “Os educandos do projovem aprendem não somente as técnicas,
mas também a fabricar os seus instrumentos com materiais recicláveis,
que não agridem o meio ambiente. Hoje temos a sala dos saberes, mas quem
sabe amanhã não teremos a sala da música, que contará a história da
Lira e outros músicos da nossa cidade”, finalizou.
PATRIMÔNIO IMATERIAL DE SÃO CRISTÓVÃO GANHA DESTAQUE NACIONAL
Cristóvão recebeu a visita de representantes da editora nacional,
Editare, que publica livros de arte, guias turísticos, preservando e
resgatando os aspectos da cultura material e imaterial brasileira. Na
última sexta-feira, 10, foi a vez dos doces, folclore, artesanato e
personalidades sancristovenses ganharem destaque nas páginas da revista.
O
registro do patrimônio será publicado no livro de arte desenvolvido
pela Revista, chamado ‘Brasil: Uma Nação Multicultural’, onde diversos
pontos do país estarão elencados e, marcando presença, São Cristóvão.
O
primeiro local visitado foi o Povoado Cabrita, onde fotografaram a arte
de fazer os doces pelas delicadas mãos das doceiras da cooperativa,
cuja coordenação tem à frente a líder popular, Dona Santaninha, figura
atuante que recebeu os visitantes e enalteceu o potencial local.
Em
seguida, os visitantes partiram em direção à cidade histórica, em viagem
acompanhada pela coordenadora do Posto de Informações Turísticas – PIT,
Eliene Marcelo, chegando à casa da artista plástica, Vesta Viana, que
recebeu a todos com entusiasmo, munida de fotos antigas e muitas
lembranças ouvidas e anotadas com atenção.
As indicações das
personalidades e patrimônios a serem visitados foram feitas pela
diretora de Turismo do município, Silene Lazarito, atendendo à
solicitação do responsável pelo editorial, Gustavo Lima Molinari
Peixoto, contemplando o folclorista, Sr. Manuel Ferreira; D. Marieta, da
Casa das Queijadas; as Irmãs do Lar Imaculada Conceição, com os
briceletes; os Beijus das senhoras Neide e Kêu; as Bonequeiras da Sala
dos Saberes e Fazeres; o artesanato em cipó e palha de D. Joaninha; Sr.
Rindú, Mestre das Caceteiras; Sr. Satu, Mestre do Reisado; Sr. Jorge,
carnavalesco e mestre do Batalhão de São João e Taieira; Dona Zil,
carnavalesca; Sr.ª Lourdes Tavares, dos Bordados; Sr. Vítor e Sr.ª
Madalena, da Colônia de Pescadores; e o artesanato do barqueiro André,
além dos dois pontos inicialmente citados.
Os registros foram feitos
por Stepan Chahinian e Pedro Barbosa, que seguiram encantados pelo
patrimônio material e imaterial de São Cristóvão, com ênfase para a
Praça São Francisco, detentora da chancela de Patrimônio da Humanidade, o
que projeta a cidade para o mundo, no auge dos seus 422 anos, numa
administração que acompanhou e buscou o título junto à comissão da
Unesco, atendendo a todas as prerrogativas, a exemplo da fiação
subterrânea e iluminação apropriada.
A visita dos representantes da
Revista de alcance nacional evidencia o potencial histórico-cultural de
São Cristóvão, com ênfase para a sua população que ocupa os prédios
centenários, transmite os rituais dos brincantes para as gerações mais
recentes e imortaliza os saberes e fazeres através de uma culinária
repleta de símbolos. O encontro aconteceu na última sexta-feira, 10.




