Planos serão elaborados até que finalmente se efetive algo?
de Oliveira – Esta pergunta foi uma das motivadoras da solicitação para a
audiência pública de amanhã, pois o plano não foi concluido e há tempo não se
fala no assunto. O que se espera é com um plano, um novo conselho mais
“moderno”, conferência e fundo público, possamos assegurar a
continuidade das politicas culturais, que deverão passar de politicas de
governos, para politicas de Estado.
com o atual?
de Oliveira Seria um conselho semelhante ao modelo do
Conselho Nacional de Politicas Culturais com uma composição que contemple mais
segmentos culturais como moda, design e setores culturais não diretamente
ligados as linguagens como por exemplo, colegiados setoriais da matriz afro e
indigena, culturas populares, culturas juvenis urbanas (este é uma sugestão
minha), diálogo mais amplo com a sociedade, incluindo a utilização
da internet e etc
O texto abaixo ajuda a entender o conceito de Sergipe Arcaico, o qual fundamenta os pensamentos e ações de parcela expressiva da intelectualidade, gestores culturais, artistas jornalistas e sociedade. Mesmo de alguns que parecem ou que se esforçam para serem modernos..
FASC: A participação da comunidade é fundamental
AQUI
(…)a política cultural tem um papel que não se limita a ações
pontuais, mas que se ocupa da ação cultural com um sentido contínuo, ao
longo de toda a vida e em todos
os espaços sociais. A política cultural não reduz a cultura ao
discursivo ou o estético, já que procura estimular a ação organizada,
autogestionária, reunindo iniciativas mais diversas de todos os grupos,
na área política, social, recreativa… A política cultural – além de
transmitir conhecimentos e desenvolver a sensibilidade – tenta melhorar
as condições sociais para descobrir a criatividade coletiva. A política
cultural procura que os próprios sujeitos produzam a arte e a cultura
necessárias para resolver seus problemas e afirmar e renovar sua
identidade (…).
GARCIA CANCLINI, Néstor (ed.) Políticas culturales en América Latina. México,
Grijalbo, 1987.p.51
Assista/Ouça a versão da música acima na interpretação de Elba Ramalho… AQUI