Olhando o Brasil de hoje pelas janelas da AMABA de 1989 até 1996. Ou vice e versa.

 A eleição de 1989 na AMABA quando fui eleito, representou a
vitória de uma grande frente politica que reuniu setores de centro e esquerda,
alguns também de centro esquerda. Embora a consciência disso só pode ser vista
a partir de hoje. Porque muitos do centro e da centro  esquerda não tinham isso muito claro,  
até porque as posturas de centro, esquerda e direita estavam mais definidas por perfis de comportamento com relação ao exercicio do poder e a visão de mundo com relação a temas diversos, e às vezes juntas e misturadas..

Com o tempo, chegamos até a fazer uma  espécie de constituinte e aprovar uma reforma
radical do estatuto que implantou uma espécie de parlamentarismo,
  o qual foi derrubado na nova reforma do
estatuto que passou a vigorar a partir da vitória do grupo que venceu as
eleições de 1996.

Se de um lado a esquerda foi vitoriosa na AMABA em 1989, a
esquerda no Brasil sofreu uma derrota 
com a não eleição do  Lula em
1989, mas por outro lado,  essa derrota
teve um lado de vitória também, por razões que apresentarei no segundo volume
do livro AMABA/Projeto Reculturarte.

A nossa vitória em 1989 nas eleições da AMABA e a forma como
conduzimos o mandato atraiu pessoas com visão de centro direita,  alguns com posturas bem semelhantes ao nosso
velho e conhecido “centrão”.  O qual por
sinal, surge na cena politica nacional com  muitos deputados da  assembléia constituinte eleitos em 1986.

Mas estes não interferiam na condução politica da direção. Ficavam mais no papel de observadores, em alguns casos talvez por orientação de políticos de centro direita com mandato.

Em que pese culturalmente sob certos aspectos, alguns do centro que compuseram a nossa chapa na primeira hora, se assemelhavam ao pensamento e práticas dominantes do que chamamos atualmente de “centrão”, marcada pelo assistencialismo, pragmatismo, clientelismo, imediatismo e etc…

Zezito de Oliveira

Para saber mais, leia:   

segunda-feira, 20 de abril de 2020

SE A PANDEMIA DE CORONAVIRUS TIVESSE ACONTECIDO NOS TEMPOS DA AMABA, NA ARACAJU DOS ANOS DE 1980/1990?

“O historiador não é aquele que fala do passado. Ele se serve do que sabe do passado para falar do presente, para compreender o que se passa hoje”.
Marc Ferro

Sobre o debate acerca do conceito direita e esquerda, recomendamos:

 Foto da diretoria e conselho fiscal eleito em 1989, junto com alguns apoiadores.

Breno Altman Via facebook em 22/12/2021
OUTRAS PERGUNTAS
Qual seria o programa de uma aliança com Alckmin? Fim do teto de gastos? Revogação da reforma trabalhista? Recuperação dos ativos da Petrobras? Fim da independência do Banco Central? O programa petista será abrandado? Ou teremos Lula defendendo um caminho e seu vice outro?

Guilherme Boulos: “Não existe 3ª via possível com Bolsonaro na casa dos 20%”

https://www.youtube.com/watch?v=5DlshgJia_I

Para saber mais…..

É um livro de
memória histórica coletiva construído com base em entrevistas, documentos e
leituras de livros e trabalhos de pesquisa da Universidade Federal  de Sergipe.

 Abrange a década de 1980, e trabalha uma visão
da política, da sociedade e  da cultura
no nível local, bairro américa e Aracaju, mas também Sergipe e Brasil.

R$ 35,00

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