Primavera em Aracaju mais uma vez inicia com Zé Vicente, artista, missionário, educador e ecologista

Pelo segundo ano consecutivo Zé Vicente estará em Aracaju nos
dias iniciais  da primavera. No ano de
2012 participou  da Jornada Ecológica  e neste ano  de 2013 retorna  para participar do II Congresso Arquidiocesano
Biblico-Catequético.
Como a Ação
Cultural tem um trabalho antigo de parceria com Zé Vicente,  desde os tempos em que alguns de seus
dirigentes e colaboradores participaram da Pastoral da Juventude, é muito natural o empenho em  favorecer o sucesso do encontro musical com  Zé Vicente que acontecerá no dia 21 de
Setembro, a partir das 17 horas,  no
seminário maior Nossa Senhora da Conceição, localizado no
Loteamento
Pousada Verde, bairro Lamarão, Aracaju,
Entrada Franca.

A pretensão da Ação Cultural é mobilizar aquelas pessoas que estão ligadas no projeto Sarau Multicultural, realizado pela entidade, para participarem do encontro musical com Zé Vicente como uma espécie de Sarau estendido.
Para mais
informações sobre a vinda de Zé Vicente a Aracaju em 2012, clique AQUI e sobre
a programação de 2013, clique AQUI

Durante a realização do mini-curso intitulado arte na catequese e em especial no encontro musical, Zé Vicente apresentará algumas  músicas conhecidas do seu cancioneiro, como também as suas mais recentes composições presentes no novo CD, cujos detalhes podem ser conferidos abaixo:



Novo CD traz canções com rimas e ritmos populares 
“Zé Vicente da Esperança”


O novo CD de Zé Vicente      já está nas Lojas  Paulinas Brasil!  
“Zé Vicente da Esperança”, mais  um  trabalho  a   serviço  da  vida  e  da
esperança. Uma das canções chama-se Ciranda do Menino Deus

 Zé Vicente fala do novo cd que está por vir! Mais     um    lançamento     da    Gravadora Paulinas-COMEP



   

O CD “Zé Vicente da Esperança”, é o 13º álbum do cantor, que é também compositor e poeta
 
Texto abaixo: Honório Barbosa, 18/08/2013, jornal DIÁRIO DO NORDESTE, Fortaleza.
Orós (CE). 

Zé Vicente, cantor e compositor, é um artista preocupado com a
ecologia, em sintonia com a caminhada de seu povo. Por meio da arte, ele
defende todas as relações de solidariedade, de identidade cultural, de
valores igualitários, de respeito à vida
no meio ambiente, e ao próximo. Hoje, com mais de 30 anos de trajetória
artística musical, lança o CD “Zé Vicente da Esperança”, seu 13º álbum
pela gravadora Paulinas-Comep.

“Minha esperança é que esse CD seja de fato um marco na caminhada dos
jovens e de todo o povo que busca uma fé madura e comprometida com as
transformações sociais nesses tempos de tantos desafios”, afirma o
cantor. O álbum traz 14 canções inéditas, músicas com um tom festivo,
poesias, rimas e ritmos populares. “São músicas populares, celebrativas e
culturais”, diz.

O novo trabalho apresenta um som pontuado de
poemas e cores, das boas coisas de nossa terra, ao ritmo popular e bem
brasileiro. O artista novamente traz rimas que falam de amor, esperança,
ecologia, diálogo entre raças e tradições religiosas.

Neste
trabalho, participam Osvaldinho do Acordeon, o arranjador Luiz Antonio
Karam, os músicos Adeíldo Lopes, Ocimar de Paula e Tico Delisa. Nos
solos, duas convidadas, Raquel Passos, cantora capixaba, e Ana Paula do
Grupo Chamas. Nos vocais, Maria Diniz, Rita Kfouri, Paulinho Campos e
Emmanuel.

Poeta popular

Cearense, do sítio Aroeiras,
zona rural de Orós, Zé Vicente é ´naturalmente ecológico´, poeta popular
e educador por meio da arte. “Meu pai era paraibano do município de
Catolé do Rocha e minha mãe, cearense. Meus primeiros anos foram
mergulhados em clima de muita alegria, contato direto e permanente com a
roça, rodas de brincadeiras, músicas de Luiz Gonzaga, Nelson Gonçalves,
Angela Maria, Roberto Carlos e outros”, revela.

Oriundo de um
berço familiar católico, Zé Vicente cresceu na Igreja, nas novenas, nos
terços, benditos e missões de Frei Damião, além de uma intensa
participação nas Comunidades de Base e vivência com as músicas do Padre
Zezinho. “Conheci, naqueles dias, o velho e amado Patativa do Assaré.
Toda essa base, certamente teve uma grande influência para gerar em mim,
o artista que sou”, ressalta.

Em 1973, Zé Vicente passou a
morar na cidade de Iguatu, onde foi estudar. “Entrei no movimento
estudantil, mesmo limitado pela ditadura militar, nos grupos de jovens
da Igreja Católica,onde vivenciamos uma experiência de cinco anos com
teatro amador”, conta. Naquela época, surgiu o Teatro de Amadores de
Iguatu (TAI), que promovia apresentações de palco, com música e poesia.
“Foi meu começo como artista”, lembra.

O entusiasmo ocupava o
coração dos jovens que enfrentavam desafios e venciam obstáculos, pois o
cantor lembra que havia ameaças sutis de agentes da ditadura. No início
da década que pôs fim à ditadura militar, Zé Vicente iniciou as
primeiras composições. “Inaugurei uma produção que chamo de música
celebrativa”, definiu. “Tento circular entre uma dimensão mais social,
cultural e mística”, completa.

Em 1983, foram gravadas as
primeiras músicas pela Comep-Paulinas. Em 2013, faz 30 anos de carreira,
com 14 CDs gravados, e mais um livro de poemas com CD. “Tenho mais uns
três CDs gravados de maneira autônoma e participei de Projeto de um CD
para o Unicef, onde ajudei na coordenação artística, com Ângela Linhares
e outros artistas cearenses”, pontua.

Zé Vicente analisa que
no meio da música religiosa há trabalhos bons, mas existem também
composições que visam o mercado, de conteúdos e qualidade questionáveis.
“Busco cantar e ser fiel às nossas raízes culturais e à realidade
nordestina, tanto no estilo musical, quanto na poesia. Os temas mais
constantes vêm da tradição religiosa, com abertura social”, frisa.

Novo trabalho

O mais recente CD, com o título, Zé Vicente da Esperança´, na
explicação do próprio cantor, apresenta um novo sobrenome do poeta
ecologista e lavrador, filho do sertão, da seca, da força da natureza e
do povo nordestino, e que não abre mão da teimosa esperança. “É ela que
nos faz vencer o deserto e chegar à terra da fartura, da justiça e da
paz”.

Neste ano, Zé Vicente já passou por vários lugares do
Ceará, da Paraíba, Rio Grande do Norte, de Pernambuco, Piauí, Maranhão,
Espírito Santo e Brasília. A agenda está ocupada até dezembro. “Faço
encontros musicais, prefiro esse termo aos shows, e oficinas de música e
poesias na educação, na animação das pastorais sociais das Igrejas que
me chamam e dos movimentos da sociedade civil”, explica.

Outro projeto

Além da programação musical intensa, Zé Vicente a cada mês encontra
espaço e visita o recanto da roça, no sítio Aroeiras, em Orós, onde
promove o projeto Sertão Vivo, de arte, cuidados humanos e ambientais.

O projeto Sertão Vivo nasceu pelos idos de 1995, a partir do cuidado
com a terra. “Não queimamos à toa, não envenenamos´, frisou o cantor.
“São realizadas ações de arte-vida, trilhas ecológicas nos espaços
preservados, oficinas de música, teatro, pinturas, alimentação de
qualidade, terapias naturais e alternativas, fóruns sobre o lixo e
outros temas urgentes, festejos tradicionais, como São João, Natal,
aniversários, encontros com guardadores de experiências de chuvas e
sementes”, finaliza.

Mais informações
Zé Vicente
Município de Orós
Telefone: (85) 9997. 6177
e-mail: zvi@uol.com.br

Produção Aracaju
Ruberlan – (79) 3214-5944 – promoaracaju@paulinas.com.br

Zezito – 79 8864-5927 (oi) ou 8117-2290 (claro) – zezitodeoliveira@gmail.com (apoio a mobilização e divulgação como Sarau multicultural estendido) 
Para informações referentes ao Congresso Biblico_Catequético –  Terezinha – (79) 9971 5211 (vivo)

 
rccatequeseemacao@hotmail.com    – www.catequesesergipe.com.br/congresso


 
Ouça um dos primeiros LPs, o terceiro, gravado por Zé Vicente em parceria com Babi Fonteles



 


“Babi
Fonteles & Zé Vicente Em Canto” – O Long Play


Eu sou do tempo
do LP, ou long play.
Quem não gravou
um LP, não conhece a emoção do demorado processo que era a produção daquele imenso
disco preto, cheio de sulcos a serem preservados de arranhões, que tocava um
som com fundo de chuva fina.

O primeiro – e o
único – LP que gravei, “Babi Fonteles & Zé Vicente Em Canto”, uma
produção independente, carrega consigo muitas histórias. Desde sua primeira
versão em cassete, em 1991, este álbum me levou a lugares a pessoas entre os/as
mais inusitados/as de minha vida. Lembro, por exemplo, o show realizado no
Teatro Romano, em Verona, na Itália, no dia 13 de junho de 1992, quando
milhares de pessoas se apinhavam dentro do recinto para nos assistir e, depois,
invadindo o palco para cantar nossas canções e pedir bis inúmeras vezes, até
que os seguranças nos pedissem para parar, por receio de que a estrutura do
palco não aguentasse o peso de tanta gente.

Compartilho com
vocês, amig@s, este trabalho já em sua maioridade de 18 anos!

Guardarei as
histórias para contá-las aos poucos, neste espaço. Por ora, ofereço a vocês o
texto escrito a quatro mãos com o parceiro Zé Vicente, que serviu de apresentação
no encarte do LP.

Abaixo, ofereço
o link para que você possa ouvir  as músicas e a capa da versão em CD,
fabricada a partir do ano 2000 pelas Edições Paulinas. 

Babi Fonteles

BOM LEMBRAR!

Junho de 91.
Nos encontramos
em Recife,

Primeira
gravação em cassete de “Em Canto”.
Era inverno no
litoral
Chovia, chovia.
Tudo marcado de
novidade e sonho.
A banda juvenil
“Flor da Pele”
– Geraldo,
Naldo, Léo, César Michilles –
Meninos lindos,
plenos de audácia e alegria!
Ana Diniz, a
Bisquí, presente
Companheira na
voz e no carinho.
Margareth
Malfliet nos olhando de longe
Encorajando com
sua solidariedade concreta,
Dizendo sempre
“vão sem frente!”
A vocês, cambada
querida,
A quem deu força
sem nada exigir,
Um beijo de
ternura e saudade!
Nasceu “Em
Canto”
Com direito até
àquelas vigílias e lágrimas
Noite adentro,
Coisas da vida!
Março de 93,
Fortaleza 31
graus.

Estamos gravando
o disco “Em Canto”.

Novo adjunto de
energias, recursos, suores e paixão!
Tem mais gente
se “em cantando”
Na cartada,
Nossos parentes
artistas:
Pingo de
Fortaleza, Eugênio Leandro, Flávio Paiva,
Luis Carlos
Fonteles e tantos outros
Indicam contatos
importantes,
Vêm participar
com brilho e cumplicidade.
Nossos queridos
Zé Maria, Lúcia, Durval, Geosa
Nos entregam a
“chave da casa”
E nos sentimos
em família!
O bloco de apoio
econômico
E é um leque que
se abre sempre mais
Contemplando até
apoios “anônimos”,
Incluindo
algumas instituições a quem recorremos
Na certeza da
importância cultural do nosso projeto,
Mas na humildade
de quem necessita:
Companheiros(as)
de Cà Forneletti – Itália,
Universidade
Federal do Ceará (UFC),
CBC &
Associados Propaganda LTDA.
Estamos certos,
outras mãos chegarão
E já respiramos
aquele ar de satisfação
E
reconhecimento!
Olhamos aqui,
prá dentro da gente,
E sussurramos ao
coração:
– vamos, pé na
estrada
Afirmando na
música
Que vale a vida,
a beleza,
Todos os passos de
resistência cultural
Ensaiados por
nós, povo,
Aqui, no sertão
do mundo.
A hora exige
O coração pede.
Valeu, povo
querido!

Zé e Babi.


Link para ouvir: 

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Leia também:


Justiça e Beleza se abraçam na obra de Zé Vicente. AQUI


Zé Vicente: Quem é este cantor? AQUI


 “CHÁ DE TORÉM” – canções cantadas-dançadas do Torém, ritual típico Povo Tremembé. Babi Fonteles – Ouça aqui



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