Prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, o Secretário Municipal de
Educação, Cesar Callegari, e representantes de organizações da sociedade
civil, empresas e mídia. Os participantes dialogaram sobre os desafios
da educação no município de São Paulo, diante do início da nova gestão.
Acompanhe aqui os debates e propostas levantados durante o encontro.
- O Prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e o Secretário de Educação, Cesar Callegari
beneficiará alunos de licenciatura, a fim de que eles atuem como uma
espécie de correia de transmissão entre o chão da escola e a
universidade.”
O que disse o Secretário:
com essa possibilidade em termos de estrutura física, estrutura de
equipamentos, conectividade, internet em banda larga. Já fizemos duas
reuniões com a Capes, que é o órgão do MEC responsável pelo Universidade
Aberta do Brasil. Além das atividades com o MEC, em termos de
formação complementar, nós pretendemos desenvolver vários programas de
formação continuada apoiando o trabalho dos professores em sala de aula
junto a seus alunos.”
anos, é investir fortemente na formação, na qualidade dos professores.”
Oded Grajew
Rede Nossa São Paulo
professores. Não só a formação inicial, como também a formação
continuada. A escola precisa definir aquilo que percebe como deficiência
para que a formação seja focada nessas necessidades.”
Angela Dannemann
Fundação Victor Civita
da própria escola, inclusive abrir a própria escola aos finais de semana
para esses cursos. E permitir que o professor, muitas vezes até dentro
do seu horário de trabalho, possa fazer esses cursos.”
Fabíola Cidral
CBN
desenvolvendo competências que são mais amplas e fogem das áreas do
conhecimento das cognitivas e avancem para as socioafetivas. (…) O
professor precisa desenvolver as competências da rotina da escola, que
também devem ser incorporadas pelo gestor, pelo diretor escolar e pela
própria secretaria como política educacional.”
Inês Kisil Miskalo
Instituto Ayrton Senna
depende exclusivamente do município, é preciso uma articulação com
universidades e escolas.”
Maria Rebeca Otero Gomes
UNESCO
precisa tomar a prática como objeto. E permitir que o professor se
descubra e se redescubra no desejo de realizar um trabalho altamente
qualitativo e significativo para cada aluno.”
Vilma Guimarães
Fundação Roberto Marinho
complexa, de muitos conflitos, mas que, de verdade, libere o poder que
está hoje centralizado em instâncias da secretaria e de suas diretorias
regionais para quem faz acontecer a educação todo dia: os diretores e os
professores nas escolas.”
Françoise Trapenard
Fundação Telefônica Vivo
quanto a continuada. A gente teve a presença de um diretor de escola que
enfatizou a formação in loco, dentro da própria escola. Claro
que tem que haver momentos em que o professor, diretor e coordenador,
saem da escola para aprender outras habilidades e conteúdos, mas é na
escola que os problemas dele estão aparecendo. Então é bom que tudo
aquilo que ele aprende de fora seja aplicado no dia-a-dia da escola onde
ele trabalha.”
Priscila Cruz
Todos Pela Educação
ensino de pesquisa. Quem cuida da educação básica não pode ser
valorizado por produção científica. A ideia é trazer os professores que
querem ensinar na escola para um núcleo interdisciplinar. Eles vão fazer
uma ponte, passando parte do tempo na escola e parte na academia.
Precisamos de professores oxigenadores, que circulem dentro e fora do
Brasil, e vão pensar na questão da inovação. Também é importante
valorizarmos a carreira do magistério, para que se torne atrativa para a
nossa juventude.”
Mozart Ramos Neves
Todos Pela Educação
capacidade de ter impactos efetivos sobre a performance dos alunos na
escola. Uma gestão orientadora para resultados. Para isso, é vital
mobilizar a unidade educativa como um todo, os diretores e coordenadores
pedagógicos.”
Ricardo Henriques
Instituto Unibanco
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Proposta de formação continuada de professores vence o prêmio Desafio da Educação
Mariana Tokarnia – Agência Brasil
03.03.2013 – 17h11 | Atualizado em 03.03.2013 – 17h26
educação que vem desde a graduação. Na última sexta-feira (1º), ele foi o
vencedor do Desafio da Educação do Centro de Liderança Pública (CLP),
prêmio criado pela organização sem fins lucrativos voltada para o
preparo de líderes públicos. Ele recebeu R$ 20 mil.
Braga propõe que os professores comecem a ser formados assim que deixem
o ensino médio e que a carreira seja incentivada durante toda a
formação superior. Já nas escolas, um sistema de pontos serviria para
premiar e incentivar os docentes no exercício da profissão.
Foram 290 propostas de melhorias da educação brasileira que vieram não
apenas do Brasil, mas de 20 outros países. Na etapa final, 61 projetos
foram selecionados pelo júri, formado por representantes de organizações
voltadas para a educação, entre elas a Fundação Lemann, o Instituto
Ayrton Senna e o Parceiros da Educação. Os três primeiros lugares já
receberam um total de R$ 35 mil, dividido de acordo com a classificação.
A proposta de Felipe é baseada na formação de Especialista em Políticas
Públicas e Gestão Governamental (EPPGG) de Minas Gerais. O objetivo é
que o vestibular das instituições de ensino superior funcione como um
concurso, o recém graduado deixa a universidade com vaga garantida no
ensino público. Assim que se forma no ensino médio, o estudante faz a
opção pela licenciatura e recebe para isso uma bolsa de estudos que
garanta a dedicação exclusiva a área durante a graduação. Além disso,
nos últimos semestres, ele participa de estágio onde acompanha um
profissional mais experiente em sala de aula.
“O modelo funciona bem com os EPPGG, na educação seria o mesmo. Os
governantes calculam com antecedência as necessidades da rede de ensino
sob sua competência. Calculam quantas serão as aposentadorias e qual
será a demanda para as escolas. Assim estipulam quantas vagas serão
abertas para essa finalidade nas instituições de ensino superior”,
explica o autor da proposta. Formados, os professores devem permanecer
como servidores por um tempo mínimo a ser estabelecido. Caso isso não
seja cumprido ele devolve parcial ou integralmente todo o auxílio
recebido durante a formação.
Durante a carreira, os docentes acumulam pontos por cursos de
aperfeiçoamento, por estudos publicados e outras atividades que
estimulem o aperfeiçoamento. E ganham recomenpensas, como a escolha da
escola onde se quer trabalhar.
“A qualificação inicial é muito importante para atrair para o ensino os
melhores talentos. Após esse período a formação é contínua. O ambiente
da sala de aula muda muito e requer uma eterna reciclagem”, afirma o
diretor-presidente do CLP, Luiz Felipe D´Avila. Segundo ele, os
professores brasileiros necessitam de incentivos para melhor desempenhar
as funções da carreira. Os incentivos passam por aumento salarial, mas
vão além. A intenção do prêmio é reunir propostas aplicáveis e que
envolvam os docentes.
Ele destaca entre as propostas recebidas, o emprego das novas
tecnologias no ensino. Em segundo lugar, o funcionário da Royal
Jordanian Airlines, em Amã, na capital da Jordânia, Ahmad Abu Rumnan, de
27 anos, propõe a utilização das redes sociais para a divulgação de
vídeos e publicações sobre experiências de sucesso nas salas de aula.
Pela internet, a distância entre os docentes não seria problema.
A analista consultora Chitra Sechan, de 49, dos Estados Unidos, propõe
também a troca de experiência entre docentes. Por meio de plataforma
online, os docentes poderão trocar conhecimentos para planejamento e
execução de aulas, atendimento aos alunos e outras questões. Ela defende
a multiplicação dos conhecimentos destes mentores para elevar a
qualidade do ensino pública e reforçar a atração de talentos.
As três sugestões vencedoras serão apresentadas a gestores públicos nos
estados e municípios a fim de que, caso haja interesse, sejam
implementadas.
Edição: José Romildo

