Das homenagens realizadas no centenário do Gonzagão em Sergipe, esta é uma das que merecem mais louvores, pelo fato de se ter iniciado no ano de 2002, prosseguindo, de forma ininterrupta, até o presente ano.
A outra homenagem longeva a Luiz Gonzaga e também digna de louvor é o programa Aquarela Nordestina , apresentado pelo professor José Augusto, há cerca de 20 anos, pelas ondas da Rádio Aperipê 630 AM.
O que me chamou a atenção no primeiro dia foi a apresentação do site LuizLuaGonzaga por parte de seu criador e mantenedor Paulo Vanderley. Isto se deveu à forma clara, segura e apaixonada ancorada na utilização de um criativo recurso audiovisual, o próprio site.
Rei do Baião é o grande homenageado no XI Fórum do Forró
| Autoridades abrem o XI Fórum do Forró(Fotos: César de Oliveira) |
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Genival Lacerda prestigia o evento
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| Alcymar Monteiro destaca a importância de Luiz Gonzaga para a nossa cultura |
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Targino Gondim repete participação consecutiva no Fórum do Forró
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19h40 – Depoimento de Bené Fonteles, autor do livro “O Rei e o Baião”, a mais completa publicação sobre Luiz Gonzaga
20h10 – Depoimento de Chambinho do Acordeon, ator, cantor e sanfoneiro, que faz o papel de Luiz Gonzaga no filme “Gonzaga de Pai para Filho”, do diretor Breno Silveira (“Dois Filhos de Francisco”)
20h30 – Depoimento de João Cláudio Moreno, ator, humorista e cantor (trabalhou com Chico Anysio na TV Globo)
21h – Homenagem dos artistas João Cláudio Moreno, Chambinho do Acordeon, Luiz Paulo e Erivaldo de Carira
22h – Encerramento com o Quinteto Sanfônico de Aracaju
Debates e apresentações musicais encerram o XI Fórum de Forró8/6/2012 |
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Pesquisadores, artistas nacionais e locais, além do público em geral, estiveram presentes no recém restaurado Teatro Atheneu na última quarta-feira, 6, para a segunda e última noite de apresentações e debates da XI edição do Fórum de Forró.
A iniciativa da Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA), através da Fundação Municipal de Cultura e Turismo (Funcaju), de incentivo à cultura este ano fez uma homenagem ao eterno rei do baião, Luiz Gonzaga, pelo seu centenário comemorado no dia 13 de dezembro. O evento lotou o teatro durante os dois dias de evento, revelando ao público curiosidades e histórias sobre o `Velho Lua´, até então desconhecidas por seus admiradores.
Existente há 11 anos, o Fórum tem como objetivo principal resgatar valores, estimular na propagação da cultura popular brasileira e nordestina e também criar incentivos para o surgimento de novos artistas que, assim como fez Gonzagão, buscam retratar a realidade dura enfrentada pelos sertanejos, além de mostrar que o autêntico forró, tem seu valor e jamais será esquecido.
O coordenador do evento, Paulo Correia, destacou a participação de artistas e pesquisadores. “O Brasil comemora o centenário de Luiz Gonzaga, uma data muito importante e que merece ser lembrada sempre. Convidamos amigos, pesquisadores e artistas que, por sua vez, se mobilizaram para vir prestar essa homenagem ao Rei do Baião trazendo conhecimentos e peculiaridades sobre sua vida e carreira, fortalecendo ainda mais a admiração do público em relação ao artista”, explicou.
Idealizador do Fórum de Forró, o atual secretário de Estado da articulação dos Movimentos Sociais, Chico Buchinho, comentou sobre a continuidade da realização do projeto anualmente. “Há 11 anos que o fórum de Forró de Aracaju é um momento oportuno para reflexão de tudo que aquilo que é feito na música nordestina. Aqui se discute sobre as várias vertentes do forró com a participação de uma gama imensa de artistas locais e nacionais e que, muito contribuem para a perpetuação histórica do mais autêntico gênero musical do país”, declarou.
Durante a palestra temática sobre as peças do vestuário usadas por Luiz Gonzaga, a exemplo do inseparável chapéu de couro, que veio da influência do cangaceiro mais famoso do país, Lampião, e do gibão usado pelos sertanejos, ficou claro o apego e o amor que o `velho Lua´ tinha pelo Nordeste.
Outro assunto bastante comentado no decorrer da roda de debates foi sobre a história de vida de Luiz Gonzaga. Dos oito anos de idade, quando aprendeu a tocar sanfona passando pelo período em que serviu ao exército e até o auge da sua carreira no início dos anos 80, quando recebeu o troféu `Danado de bom´, as explanações a respeito do Velho Lua prenderam a atenção do público.
Participação
Estiveram presentes na segunda noite do evento artistas nacionais e locais, a exemplo dos músicos Chambinho do Acordeon, o compositor e amigo de Luiz Gonzaga, João Silva, o comediante João Cláudio Moreno e o cantor sergipano Erivaldo de Carira. Todos eles prestaram homenagens ao grande mestre, que foi pioneiro no ritmo que se tornou o mais popular do Nordeste.
O pesquisador e autor de uma das maiores biografias sobre o Rei do Baião, Bené Fonteles comentou sobre o diálogo com a plateia durante os debates realizados nas duas noites do evento. “Não podemos subestimar o público, eles conhecem, pesquisam e opinam sobre o que foi apresentado aqui. Está sendo bastante interessante participar de um evento dessa magnitude e que aborda um tema tão rico”, declarou.
O comediante João Claudio Moreno contou que ficou feliz em receber o convite para participar do Fórum. “Tenho 22 anos de carreira e nunca tinha vindo à Aracaju. Estou muito feliz pela escolha da organização em ter nos incluído como um dos palestrantes do evento. Esta é uma iniciativa modelo que os demais estados deveriam seguir o exemplo”, enfatizou.
Já o cantor e sanfoneiro sergipano, Erivaldo de Carira, revela a importância da influência de Luiz Gonzaga em sua vida. “Não sei o que seria de mim sem ele. A primeira música que toquei foi Asa Branca, e, se hoje faço música e dela sobrevivo é porque tive em quem me inspirar”, confessou.
O público
Atentamente, o público ouvia as histórias, comentavam e aplaudiam as apresentações de cada um dos convidados. A vendedora Cleide Melo levou a família para participar do evento. “Vim aos dois dias do evento acompanhada pelo meu marido e pela minha filha. É gratificante saber que a Prefeitura de Aracaju se preocupa com preservação da cultura”, disse.
As palavras da vendedora foram endossadas pelo marido de Cleide, Antonio Guimarães, que não foi para o evento somente para ouvir as histórias de Gonzagão, mas também para ver o seu ídolo, o comediante João Cláudio Moreno.
“Participei do evento durante os dois dias e achei interessante como os temas foram abordados e também das apresentações musicais, em especial à do João Claúdio, que fez uma excelente apresentação”, elogiou.
O Presidente da Funcaju, Waldoilson Leite, justificou a importância da homenagem. “Luiz Gonzaga é um ídolo, um ícone. Afinal de contas, quem nunca ouviu falar dele? Fizemos esta homenagem para um homem que representou o Brasil mundo a fora, e mostrou a nossa riqueza cultural através do forró”, ressaltou.
Ao fazer uma avaliação geral desta edição do Fórum de Forró, Waldoilson disse que o resultado foi além das expectativas. “Neste ano tivemos um público maior do que o esperado. Durante os dois dias de evento o Teatro Atheneu ficou lotado de pessoas que procuram conhecer mais sobre a vida e obra de Luiz Gonzaga, homem que encantou e ainda encanta os brasileiros. Sem dúvida essa foi a maior razão da XI edição do Fórum de Forró ter sido esse enorme sucesso”, afirmou.
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