*Dez lições das ruas.* e outras análises de conjuntura


*- Só para começar -*

*Roberto Malvezzi  (Gogó)*

1.       Estamos vivendo os primeiros momentos de uma nova era,
caracterizada pela crescente democracia direta, feita pela internet, meios de comunicação e nas ruas. As novas tecnologias permitem essa nova forma de fazer política com mais constância e profundidade. Veio para ficar.

2.       As manifestações de rua não foram contra os partidos ou
movimentos, como querem alguns, mas contra os oportunismos partidários de aparecerem somente quando o povo já está na rua.

3.       As manifestações questionam, sim, a inércia do sistema
representativo quando se trata da defesa dos interesses populares:
partidos, sindicatos, movimentos sociais organizados, silenciados nos últimos anos por deliberação própria, para não incomodar o governo, ou pela ocupação dos cargos públicos para defesa de interesses pessoais ecorporativos, também estão sob o crivo das ruas.

4.       Não há risco de ditaduras ou golpes. Quem está nas ruas quer
liberdade de expressão porque não se sente expresso e representado nos meios institucionais. A direita – e sua extrema nazista – pode ter pego carona nos acontecimentos, mas é minoritária e não tem força própria nos meios populares.  Portanto, muito ao contrário de ditaduras, o povo quer ter voz própria.

5.       Não há mais como autoridades públicas esconderem-se sob rótulos ideológicos. Quem não tiver alguma competência administrativa, mesmo que de esquerda, será julgado pelas ruas.

6.       A manifestação da rua exige uma revisão das políticas públicas e de desenvolvimento. O transporte público é o exemplo do momento, menosprezado diante da indústria automobilística do carro individual.
Entretanto, a política para recuperar a economia foi pela isenção do IPI para novos veículos particulares. As ruas estão entupidas de carros e o transporte público emperrado. Alguma autoridade um dia terá que enfrentar  esse paradoxo. Mas, esse é um paradoxo de um modelo de civilização, não apenas de um governo.

7.       Os gastos com obras faraônicas – maioria inútil – doravante
estarão sob o crivo da crítica popular, não somente de especialistas ou da mídia convencional.  A prática promíscua da relação entre o dinheiro público e as empresas privadas vai estar sob o fogo cerrado com o aumento  das informações.

8.       As manifestações tem um caráter mais de classe média, mas, se  ameaçarem o Bolsa Família, agências bancárias e organismos públicos verão a  onda das massas mais pobres da sociedade surgirem praticamente do nada.

9.       Nosso povo quer mesmo investimentos em transporte público, saúde,  educação, saneamento, etc. Ou as autoridades se debruçam sobre essas exigências com decisão política de implementá-las, ou o povo voltará às ruas na próxima oportunidade.

10.   A mídia convencional está mais perplexa que as autoridades públicas. O circo das copas e das olimpíadas acabou. Novas cobranças virão. A mídia também está sob o olhar das ruas.

Um vídeo muito interessante e que acho devia ser
compartilhado porque nas rua tem muita gente quem nem sabe porque está lá.

Massa de Manobra de Uma Mídia Reacionária


Por Amaro Fleckestudante de Filosofia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) colaborador da Revista Vaidapé.

Fotos por Gabriela Batista [FotoEnquadro]

fotoenquadro4


Como outros milhares de brasileiros, sobretudo jovens de classe
média, fui aos protestos de ontem. Diferentemente deles, porém, o que me
moveu até o protesto era mais uma mescla de curiosidade e perplexidade
do que, propriamente, de indignação (embora certamente esteja indignado,
e não pouco, com a situação presente). Saí mais confuso e perplexo do
protesto do que cheguei nele. E gostaria de dividir os motivos e algumas
reflexões, correndo o risco de fazer a análise em meio ao
acontecimento, sem saber ainda o que pode e vai resultar dele.


Em primeiro lugar, é preciso não ceder ao (completo) pessimismo. O Movimento Passe Livre (MPL),
principal organizador dos protestos, ao menos no começo deles, é um
movimento progressista, com um discurso coerente, afinado e sobretudo
inteligente. A sua reivindicação não só é legítima como correta. Eles
pedem um serviço de transporte público gratuito, de qualidade,
financiado por impostos progressivos que incidam sobre a parcela mais
abastada da população (é pena que esta última informação seja pouco
dada, sobretudo pela grande imprensa). Isto não só é possível como
melhoraria muito a vida e o trânsito das cidades, e diminuiria um pouco o
imenso abismo que divide os dois brasis, o dos ricos e o dos pobres.


Os ganhos imediatos das manifestações também não foram poucos: 1) As
tarifas dos ônibus diminuíram ou deixaram de ser aumentadas em várias
cidades (e isto é uma vitória que não deve ser menosprezada); 2) A pauta
por melhorias no transporte público foi elevada de um assunto
secundário para tema de primeira grandeza, de modo que, num futuro
próximo, é bastante provável que tenhamos melhorias consideráveis (em
grande parte por temor de nossos governantes); 3) Nos últimos anos, toda
manifestação que não tinha uma pauta puramente conservadora era tachada
imediatamente de baderna e tratado como caso de polícia, desta vez foi
diferente (aliás, passou a ser diferente após os confrontos no protesto
da primeira quinta feira, em São Paulo, quando diversos jornalistas
foram presos e agredidos), e, acredito, pode passar a ser diferente nos
próximos (já que, doravante, qualquer manifestação é fogo perto de
barril de pólvora); por fim, mas não menos importante, foi uma grande
demonstração, legítima, de insatisfação popular, sobretudo com os gastos
abusivos do dinheiro público com a copa das confederações e do mundo,
assim como com as olimpíadas. Este dinheiro podia e devia ter sido mais
bem aplicado, em mudanças estruturais, e foi desperdiçado, trará
pouquíssimos benefícios, e estes serão dados principalmente para a
parcela abastada que poderá pagar por ingressos tão caros e pelos times
de futebol milionários que ganharão os estádios passado os eventos.


Mas nem tudo são flores. Em um dia chuvoso e cinzento, com vinte mil
pessoas reunidas e a cidade parada, demorei algum tempo para ouvir um
grito mais inteligente do que “capa de chuva a cinco reais”. Um discurso
moralista e vazio de “basta de corrupção” era o predominante. O ódio a
todos os políticos e partidos também. A ausência de qualquer discussão
mais aprofundada por medidas institucionais (como o financiamento
público de campanhas políticas) que dessem crédito a alguma esperança de
mudança na vida política brasileira era notável. Aqui e acolá eram
vistos cartazes com os ditos “fora PT” ou “fora Dilma”. Nada contra,
estou entre os primeiros dentre os decepcionados com este partido e com
este governo. Mas quem por em seu lugar? PSDB? DEM? PMDB? Ou o novo
partido dos banqueiros, a REDE da Marina Silva? “Nem direita, nem
esquerda, para frente”. Sério? Parece um slogan na medida para a REDE ou o PSD, Kassab assinaria embaixo.


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As juventudes do PSOL, PSTU, PCB e mesmo gatos pingados do PT e do PC
do B eram hostilizados pelos jovens nacionalistas, enrolados na
bandeira positivista que clama por “ordem” e cantando um hino ufanista e
conservador que tomam por brasileiro. Eram chamados de oportunistas,
eles, que sempre estão nas manifestações progressistas, sejam estas por
melhorias de transporte, por moradia popular, por direitos das minorias,
mesmo quando a polícia reprime e a televisão não noticia. Lástima.
Infelizmente, nenhuma mudança virá se não passar por vereadores,
prefeitos, deputados, senadores e um ou uma presidente/a que ao menos
compartilhem de algumas de nossas (?) visões.


Quem confunde Jean Wyllys com a bancada evangélica, Romário com a
bancada da bola, Suplicy com os mensaleiros (sejam tucanos, sejam
petistas), não percebe nem qual é o problema, nem qual a solução. E
assim, viram a massa de manobra para uma mídia reacionária que está
revoltada desde que seus favoritos não estão no comando desta tão
imperfeita e indecente República. Se há ganhos por enquanto, parece ser
este o momento de retornar às casas e aumentar o longo e penoso processo
de politização social, debater os rumos e fazer as reflexões
necessárias. Melhorias não vêm por acaso, e é preciso bons debates antes
delas. O nível de politização dos protestos serve de claro aviso de que
podem não vir boas coisas de uma continuação dele. Por enquanto, o
melhor é pressionar o governo (nacional) existente e não substituí-lo.
Tentar, na medida do possível, jogá-lo para a esquerda quando tantas e
tão poderosas forças parecem levá-lo, cada vez mais, para a direita.

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 10 Coisas que grifei do discurso de Dilma


Ana Estela Haddad:

10 Coisas que grifei do discurso de Dilma 

1. "Se aproveitarmos bem o impulso desta nova energia política, poderemos fazer, melhor e mais rápido, muita coisa que o Brasil ainda não conseguiu realizar por causa de limitações políticas e econômicas." -Sobre as manifestações

2. "Você, que está se manifestando pacificamente, eu estou ouvindo você."

3. "Vou convidar os governadores e os prefeitos das principais cidades do país para um grande pacto em torno da melhoria dos serviços públicos."

4. "Vamos apresentar um um plano para destinar 100% dos royalties do petróleo para a educação."

5. "Se deixarmos que a violência nos faça perder o rumo, estaremos não apenas desperdiçando uma grande oportunidade histórica, como também correndo o risco de colocar muita coisa a perder."

6. "O governo e a sociedade não podem aceitar que uma minoria violenta e autoritária destrua o patrimônio público e privado, ataque templos, incendeie carros, apedreje ônibus e tente levar o caos aos nossos principais centros urbanos."

7. "Não podemos conviver com essa violência que envergonha o Brasil. Asseguro a vocês: vamos manter a ordem."

8. "Jamais permitiria que esses recursos saíssem do orçamento público federal, prejudicando setores prioritários como a saúde e a educação."

E DISSE MAIS: 
9. Vai priorizar o Plano Nacional de Mobilidade Urbana para privilegiar o transporte coletivo.

10. Condenou a violência "promovida por uma pequena minoria", que "envergonha o Brasil". 

Ana Estela

ASSISTA AO VÍDEO
http://youtu.be/1qNUbjF7-5g
1. “Se aproveitarmos bem o impulso desta nova energia política,
poderemos fazer, melhor e mais rápido, muita coisa que o Brasil ainda
não conseguiu realizar por causa de limitações políticas e econômicas.”
-Sobre as manifestações

2. “Você, que está se manifestando pacificamente, eu estou ouvindo você.”

3. “Vou convidar os governadores e os prefeitos das principais cidades
do país para um grande pacto em torno da melhoria dos serviços
públicos.”

4. “Vamos apresentar um um plano para destinar 100% dos royalties do petróleo para a educação.”

5. “Se deixarmos que a violência nos faça perder o rumo, estaremos não
apenas desperdiçando uma grande oportunidade histórica, como também
correndo o risco de colocar muita coisa a perder.”

6. “O
governo e a sociedade não podem aceitar que uma minoria violenta e
autoritária destrua o patrimônio público e privado, ataque templos,
incendeie carros, apedreje ônibus e tente levar o caos aos nossos
principais centros urbanos.”

7. “Não podemos conviver com essa violência que envergonha o Brasil. Asseguro a vocês: vamos manter a ordem.”

8. “Jamais permitiria que esses recursos saíssem do orçamento público
federal, prejudicando setores prioritários como a saúde e a educação.”

E DISSE MAIS:
9. Vai priorizar o Plano Nacional de Mobilidade Urbana para privilegiar o transporte coletivo.

10. Condenou a violência “promovida por uma pequena minoria”, que “envergonha o Brasil”.

Ana Estela Haddad

ASSISTA AO VÍDEO
http://youtu.be/1qNUbjF7-5g

Preocupações


Debate na USP alerta para perigo de pauta difusa e necessidade de reformas


Professores afirmam que
apropriação de protestos pela mídia tradicional e por interesses
conservadores leva a dificuldade em prever os próximos passos. Marcos
Nobre pede reforma política urgente

por Redação RBA


publicado
22/06/2013 13:38,


última modificação
22/06/2013 13:56

Danilo Ramos. RBA

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De uma semana para cá, o apoio da mídia tradicional provocou uma mudança no tom dos atos.

São Paulo – O crescimento dos protestos nos
últimos dias e o surgimento de reivindicações variadas e antagônicas
leva à necessidade de vigilância para que o resultado disso não seja um
retrocesso no processo de construção da democracia brasileira. Reunidos
ontem (21) na USP, debatedores mostraram que o momento atual pode ser
lido de maneiras muito diferentes, mas que de modo geral as marchas da
última quinta-feira (20) difundiram o temor de que o momento atual seja
capturado por interesses contrários à vida democrática.



“Esses jovens não são de direita, são gente
despolitizada que todos na família temos. Chamamos para as ruas pessoas
que cresceram vendo o Jornal Nacional e lendo a Veja”,
disse o professor de Políticas Sociais da USP Pablo Ortellado, que
também é um dos fundadores do Movimento Passe Livre. Responsável por
iniciar os protestos que desembocaram na revogação do aumento da tarifa
de transporte público em dezenas de cidades brasileiras, o movimento anunciou ontem que não vai convocar novas manifestações em São Paulo, preocupado com as vozes antidemocráticas surgidas no meio da última passeata.



Para Ortellado, a mobilização mudou de rumo após a
repressão policial na capital paulista e no Rio de Janeiro, há pouco
mais de uma semana, na quinta-feira (13). De lá para cá, houve um
alinhamento midiático simpático aos manifestantes e com sugestão de que
fossem incorporados novos temas ao debate. “Essa proposta de um meio de
comunicação encontrou eco nos manifestantes, levou novos manifestantes
às ruas, o que, por um lado, deu enorme dimensão ao movimento, mas, por
outro, gerou uma enorme difusão de pautas que está provocando um
processo muito confuso, que a gente não sabe para onde vai, na verdade.”



Na última passeata, tanto em São Paulo como no Rio
houve hostilidade a militantes de partidos políticos, que tiveram
bandeiras e outras insígnias tomadas e queimadas. O editor da revista Fórum,
Renato Rovai, afirma que será preciso aprender a lidar com a nova
situação. “A rua não é só das esquerdas. As direitas também vão ocupar
as ruas. Essas ruas serão disputadas porque as pessoas estão
organizadas. Organizadas aonde? Pelas redes sociais”, disse, durante o
debate realizado na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
(FFLCH). “A gente vai ter de conviver com isso tentando eliminar riscos
de um retorno a processos fechados, processos ditatoriais.”



Ricardo Antunes, professor titular de Sociologia no
Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp, acrescentou que é
preciso trabalhar para desfazer distorções dos fatos. “A imprensa está
pautando o movimento das ruas, colocando a ideia de que a corrupção e os
vândalos são a esquerda, quando os corruptos e os vândalos são os
fascistas e os para-fascistas.”



Em São Paulo, nas últimas marchas houve pedidos de
intervenção militar, impeachment de Dilma Rousseff, fechamento de
partidos políticos e depredação de prédios públicos. Ontem, em pronunciamento oficial em cadeia de rádio e televisão,
a presidenta da República condenou excessos, informou que vai receber
no Palácio do Planalto os representantes dos movimentos pacíficos e
disse que debaterá com os presidentes dos outros poderes uma agenda que
inclua a reforma política.



Marcos Nobre, pesquisador do Centro Brasileiro de
Análise e Planejamento (Cebrap), considera que esta é a questão mais
urgente que surge dos protestos das últimas semanas porque a população
não se sente representada por parte das forças políticas. “O rompimento
com o PMDB é uma coisa absolutamente necessária. Claro que aí seria
preciso sustentar um governo de minoria e um governo de minoria só é
sustentável na rua”, sugere, acrescentando que a aliança política
promovida pelo governo Lula alterou a maneira como se entende a divisão
entre direita e esquerda no Brasil, sendo necessário voltar atrás. “Uma
frente ampla, que vá contra a estrutura do sistema político brasileiro
atual e ao mesmo tempo tenha pautas concretas. Por exemplo: como é feito
o orçamento e como são definidas as metas sociais do governo.”

 Uma democracia sem partidos não existe’

por


publicado
21/06/2013 12:58

Paulo
Vanucchi, analista político e membro da Comissão Interamericana de
Direitos Humanos, da OEA, faz um balanço sobre as manifestações que
acontecem pelo país, destacando a intolerância de alguns manifestantes
mais radicais que rechaçaram a  presença de partidos políticos no
Paulista. AQUI

———————————————————-

 Movimentos Sociais produziram ontem uma carta aberta que será enviada à Presidenta Dilma Rousseff.  AQUI

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 Palavras do Deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), um mais mais sóbrio e atuantes parlamentares hoje no congresso.

 1.
Quem esperava equivocadamente que o discurso da presidenta trouxesse
solução pra “tudo isso que tá aí” deve tá um tanto decepcionado, né?

2. Até porque a solução pra “tudo isso que tá aí” não cabe só à presidenta nem ao governo federal apenas…
3. A solução pra “tudo isso que tá aí” deve passar por governadores e prefeitos e suas secretarias…
 
3. A solução pra “tudo isso que tá aí” deve passar por governadores e prefeitos e suas secretarias…
4. A solução pra “tudo isso que tá aí” passa pelo Congresso Nacional,
mas também por assembléias legislativas e pelas câmaras de vereadores.
5. A solução pra “tudo isso que tá aí” passa pelo eleitor (deve
valorizar seu voto!) e pelo cidadão (não praticar a corrupção que
condena!).
6. Manifestantes devem se lembrar de que, além do Congresso Nacional  e da
presidenta, existem prefeitos, governadores, deputados estaduais e
vereadores!
7. E os manifestantes devem se lembrar de que existe o
Judiciário (há juízes corruptos!), o MP e outras instituições
responsáveis!
8. Que as manifestações (a democracia participativa é
boa!) prossigam sempre que necessárias, mas com responsabilidade e
discernimento!


 ——————————————————————— 

 
Chico Alencar

O QUE FALTOU NA FALA DA DILMA:

Para além do óbvio – o valor dos espaços democráticos duramente
conquistados, que devem ser preservados -, Dilma deveria condenar os
abusos de uma polícia (des)educada para reprimir indiscriminadamente
(herança da ditadura), fazer autocrítica dos gastos abusivos com
estádios (que JAMAIS serão ressarcidos pelas empresas privadas),
criticar a corrupção sistemática até de seus aliados (os partidos
fisiológicos da base do governo) e detalhar o tipo de Reforma Política
pela qual se declarou empenhada (sem financiamento público exclusivo e
austero nada avançará). De toda forma, ao menos a Presidenta falou:
antes tarde do que nunca…


  • Nas
    ruas, os ‘cara limpas’ (encapuzados que saqueiam não valem). Nos
    parlamentos, os ‘cara de pau’ (que agora colocam a máscara de
    admiradores das multidões que condenam suas práticas corrompidas).

 ————————————————

Alô
galera: agora surgem muitos lobos com pele de cordeiro. Todos elogiam o
clamor das ruas, mas quase todos (E SEUS PARTIDOS) têm as práticas mais
abomináveis, comprando votos nas campanhas e defendendo interesses das
grandes empresas nos mandatos. Para eles, os gastos com a Copa e o
protetorado da FIFA, por exemplo, eram inquestionáveis… Observem quem
propôs a ‘cura gay’, a PEC 37, quem resiste ao voto aberto no
parlamento, quem aprovou a Lei Geral da Copa, quem elegeu Renan
presidente do Senado etc.

Início

Entenda o projeto que destina 100% dos royalties do petróleo para a educação

Amanda Cieglinski – Portal EBC
21.06.2013 – 21h35 | Atualizado em 21.06.2013 – 21h47






Pelo texto, todos os recursos dos
royalties e da participação especial referentes aos contratos firmados a
partir de 3 de dezembro do ano passado, sob os regimes de concessão e
de partilha de produção de petróleo, destinam-se exclusivamente à
educação (Marcello Casal Jr/ Agência Brasil )




A presidenta Dilma Rousseff destacou hoje (21) em seu pronunciamento em rede nacional a importância da aprovação pelo Congresso Nacional do projeto de lei que prevê a destinação de 100% dos royalties do petróleo para a educação.
“Confio que o Cognresso Nacional aprovará o projeto que apresentei que
destonará 100% dos royalies do petroleo pra educação”, disse. 



Leia também:








De autoria do Executivo, a proposta tramita em regime de urgência
constitucional e está trancando a pauta de votações ordinárias da
Câmara. Pelo texto, todos os recursos dos royalties e da participação
especial referentes aos contratos firmados a partir de 3 de dezembro do
ano passado, sob os regimes de concessão e de partilha de produção de
petróleo, destinam-se exclusivamente à educação. 




Com os recursos extras, seria possível aumentar os investimentos
públicos em educação. Atualmente, o Brasil investe 5,3% do PIB na área,
considerando os recursos investidos nas redes e instituições públicas – o
chamado investimento público direto. O projeto de lei que cria o novo
Plano Nacional de Educação (PNE),também em tramitação no Congresso
Nacional, inclui uma meta para ampliar esse percentual de investimento
em educação para 10% do PIB no prazo de dez anos. A meta foi aprovada
pela Câmara e agora tramita no Senado. Saiba mais sobre o PNE
  • Direitos autorais: Creative Commons – CC BY 3.0

——————————————————————————

Lara Haje, da Agência Câmara

Reforma Política Já – Financiamento público de campanha

—————————————–
Policia terrorista, “politboys” e movimentos urbanos pós-Lula disputam as ruas do Rio!

por Ivana Bentes (Via facebook)  em Sexta, 21 de Junho de 2013 às 10:46

 O
que aconteceu no Rio foi incrivel e inaceitável ao mesmo tempo. A
policia barbarizou pós-passeata quando todos voltavam ou iam para a Lapa
e Cinelândia reunir e conversar! A tensão e as ondas de corre e de
refluxo começaram depois da Central do Brasil ainda em plena
Manifestação que vinha tranquila. 



Enquanto os
helicopteros da Globo filmavam tudo de cima e transmitiam ao vivo no
horário do JN e da novela a policia ainda tentou se conter, mas já
reagiam de forma brutal e despreparada, transformando o prédio da
Prefeitura em um bunker de guerra. 



Ainda nas
manifestações vi aumentar os “politboys”, os garotos
nacionalistas-direitistas do Cansei, do Basta, que compraram a pauta
conservadora e são contra  “a politica em geral” e atende a um apelo
midiático e moralista contra a “corrupção em geral”. 



Mas
foi bonito ver que a passeata trouxe também em massa as criticas mais
contundentes a organização da Copa do Mundo, que passou por cima de
todos os direitos para se impor como espetáculo e vitrine do novo Brasil
em que pra ter direitos precisa ser “consumidor”, pra ter direitos
precisa ter patrão em emprego fordista e morto ou grana pra comprar
ingresso pra Copa.  Uma violencia real, que expulsou os pobres do
Maracanã e das suas casas, removidos, e agora recebe os refluxos da
violencia real e simbólica! 



Foi bonito de ver que
estavam presentes na Central do Brasil os gays, movimento GLBT, os
jovens negros, os estudantes cotistas, a garotada da periferia
(midiativista da Maré filmando e fotografando) os estudantes da ECO/UFRJ
nas ruas com milhares de outros), os jovens que emergiram das mudanças
pós-Lula, dos novos movimentos urbanos, ambientalistas, indigenistas,
pela legalização das drogas,galera do funk, movimentos por fora dos
partidos e que o próprio PT não entendeu nada! 



A
policia do Rio é a do pé na porta da favela, das remoções para a Copa, e
agora esse terror chegou na classe média. Na Lapa, na Cinelandia, no
IFCHs….Na ditadura foi assim também! Precisou a policia prender e
torturar os estudantes e ativistas da classe média para se entender que o
Estado de Exceção é insuportável, que a policia de comportamento é
insuportável. Foi alegre e foi triste! 


Vambora disputar as ruas! 



“Tome
sentindo inútil aqui!” disse a minha amiga Isabela Santiago antes de eu
me perder dela  na dispersão. Não é e nem será inútil ir pras ruas! Fo
intenso, estressante e confuso, por isso mesmo mais do que nunca temos
que disputar o sentido politico de tudo isso.



 Via Facebook  (abaixo)

 
Vimos
nessas últimas semanas no Brasil uma grande manifestação que se espalha
do centro à periferia, do litoral ao sertão. As pessoas, felizmente
lutam por melhoria na qualidade do transporte público, na saúde e na
educação.

Por outro lado, determinados grupos, incluindo alguns
partidos que sempre tiverem do lado do interesse do capital
estrangeiro, dos banqueiros, das transnacionais e até mesmo a Rede
Globo, que sempre foram contrários às manifestações das Diretas Já e de
enfretamento à ditadura militar, dentre outros, começam agora a agir
como oportunistas tentando conduzir o movimento. Como diria Zé Ramalho
em Vida de gado “Vocês que fazem parte dessa massa”.

Não se
pode cair nessas ciladas não adianta derrubar prefeitos, governadores ou
presidente, pois “derrubamos” Collor, mas pouca coisa mudou. Um país
democrático se faz sim com educação de qualidade, sobretudo para quem
não tem condição de pagar. Um país democrático se faz sim com saúde
pública de qualidade e não com Unimed e afins. Um país democrático se
faz sim com uma imprensa livre, mas regulada a serviço do povo e não de
interesses de classe, de interesses internacionais e do consumo. Não é
possível que os principais veículos de comunicação do país estejam na
mão de poucas famílias que fazem uso de uma concessão pública para
construírem grandes impérios.

Por fim, não podemos generalizar e
afirmar que todos os partidos e políticos são corruptos. Esse
pensamento só contribui para afastar pessoas de bens, éticas e
competentes dos mandatos eleitorais e vai ao encontro dos políticos de
carreira que se veem obrigados a cuidar do jogo sujo. Não adianta
terceirizar a responsabilidade de todos os eleitores a um pequeno grupo
de pessoas eleitas e achar que está tudo bem. É nosso dever fiscalizar e
cobrar. Assim sendo, está na hora apoiarmos todos aqueles políticos que
estão alinhados com a vontade popular e implantar imediatamente um
reforma política. Esse é o primeiro passo. Penso que o restante depende
disso. Não dá para esperar muito de deputado que acabou virando um
curandeiro. Reforma política é pra já!

 
Leia também.

Sejamos criticos, mas não sejamos bobos.  AQUI  
 Sopro de primavera antes da festa da Fifa e Safatle: juventude perdeu o medo do capitalismo.  AQUI
 Há almoço grátis? Há financiamento privado de campanha política com base no interesse público? AQUI

Estamos brincando de revolução

jun 20, 2013 by     177 Comentários    Postado em: Política
Estive hoje no protesto no Centro do Recife. Como moro na Boa Vista,
bastou uma caminhada de uns duzentos metros e lá estava eu, no meio do
furacão. Encontrei com o Presidente da Adufepe, o Professor José Luiz, e fomos caminhando juntos e conversando.



Percebi que existia um clima de Fora Collor no ar, o que
para mim vem com uma grande nostalgia, já que á época já era líder
estudantil, e participei ativamente da organização das passeatas em
Recife.



Vi no protesto muita gente que nunca foi às ruas, o que é muito bom.
Sem essa de ficar rotulando as pessoas pela sua característica
despolitizada. São cidadãos como qualquer um de nós, que por algum
motivo resolveu sair do sofá e ir às ruas.



Para entender o que está acontecendo, é preciso compreender que esta é
basicamente uma crise urbana, e majoritariamente de classe média.
Novamente, não há nada de pejorativo nisso, já que a classe média é
imensa hoje no país.



Falo isso porque é impossível não perceber que, apesar da melhora do
padrão de renda dos últimos anos, a vida nas grandes cidades tem piorado
bastante em alguns aspectos, em especial a mobilidade urbana, estopim
desta crise. E a inflação, localizada de maneira aguda no setor de serviços, tem afetado fortemente a classe média.



Uma família com uma renda alta, em torno de R$ 10 mil mensais, sempre
resolveu seus problemas colocando seus filhos na escola privada,
pagando plano de saúde e tendo dois carros em casa.



Com um grupo de jovens indo às ruas por causa de um aumento de
passagem, e observando os preços dos serviços aumentarem muito,
inevitavelmente as pessoas começaram a parar para pensar: Por que diabos
eu pago R$ 1500,00 de escola para meus dois filhos? Por que eu gasto
mais R$ 1 mil em plano de saúde? Por que preciso de dois carros na
garagem, ao invés de usar o transporte público?



E a absoluta incapacidade do Estado em responder com serviços
públicos decentes, presos a uma burocracia medonha, gerou uma onda de
rua que talvez o país nunca tenha visto, nem mesmo em outros movimentos,
já que todo dia tem passeata neste país.



E aí onde quero chegar.





O movimento tem alguns pontos importantes que devemos prestar atenção.



1 – Por ser um movimento de
insatisfação urbana por serviços públicos, está atraindo todo mundo. É
um movimento desprovido de ideologia. Quem está nas ruas é o que chamam
de sujeito médio (termo horrível), que é aquele que não se preocupa com o
noticiário político.



2 – É um movimento sem liderança
alguma. Como não temos experiência em mobilizações horizontalizadas via
rede, é impossível qualquer comando.



3 – Carrega um forte teor de rejeição a movimentos sociais e partidos políticos. 



Observando este itens, percebemos um caldo sinistro se formando.



A rejeição
aos partidos não tem nada de despolitizado. É simplesmente uma
fortíssima crise de representação. O “sujeito médio” mobilizado neste
momento não consegue visualizar saída democrática pelos partidos que aí
estão, muito menos pelos políticos que aí estão.



Quando
olham para os movimentos sociais, percebem que a abdução destes foi
clara, já que algumas entidades se assemelham a cartórios de grupos,
quando não sindicatos familiares.



Estão
insatisfeitíssimos com o PT, e quando olham para o lado, só o que
aparece é o PSDB. Ele não quer ir para a esquerda do PT, muito menos
para a direita do PSDB. Ele quer alguém que coloque o Estado a seu
serviço, e na cabeça deles, os dois fracassaram. O resto, para ele, é
resto.



E esta crise de representação teve sua
senha dada na eleição presidencial de 2010, com a votação de Marina
Silva nas capitais. Mesmo que não se enxergasse Marina como alternativa
confiável, optaram pelo voto nela, com o objetivo de mandar um recado.



Recado este que não foi ouvido pelo PT.



E como este movimento está imenso e
sem comando, o perigo ronda o tempo todo. Não há com quem negociar, e
com a ausência de conhecimento deste tipo de movimento horizonta de
característica meio anárquica, abre-se espaço para todo tipo de
aventura.



Hoje vimos invasões de prédios
públicos, vândalos em escala crescente e cada vez mais gente nas ruas.
Isto sem falar no absurdo de agressões a partidários nas passeatas.
Obvio que levar bandeira de partido que está no poder, como PT e PCdoB, é
algo desproposital e sem noção neste momento, já que o protesto leva
muita gente contra estes partidos, a democracia se faz com a
participação de todos.



Não estou falando do protesto de
Recife, que foi marcado em sua maioria pela tranquilidade. Não devemos
desmerecer o clima ameno da passeata. O que vimos aqui foi um belo
exemplo de democracia e civilidade.



Já em outros lugares, não está sendo
bem assim. Ver o PT vaiado, com bandeira queimada, é algo de assustar.
Não foram fascistas, como alguns querem mostrar, mas de um teor
anárquico explosivo, principalmente porque tem o apoio da maioria. Ainda
mais com manifestações praticamente diárias e cada vez mais ousadas.



E neste ambiente horizontal, sem ter
com quem negociar, sem pauta clara de reivindicação, com os Governos
aturdidos por falta de experiência em movimentos desta forma, e vendo
extremistas de esquerda e direita de mãos dadas a uma massa revoltada e
sem perspectiva política clara, só posso chegar a uma conclusão…



Estamos brincando de revolução.



E já sou vivido o suficiente para acreditar que isso pode não acabar muito bem.
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 Amstalden (Via facebook)
ATENÇÃO,
URGENTE. Lembrei de um fato importante para quem vai a manifestações.
Em 84, no início, era comum agentes de repressão ou pessoas pagas por
conservadores, se misturarem às passeatas para provocar confusão,
agredindo policiais e promovendo quebra quebra. O objetivo era
desmoralizar o movimento e classificá-lo como “vândalo”. Assim a polícia
estava “justificada” para reprimir. Então, CUIDADO! O exaltadinho
violento que pode estar ao seu lado, nem sempre é apenas um manifestante
radical. As vezes é um infiltrado. Afaste-se dele e DENUNCIE-O A
POLÍCIA QUE ESTIVER LÁ. Ele estar ali EXATAMENTE PARA CRIAR O CONFLITO.
NEUTRALIZE-O! (Dica de um “tio” que gastou muita sola de sapato e voz em
84 e 92). Espalhe, compartilhe e avise os amigos. Abs.

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 José Cleyton N. Lopes – Via facebook


um problema de interpretação sobre as manifestações que precisa ser
resolvido o quanto antes. Quem faz pichações? Quem depreda? Quem incita o
conflito com a PM? A meu ver, as pessoas que estão fazendo isso têm
dois perfis distintos. Um deles é aquele “moleque” que faz isso todos os
dias na cidade. Faz isso sem nenhuma razão política. O segundo é o
reacionário articulado com outros tantos que estão interessados em
produzir “caos”. E, assim, demandar intervenção das forças armadas. Com
isso desestabiliza o governo federal pela via conservadora-autoritária.
Porque eles julgam os programas sociais do governo – pasmem –
socialistas! Esse segundo perfil sabe que a mídia vai dar ênfase nos
atentados e reforçar a opinião pública a favor dessa intervenção para
impor a “ordem”, a “organização”, a “civilidade”. Eles também atacam
militantes de partidos da esquerda e anarquistas. Pois os consideram
inimigos mortais. E, finalmente, adoram quando a massa se regozija com o
ultranacionalismo.

 Aos amigos ativistas de esquerda que estão confusos neste momento

Em todas as grandes mobilizações mundiais que eu
tenho notícia a ultradireita esteve presente. Na França, Le Pein e cia,
além dos votos em urna, tiverem representantes nas ruas para fazer valer
sua opinião. Na Grécia, a ultradireita neonazista compareu aos atos em
grandes blocos. Tiveram muitos votos na urna também. Na Espanha,
Portugal e Itália também.


O Brasil vive uma crise. O povo está puto e insatisfeito e não há
saídas organizadas e unânimes para ela. A ultradireita está disputando
nas ruas sua política, que passa por afastar o “mal do comunismo” da
massa. Eles são espertos, se escondem atrás de um sentimento
generalizado de insatisfação contra os partidos. Este setor é um câncer
para as manifestações e precisa ser denunciado e combatido. Estou certa
que eles são uma minoria. Militarmente organizados, e por isso parecem
fortes, mas uma minoria.


Mas dois graves erros se reproduzem neste momento.

O primeiro é achar que os milhões que saíram às ruas estão
organizados com esta ultradireita. É uma grande miopia. O povo rechaça
os partidos porque não confia nos métodos tradicionais de se fazer
política. Não confia nos velhos partidos brasileiros que sempre
governaram para poucos. Desiludiram-se com a esquerda quando o PT traiu a
confiança da massa. Em quem eles vão confiar agora? Eles não confiam em
ninguém, porque as grandes referências partidárias no país os traíram.
Infelizmente, a maioria da massa não pôde fazer a experiência com os
demais partidos de esquerda. Convenhamos, a esquerda consequente no país
ainda é nanica. Vocês se esqueceram disso? Na confusão e na falta de
informação o povo rechaça o partido como forma, porque não sabe
diferenciar ainda em conteúdo as distintas formas de partido. Aqueles
que bradam para baixar as bandeiras fazem porque não se identificam com
partido nenhum. O único sentido de pertencimento é ao Brasil como
pátria. Mas este fato não quer dizer que esta massa defende o golpe
militar no país, um partido único, o Collor, o AI-2, ou sei lá o quê.


Essas pessoas são os seus primos que nunca foram em ato nenhum, a sua
mãe, a sua tia, o seu amigo que achava uma bobagem toda a sua atividade
política. Os colegas da escola. Mas quais oportunidades estas pessoas
puderam debater com a esquerda? Quantas vezes essas pessoas se reuniram
conosco? Nenhuma. Nunca.


Daí vem o segundo erro. Essa gente confusa, cheia de dúvidas decide
sair às ruas. E parte da esquerda que nunca esteve acostumada a debater
com tanta opinião distinta se assusta e começa a defender o fim das
manifestações. Ou ainda, começa a propor que a esquerda não saia mais às
ruas. Vocês ficaram loucos?


Vocês acham que estas pessoas vieram da onde? Um contingente de
milhões de aliens que a direita trouxe de Marte para dar o Golpe no
país? Essas pessoas são o cobrador do ônibus, ou o filho dele. O
taxista, ou os netos dele. A atendente do Mc Donalds, ou os primos dela.
A telefonista do telemarketing, ou os amigos dela. O nerd da sala, que
nunca nem abria a boca pra falar de política, ou os amigos errepegistas
dele. Essa multidão é gente nem de esquerda e nem direita que saiu às
ruas para protestar. E agora que eles saíram vocês pedem pra voltar?
Acusam de golpistas de direita? Vocês só podem estar loucos. Ou mal
acostumados. Nas ruas a esquerda convicta é minoria mesmo. Mas não era
assim antes? Nas ruas tem a direita, a esquerda, os confusos, os nem
isso nem aquilo, os ambas as coisas. Mas não era assim antes? Mas agora
essa gente toda está na rua. E você, com seu preconceito de classe média
ilustrada, os acusa de bando de ignorantes, mal-educados e direitosos.


Como eles não são e não pensam como você, você desiste e volta a se
contentar com seu Facebook. Jesus apague a luz, os coxinhas não estão
nas ruas segurando a bandeira do Brasil e com a cara pintada de verde e
amarelo. Eles estão vestindo camisetas vermelhas com a cara do Che
Guevera. Que mundo estranho, isso sim está me deixando confusa. Mas eu
prefiro seguir nas ruas, é lá que as dúvidas serão tiradas a limpo.


Fraternalmente,
Nathalie Drumond, GTN Juntos!

 Leia o texto acima, na fonte original.  AQUI

O GIGANTE ACORDOU E CAIU DO PÉ DE FEIJÃO

VIA Sallete Elias e Julio Kling (facebook) 1 – Protestarás “contra a corrupção” acima de qualquer outra reivindicação concreta.
2 – Usarás nariz de palhaço, carinha pintada ou roupinha branca pra simbolizar “a paz”.
3 – Exaltarás o seu país, ignorando o caráter internacionalista dos movimentos no resto do mundo.
4 – Não permitirás bandeiras de partidos políticos, a despeito de esses
partidos lutarem por melhorias desde muito antes de você nascer.
5 – comprarás o discurso da mídia, papagueando jargões como “O gigante acordou”.
6 – Darás o melhor exemplo possível de analfabetismo político, evitando
sempre escolher um lado da luta. “Nem direita nem esquerda, bróder, eu
quero é ir pra frente, rsrs”.
7 – Dividirás o protesto, fazendo seu
papel de guardião da moral e dos bons costumes, classificando como
“vandalismo” qualquer atitude que vise abalar a ordem Estatal.
8 –
Apoiarás o capitalismo e a democracia representativa, mesmo sendo
“apartidário”. No fundo você não quer que as coisas mudem tanto assim.
9 – Pedirás o impeachment da Dilma, ignorando que algum outro político
profissional irá substitui-la. Isso não é importante, você só quer o
impeachment e zuar o PT.
10 – Cantarás o hino nacional bem alto,
afinal, se você já cumpriu os 9 mandamentos acima, é um legítimo filho
do Brasil: Ignorante, alienado e despolitizado.
 Mauro Garcia (facebook)

Uma
esperança cresce, pela participação popular; mas, o fato é que,
acabei de chegar rua. Fiz questão de ir à boca da cratera, para
ver(sentir, respirar, ouvir etc) que tipo de larva saia do buraco. É
preocupante. Uns estudantes muito jovens, i d e a l i s t a s , s i m ;
mas, completamente alienados da realidade que nos cerca. E são
daqueles tipos mauricinhos, daquelas loiras mais burras que porta, e,
portanto, estão, claramente , sendo usados pela velha burguesia
retrógrada. Pouco tem a ver com as pessoas que enfrentavam o poder,
outrora, que , sabiam bem o que é esquerda-direta;
comunismo-capitalismo, alienação-pé-no-chão…etc. Esse pessoal, que
vi, ali, bem de pertinho é, em sua grande maioria, sem cultura e ,
daquele tipo que bate-no-peito, por não entender nada de política. Mas –
como se diz : Tudo bem ! Ainda terão um longo caminho pela frente,
para aprenderem… se quiserem… Pelo menos fui minha conclusão,
caminhando pelas ruas, e pela Br 116, com eles, em Registro-SP. Espero
que, em outras cidades, a coisa tenha sido melhor. Aliás,
independente de ser teleguiados ou não, e s t ã o d e p a r
a b é n s , pq, parar uma BR desta ,não é coisa simples não.

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