cultura popular ou de base comunitária tem mais mistérios, segredos e
magias do que supõe a nossa vã pedagogia. É preciso mais investigação
cientifica para acessar isso e ajudar na superação do fracasso da
escola, cujas causas e soluções não podem ser explicadas somente com
base nos conhecimentos da teoria pedagógica, politica, econômica,
sociológica e da administração.”
Uma das intervenções que fiz na
mesa Cultura, Comunicação e Educação que aconteceu no dia 01 de março
de 2018 na UFS, como parte da programação da 2ª plenária da caravana
sergipana rumo ao FSM 2018.
Tem tudo a ver com o livro mais
recente do Célio Turino. com esta fala bem recente do Leonardo Boff, com
o livro dos abraços do Eduardo Galeano e com um texto que escrevi há
algum tempo atrás.
Zezito de Oliveira – ZdO
Livro aponta para valorização das raízes culturais como caminho para a descolonização da América Latina
Para complementar:
Não deixem de assistir a memorável palestra do escritor Leonardo Boff na
aula inaugural da rede municipal de ensino de Rio Grande. O professor
alerta há dois projetos em disputa no Brasil e que temos que ter lado!
Recolonização X Refundação do Brasil
Gravação cedida pela FURG TV
O livro dos abraços – Eduardo Galeano
É possível baixar da internet o belo Livro dos abraços, do escritor
uruguaio Eduardo Galeano. É uma coletânea de pequenas histórias que ele
ouviu, leu ou então viveu. Com uma linguagem curta, breve e poética, ele
apresenta temas relacionados à política e à complexidade da natureza
humana, com seus medos e coragens. Aqui também é possível encontrar
dramas do nosso povo, principalmente as ditaduras militares da América
Latina. Tudo isso abordado com uma infinita delicadeza. “Assim mostram,
em figuras de barro, os índios do Novo México: o narrador, o que conta a
memória, coletiva, está todo brotado de pessoinhas”. É essa voz
narrativa, “brotada” de sensibilidades, que encontramos neste Livro dos Abraços.
O Chão e a Gira
“O processo educativo precisa aterrar, descer abaixo do chão e subir possibilitando a gira girar
de forma bem tranquila.A “crise” da escola advém daí. Quando falamos em
aterramento estamos tratando dos saberes de nossos ancestrais, estamos
querendo dizer que precisamos buscar referenciais na memória das nossas
comunidades , das nossas tribos, dos nossos terreiros, dos povos
originários.Deixar a gira girar é garantir um ambiente favorável dentro
da escola para liberar corpos e mentes para poderem se relacionar de
forma mais sincera e criativa, inclusive com o conhecimento. Leia mais, clicando no titulo acima.”