A CULTURA SERGIPANA E BRASILEIRA PRECISA MOSTRAR MAIS A SUA CARA.


No dia
da audiência pública na AL de Sergipe, sobre o Mais Cultura nas Escolas (10 de
julho de 2013), sugeri a sec
retária
da cultura,  Eloisa Galdino, a Secult propor e realizar parcerias com a Fundação Aperipê visando a  divulgação dos resultados do investimento realizado
por meios dos  editais culturais da Secullt. Já que
cultura é investimento e a população precisa ser nossa aliada nesta defesa.
Dentro deste entendimento, nada como mostrar a população como e onde é aplicado e quais os
resultados do dinheiro de nossos impostos, investido na cultura. Proposta como
esta, serve também para se contrapor ao discurso da geração que se acostumou a
obter dinheiro publico para seus projetos culturais, em troca de favores de
todos os tipos e que fica dizendo aos quatro cantos que não há investimento
público em cultura por parte do governo de Sergipe. Se disser que é pouco eu
concordo, se disser que tem que aumentar e mostrando através dos resultados
deste pouco que é investido, eu concordo, “daí o argumento central desse post”.
Se disser que as prefeituras também devem investir de forma republicana em educação
através da arte e da cultura, também concordo. No mais, chega de recalque e
rancor.
P.S.:
Também conversei com a representante do Ministério da Cultura,  presente na audiência para que os  processos e apresentações  dos resultados do Mais Cultura nas Escolas
fossem gravados e divulgados na rede pública de rádio e televisão, como através
das rádios e tvs comunitárias, bem como por meio de um  canal especifico no you tube. Da mesma maneira
acontece com o programa Cultura Ponto a Ponto, sobre os pontos de cultura.
Zezito de Oliveira – Educador e Produtor Cultural

“Somos mestiços. Não apenas etnicamente mestiços. Somos culturalmente
mestiços. Dançando o Toré sob a lua; rezando numa igreja barroca de São
Cristóvão; curvadas sobre a almofada da renda de bilros; trocando
objetos e valores nas feiras das periferias e do interior; depositando
ex-votos aos pés dos nossos santos; dançando um gostoso forró pé de
serra no Forrocaju; contemplando o mar e os coqueirais do alto da colina
de Santo Antônio; dobrando o fole de uma sanfona numa noite de frio,
no mês de junho; tocados pela décima corda da viola sertaneja; possuídos
pelo samba de pareia da mussuca e pela dança de São Gonçalo;
enfileirados nas Romarias da Terra e de Divina Pastora; o coração de
tambores percutindo nos desfiles de 7 de Setembro; girando a cor e a
vertigem das danças dos orixás; digerindo antropofagicamente o hip hop
no caldo da embolada ou do repente. Somos irremediavelmente mestiços. A
lógica da homogeneização nos oprime. Por isso gingamos o corpo, damos um
passo e seguimos adiante como num drible de futebol ou numa roda de
capoeira que, sem deixar de ser luta, tem alma de dança e de alegria.
Como formular um projeto de Políticas Públicas de Cultura que contemple
esse mosaico imperfeito? Como abrir janelas e portas e dizer: “Sergipe,
mostra a tua cara!”, como na canção de Cazuza?”

Adaptação para a nossa realidade do texto introdutório do documento “A
imaginação a serviço do Brasil” produzido em 2002 por artistas,
intelectuais e gestores culturais e que serviu de texto guia para os
programas e projetos da gestão do Ministro Gilberto Gil a frente do
Ministério da Cultura.

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