PORQUE A IGREJA CATÓLICA NÃO DEVERIA SUBESTIMAR A EXTREMA DIREITA CATÓLICA ATUAL.

Estudei durante alguns anos para uma pesquisa sobre “A extrema direita católica nas redes digitais”. O recorte era dentro do catolicismo praticado no Brasil e selecionei alguns grupos e o tal do “Youtuber”. Tinha um foco e uma finalidade. Procurei entender esse “personagem novo” dentro da Igreja Católica no Brasil (estudei um pouco os católicos digitais e tradicionalistas dos EUA por conta da influência no catolicismo brasileiro), por conta do impacto que vinham tendo nas redes e já chegando a paróquias e dioceses. Com uma notória crise do que se chamou de “esquerda católica” (Michael Lowy e outros), esse tipo de católico que já vinha tendo repercussão desde o crescimento vertiginoso da Renovação Carismática Católica (o livro do sociólogo Reginaldo Prandi e os estudos de Brenda Carranza deram conta desse fenômeno, inicialmente)

Historicamente, existiu uma figura chamada: o “católico de IBGE”. Esse ser  nunca foi um problema na Igreja Católica. Fez o básico na Igreja: batizado; catequese/catecismo; crisma, casamento e alguma missas… Os chamados “católicos efetivos” e que tinham atuação na paróquia, também não eram problema, o que ocorria (ou ocorre) muitas vezes é conflito com o pároco local por conta de autoritarismo clerical e outras divergências bem paroquiais.

A questão que estudo hoje é de outra natureza: temos hoje um “novo tipo” de católico. Que vem das redes digitais (vejo isto no Brasil e EUA, em particular). Uma pessoa que se tornou essa coisa bizarra chamada “influencer” e que tem uma militância católica de rede digital. Em média, tradicionalista e conservador (anticomunista) e que já vem tendo influência nas paroquias e dioceses. Tenho estudado essa figura católica. Ultimamente e tardiamente, vem surgindo o “católico de esquerda” nas redes digitais, mas ainda de pouco impacto na Igreja (outra história!)…

O livro-coletânea organizado João Décio Passos e Wagner Lopes pela editora Paulus e o outro livro-coletânea organizado por Ney de Souza pela editora CRV, já nos colocam um ótimo material sobre essa extrema direita católica atual, suas origens e sua atuação dentro e fora das redes digitais. Ao mesmo tempo, essas pesquisas viram um alerta sobre o que significa essa gente dentro e fora do catolicismo no Brasil. Nos últimos anos de eleição para presidente fica nítido a atuação deles e o que defendem nas redes digitais. Um fato: têm estratégias e não se trata de amadores ou de uma apenas intermitente. Não se trata mais da velha TFP e seu cruzado Plínio Carrêa de Oliveira. Tempos são outros, desiguais e combinados.  

A quem interessar possa. Um convite:

LIVE. RELIGIÃO & SOCIEDADE

PORQUE A IGREJA CATÓLICA NÃO DEVERIA SUBESTIMAR A EXTREMA DIREITA CATÓLICA ATUAL. NOTAS

Romero Venâncio (UFS)

21/2. Sábado. Às 20h

No Instagram romerojunior4503


Como vota o deputado Eros Biondini, que aparece no vídeo acima  nas pautas que defende as familias sob o ponto de vista econômico,  como a isenção do imposto de renda para quem recebe até 5000 reais e na discussão do fim da escala 6X1, entre outras pautas semelhanes

1. Isenção do Imposto de Renda (até R$ 5.000) 
Voto: Favorável.
Contexto: O deputado votou junto com a unanimidade da Câmara (493 votos favoráveis) em outubro de 2025 para aprovar o projeto que garante a isenção para quem recebe até R$ 5.000. Embora a proposta seja uma bandeira do governo atual, houve uma orientação geral de todos os partidos pelo voto “sim” devido ao forte apelo popular da medida. 
2. Fim da Escala 6×1
Posicionamento: Contrário ou Cauteloso.
Contexto: Até o momento, Eros Biondini não assinou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) liderada pela deputada Erika Hilton (PSOL) para o fim da jornada 6×1. Ele segue a linha majoritária da oposição, que argumenta que a mudança pode gerar impactos negativos na economia, no setor de serviços e nos custos para pequenos empresários. O parlamentar tende a defender que tais alterações devem ser negociadas via acordos coletivos, e não por imposição constitucional. 
3. Outras Pautas Econômicas e Sociais
O histórico recente de votação do deputado revela um padrão de oposição a projetos de subsídio direto ou aumento de gastos vinculados ao governo:
Programa Gás do Povo: Em fevereiro de 2026, Eros Biondini foi um dos poucos deputados que votou contra a criação do programa que garante acesso gratuito ao gás de cozinha para famílias de baixa renda.
Dívida do RS: O parlamentar gerou polêmica ao votar contra a suspensão da dívida do Rio Grande do Sul durante a tragédia climática em 2024, embora posteriormente tenha alegado que se confundiu ao teclar o voto.
Reforma Tributária: Em geral, tem votado contra ou se manifestado de forma crítica aos textos de regulamentação da reforma tributária propostos pela gestão federal, mantendo a disciplina do PL. 








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