Flores do Jardim no Rio em cores de cinema




 Levidário Pacheco – representando os alunos da Escola Júlia Teles participantes da  oficina e realizadores do curta “Flores do Jardim”.

 Levidário Pacheco recebendo com alegria,  certificado de menção honrosa de “Flores do Jardim”  e uma caixa contendo DVDs  com entrevistas técnica de realizadores com carreiras premiadas no cinema nacional.

 Zezito de Oliveira – Um dos três professores mediadores pedagógicos da oficina e do curta “Flores do Jardim”.

*Fotos: Marília Cabral.

Poucas cidades do mundo oferece para
um visitante, uma semana tão rica de atrações culturais gratuítas ou com preços acessiveis, como uma  exposição de Pablo Picasso, a remontagem  de um clássico do teatro musical brasileiro a
“ Ópera do Malandro”   e um dos mais
importantes projetos de democratização da música clássica,  o projeto Aquarius.


Da  mesma maneira, o Rio de Janeiro talvez seja a
única cidade brasileira que ofereça um festival de audiovisual como vitrine,
para um bocado de produtos que mostra uma gente que pouco aparece de forma
positiva nos grandes  meios de
comunicação. Um tipo de gente que quando
aparece, na maioria das vezes é mostrada  de forma “enrolada’ como marginais criminosos
, envolvida em acidentes e tragédias  ou
como atração exótica, pitoresca ou engraçada.

Bem diferente de como é mostrado
no  Festival Visões Periféricas,
realizado  na semana de 18 a 23 de
agosto, quando  o filme  “Flores do Jardim”  foi exibido pela segunda vez no Rio de Janeiro,
 no Espaço Oi Futuro, localizado em
Ipanema. O OI Futuro é um prestigiado espaço da arte independente, alternativa
e experimental com ênfase na relação da arte com as novas tecnologias.

 A primeira vez em que foi projetado na  tela de cinema,  Festival do Rio 2014,  Flores do Jardim foi exibido em um outro
prestigiado espaço  da cena artística
carioca, o cinema Estação Botafogo, um dos pouco cinemas de rua que ainda
restam no Rio de Janeiro, muito conceituado e especializado na exibição de filmes
de arte.

Como da primeira vez,  após a exibição,  “Flores do Jardim” foi bastante elogiado . Um
dos que se manifestaram  neste segundo
momento foi  Paulo Silva, roteirista de
filmes, novelas e minisséries de TV, que disse entusiasticamente: “Faz  alguns anos que não assisto a um filme tão
verdadeiro e honesto como “Flores do Jardim”, verdadeiro e honesto porque retrata  de
forma simples, clara e direta o que querem e como vivem os adolescentes e
jovens do conjunto Jardim
.”

Outro participante da sessão  se referiu ao filme como uma obra poética,
mesmo em meio aos dissabores e dificuldades enfrentadas pelos moradores. Disse
mais, “por causa do filme me  senti  estimulado a conhecer melhor a comunidade e
para isso buscarei mais informações na internet.”

Já na minha fala, disse da
felicidade em perceber o quão potente é o audiovisual para fazer barulho e
contribuir na transformação das pessoas e da  sociedade. Barulho como denuncia das situações de opressão ou de
descaso e menosprezo a qual são submetidos 
trabalhadores, negros, índios, mulheres, população LGBTs e etc..

Como potência de transformação
pessoal e social, o audiovisual pode subverter a idéia na qual se crê, de que  pobre não tem 
direito a produzir e a consumir uma arte esteticamente rica e criativa.
Arte com luxo, brilho e ao mesmo tempo  critica, sem perder as características de
produção estética. Outra possibilidade trazida pelo audiovisual é subverter a  idéia de que arte produzida na periferia não
precisa de muitos recursos financeiros ou de formação intelectual/acadêmica como suportes para a produção.

“Flores do Jardim” faz parte desse
rol de produção audiovisual “made in periferia” 
que subverte o senso comum, pois  contou com recursos financeiros públicos oriundos  da Secretaria Nacional de
Direitos Humanos, acompanhamento e produção de material pedagógico através
do projeto “Inventar com a Diferença” da Universidade Federal Fluminense  e  presença de professores mediadores  com formação
acadêmica e técnica profissional no campo do audiovisual, pedagogia   e produção cultural. Estes são os ingredientes do sucesso, além de muito amor e paixão.

Vida longa para ações culturais
exitosas no campo do audiovisual  como o
Inventar com a Diferença  e o Festival
Visões Periféricas. Que venham mais flores e frutos de nossos Jardins, quando
bem semeados e bem cuidados.   



Que o prefeito Fábio Henrique de Nossa Senhora do Socorro e o governador de Sergipe Jackson Barreto assistam ao filme e procurem dar respostas aos clamores e anseios manifestados pelos adolescentes protagonistas, afinal como citado acima: Flores do Jardim”, é verdadeiro e honesto porque retrata  de
forma simples, clara e direta o que querem e como vivem os adolescentes e
jovens do conjunto Jardim
.”



Da nossa parte,  os nossos agradecimentos ao governo do estado nas pessoas  do secretário de educação (SEED), professor Jorge Carvalho e da superintendente executiva da SEED,  Marieta Barbosa Oliveira,  pelo custeio das passagens e apoio para a estadia no Rio de Janeiro e aos gestores e produtores do Festival Visões Periféricas pelo custeio das passagens aéreas, hospedagem, alimentação e translado do aluno Levidário Pacheco. 
 Zezito de Oliveira – Educador, produtor cultural e blogueiro.

P.S.: 1 – O titulo Flores do Jardim
em cores de cinema. Faz referência a uma das mais belas declarações de amor a
cidade do Rio de Janeiro, terna e com senso critico, da autoria de um sergipano que nasceu no Rio de
Janeiro. O cantor e compositor Chico Queiroga


2 – Esse texto foi escrito em meio ao burburinho do público que aguardava em  frente ao Teatro Municipal,  o inicio da apresentação da Orquestra Sinfônica Brasileira. Programação especial do projeto Aquarius em homenagem aos 90 anos do jornal “O Globo”.  Com direito a emocionante  bateria de escola de samba e o funk,  como partes integrantes de um concerto de orquestra sinfônica.  Os artistas, intelectuais e produtores do Rio de Janeiro e de tantos lugares desse nosso país, buscam através da arte uma forma de aproximar os brasileiros e diminuir os preconceitos e as discriminações. Estamos juntos,  nessa vibração e sintonia.


3 –  Atuaram como mediadores pedagógicos, além do professor Zezito de OIiveira, os  professores  Vladimir Guimarães e Gabriela Caldas, também responsável pela montagem e edição do filme. O diretor da Escola Estadual Júlia Teles, Rodrigo Damião também deu uma importante contribuição para o sucesso do projeto. Desde o apoio no inicio de realização das oficinas “Inventar com a Diferença”  até a  mediação inicial para o patrocinio junto a Secretaria de Estado da Educação(SEED). Cumpre-nos destacar a colaboração do professor Everaldo Gaspeu,  da Diretoria Regional de Ensino – 08,  no endosso para o patrocinio da SEED, tanto em 2014 como agora em 2015




4 – O júri da Programação do Visorama e Cinema da Gema, composto por Paulo
Silva e Luiz Claudio Motta,chegou a decisão gratificante, porém
inglória, de premiar, conforme ressaltaram, entre tantos filmes bons, os
seguintes filmes:

MOSTRA VISORAMA:

Premio do Júri – ‘Armat Jakawinara – Vidas Ausentes’.
Direção: Ronaldo Dimer.
“Pela sua beleza plástica e técnica bem apurada, roteiro bem pontuado e um tema que comoveu o público e o Júri.”

Menção Honrosa – ‘Flores do Jardim’. Direção: Coletiva.
Menção Honrosa – ‘Cinema do Meu Bairro Cadê Você?’
Direção: Renata Lima.

MOSTRA CINEMA DA GEMA:
Prêmio do Júri – ‘Todas as Coisas São Uma Metáfora Sobre a Morte’.
Direção: Beto Waite.
“O filme mostra um vigor na sua essência, o que nos surpreendeu foi o
final bem elaborado, o diretor não se perdeu nos tantos caminhos que
podia tomar, mostrando um belo desfecho para trama.”

Segundo lugar – ‘Jurema’.
Direção: Clementino Junior.

Menção Honrosa – ‘Penha, Uma Festa Carioca’
Direção: Ricardo do Carmo.

Menção Honrosa – ‘Programa da Tarde’
Direção: Bruno Rubim.


O júri da Mostra Fronteiras Imaginárias, composto por Bernardo Oliveira
e Daniela Broitman, decidiu em consenso, outorgar como grande vencedor
desta mostra o filme:

‘Malha’
Direção: Paulo Roberto.
“O
filme não entrega nada de bandeja para o espectador, nem mesmo seu
gênero, ultrapassando as fronteiras entre o documentário e a ficção.
Todo o processo vai se construindo sem o auxílio de cartelas e
depoimentos, apenas recortes, detalhes, momentos, expondo a dura
materialidade dos encontros.”

Segundo lugar: ‘E o amor foi se tornando cada dia mais distante’
Direção: Alexander de Moraes.

Menções honrosas:
Menção Honrosa com prêmio: ‘Ruim é ter que trabalhar (SP)’. Direção: Lincoln Péricles.
Menção Honrosa com prêmio: ‘Rua da Solidariedade (SP)’. Direção: Jader Chahine e João Paulo Bocchi.
Menção honrosa sem prêmio: ‘A Voz do Povo (RJ)’.
Direção: Germano Weiss.

Menção honrosa sem prêmio: ‘Ocupação (RJ).’
Direção: Diego Jesus.





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