estivemos mais uma vez presente ao Sarau Cultural no município de Siriri, na companhia de companheiros (as) da Ação
Cultural e do Grupo de Danças Circulares – Nós na Roda. A primeira vez aconteceu no ano de 2014, a
convite do Padre Valdes, de Siriri, o qual abraçou a sugestão do Padre Soares, de Aracaju, para convidar
um grupo de pessoas, alguns, integrantes das Cebs e Cebi e que também são agentes culturais, para apresentar roda de
danças circulares e temas sócio culturais de interesse dos jovens que organizam o Sarau
Cultural.
as quais tivemos contato, a Caravana Arco Iris por La Paz e a Caravana LuizGonzaga Vai a Escola. Também me lembrou duas canções do genial Milton
Nascimento e de seus também geniais parceiros do Clube da Esquina. “Todo artista deve ir aondeo povo está” e “Aqui vive um povo que é mar e que é rio E seu destino é um dia se juntar.” “Anovidade é que o Brasil não é só litoral É muito mais, é muito mais que qualquer zona sul Tem gente boa espalhada por esse Brasil Que vai fazer desse lugar um bom país.”
Cultural, encontro a declaração do sociólogo português, Boaventura Souza Santos na internet, corroborando o que pensa àqueles que formaram a “trupe” de agentes
culturais que se deslocaram à Siriri e a linha do raciocínio das canções
selecionadas. “A cultura está habituada a estar na rua, de modo pacifico,
construtivo e criativo, e portanto pode ser um grande instrumento para ajudar-nos a sermos, no
princípio do século XXI, rebeldes competentes”. O Sociólogo Boaventura de Sousa Santos
participou do Seminário Cultura e Pensamento na última quinta-feira e dissertou
sobre a interação entre os movimentos sociais e cultura. Para ele “as próximas
décadas serão marcadas por fortes mobilizações de rua e a cultura pode oferecer
um grande aporte à política.”
campanha contra o extermínio da juventude
e a violência doméstica. O primeiro foi abordado por quem escreve estas linhas
e o segundo por Irene Smith. Quem selecionou e focalizou as dancas circulares
foram Maxi Ferrreira e Maria Margarette.
da juventude” utilizei o trecho principal de uma conversa que tive com uma
jovem integrante do ponto de cultura Juventude e Cidadania e que proferiu
palavras fortes e tocantes sobre a realidade do Conjunto Jardim, bairro de uma das cidades que mais “crescem” no Brasil, Nossa Senhora do Socorro, integrante da região metropolitana de Aracaju. A conversa ocorreu no inicio de 2014.
média de 3 jovens, havendo semanas que esse numero chega quase a dobrar. A
maioria dos que estão morrendo estão com
idade entre 15 e 20 anos. É raro uma casa que não tenha um jovem morto pela violência. Às vezes,
procuramos um amigo no face e o que encontramos no lugar da foto? A
palavra LUTO.
acontecendo. Quem mora na comunidade é quem sabe, vivendo em meio a muitos casos de roubos, assaltos e
arrastão na saída das escolas, inclusive
com tiros, criando uma situação de pânico e medo para os estudantes e suas famílias. Até as
festas de rua são perigosas, em uma seresta recentemente dois filhos e um primo morto, da mesma família, baleados, os
meninos morreram na rua, semelhante aos ratos, depois de ingerir chumbinho.
drogas e assaltos – Ninguém olha para nós.”
da juventude de Aracaju, escrito em 2014 e elaborado por Araripe Coutinho, jornalista e poeta que
nos deixou há alguns meses. E por falar da violência em Aracaju. Sinistro! Aracaju é considerada uma das cinquentas capitais mais violentas do mundo e o Brasil aparece com quase metade das cidades nesse triste ranking
escalada da violência no município de Aracaju não é uma surpresa para quem
acompanha a cidade e se debruça sobre seus indicadores. A maioria dos bairros
não tem nenhuma biblioteca pública, não tem nenhum equipamento esportivo
público, os postos de saúde não têm, na sua maioria, medicamentos; as
delegacias, fim de semana, estão fechadas e não há nenhum centro cultural. Em
todo o município, há proliferação de favelas, enquanto centenas de jovens entre
15 e 19 anos estão fora da escola, metade da população jovem, entre 15 a 24
anos, está desempregada e milhares de crianças (170 mil) necessitam de vaga em
creche pública. Para se deslocar na cidade, o aracajuano passa em média 2 horas
e 23 minutos por dia no trânsito (o equivalente a um mês por ano) e o transporte
público, nos horários de pico, oferece condições sub-humanas. Para serem
atendidas por um médico no posto de saúde público, as pessoas esperam em média
66 dias; para fazerem exames em laboratório, mais 86 dias; e, para
procedimentos mais complexos, mais 178 dias.”
vagas por critério racial? A
totalidade das vagas reservadas para a cota (50%) será distribuída a partir do
critério racial. Ou seja, metade das vagas de qualquer instituição
federal será destinada aos ex-alunos da rede pública, mas deverão ser
preenchidas por pretos, pardos e indígenas, em proporção à composição da
população naquela unidade da federação em que a instituição se situa. Essas
proporção será calculada a partir de dados do IBGE. Por exemplo: em um
curso com 100 vagas, metade será para cota social – 50 vagas. O preenchimento
dessas vagas deverá atender, pelo menos, à proporção de pretos, pardos e
indígenas que vivem no estado.
veículos de imprensa como a revista Veja e parlamentares de partidos políticos
como o DEM.
sistema de cotas raciais instituído por universidades públicas
na Universidade de Brasília (UnB) foi objeto da Arguição de Descumprimento de
Preceito Fundamental (ADPF) 186 ajuizada, com pedido de suspensão liminar, pelo
Democratas (DEM) no Supremo Tribunal Federal (STF). O partido tem a finalidade
de que seja declarada a inconstitucionalidade de atos do poder público que
resultaram na instituição de cotas raciais na universidade.
A minha apresentação foi concluído com o clip da música “A Juventude quer Viver” , produzido por jovens da Casa da Juventude em Goiânia promovendo a
Campanha A Juventude Quer Viver. A música é um grito contra a violência e
em defesa da vida da juventude.
presença da nossa “caravana” ou “trupe” informal de agentes culturais em Siriri, por mais uma vez
nos inspira a propor outras sugestões para fortalecer um intercâmbio cultural promissor.
Na medida que forem viabilizadas, serão divulgadas para inspirar outros agentes
culturais e/ou arte-educadores populares, de uns e outros lugares, a seguirem nas mesmas trilhas territoriais, do litoral ao sertão e vice e versa e as trilhas sonoras/dançantes/poéticas/visuais/cinematográficas/teatrais/circenses que favorecem os encontros pacificos,
construtivos e criativos, reafirmando as palavras de Boaventura Souza Santos.
Leia também: http://www.sul21.com.br/jornal/sociedade-deve-ir-para-a-rua-diz-sociologo-portugues-boaventura-de-souza-santos/
http://acaoculturalse.blogspot.com.br/2014/11/manifesto-contra-morte-de-jovens-na.html – o manifesto completo de Araripe Coutinho
2016 – 29º Curso de Verão
APRESENTAÇÃO
Crescemo clamor e a mobilização por políticas econômicas, social e
ecologicamente responsáveis. Movimentos sociais e Igrejas apontam, com
toda a clareza, que a economia está em função da reprodução da vida
humana e do cuidado e preservação de toda a criação e não do deus
dinheiro e do “deus” mercado.
Tornou-se clara toda a gravidade da crise ecológica, com eventos
extremos: de secas, inundações. A terra não é mais capaz de recompor
suas perdas causadas pela sobre-exploração dos recursos naturais não
renováveis, destruição acelerada das matas, rios e oceanos e pela
contaminação do ar, que colocam em cheque nosso modelo civilizatório. O
Curso de Verão de 2016 ira debater o tema, ECONOMIA PROMOTORA DOS
DIREITOS HUMANOS E AMBIENTAIS.
Curso Soma-se à (C F E) de 2016, promovida pelo Conselho Nacional de
Igrejas Cristãs/CONIC: CASA, COMUM NOSSA RESPONSABILIDADE.
E estará voltada para o saneamento básico capaz de assegurar água de
qualidade, esgoto e lixo tratados e coletados, com o lema tirado do
Profeta Amós: Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça
qual riacho que não seca (Am 5.24).
Curso de Verão é um programa de formação popular no campo
sócio-político cultural, a partir da realidade e seus desafios, à luz
da Bíblia, Teologia, Pastoral e do empenho na transformação da
sociedade. É um espaço ecumênico e inter- religioso de convivência,
partilha de vida, intercâmbio de experiências, celebração e
compromisso. Com especial atenção aos jovens, acolhe participantes
de todas as idades, em busca de maior compreensão, respeito e equidade
entre mulheres e homens, no esforço para transformar as pessoas e a
sociedade, na linha da justiça, solidariedade e salvaguarda do meio
ambiente.
curso realizado em mutirão. Pessoas, famílias, comunidades, movimentos
populares e instituições educativas e religiosas colocam-se
gratuitamente a serviço de sua preparação ao longo do ano e de sua
realização na PUC de São Paulo. O curso tem caráter nacional, organizado
para um grande número de participantes. Oferece, ao mesmo tempo,
atenção muito pessoal a cada cursista que é acolhido em grupos menores,
dentro da metodologia da educação popular, que combina reflexão e
criatividade, arte e celebração, vivência e compromisso.
CONTEÚDO E ASSESSORES
1.Políticas econômicas e garantia de direitos sociais e ambientais.
Leonardo Sakamoto: cientista social e político, professor do Departamento de Comunicação jornalística da PUC-SP.
2.Desafios ambientais contemporâneos e o saneamento básico.
Adriana Ramos: Membro do Conselho Diretor do Instituto Sócio
Ambiental (ISA), assessora de políticas públicas para o meio ambiente e
coordenadora da iniciativa amazônica. Brasília DF.
3.Os profetas, promotores da justiça, na defesa da vida e dos direitos dos pobres.
Dom Sebastião Armando Gameleira: Teólogo e Biblista. Bispo emérito do Recife da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB) e membro do CEBI. Caruaru, PE.
4.Campanha da Fraternidade Ecumênica: Casa comum: nossa responsabilidade.
Romi Márcia Bencke: Pastora da Igreja Evangélica de
Confissão Luterana no Brasil (IECLB) e Secretária geral do Conselho
Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC). Brasília DF
DESTINATÁRIOS
Pessoas comprometidas com trabalhos pastorais, comunitários e com os movimentos populares e suas causas.
INSCRIÇÃO: Faça sua inscrição on-line no site do CESEEP: www.ceseep.org.br Valor
R$ 215,00 (Desconto para pagamento até 15-12-2015: R$ 195,00)
Almoço: R$ 97,00, equivalente a 9 refeições restaurante da Puc. Por favor, traga o recibo do depósito do seu pagamento, no dia da chegada.
Hospedagem: Os participantes são acolhidos
gratuitamente por famílias e comunidades comprometidas com o mutirão,
para jantar,dormir e tomar o café da manhã.
Bolsa: A comunidade ou movimento, que confirmar a presença de 05 (cinco) participantes, terá direito a uma inscrição gratuita.
CURSOS CESEEP – ANO 2015
CURSOS PRESENCIAIS
CURSO LATINO-AMERICANO DE PASTORAL E RELAÇÕES DE GÊNERO
Data: 24 de janeiro a 13 de fevereiro de 2015
Tema – Sexualidade e dignidade humana
CURSO LATINO-AMERICANO PARA MILITANTES CRISTÃOS
Data: 01 a 29 de maio de 2015
Tema – Políticas migratórias: processos e construções identitárias
CURSO DE ECUMENISMO E DIÁLOGO INTERRELIGIOSO
Data: 24 de junho a 24 de julho de 2015
Tema: Educar para o respeito à diversidade religiosa e promover a justiça e a paz.
CURSO LATINO-AMERICANO DE FORMAÇÃO PASTORAL
Data: 02 de agosto a 26 de setembro de 2015
Tema – Mercantilização das cidades: desafio para os movimentos sociais, o estado e as igrejas.
CURSOS ON LINE
Ecologia: cuidar da vida e da integridade da criação
02 de março a 30 de maio
Juventude li: por políticas públicas inclusivas em educação, trabalho e cultura 02 de março a 30 de abril
Política e comunidades humanas: por uma prática popular transformadora
04 de maio a 30 de junho Redes digitais
03 de agosto a 30 de outubro Arte e educação popular
03 de agosto a 30 de setembro
LOCAL DO CURSO
PUC-SP – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – SP
Rua Ministro Godoy, 969 – Perdizes – São Paulo – SP
Assista também:



