Versão mais atual de “Todo dia era dia de indio”
Yawanawa. O clipe conta com a direção de Mihay Freire, que assina também
a fotografia e edição das imagens. Com direção musical de Alexandre
Anselmo, Kanarô é o primeiro CD de Shaneihu e o lançamento se dará em
apresentações em Tarauacá, Rio Branco, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo
Horizonte, Brasília, Salvador, Curitiba e em Florianópolis. O disco e o
lançamento tem o apoio da Fundação Garibaldi Brasil e o video clipe foi
realizado pela Gongôlo Filmes.
Tudo índio – Eliakin Rufino
E ele sabe de outros cem
Que também moram lá
Muita gente índia, muita gente
No conselho indigenista
Macuxi de São Vicente
Tudo índio, tudo parente
Em cada bairro da cidade
Cada tribo tem o seu representante
Os Tuxáuas se reúnem
Toda semana
Na associação do Asa Branca
Tudo índio, tudo parente
Eu conheço Yanomame que vende sorvete
E um predreiro Taurepang que vive de biscate
As mulheres índias
Longe da maloca e da floresta
Sobrevivem como desempregadas domésticas
E os milhares de meninos e meninas
Fazem papel de índio no Boi
Durante as festas juninas
Tudo índio, tudo parente
Composiçõ de Eliakin Rufino
Gravado por Nilson Chaves
Esta composição fala da vinda dos índios de Roraima para a cidade e como é a situação deles nessa nova vida.
Wapixana,Yanomame,Taurepang,Macuxi = Nome de tribos indiginas de RR
São Vicente,Asa Branca = Bairros periféricos de Boa Vista-RR
Fonte: http://clubecaiubi.ning.com/profiles/blogs/tudo-indio-eliakin-rufino?xgs=1&xg_source=msg_share_url#ixzz1JzvjpgUQ
Mais..
“CHÁ DE TORÉM” – canções cantadas-dançadas do Torém, ritual típico Povo Tremembé.
Dia do índio: Uma lista com 15 músicas sobre índios
Produzido pela TV Cultura de São Paulo e apresentado por Marcos
Palmeira, o programa A’Uwe conta com documentários realizados pelo
projeto Vídeo nas Aldeias,
entre outros, incluindo indígenas e não indígenas entre os realizadores
dos filmes exibidos em cada episódio, que tratam da realidade de
diversas etnias indígenas espalhadas pelo Brasil e de povos nativos do
mundo todo.
Para acessar os vídeos na Internet:
PI’ÕNHITSI, Mulheres Xavante sem Nome
http://www.videonasaldeias.org.br/2009/video.php?c=77
Nas trilhas de Makunaima
http://www.youtube.com/watch?v=yPLrp9HLA4A
Você já abriu os olhos?
https://www.youtube.com/watch?v=R5CfMJSTMa4
Wai’á Rini, O poder do sonho
http://www.videonasaldeias.org.br/2009/video.php?c=63
O ritual Yaõkwa
https://www.youtube.com/watch?v=VHbPDF9dnMU
YAÕKWA, um patrimônio ameaçado
http://www.youtube.com/watch?v=VHbPDF9dnMU
Caminho para a Vida, Aprendizes do Futuro, Floresta Viva
http://www.videonasaldeias.org.br/2009/video.php?c=14
Prisioneiros de um Deus Branco
http://www.youtube.com/watch?v=6eLZ-RFM6t0
Estratégia Xavante
http://www.youtube.com/watch?v=fhfJBOHt200
Página do Vídeo nas Aldeias no You Tube
http://www.youtube.com/user/VideoNasAldeias
Foto: Marcos Palmeira e índios xavantes em aldeia xavante, durante as
filmagens do documentário “Expedição A’Uwe – a Volta de Tsiwari”. Uso
não comercial.
19 de abril: #DiaDoIndio
Tradição e Resistência: um olhar sobre os índios do Brasil
estiveram intimamente ligados à história do Brasil. Os depoimentos
selecionados nessa coleção destacam a importância da preservação desses
grupos, da manutenção de suas terras e direitos e, principalmente, o
respeito às suas manifestações culturais. Conheça essas histórias!
Ñande Reko Arandu – (2000) Memória Viva Guarani [Full Album]
Segue a letra e a tradução da música do título acima:
GWYRÁ MI MINHÃ
GUVIXA NHEÊ
OMBOAJE VYVE
KOÊJU MA REXAVYVE
OVE OVE VE
JAVY JAVYARE
GWYRÁ TUKANJUÍ
OGWUE OGWEI
NHANDERU
NHANDERU
OEJA VAÊQUE
JARQUE
O PASSARINHO OBEDECE AO CHEFE
VOA ALEGRE AO NASCER DA MANHÃ
QUANDO NÓS ACORDAMOS
O PASSARINHO AMARELINHO
VOANDO DE ÁRVORE EM ÁRVORE
NHANDERU, NHANDERU QUE CRIOU
CONSIDERE ISTO.
http://radioyande.com/
CONTRA OS MUROS, A DINÂMICA DA MATA
lança livro sobre Brasil polarizado, sustenta: reencontro
com Arte e Natureza pode livrar Brasil de dinâmica política marcada por
alienação e ódio
Temos que aprender a ser índios, diz antropólogo
Na Flip, Eduardo Viveiros de Castro afirma que é preciso aprender a
viver no mundo sem destruí-lo e compara a situação dos índios no Mato
Grosso com a dos palestinos em Gaza
o índio em pobre para depois incluí-lo através das políticas de inclusão
social.
(…)
Toda a questão se resume a pensar o índio como pobre ou pensar o pobre como
índio”.
Eduardo Viveiros De Castro, em Os Mil Nomes de
Gaia – do Antropoceno à Idade da Terra
Ricardo Ampudia – Gestão Escolar – 2015
estereótipos e preconceitos costuma invadir a sala de aula. Saiba como
evitá-los e confira algumas propostas de especialistas de quais
conteúdos trabalhar
em 19 de abril no Brasil para lembrar a data histórica de 1940, quando
se deu o Primeiro Congresso Indigenista Interamericano. O evento quase
fracassou nos dias de abertura, mas teve sucesso no dia 19, assim que as
lideranças indígenas deixaram a desconfiança e o medo de lado e
apareceram para discutir seus direitos, em um encontro marcante.
fantasias, crianças pintadas, música e atividades culturais. No entanto,
especialistas questionam a maneira como algumas dessas práticas são
conduzidas e afirmam que, além de reproduzir antigos preconceitos e
estereótipos, não geram aprendizagem alguma. “O índigena trabalhado em
sala de aula hoje é, muitas vezes, aquele indígena de 1500 e parece que
ele só se mantém índio se permanecer daquele modo. É preciso mostrar que
o índio é contemporâneo e tem os mesmos direitos que muitos de nós,
‘brancos'”, diz a coordenadora de Educação Indígena no Acre, Maria do
Socorro de Oliveira.
atividades que incluam vestir as crianças com cocares ou pintá-las.
e a vasta literatura de contos indígenas. “Ser índio não é estar nu ou
pintado, não é algo que se veste. A cultura indígena faz parte da
essência da pessoa. Não se deixa de ser índio por viver na sociedade
contemporânea”, explica a antropóloga Majoí Gongora, do Instituto
Socioambiental.
mostrando o indígena como um ser à parte da sociedade ocidental, que
anda nu pela mata e vive da caça de animais selvagens
alunos que os povos indígenas não vivem mais como em 1500. Hoje, muitos
têm acesso à tecnologia, à universidade e a tudo o que a cidade
proporciona. Nem por isso deixam de ser indígenas e de preservar a
cultura e os costumes.
falada, o local e os costumes. Explique que o Brasil tem cerca de 230
povos indígenas, que falam cerca de 180 línguas. Cada etnia tem sua
identidade, rituais, modo de vestir e de se organizar. Não se prenda a
uma etnia. Fale, por exemplo, dos Ashinkas, que têm ligação com o
império Inca; dos povos não-contatados e dos Pankararu, que vivem na
Zona Sul de São Paulo.
brasileiro. Por que não incluir no planejamento de História, de Língua
Portuguesa e de Geografia discussões e atividades sobre a cultura
indígena, ao longo do ano todo? Procure material de referência e elabore
aulas que proponham uma discussão sobre cultura indígena ou sobre
elementos que a emprestou à nossa vida, seja na língua, na alimentação,
na arte ou na medicina.
de cada habitação varia de acordo com a etnia e diz respeito ao seu modo
de organização social. Prefira mostrar fotos ou vídeos.
sustentabilidade, por exemplo, como poderíamos aprender a nos sentir
parte da terra e a cuidar melhor dela, tal como fazem e valorizam as
sociedades indígenas?
Brasil que traz uma descrição de várias etnias com uma versão para
crianças, com jogos e animações e também uma Sala do Professor http://pib.socioambiental.org/pt
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Zulmira Furbino – Estado de Minas – 19/04/2015
sabe como e por que ela surgiu? Foi há muito tempo, mais precisamente
há 74 anos, quando ocorreu o 1º Congresso Indigenista Interamericano, no
México. Outra pergunta: você acha suficiente pensar na história da
população indígena do Brasil somente nesse dia ou acredita que seria
mais justo pensar e respeitar os índios todos os dias do ano, como se
espera que aconteça com a gente? Afinal, como canta aquela música da
Baby Consuelo, “antes que os homens pisassem nas ricas e férteis terras
Brasilis, todo dia era dia de índio”.
primeira vez que índios e portugueses se encontraram – ou
desencontraram. Segundo o antropólogo, educador e escritor Darcy
Ribeiro, que também escrevia livros infantis – a Global Editora acaba de
lançar Fico, o gato do rabo emplumado – foi curioso. Da praia, os
índios avistam aqueles barcos grandes, com suas velas que pareciam
borboletas, e gritam em algazarra. Eles iam chegando, bonitos, com seus
corpos pintados, as cabeças emplumadas e gritavam, olhando para mar:
“Venham ver, venham ver. Só pode ser Maíra, o povo de deus que está
chegando!”. Do lado do mar, os portugueses olhavam para a terra e viam
um lugar bonito, com água abundante e um monte de índios pelados e sem
vergonha nenhuma de estar assim. Resultado: pensaram imediatamente que
esse povo deveria ser “salvo”.
extensa obra em defesa da causa indígena e ajudou a criar o Parque do
Xingu, que é um dos temas que vêm sendo estudados, num projeto sobre os
índios brasileiros, por alunos de 6 a 8 anos no Instituto Casa Viva, em
Belo Horizonte. “Estamos pesquisando o que os índios fazem. Existe um
lugar que se chama Parque Indígena do Xingu e ele está sendo invadido
por garimpeiros, pescadores, fazendeiros e mineradores”, avisa Clara
Monteiro de Carvalho, de 8.
que foi escolhido como o Dia do Índio. Os índios estavam sendo caçados e
escravizados e, nesse dia 19, algumas tribos se juntaram. Por isso,
essa data foi a escolhida”, ensina Bernardo Ludovico Liberato, de 7.
“Até agora, o que achei mais legal (no projeto) foi saber sobre as
plantas medicinais, coisas que eles plantavam para comer”, diz Pedro
Braz de Vasconcelos, de 7. “A tribo Pataxó é a maior do mundo”, observa
Felipe Furtado Santos, de 8, ele próprio descendente de índio. “Minha
mãe tem uma tia que é índia”, revela.
Moura e Morais, de 8, explica que os índios do Xingu, embora tenham suas
terras demarcadas na reserva, estão sendo obrigados a mudar as barracas
de lugar por causa da invasão das pessoas, que estão andando e pescando
nos rios deles. “Os índios têm um líder, que é chamado de cacique, mas
ele não manda em tudo. As coisas são resolvidas numa reunião, com
votação. O que tiver mais votos será feito, na política deles”, comenta
Bernardo. Para encerrar o assunto, Pedro afirma que “não vale a pena ter
um só dia do índio. Eles precisam ser respeitados todos os dias, assim
como nós somos”.
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“A 22 de abril de 1979, na Catedral Metropolitana de São Paulo, 7 mil
pessoas assistiram um memorável evento: missa de memória, remorso,
denúncia e compromisso. As imagens da missa se mesclam cenas filmadas
nas aldeias guaranis do Paraguai. Na mística guarani, a Terra sem males é
a Terra Nova, o Novo Céu que o Pai Deus ajudou dar a seus filhos. A
utopia possível, construída pela luta de todos os oprimidos.”
Produção: Verbo Filmes -1979
Material
digitalizado pelo Armazém Memória do acervo de VHS da Associação
Brasileira de Vídeo Popular – ABVP, pertencente à Escola Nacional
Florestan Fernandes.
O Relatório Figueiredo e o massacre de indígenas na ditadura
Dilma assina carta aberta aos povos indígenas do Brasil
para quem não lembra, milhares de brasileiros foram às ruas exigir
melhorias sociais e democráticas e, também, exigir mudanças. Naquele
mesmo período recebemos os movimentos sociais, grupos da juventude e,
também, recebemos lideranças indígenas de todo o Brasil. Após receber a
carta com reivindicações das mãos das lideranças indígenas constatei o
respeito à nossa Constituição que todos vocês nutrem e afirmei naquela
reunião o que escrevo agora: nada em nossa Constituição será alterado
com relação aos direitos dos povos indígenas! De todas as justas
reivindicações apresentadas não tive dúvidas sobre a questão da
inconstitucionalidade da PEC 215. Hoje, todos sabemos, existem desafios
na esfera jurídica para podermos avançar na demarcação das terras
indígenas no país, principalmente nas regiões centro-oeste, sul e
nordeste. Temos que enfrentar e superar estes desafios respeitando a
nossa Constituição.
indígenas, diversas políticas públicas voltadas aos povos indígenas:
políticas afirmativas para o ingresso e permanência de estudantes
indígenas nas universidades públicas federais; valorização das culturas
indígenas com o Prêmio Culturas Indígenas; inclusão das famílias
indígenas em programas federais como o Bolsa Família e o Minha Casa
Minha Vida. Tive a enorme alegria em assinar o decreto que instituiu a
Política Nacional de Gestão Ambiental e Territorial em Terras
Indígenas(PNGATI), pois trata-se de uma política fundamental para a
sustentabilidade dos povos indígenas.Além destas políticas públicas,
buscamos superar graves dívidas históricas do Estado brasileiro com os
povos indígenas, realizando a desintrusão da Terra Indígena Xavante de
Marãiwatsédé, no Mato Grosso, e a desintrusão da Terra Indígena
Awá-Guajá, no Maranhão.Neste ano de 2014 assinei o decreto que convoca a
Conferência Nacional de Política Indigenista, que poderá se constituir
num espaço privilegiado para a avaliação de toda a relação do Estado
brasileiro com os povos indígenas, de identificação das dificuldades
atuais, bem como num espaço de pactuação de novos avanços,
particularmente na demarcação das terras indígenas, dentro dos marcos da
nossa Constituição.
fortalecimento da Fundação Nacional do Índio; com a melhoria do
atendimento à Saúde Indígena; com a qualidade da Educação Escolar
Indígena; com a articulação para a aprovação, pelo Congresso Nacional,
do Conselho Nacional de Política Indigenista e do Estatuto dos Povos
Indígenas; com o acesso das comunidades indígenas a políticas nacionais,
como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e outras, além de
avançar na regulamentação e aplicação do direito de consulta livre,
prévia e informada, conforme a Convenção 169 da OIT.
enfrentarmos juntos os desafios e cumprirmos com os compromissos,
garantindo o bem viver para todos os povos indígenas no Brasil.
Presidenta do Brasil


