Sobre o filme:
A obra conta a história de uma criança que nasce com folhas em seu corpo. Diante da busca por cura, sua mãe percorre caminhos até que, na escola, a protagonista sofre discriminação e foge para a mata. Na Caatinga, encontra seres encantados de tradições indígenas e negras e inicia uma jornada de autoconhecimento. Sua busca a leva até Òsányìn, o Orisà das folhas, que revela o poder das plantas e a urgência da preservação ambiental.
Recepção e destaques da sessão:
A recepção dos vinte alunos foi muito boa — e não é para menos. O filme encantou pelos traços e cores fortes, pelas belas canções e por uma história que entrelaça temas profundos e urgentes: o preconceito no ambiente escolar, o uso das plantas como tratamento e cura, os aspectos simbólicos e míticos associados à religiosidade de matriz africana, e a grave questão do desmatamento. Durante a exibição, os alunos demonstraram participação ativa e entusiasmada. As cenas musicais, em especial, geraram grande envolvimento da plateia, que reagiu com aplausos espontâneos e acompanhou o ritmo das melodias, elevando o clima de integração e fruição coletiva.
Depoimentos dos alunos:
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Ray: “O filme mostrou que as ervas medicinais podem cuidar de várias doenças, como dor de cabeça, caxumba, entre outros. O poder delas nos ajuda com diversos sintomas e tem grande utilidade.”
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Fabrício: “As plantas podem nos curar, mas também podem nos matar.”
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Davi Alberto: “O filme ensina sobre religião – talvez o candomblé, de certa forma. Passou conceitos e ensinamentos sobre as religiões, as ervas medicinais e o desmatamento, que é algo prejudicial à sociedade.”
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Anny: “A natureza tem diversidade de cores.”
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Contexto da Mostra:
Esta sessão integrou a Etapa de Difusão da 15ª Mostra Cinema e Direitos Humanos (2025/2026), que selecionou 1.150 pontos de exibição em mais de 660 municípios de todo o Brasil. A iniciativa visa descentralizar o acesso ao cinema, levando produções brasileiras — com destaque para documentários, curtas-metragens e obras indígenas e quilombolas — a cineclubes, escolas, centros culturais e ONGs que costumam ficar fora do circuito comercial tradicional. O objetivo é democratizar a cultura e promover debates sobre direitos humanos em todos os territórios.
Observações finais:
Em suma, “Òsányìn: O segredo das folhas” é um filme sensível, bem realizado, pertinente e integral. O Cineclube Realidade reafirma, com esta sessão, seu papel como espaço de formação crítica, diálogo intercultural e valorização da juventude, promovendo cidadania por meio da linguagem audiovisual. A cultura também transforma realidades — e a 15ª Mostra Cinema e Direitos Humanos mostrou, mais uma vez, que o cinema, quando chega à escola, semeia consciência, respeito à diversidade e defesa da vida em todas as suas formas.
Para assistir o filme….