O abandono é bem representativo do descaso que sofre a cultura sergipana por parte dos governos e para piorar a situação, é o teatro ideal para pequenos espetáculos e o mais proximo da periferia..
Este vídeo abaixo foi gravado no Teatro Lourival Baptista no ano de 2016…
2ª MOSTRA CULTURAL JUVENTUDE E CIDADANIA. 19/11/2016.
https://www.youtube.com/watch?v=sO6oSFqtkeE
Em 2024, o Teatro Lourival Baptista, localizado em Aracaju, vai completar seis anos de completo descaso e abandono. Até parece que foi jogada uma bomba no prédio. Não há mais porta e sobra muita sujeira, vidro espalhado, restos de mobília, mato em todo o lugar e artefatos quebrados por toda parte.
A repórter Maiara Ellen estreia na Mangue Jornalismo com uma reportagem sobre esse importante e histórico equipamento de cultura de Sergipe. O Governo do Estado renovou a promessa de reforma do teatro ainda para este ano. Informa que ele será transformado em um espaço multiuso.
LEIA em www.manguejornalismo.org COMENTE e siga a gente nas redes sociais e assine a Catado da Mangue no site.
IMPORTANTE. Colabore com o jornalismo independente de verdade da Mangue. Doe qualquer valor. O PIX é o e-mail manguejornalismo@gmail.com
Sobre o “abandono” do teatro Lourival Baptista, por Euler Lopes,
mim, é sintomático o descaso da gestão pública com o espaço que até então
sempre foi visto como “destinado aos artitstas sergipanos” – sim,
porque cá entre nós os outros teatros são usados, em sua maioria, por produções
não-locais. Pessoalmente, é triste perceber que é um perrengue encontrar um
lugar para ensaiar semanalmente, – quando não nos exigem uma
contrapartida, num verdadeiro pague pelo uso
do aparelho público, numa relação privatizadora da parada – enquanto um local é
assim, entregue. Ou seja, é mais vantajoso que o espaço pereça do que
“acender a luz “e deixar que ele seja ocupado?. Embora os últimos
diretores tenham sido muito legais em ceder esse espaço – diga-se de passagem
usei muito o teatro Lourival graças à figuras más que administravam o tal
espaço – o que se comprova é que um espaço público cultural demanda atividade,
agenda, gente fomentando e fazendo arte – vamos aprender com as estudantes da
ocupação de São Paulo, porra! – Um espaço público precisa ser ocupado, com que
frequência? o tempo todo! E a ótica de gestão que temos, não entende que uma
pessoa sozinha não consegue administrar e fomentar um espaço se não tiver apoio
dos seus superiores e do público ao qual se destina.E quem sabe fazer isso –
ocupar espaços culturais – são artistas, grupos, fazedores. O abandono do
Lourival é resultado dos últimos anos nos quais nos distanciamos – ou fomos
distanciados? – do diálogo. E o que ele gera? Problemas para a população. Eu
realmente espero que a gente volte a ocupar os aparelhos culturais do estado, e
que a gente volte a ser ouvida, ou chamada pra conversar porque a gente tem a
dizer – sim, estou bem alice indo para 1964. Enfim, o que eu queria dizer nessa
minha confusão geminiana é que o “abandono” é culpa de nós todos. Da
gestão -que entregou de fato o local, dos artistas – que em algum momento
nessas jornadas múltiplas de trabalho perdemos o tempo de se encontrar, da
sociedade – que sempre negligenciou o espaço e não o ocupou também. Por fim,
Vem cá Belivaldo e Eliane, vamo conversá! Vamos pensar numa administração
coletiva Estado-artistas e aprender como isso pode se dar.
31 de dezembro de 2018 no facebook

