“Na manifestação a favor do IPES no dia 31 de julho só não vai quem já morreu.” Sugestões para melhorar a comunicação e a estética da mobilização para além do mais do mesmo..

 Contribuição recebida via facebook


João Pedro Stédile esteve na UFS e ontem, 26/07,  proferiu palestra para a comunidade acadêmica e outros: a CULTURA deve ser a forma pela qual se tocará as massas, revitalizando movimentos necessários à dinâmica democrática…

https://www.youtube.com/watch?v=f-uVvZA7E-8

“Vamos lá, vamos lá. A história ninguém deterá é rio que corre pro mar.. NInguém vai nos calar…..” Verso de uma canção gravada pelo Grupo musical “Cantores de Deus” .. . É mais uma canção a qual me veio a lembrança  a partir de um comentário muito sincero e que toca na nervura do real, postado por  Silva no grupo de servidores “Todos em defesa do IPES” , também  corroborado por outras pessoas em seguida .. Importante que os carros de som utilizem estas canções, vez em quando. Nem só de discursos vive os lutadores do povo..

sugestão acima vinda de Tânia Maria, postado aqui em 29/07/2023

Como organizar e sustentar o bloco dos indignados contra o assalto legalizado. (*)

Neste dia 26 de julho, a minha segunda postagem com música foi apagada em dos grupos de whatsapp de servidores que participarão da manif do dia 31 de julho em favor do IPES, quando isso
acontece é porque a chatice não quer dar lugar a criatividade..Depois não
reclamem porque os atos começam cheios e ficam esvaziados. Tenho dito! E não
somente com palavras…

A resposta de quem apagou: Aqui não é pra achar chato, é pra lutar.

Tá bom! Se entende arte e cultura somente como espetáculo ou
entretenimento, vamos ver se conseguimos avançar mais na frente.. Esta
dificuldade de compreensão é crônica em nosso campo da esquerda sindical e politica, achar que somente a revolta
e a indignação é combustível suficiente para a continuidade de nossas lutas.. A
história tem mostrado.. Quem tiver olhos e ouvidos…..

Mas com a chatice de sempre, não há cristão ou ateu que
aguente…. João Pedro Stédile esteve na UFS e ontem proferiu palestra para a
comunidade acadêmica e outros: a CULTURA deve ser a forma pela qual se tocará
as massas, revitalizando movimentos necessários à dinâmica democrática..

Quem anda ou já andou nas periferias, nas quebradas,  entende.. O mesmo para quem andou ou anda nos
terreiros, aldeias ou quilombos.. Mas a nossa esquerda branca ainda deverá comer
muita poeira para entender… Depois não reclame de assembléias e atos
esvaziados. Claro que essa manif 31 traz tendência de encher.. Mas depois… Lembrem-se dos atos Fora Bolsonaro, como começaram e como foram se esvaziando

Um colega de profissão endossou o meu protesto: ” Concordo
que luta se faz com cultura para que as pessoas se sintam lutando com
fraternidade e a cultura  é uma das
formas de resistência, e assim corroboro com o companheiro professor Zezito.”

Outro servidor afirmou no grupo “Enquanto isso o governador fanfarrão seguirá tirando onda
com a cara dos servidores públicos.”

Respondi: Tiremos onda também.. Por isso insisto na arte e na cultura,
humor também faz parte…

Em seguida completei, encerrando a discussão…

Na década de 1980 havia em Sergipe um programa assistencialista e
eleitoreiro na área da saúde intitulado Pró Mulher, também tinha méritos, sob
um certo sentido… E tínhamos um grupo de teatro chamado Mambembe, sou amigo
da turma…E eles foram processados pela primeira dama a época por causa de uma
paródia teatral  em cima do programa… E
este grupo era apoiado economicamente por alguns sindicatos…Isso, um grupo
teatral processado, depois de uma série de atos públicos contra o programa. E
porque Dona Maria processou o grupo?Porque através de um texto teatral critico e
bem humorado a mensagem chegava muito melhor aos corações e mentes,  principalmente,  a quem deveria chegar mais, o público alvo do
programa, os mais pobres, os mais simples…. 

Por isso trouxe para o grupo sugestão
de frases para memes, cartolina e canções… É suficiente, claro que não. . E
para compreender melhor? Mais leitura de Paulo Freire, Augusto Boal ,Vitor Gianotti e das letras dos Racionais e outros manos do RAP, além do Edson Gomes
e outros manos do reggae. Porque como canta Edson Gomes: “A luta não acaba
aqui e nem acabará”
E o fascismo de volta nos assombrando, como se não
bastasse o neoliberalismo.. Quem tá ligado deixa um joinha….

(*) Aqui pegando emprestado e reformulando um verso da canção Alvorada Voraz – “São tão imorais, mas dentro da lei” 

Zezito de Oliveira


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