Estatuto da Crianças e do Adolescente (ECA) 33 anos. Muito a comemorar muita a conquistar…

  

No dia 13 de julho de 1990, há exatos 33 anos, foi instituído no Brasil o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O documento é um conjunto de normas cujo objetivo é a proteção integral das pessoas nessas faixas etárias, aplicando medidas e expedindo encaminhamentos para o juiz. É considerado o marco legal e regulatório dos direitos humanos da população abaixo de 18 anos.

O ECA incorporou os avanços defendidos na Convenção sobre os Direitos da Criança das Nações Unidas e procurou concretizar o Artigo 227 da Constituição Federal, que determinou direitos e garantias fundamentais a crianças e adolescentes. Também reafirmou a responsabilidade da família, sociedade e Estado de garantir as condições para o pleno desenvolvimento dessa população, além de protegê-la de discriminação, exploração e violência.

Para garantir a efetivação do ECA, governo e sociedade civil trabalham em conjunto por meio dos conselhos dos direitos da criança e do adolescente nas esferas municipais, estaduais, distritais e nacionais. No entanto, o Brasil ainda tem muitos desafios para que o ECA garanta que todas as crianças e adolescentes tenham seus direitos respeitados, protegidos e assegurados.

A falta de informação e a contrapropaganda de programas policialescos nos meios de comunicação desenvolveram na maioria das pessoas uma ideia equivocada da lei, acusada injustamente de “defender bandidos menores de idade”; mas a maioria esquece que sem o ECA muitos casos de agressão e violência cometidas contra crianças e adolescentes ficaram impunes ou com penalidades irrelevantes. O ECA é uma conquista da sociedade cidadã e como tal deve ser divulgado, aprendido e sobretudo aplicado.

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Concepção e elaboração do post José Ricardo ️ professor e historiador.

Créditos do texto Canal History Channel Brasil (O último parágrafo é nosso)

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