no Recife, a 14 anos do início da experiência; outra, em Jaboatão dos
Guararapes, em 2013, 20 anos depois. Entre a experiência inicial no Recife, em
outubro de 1993, e sua retomada, em janeiro de 2001, aconteceu a rica
experiência levada a cabo no Cabo de Santo Agostinho, de julho de 1997 a
dezembro de 2000, a qual representa a “idade de ouro” da Animação Cultural,
merecendo um registro à parte. Cremos que a leitura comparativa das duas
cartilhas ajudam a perceber bem o caminho que vem sendo percorrido por esta
experiência de Animação Cultural, sua evolução, seu crescimento orgânico,
coerente com as intuições originais. ´Parece uma árvore que de raízes
consistentes tem haurido seiva essencial, capaz de garantir-lhe identidade e
fecundidade, através de ramificações ricas de flores e de frutos, que bem
mereceriam, pelo menos, um olhar de simpatia do poder público e de todos e
todas que lidam com educação, e se preocupam em propiciar a nossa Juventude,
tantas vezes relegada ao abandono ou à vesga e opaca repressão, uma
oportunidade carregada de esperança, promessa de vida em plenitude.
EDUCAÇÃO, ESPORTE E LAZER
DIRETORIA DE ENSINO
gerência de animação cultural – gac
adolescentes e jovens
Você está entrando nesta história…
da Vida e da Paz…
animação!
–Colônia de Férias, um jeito novo de passar férias
VII – A articulação dos Estudantes
Animação Cultural
IX- Animadores do FALE, Coordenadores
são?
Felicidade
do(a) AC
Caminhada
Você, a nossa Cartilha!
da nossa experiência
Cultural…
uma linda e significativa história…
nossas compreensões, dos nossos sonhos, das nossas propostas, da nossa
organização…
quebra, poemas e canções
da caminhada da gente e do povo…
certamente, algo gostoso de se saber;
para algumas, talvez novo, surpreendente!
que você se sinta convidado
história, a participar deste mutirão,
comprometer-se com esta causa: A Cultura da Vida!
esses adolescentes, essas jovens,
tem o direito de viver e ser feliz…
imenso para não fazer nada…
de um olhar compreensivo e amigo,
estendida, quem sabe,
companheira,
passos interessantes
dignidade e da solidariedade,
da felicidade!
com os olhos,
páginas com o coração,
com o coração!
aprender!
daqueles adolescentes: foram eles que enfrentaram todos os desafios, junto
comigo.
ou menos dois meses. E eles junto comigo. Eu pensei até em pedir para trocar de
escola, mas, vendo todo aquele apoio dos garotos e aquela vontade de aprender
que eles têm, eu decidi enfrentar aqueles desafios, e, junto com eles,
conquistar o nosso espaço na escola.
foi vendo o grupo com outros olhos. Passou a nos apoiar mais. Entraram mais
garotos e, daí em diante, eu e os garotos fomos vencendo os desafios que
apareciam.
frente do banheiro; usamos som em todos os encontros; temos total apoio da
Direção da escola; temos até o apoio de Dona Maria, que nos ajuda sempre que
precisamos.
conseguimos conquistar o nosso lugar na escola; animo um Grupo bom, que me dá
orgulho; estou com 39 adolescentes, cuja maioria está comigo desde o começo.
Considero o GC que eu animo um Grupo vencedor, de muita garra e união!
Santos, AC/Dança
adolescentes e jovens possam se identificar enquanto seres socialmente ativos,
dentro de uma proposta de melhoria de qualidade de vida, utilizando-se a magia
da Arte: a Arte que cria, transforma, expressa e até liberta! Liberta das
amarras impostas por um padrão social equivocado, que aprisiona as reações
realmente significativas que brotam da alma e do natural.
todo os sentidos, principalmente, de ordem material, nós conseguimos sempre
ultrapassá-las. Nosso figurino, por exemplo, é feito (costurado e bordado) por
mim e pelos integrantes do Grupo Cultural (GC). Ensino-lhes as partes simples
das costuras e toda a parte de adereços e decorações.
possuía local adequado para a realização de nenhum tipo de encontro que não
fossem as aulas da Educação Formal, pois as salas quase não comportam a
quantidade de alunos que a escola possui. Enfim, quando comecei os encontros,
os fazia na frente da porta de entrada da escola, numa pequena área, fugindo do
sol, para que nenhum dos componentes do GC adoecesse, pois era verão e o sol castigava
pra valer. Infelizmente, a quadra da escola não era coberta e o piso era tão
quente que fazia bolhas na planta do pé.
professora faltava, aproveitávamos a sala para a realização dos encontros de
forma mais confortável.
beleza, já que a sala é bem espaçosa e até climatizada, mas nossa alegria durou
pouco: a sala passou por reformas, em vista de melhoramentos para os
equipamentos nela existentes.
disponibilizada para a realização de nossas atividades culturais.
na escola, mas, com o passar do tempo, a sua opinião se modificou. Compreendi,
então, o porquê de sua atitude: a falta, talvez, de compromisso de alguns ACs
que passaram pela escola…
entre as escolas em que o PAC acontece, e até conseguimos um espaço só nosso
para a realização dos encontros de Animação Cultural.
galpão coberto, na parte externa da escola, cuja inauguração simbólica fomos
nós que fizemos (…). Foi muito legal! Essa inauguração foi, justamente, com o
ensaio da quadrilha que estávamos preparando para os festejos juninos.
para a escola, como para a Ger6encia de Animação Cultural (GAC), como para mim.
Laurentino –
acontecer…
pais (…). Foram abordadas questões como violência, higiene pessoal,
convivência familiar, uso de drogas e resistência dos familiares à participação
dos filhos em atividades culturais de resgate de valores.
aprender Capoeira. O envolvimento deles com instrumentos da capoeira ajudou
muito. Dinâmica de Capoeira com aulas para crianças: pega capoeira, caranguejo,
aulas de palmas, ginga, golpes, esquiva.
e no terceiro. Sempre, o espírito de competitividade falava mais alto para os
maiores. A questão da merenda facilitou também o interesse, tendo em vista que
muitos não têm condições de uma refeição de valores calóricos importantes para
2 horas de aulas energéticas com brincadeira de Capoeira.
mas passaram mal, no meio da aula, devido à alimentação fraca em casa. Abordei
muito a higiene deles e fiquei horrorizado com depoimentos do dia-a-dia deles,
naquela comunidade, sobre estupros que teriam feito com alunos no colégio,
sobre a importância da escola naquele ambiente, as satisfações e insatisfações.
Passei, nos últimos dias, momentos delicados, pois estava, a todo momento,
intervindo dentro da aula dos menores e maiores, a violência à flor da pele.
jovens e crianças, nem que seja por aqueles momentos tão pequenos. Uma luz no
fim do túnel sempre vai existir para esses excluídos. A ressocialização é
importante.
irão se salvar dessa violência que assola nosso estado.
forma recíproca. Mas têm em vista o uso da arte para fazer o mal. Sofro por
saber que nem todos têm uma alimentação saudável, nem todos têm uma mãe para
dar carinho, um pai para aconselhar, quase todos têm envolvimento com drogas e
estruturas familiares comprometidas por álcool, drogas e crimes.
dirigente, pois se envolve diretamente com a comunidade e com familiares, com
visitas periódicas às residências.
foi muito bom para minha mente, pois gerou uma satisfação pessoal muito grande
em poder ajudar.>>
Marcelo Furtado – AC/Capoeira
Soares de Lima – RPA-6
o vapor.
demais!
adolescente que participou de certa oficina no II Encontro de Férias do FALE.
Estava lá, pregada num painel, na sala da oficina:
demais.
me inspiro na capoeira. Acho um ensino de vida e da Raça (brasileira). e é
muito bonito.
você refletir:
Você já participou de experiências parecidas às que
acima acabam de ser relatadas?…
Que impressão lhe causaram os relatos acima
feitos?… O que mais chamou sua atenção?…
Como você imagina um Grupo Cultural?…
Como você se imagina enquanto Animador ou Animadora
Cultural?
Que tal a experiência de “Colônia de Férias”?… Faz
você sonhar com alguma coisa?…
E a experiência de Núcleo de Animação Cultural
sugere alguma coisa para você?…
nesta história…
contingente de adolescentes e jovens, atendidos durante poucas horas pela
escola, e nem sempre da forma mais interessante, representava um perigoso vazio cultural…
um tempo imenso para fazer nada, corre-se o risco de fazer tudo quanto não
presta, pois, com já diziam os antigos, “a
ociosidade é mãe de todos os vícios”…
arrastava muitas vezes para a morte tanta gente jovem, envolvida com drogas,
narcotráfico e prostituição… concluiu-se que
acontecesse…
prazerosas de utilização do seu tempo ocioso…
para os próprios alunos e alunas de nossas escolas poderem cultivar–se como
pessoas dignas, criativas e responsáveis, contribuindo positivamente para o bem
comum, a começar pela escola…
referências, que valessem como inspiração para um esforço de renovação da
prática do ensino, capaz de aproximá-lo mais do jeito de ser e das necessidades
vitais do seu público-alvo…
cultural…
Soares, convoca, primeiro, uma equipe de pessoas[1] com experiência e conhecimentos na área de
juventude para formular uma proposta…
Atividades Culturais e Desportivas – DACD, convoca jovens de todas as
Universidades sediadas na Região Metropolitana do Recife para esta tarefa.
Movimento” JEM, iniciado no mês de outubro de 1993, como experiência
piloto, nos morros do Ibura, RPA 6[2], no ano seguinte se
amplia para outras RPAs, onde havia escolas com as 4 últimas séries do Ensino
Fundamental ou Ensino Médio…
e criativa desses Animadores e Animadoras Culturais, vão se formando Grupos
Culturais, que utilizam as mais diversas linguagens da Arte, do
Teatro, Música, Canto Coral, Percussão,Desenho e Pintura, Dança, Capoeira, dos Jogos
e Brincadeiras Populares etc., como
ponto de partida para um rico processo cultural de recriação das pessoas, da
escola e da sociedade.
E não é demais acrescentar que os próprios jovens universitários, são dos mais
beneficiados por esta experiência: uma dimensão de realidade e humanidade dá
nova profundidade e amplitude à sua formação.
gestão, a qual, ao planejar-se em termos de ação por uma vida melhor para a cidade, prioriza a educação e a juventude, por decisão da Secretária de Educação, mais uma vez, a
Prof. Edla Soares, o Projeto de Animação Cultural toma novo impulso e
amplitude: passa a integrar todos os segmentos do DACD num único Programa de Animação Cultural, o PAC.
compreensão, uma nova consciência: o que no começo era enxergado simplesmente
como atendimento emergencial a uma urgência
da conjuntura, agora é compreendido de maneira mais clara e profunda,
sob a ótica do direito: Oferecer a
esta gente espaços e oportunidades de realização pessoal e social, é um direito
que urge ser reconhecido, respeitado e permanentemente satisfeito, é uma prioridade,
em termos de política pública de
juventude.
auto-estima,
relacionamento colaborativo e solidário,
enraizamento e identificação cultural,
preocupação com o meio ambiente,
exercício efetivo da cidadania…
eixos em torno dos quais gira o Programa, desde o seu nascedouro. Com mais
este sinal de compreensão e abertura: a Comunidade
do entorno de cada escola será levada em conta, tanto porque adolescentes e
jovens, mesmo não estudando nesta escola, poderão participar das atividades
culturais aí desenvolvidas, poderão integrar os Grupos Culturais aí formados,
como porque, Grupos já existentes na comunidade, animados por Voluntários e Voluntárias da própria Comunidade, poderão contar com os amplos
espaços da escola para melhor e mais comodamente desenvolverem suas atividades.
PAC só faz se afirmar, crescer, ampliar-se. Desde 2005 que estamos de nova
Secretária de Educação e de nova Diretora de Ensino, respectivamente, as professoras Malu
Alessio e Estér Calland. A credibilidade de nossa proposta e do nosso fazer
cotidiano veio casar perfeitamente com a simpatia e efetivo apoio de ambas, propiciando, assim avanços
significativos e novo entusiasmo em todos nós que fazemos este original
Programa.
inicial, adolescentes e jovens (1993), volta com toda a ênfase: em 32 escolas onde se dão
o 3º e 4º ciclos, além de um(A) AC do FALE, que assume o papel de
Coordenador(a) de Núcleo, temos uma equipe de 3 ou mais ACs das Linguagens de
maior interesse de cada escola: são 88 ACs.
Nas 05 Escolas de tempo integral, contamos com 42 ACs, que desenvolvem
atividades lúdicas e artísticas, nos horários alternativos aos das aulas das
disciplinas curriculares. Em 42 Escolas
de 1º e 2º Ciclos, estão lotados 62 ACs, que animam atividades com crianças. Um
total significativo de 227 Animadores e Animadoras Culturais.
apoteoses que têm sido, de fato, a experiência das Mostras Culturais, têm
dado uma contribuição marcante, em eventos maiores promovidos pela
Secretaria de Educação, Esporte e Lazer, ao longo do ano, oportunidades em que
se evidencia a importância do Programa, como ação educativa complementar de
longo e profundo alcance, se afirma a auto-estima de crianças, adolescentes e
jovens, bem como de suas próprias famílias e comunidades, o espírito de participação e colaboração se
fortalece, a identidade cultural se afirma, o empoderamento cidadão avança.
Deu para
entender melhor do que se trata?…
Seu
sonho cresceu ou encolheu?…
Você se
sente com disposição para dar continuidade a esta história ou se sentiu
acuado(a)?…
O que
está mesmo em questão: a vida desta gente jovem?… A sua vida?… Como
assim?…
Jogo e Brincadeira a serviço da Cultura da Vida e da Paz…
para “pegar” a turma… Não!
os demais,
etc.
parábolas
sociedade,
anti-valores…
sócio-culturais,
analisar,
significados…
brincadeiras podem ter,
físico e psíquico?…
juntar,
talentos,
limites,
ser
artística e lúdica,
jogar e brincar
encontro,
comunhão.
própria experiência de exercitar algum tipo de arte,
primeiro, os próprios valores ou anti-valores que
certa maneira de praticar certo tipo de arte ou de jogo ou brincadeira, por si
mesmo já provocam, estimulam e
revelam…
tudo isso podendo ser relacionado com realidades e desafios do cotidiano das
pessoas envolvidas…
e até servindo para se avaliar o sentido da vida
ou a visão de mundo que cada um, cada uma cultiva…
necessidade de “mostrar serviço”,
deles e delas,
melhor possível…
outro tivesse,
Que importância educativa você percebe no
processo artístico?…
Que importância educativa você percebe na
experiência de jogar e brincar?…
Como você se imagina e sente, enquanto
Animador(a) Cultural de tal ou qual linguagem?…
Como pensa dar conta da sua tarefa enquanto
educador(a)?…
história,
responsabilidade,
comecinho…
do entorno…
problemas
suficientemente resolvidos?…
desejar?…
bairro?…
habitat?…
orgulha?…
da população?…
modo, repercute
se encontrar?…
contexto
garotos e garotas se situa?…
cuidado com as pessoas, você irá
encontrando o jeito de inteirar-se de tudo isso…
bairro ajudarão.
tomar pé
e pelos sanitários, pelos espaços de lazer e pelos jardins ou hortas,
maior ou menor simpatia e entusiasmo,
e professoras,
cruzando
semana,
as famílias, o bairro,
PAC…
da escola…
dessa figuras que,
jogada,
necessariamente repercutem
buliçosa,
competência
corre, ri e chora,
paredes
cuidam…
elas,
proposta do PAC?…
quem é quem
entrevistas,palavras de ordem?…
de animação…
sugerido antes
sua atuação.
encontros?…
irá trabalhar,
as brincadeiras, as danças circulares
participar…
refletir:
Você já
fez alguma experiência de planejamento?…
O que
foi dito e sugerido acima lhe parece fácil… difícil… maneiro… custoso…
desafiante… apaixonante?…
Tem
idéia de quem poderá ajudá-lo(a), dar-lhe uma mão?… Com quem conversar…
trocar “figurinhas”?…
permanente
um, a cada uma,
improviso…
tempo,
cada gesto,
silêncio ou impasse,
consciência crítica,
outro,
colaboração,
em equipe,
informação,
compreensões,
incertezas,
da turma,
razões, desacreditada, desencantada, desalentada, desmotivada,
agressividade…
sobretudo,
ser feliz”…
adolescente,
Perdido,
conscientizar-se
missão,
Precisa preparar-se cuidadosa e continuamente
para exercer bem o seu papel
amiga,
se espera uma grande capacidade de
improviso,
improvisar,
telha”…
capacidade de perceber
os sinais que a qualquer momento
apontam…
capacidade de ler nas entrelinhas,
ou não,
capacidade de
ajudá-los a acolher os apelos que a
realidade, os acontecimentos do seu dia-a-dia colocam, aqui e agora…
capacidade de
ajudá-los, com agilidade de questionamento, com um toque provocador ou
estimulante,
improvisa,
equipar-se de
conhecimentos atualizados sobre tudo quanto tem a ver com a realidade e a vida
de adolescentes e jovens…
pesquisar, ler, a
respeito de educação, de animação cultural, da sua linguagem artística ou
lúdica…
estar antenado, o
tempo todo, com o que se passa no mundo e repercute, de uma forma ou de outra,
direta ou indiretamente, na vida dessa gente…
estar por dentro,
especialmente, da vida da escola, do seu projeto político-pedagógico, da vida
da comunidade do entorno, da vida das famílias…
animação cultural.
situações,
o novo:
uma nova compreensão
de si, dos outros, do mundo…
um novo gosto de viver
e conviver…
um novo jeito de ser,
individual e coletivo…
uma nova atitude, uma
nova iniciativa, um novo passo na direção de uma vida diferente, de um outro
mundo…
vier,
mesmo,
aonde buscá-las.
sempre:
à vida!
animação cultural.
fichário,
essa nossa experiência educativa
surpreendentes,
vida…
semana após semana,
a sua atenção,
significativo:
que brilham como sinais de vida, de mundo novo, e precisam ser
apoiadas, incentivadas, ressaltadas e divulgadas…
que nos preocupam e desafiam, que demandam uma análise mais séria e profunda
que nos permita identificar a natureza e as raízes do mal…
ou nos intrigam, que nos deixam
realizados ou encabulados, que nos confirmam em nossas certezas e opções ou nos
provocam dúvidas e questionamentos, que nos obrigam, quem sabe, a inverter
rumos e prioridades…
fazendo com esta gente irrequieta, curiosa e sedenta, carregada de tantos
problemas, marcada por tantas carências e taras…
e depoimentos escritos
Grupo Cultural.
relatos,
que acharam,
debruçar-se…
anotações,
Cultural…
refletir:
O
tamanho da tarefa o empolga ou espanta?…
Você já
tinha o hábito de refletir sistematicamente sobre a vida, a sua vida, a vida do
povo?… Como assim?…
Você já
vem de alguma experiência de educação que tem alguma coisa de parecido?…
Qual?…
Ao
encarar a proposta, por qual aspecto ou tarefa você se sente mais
desafiado(a)?…
Você
sente que vai precisar mais do quê?…
VI –
Colônia de Férias, um jeito diferente de passar férias
forte do processo de Animação Cultural.
recesso de julho.
partida.
Culturais,
vontade,
proporcionar-lhes
Você já passou férias assim, ou foi, por acaso, oficineiro num em
algum programa de Colônia de Férias?…
Que importância percebeu ou imagina haver numa tal experiência para
estes(as) adolescentes e jovens?…
VII
– A articulação dos(as) Estudantes
representação,
democracia,
de Acesso Livre dos Estudantes (FALE),
estudantes.
tem,
também…
desses representantes,
etária e de gênero,
equilibrada representatividade.
tudo,
escola?…
Coordenador(a) do Núcleo é, também, o (a) Animador(a) do FALE,
Representantes
de representação.
desta experiência
julho,
Rede
Encontro do FALE:
ciclos do EF
intensiva:
de diversas linguagens,
instigados
exigente
linguagem
dos temas juvenis…
maior,
escolas.
Que importância você percebe no FALE?…
Como contribuir para que em seu GC cresça o gosto de debater sobre
direitos e deveres relativos à vida dos(as) adolescentes e jovens, à vida da
escola e da comunidade, o gosto de participar de ações e lutas?…
O que e como fazer para que se desenvolva em cada GC a preocupação com
se fazer representar no FALE e em outras instâncias onde os direitos de
crianças, adolescentes e jovens são debatidos?
Como construir, com os(as) integrantes do GC, critérios de escolha e
de atuação de seus representantes?…
Já participou de um Encontro do FALE como jovem ou como oficineiro?…
Que importância você percebe num tal encontro, tanto para a vida
pessoal dos(as) participantes, quanto para a participação deles(delas),
posteriormente, na vida da escola?…
– Núcleo de Animação Cultural – NAC
acontece,
conjunto,
instância de formação continuada
conquistas
direção, professores, funcionários, voluntários, pais e mães + os Animadores e
Animadoras Culturais)
regularmente,
para a troca de
experiência, de pontos de vista, de informações e sugestões
para avaliar e
planejar o processo de Animação Cultural… acertar os próximos passos… os
apoios e colaborações entre todos e todas…
compreender melhor o
que se passa na vida dos adolescentes e jovens…
definir as questões
que demandam análise mais acurada, estudo mais profundo, com ajuda, quem sabe,
de leituras ou até mesmo de assessoria especializada…
planejar ações
integradas, eventos, intervenções culturais em que todas as linguagens
interagem: eventos, campanhas etc.
do Núcleo,
do Núcleo.
Fórum de Acesso Livre dos Estudantes,
deste Fórum,
dinamizar permanentemente
Como você está encarando e desempenhando sua tarefa
de AC, na escola: como um trabalho de equipe, integrado,,, como ação de um
coletivo?… Ou será que você age por própria conta, isoladamente,
individualisticamente?…
Que importância poderá ter para seu trabalho pessoal
uma experiência de Núcleo, de atuar em equipe, de maneira integrada e
coletiva?…
Que força e significado poderia ter uma intervenção
em conjunto dos vários grupos Culturais, na vida da escola e da comunidade?…
Como se organizar em Núcleo, quais os primeiros
passos a dar?…
IX – Animadores(as) do
FALE, coordenadores(as) do Núcleo
FALE, se o próprio Fórum de Acesso Livre dos Estudantes existir, de
direito e de fato.
compreendido e exercido:
Alguém que, em cada escola, cuida de ver como
cada AC que atua na escola, está dando conta da sua tarefa… Não, como fiscal
ou vigia, mas como companheiro(a) que quer estar junto para fortalecer a
experiência do PAC e garantir que a garotada seja bem atendida (fidelidade
do(a) AC a seu Grupo Cultural, pontualidade, competência técnica e
pedagógica…);
Alguém que articula e anima o NÚCLEO DE
ANIMAÇÃO CULTURAL, como espaço de convivência amigável, de companheirismo, de
reflexão, avaliação e planejamento;
Alguém que, continuamente, chama a atenção
dos(as) colegas para cada um dos 5 Eixos do PAC e para a dimensão
educativa da atuação do(a) AC, que tem, nos 5 Eixos, suas cinco metas
essenciais;
Alguém que incentiva os(as) colegas, sobretudo,
para o cultivo, em cada Grupo Cultural, em cada atividade, do espírito de Cidadania:
a consciência de direitos e deveres, o gosto pela participação na construção do
bem comum, na vida da escola, do bairro, da cidade, inclusive, o interesse em
escolher seus representantes para o FALE, para o OP e todas as instâncias de
participação democrática, na escola e fora;
Alguém que reúne, especialmente, os garotos e
garotas escolhidos como Representantes às diversas instâncias de
representação (veja acima), para ajudá-los e subsidiá-los na sua missão e
tarefa de representar, tarefa esta de mão dupla, do GC para o Fórum, as
instâncias de gestão da escola, o OP etc. e vice-versa;
Alguém que incentiva oportunamente a realização
de ações integradas, na escola e na comunidade, levando em conta o
cultivo dos 5 eixos do PAC, e, muito especialmente, a dimensão de Cidadania:
oportunas e regulares intervenções culturais, como eventos e campanhas de
várias modalidades etc.
Tudo isso supõe vocês sejam alguém que tem clareza
sobre a natureza, os objetivos e a metodologia do PAC, e um conhecimento e
traquejo quanto à Dinâmica de Grupo, que lhe dê condições de articular e
assessorar todas pessoas envolvidas, especialmente, os(as) próprios(as) ACs;
Tudo isso supõe, igualmente, que vocês se
dediquem a esta tarefa de modo exemplar, sendo uma referência para os
seus companheiros e companheiras.
Você, Animador(a) do FALE, qual a compreensão que
você tem do seu papel na escola?…
Como está desempenhando ou pensa desempenhar a
tarefa de incentivar a representação dos estudantes?…
O que mais o(a) desafia?…
Do que mais sente falta, no exercício desta
tarefa de Animador do FALE?…
Como está desempenhando ou pensa desempenhar a
tarefa de organizar e animar o Núcleo?…
O que mais o(a) desafia?…
Do que mais sente falta, no exercício desta
tarefa de Coordenador do Núcleo?…
X –
A formação continuada
outro não poderia ser senão,
de Bordo!
Sua classe, instância primeira de aprendizado coletivo:
o Grupo Cultural que você acompanha e anima
“ensinando e aprendendo uma nova lição”;
seu apoio pedagógico, o Núcleo de Animação Cultural, o NAC!
esta reflexão
debruçará,
processo,
de um Seminário, de 20 horas, no início de
cada semestre;
de um Encontro Geral, de 04 horas, na 1ª
terça-feira de cada mês;
de Oficinas de Linguagem de 4 horas, na 2ª
e 3ª terças-feiras do mês, de acordo com
a opção de cada AC;
de um Encontro de
Intercâmbio entre Linguagens, na 4ª terça-feira da cada mês;
e quando ocorre, em
determinados meses, uma 5ª terça-feira, de acordo com alguma necessidade
emergente, ou alguma sugestão oportuna, se organizará algum tipo de atividade
formativa especial.
que você tivesse bem claras e assumisse com toda a responsabilidade três
coisas que parecem elementares e imprescindíveis, no seu processo de
formação e na sua atuação como AC:
O hábito de escutar
as pessoas, especialmente o seu GC, registrar o que se passa na
experiência e refletir sobre isso…
Sua participação em
algum Movimento Social, especialmente, em algum Movimento ligado à Cultura,
à Juventude…
Sua preocupação
permanente com a informação, a leitura a respeito de tudo quanto
tem a ver com seu trabalho de Animação Cultural, as questões pedagógicas
de fundo, a prática didática e educativa da sua linguagem…
Como desempenhar sua tarefa de animador(a) junto ao
GC, de tal maneira que ela seja, realmente, um momento de formação, de
aprendizado, antes de tudo para você mesmo?…
Qual o primeiro cuidado, a primeira atitude de
qualquer educador?…
O que fazer para que o ato de registrar por escrito
sua experiência se torne, de fato, um hábito, uma postura de educador que se
educa, e não apenas algo aleatório, que só acontece aqui e acolá?…
Você se deu conta de que as manhãs das terças-feiras
são todas o tempo sagrado da Formação Continuada no PAC?
Não será importante agendá-las todas pro resto do
ano?…
Que importância você percebe nos três indicativos
que são apontados acima como elementares para a sua formação?…
Já vem dando conta disso ou vai precisar de
organizar para fazê-lo acontecer?…
amplo
começa a responder,
criação de um futuro
Juventude,
juventude.
maior,
coração
PAC.
Você está se dando conta do alcance da sua intervenção educativa?…
Como se sente diante do desafio e da “missão”?…
Bibliografia
da Animação Cultural…
humanidade. São Paulo. Alfarrábio, 2004.
Rio de Janeiro. Paz e Terra, 1985.
1996
Recife, PCR, 1996
de tudo, eles e elas! E são muitos e diferentes, cada um, cada uma, com sua
história pessoal, sua compreensão de si próprio, de si própria, da vida e do
mundo… cada qual com sua identidade…
Estudantes de 3º e 4º ciclos de escolas públicas…
Têm em comum o fato de ser gente em transição, em crise, em busca de definição,
não mais crianças e ainda não adultos… gente irrequieta, com a mente povoada
de sonhos e desejos… muita sede de afirmação e muita insegurança… gente sem
experiência, mas querendo fazê-las todas… muita rebeldia, mas, igualmente,
muita carência de proteção e apoio… com este agravante, de provir de meios
empobrecidos da periferia da cidade… gente que a escola ocupa apenas poucas
horas por dia, durante a semana, e nem sempre da maneira mais interessante…
gente que fica à mercê da desocupação, do desgaste da ociosidade, das muitas
tentações e frustrações do consumismo e de toda onda devastadora, que neste mar
agitado se levanta… gente sem projeto de vida, sem perspectiva, sem futuro…
que está aí pro que der e vier, para nada ou para o pior…
encarados como “problema”, esse talvez
seja seu maior problema! Bem que poderiam ser encarados como parceiros, em
busca de soluções… gente merecedora de confiança… digna de chances e
oportunidades, de apoio e incentivo… A partir daí, quem sabe, passariam a ser
“solução”, antes de tudo para si mesmos, para si mesmas, e para o ambiente onde
vivem… Antes de tudo e acima de qualquer coisa, gente que merece e precisa
ser escutada
e levada a sério.
encontro e com eles e elas começaram a dialogar, a fazer espaço para uma
confiante partilha de anseios e interesses, a provocar uma busca coletiva de
caminhos, a discussão de propostas, a tomada de decisões, a realização de
coisas que a todos pareceram interessantes, essa gente passou a vivenciar uma
experiência diferente, uma coisa nova e boa… Passaram a se organizar em grupos… a fazer cultura… se tornaram grupos culturais!
um toque de graça para chegar a esta gostosa consciência
da sua dignidade, do
valor de cada um, de cada uma, como pessoa humana, aquilo que hoje se costuma
chamar de auto-estima…
da importância maior
de ser um coletivo, desenvolvendo um novo estilo de relações interpessoais, o
espírito de companheirismo e equipe, de tolerância e respeito às diferenças, de colaboração
e solidariedade…
dos valores da cultura
local, da importância da identidade
cultural, pela descoberta ou reconhecimento feliz de suas raízes, do rico
legado cultural das gerações que os antecederam…
da importância da preservação ambiental, do cuidado com a
Natureza e com tudo que torna o meio ambiente mais saudável, bonito e gostoso
de se viver…
da importância do
exercício permanente e efetivo da Cidadania,
a consciência de direitos e deveres, o gosto da participação, o cuidado efetivo
com seu bairro, sua cidade, seu pedaço…
e, finalmente, da
importância de articular-se e organizar-se
como Núcleo, em sua escola, e em Fóruns e Redes, capazes de
fortalecer e ampliar sua prática, seus sonhos e sua capacidade de conquista e
realização.
quer o quê?…
JEM (Recife) – R.Veloso
Coletivo JEM (Recife) – R.Veloso
bocas…
vivido e sem ser notado, sem ser notada…
causa da felicidade pensamos pautas, organizamos agendas, descentralizamos
funções e partilhamos conhecimentos para “em tudo amar e servir”.
causa da felicidade nos envolvemos na defesa dos direitos humanos e no
exercício de construir políticas públicas e práticas emancipatórias para que
adolescentes e jovens sejam sujeitos e protagonistas de suas ações.
causa da felicidade queremos viver e amar todas essas diferenças. Num mundo
plural de diversidade e originalidade. Espaço para todas as identidades e
fantasias. De mulheres e homens. De juventude revolucionária e contestadora. De
todas as “tribos” e de todas as cores.
causa da felicidade construiremos espaços de comunhão e participação. Queremos
novas estruturas de poder. Poder serviço e mais cidadania para todo o povo. Espaços
mais humanos e transparentes, menos representativos e mais participativos. (… …)
causa da felicidade fazemos arte, pintamos muros, escrevemos poemas,
dramatizamos e dançamos nas festas de nossa gente, trazendo para o centro da
roda as culturas oprimidas.
causa da felicidade abraçamos as causas do povo e nos abraçamos. Enfrentamos o
medo e o risco da solidão dos incompreendidos e perseguidos por causa da
justiça.
por causa da felicidade que trabalhamos coletivamente. Os frutos que colhemos
são resultados da comunhão e partilha de muitas inteligências e corações. São
expr4ssões da amizade e cumplicidade de muita história e memória construída em
mutirão.
causa da felicidade juntamos pessoas, grupos para somar e tecer Redes de solidariedade
em defesa da vida.
praças, ruas e avenidas, nas escolas e universidades, nas igrejas e governos,
dançamos ciranda para celebrar e gritar que “a juventude quer viver”!
Bruno de Avelar
da Casa da Juventude Pe. Burnier
nov/2007
ANEXO 3
Animação Cultural
de trás pra frente, o que seria cultura?…
todas as formas e expressões do permanente e universal cultivo da vida. São as
respostas que cada grupo humano, no seu afã de viver e ser feliz, dá aos
desafios todos do seu existir nesta terra. Respostas coletivas, de seres
humanos, enquanto seres inter-dependentes, seres de relação e comunhão:
Tem a ver com passado: é tradição!
É raiz, é legado, é herança que lhes dá firmeza e identidade.
Tem a ver com presente:
é tarefa! É continuidade,
atualidade, criatividade, mudança.
Tem a ver com futuro:
é sonho! É projeção, é busca
permanente de superação, é querer sempre mais.
Sonho se verifica em todas as dimensões do existir humano:
é a cultura do TER e tem a ver com Economia e
com Ecologia, com cultivar a terra,
produzir bens, partilhar riquezas, desfrutar de tudo, cuidar do ambiente,
preservar a Natureza, garantir a continuidade da Vida.
É a cultura do PODER e tem a ver com Política,
com exercício efetivo da Cidadania, a
arte de cuidar bem da cidade, de ordenar da melhor maneira a convivência entre
homens e mulheres, para que a todos, a cada um, a cada uma, sejam asseguradas
as melhores condições de Vida.
É a cultura do SABER e tem a ver com informação e formação, com Ciência e Sabedoria, com Tecnologia
e Filosofia, com Operacionalidade e Espiritualidade, com Realidade, Ação, Luta, Poesia e Fé, com as
Artes todas e com Mitos e com Ritos, com Religião,
Brincadeira e Festa, as coisas
mais sublimes que dão sentido e sabor à Vida.
E animação?…
ver com ânimo e sugere ação,
movimento, dinamismo… Mas tem a ver, sobretudo, com a raiz latina ânima: interioridade, profundidade do
ser, razões, valores, motivações, visão de mundo…
maior que é cultivar a vida, em
todas as suas dimensões.
Ajudando as pessoas a gostarem de si e da vida, a descobrirem suas
potencialidade e sua dignidade… a se entreolharem com olhos de bem-querer, de
companheirismo e solidariedade… a descobrirem suas raízes, sua História, e
apreciarem as tradições da sua terra e curtirem o gosto pelo seu pedaço,
a sua identidade cultural… a se encantarem com a Natureza e se
preocuparem com seu meio ambiente… a se assumirem como gente
responsável pela sua Cidade, como cidadãos e cidadãs, dotados de espírito de
iniciativa e participação… incentivando-os à tarefa cultural de dar
continuidade ao processo criativo, que vem dos séculos, buscando respostas
atualizadas para os desafios de hoje, para os novos apelos, a fim de que a Vida
cresça, floresça e frutifique sempre… Atiçando sua fantasia e despertando-as
para novos horizontes, para que o sonho continue sempre a borbulhar,
como fonte inesgotável de Vida e de Cultura.
especialmente a juventude, adquira este novo ânimo, esta alma nova, é que
conseguiremos resgatar a auto-estima das pessoas e construir uma sociedade em
PAZ!
Veloso, Assessor da GAC
ANEXO 4
Os Dez Mandamentos do(a) Animador(a) Cultural
antes de tudo, à formação de Grupos Culturais de crianças,
adolescentes e jovens, da própria Escola e da Comunidade do entorno, com
sensibilidade e um jeito amigo de ser, com espírito de iniciativa, ousadia e
persistência, com autonomia, senso de organização e compromisso, com liderança
e criatividade;
suficiente da linguagem artística e/ou lúdica pela qual optou, capacitando-se
permanentemente para desenvolver, com o Grupo Cultural que anima, as
atividades próprias da linguagem, como oportunidade prazerosa e
instrumento educativo eficaz;
para que a Escola esteja efetivamente integrada à Comunidade, e a
Comunidade assuma seu papel na Escola
entre os(as) integrantes dos GCs, o cultivo dos 5 Eixos do PAC, como
dimensões permanentes e transversais de todo o processo educativo, não
importa quais sejam as atividades desenvolvidas, ou de que linguagem forem;
a tomada de consciência da própria dignidade e valor, alimentar, entre os
integrantes do GC, o gosto consigo mesmo(a), promover a cultura da
auto-estima
entre os(as) integrantes dos GCs, o cultivo de relações amistosas, do espírito
de tolerância, da convivência respeitosa com os(as) diferentes, do espírito de
companheirismo e colaboração, com atenção especial para a inclusão daqueles e
daquelas que têm mais dificuldade de expressar, de se relacionar ou de
conviver, promovendo, assim, a cultura da solidariedade
entre os participantes do GC, o gosto pelas suas raízes culturais, o cultivo
das tradições do seu povo, o prazer pelas “coisas nossas”, a cultura da
identidade cultural
o gosto pelo seu do Meio Ambiente, o amor e o cuidado para com a Natureza, a
busca incessante de condições ambientais que garantam melhor qualidade de vida,
a cultura da preservação ambiental
a consciência de direitos e deveres, o gosto pela vida em sociedade, o prazer
pela participação na busca coletiva do Bem Comum, o engajamento político, a cultura
da cidadania.
pessoa articulada, capaz de refletir, planejar e avaliar seu trabalho juntamente
com os(as) demais ACs e representantes dos vários segmentos da Escola e da
Comunidade, organizados em Núcleo de Animação Cultural.
mãos, a partir de quase 15 anos de experiência… E como se fosse um espelho,
um referencial inspirador… E de lambuja, o…
Cordel do Animador encantado
Com carinho, Reginaldo Veloso,
assessor
ANEXO 5 – Canções da caminhada
melodia e ritmo, na caminhada para a “Terra Prometida”…
GALERA GERAL[7]
Veloso
Menina-Moça, sou!
vida chegando e pedindo passagem.
sonho, a esperança e a miragem!…
flor que se cheira, sou!
que canta, eu sou diabo, eu sou santo.
igreja eu enfeito e te espanto!…
funk e sou reggae, sou!
a caminho do Reino da Vida!
procuro a moeda perdida!…
é o amor, quero é viver!
mais é o amor, quero é viver!
mais é o amor, quero é viver!
Galera Geral que vai vencer!
Galera geral que vai vencer!
Galera geral que vai vencer!
Pra não faltar amor
Mas não deixa
ninguém ver
ABSURDO
Vanessa Da Mata
num futuro mais bonito,
que o novo é bem-vindo
e o amor é infinito.
eu ainda acredito
que nem tudo está perdido,
que o sorriso é sagrado
e aqui é o paraíso
e que tudo estava errado
sobre o dia do juízo.
Eu ainda acredito
no carinho invés do grito,
na doçura dos meninos
que no fundo todos somos.
Eu ainda acredito
nos heróis adormecidos,
nessa força que revolta
e nos faz ficar erguidos
cada vez que nos sentimos
derrotados e punidos.
Eu ainda acredito
que depois da tempestade
vem sempre a calmaria
e consigo a liberdade.
Eu ainda acredito
em objetos luminosos,
que há vida no universo,
outras luas, outros povos,
eu ainda acredito.
nas florestas e nos índios,
na bravura das leoas,
na alegria dos golfinhos.
Eu ainda acredito
no galope do unicórnio,
acredito em gnomos
e no vôo dos tucanos
e no canto das baleias
alegrando os oceanos.
Eu ainda acredito
na justiça lá de cima,
na verdade e na vida
como o som de uma rima.
E em tudo que é belo
e em tudo que é nobre
como as cores do arco-íris
quando a chuva se descobre
e agradece iluminada
pelo sol de ouro e cobre.
Sei, talvez eu seja visto
como ingênuo ou demagogo,
inocente ou pervertido.
um hipócrita, um louco.
No entanto eu insisto
nesta chama que consome,
eu ainda acredito
porque sofro com a fome,
porque ainda sou um homem.
da Vila
Um dia…
Um dia, meus olhos inda hão de ver,
na luz do olhar do amanhecer,
sorrir o Dia de Graça!
Poesias brindando essa manhã feliz,
o mal cortado na raiz,
do jeito que o Mestre sonhava!
/:O não chorar e o não sofrer se
alastrando,
no céu da vida o amor vibrando,
a Paz reinando em santa paz!:/
Em cada palma de mão,
cada palmo de chão,
sementes de felicidade.
O fim de toda opressão,
o cantar com emoção:
raiou a Liberdade!
Chegou –ô – ô
o áureo tempo de Justiça,
ao esplendor do preservar a Natureza,
respeito a todos os artistas…
A porta aberta ao irmão
de qualquer chão, de qualquer raça,
o povo todo em louvação
por esse Dia de Graça!
COMIDA
Titãs
Composição: Arnaldo Antunes / Marcelo Fromer / Sérgio Britto
Bebida é água!
Comida é pasto!
Você tem sede de que?
Você tem fome de que?…
A gente não quer só comida
A gente quer comida
Diversão e arte
A gente não quer só comida
A gente quer saída
Para qualquer parte…
A gente não quer só comida
A gente quer bebida
Diversão, balé
A gente não quer só comida
A gente quer a vida
Como a vida quer…
Bebida é água!
Comida é pasto!
Você tem sede de que?
Você tem fome de que?…
A gente não quer só comer
A gente quer comer
E quer fazer amor
A gente não quer só comer
A gente quer prazer
Prá aliviar a dor…
A gente não quer
Só dinheiro
A gente quer dinheiro
E felicidade
A gente não quer
Só dinheiro
A gente quer inteiro
E não pela metade…
Bebida é água!
Comida é pasto!
Você tem sede de que?
Você tem fome de que?…
A gente não quer só comida
A gente quer comida
Diversão e arte
A gente não quer só comida
A gente quer saída
Para qualquer parte…
A gente não quer só comida
A gente quer bebida
Diversão, balé
A gente não quer só comida
A gente quer a vida
Como a vida quer…
A gente não quer só comer
A gente quer comer
E quer fazer amor
A gente não quer só comer
A gente quer prazer
Prá aliviar a dor…
A gente não quer
Só dinheiro
A gente quer dinheiro
E felicidade
A gente não quer
Só dinheiro
A gente quer inteiro
E não pela metade…
Diversão e arte
Para qualquer parte
Diversão, balé
Como a vida quer
Desejo, necessidade, vontade
Necessidade, desejo, eh!
Necessidade, vontade, eh!
Necessidade…
Mente Sã TG PGD
2005, p.67
DEPENDE DE NÓS
Ivan Lins
de nós
foi ou ainda é criança
acredita ou tem esperança
faz tudo pra um mundo melhor
de nós
circo esteja armado
palhaço esteja engraçado
riso esteja no ar
a gente precise sonhar
ventos cantem nos galhos
folhas bebam orvalhos
sol descortine mais as manhãs
de nós
mundo ainda tem jeito
do que o homem tem feito
vida sobreviverá
CIRANDA DE TODOS
Itamaracá
Juntamente com a Professora Edla Soares, Inalda Neves Batista (pesquisadora do
Centro Luiz Freire), Antônio Guinho (Psicólogo, professor da FAFIRE), Custódio
Amorim (SE-DACD) e Reginaldo Veloso (presbítero das CEBs no Morro da Conceição
e assessor do Movimento de Adolescentes e Crianças – MAC). Mais adiante, João
Simão Neto (Assessor da PJMP e do programa “Colônia de Férias” da Prefeitura de
Olinda), Zezo Oliveira (ator, fundador da Escola Pernambucana de Circo e
professor da Rede Municipal, ex-integrante do MAC), José Ramos (ator, professor
do SESC e da Rede Municipal), Fátima Pontes, Coordenadora da Escola
Pernambucana de Circo, professora da Rede Municipal, e outros e outras…
Por sinal, em dezembro de 1996, a Secretaria de Educação publicou uma
monografia sobre a experiência do JEM ao longo do segundo semestre de 1994,
redigida por Reginaldo Veloso, a partir de testemunhos escritos, tanto de
Animadores e Animadoras Culturais, quanto dos próprios estudantes da Rede
Municipal, participantes de Grupos Culturais suscitados pelo Projeto: Juventude em Movimento, Um Projeto para a
Vida.
Em latim, anima, raiz de “animação”,
quer dizer, o ser profundo, a interioridade, lá onde fervilham as motivações, a
mística, a espiritualidade, combustível espiritual capaz de mover o ser humano,
numa direção ou noutra.
proposta de animação cultural que levava o mesmo nome, na escola estadual Padre
João Barbosa, no Morro da Conceição, março de 1992, como gesto concreto da
Campanha da Fraternidade daquele ano, gravada em 1999 pela Paulus Editora, no
CD “Vida, o Sonho de Deus”, de Reginaldo Veloso.
outubro de 1993 e gravada em 1999, no CD “Vida o Sonho de Deus”, pela Paulus
Editora…
