REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Ação Cultural para a Liberdade e outros escritos de Paulo Freire, Ed. Paz e Terra.
Paulo Freire de Celso Beisiegel, Ed. Massangana.
Documentário Paulo Freire na contemporaneidade, TV Escola.
Ivandro da Costa Sales – sociólogo e professor aposentado da UFPE campus Caruaru
DIREITOS HUMANOS
pelo CNE-MEC
Metropolitana do Recife[1], uma
experiência educativa, inspirada e enraizada no que foram as intuições
pedagógicas, iniciativas e experimentos educacionais pioneiros dos anos 60,
tais como o Movimento de Cultura Popular (MCP), o método de alfabetização de
Paulo Freire, os Círculos de Cultura, o Movimento de Educação de Base (MEB), os
Movimentos de Ação Católica Especializada (JOC-JAC-JEC) e, um pouco mais
adiante, já no contexto do regime de exceção implantado pelo golpe militar de
1964, o Movimento de Adolescentes e Crianças (MAC), o Movimento de Jovens do
Meio Popular (MJMP), as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e as Pastorais
Sociais de algumas Igrejas Cristãs históricas, especialmente da Igreja
Católica, inspiradas pela Teologia da Libertação.
pedagógica que privilegia as Linguagens Artísticas e Lúdicas como espaço-tempo,
“mote” e ferramenta de construção democrática e participativa de um novo ser
humano e, consequentemente, de um novo estilo de sociedade, em torno de cinco
eixos:
O
cultivo da dignidade da pessoa, do reconhecimento do próprio valor e do querer
bem a si mesmo/a = cultura da auto-estima;
O
cultivo de relações interpessoais inspiradas no reconhecimento do valor dos/as
demais, do respeito às diferenças, do diálogo enriquecedor com os/as
diferentes, no querer bem aos demais, na vivência da solidariedade e do
espírito de colaboração = cultura da amorosidade;
O
cultivo das tradições e do jeito de ser do seu povo, o apropriar-se dos bens
culturais de sua região, o amor e a curtição das “coisas nossas” = cultura da
identidade cultural;
O
cultivo do cuidado com o meio ambiente, do amor à natureza, da preservação
ambiental = cultura da sustentabilidade;
O
cultivo da consciência de direitos e responsabilidades, do amor a sua cidade,
do espírito de iniciativa e participação na construção do bem-comum = cultura
da cidadania.
de maneira prazerosa, um sem número de oportunidades de crescimento pessoal e coletivo,
favorecendo o desabrochar de talentos e potencialidades, o senso de disciplina,
o empenho sistemático e a organização no lidar com seu tempo-espaço, com os
meios de que dispõe, a começar pelo próprio corpo, o encontro e a convivência, a
prática da construção coletiva e a conversa espontânea sobre os assuntos da
vida pessoal e comunitária.
estimula o clima de escuta mútua e participação coletiva, na busca, entre
todos/as, do entendimento entre as pessoas, da compreensão das questões postas;
na tomada de decisões, na divisão das tarefas e responsabilidades, aprofundando
as relações, ampliando os horizontes e empoderando as pessoas, individual e
coletivamente.
CULTURAL e a consideramos uma oportunidade privilegiada de EDUCAÇÃO EM DIREITOS
HUMANOS. Efetivamente, cada GRUPO CULTURAL, independente da Linguagem Artística
ou Lúdica nele praticada, tem sido um laboratório de EDH, pelo próprio empenho
pedagógico dos/as ANIAMDORES/AS CULTURAIS, os/as quais, mais que “professores/as”,
“dadores/as de aula”, capricham em atuar como “facilitadores/as” de um processo
onde cada garoto/a, individualmente, e o grupo, como um coletivo, crescem como
sujeitos do seu próprio crescimento humano e cidadão.
complementar, apesar de haver surgido num momento de crise, de perturbação
social, especialmente nos bairros da periferia, em meio à juventude mais
carente, seja como um mecanismo de autodefesa da sociedade, seja como
prevenção, logo passou a ser entendida e desenvolvida, ela própria, como
resposta a Direitos elementares do/a cidadão/ã criança-adolescente-jovem,
explicitamente respaldada por quanto reza o E.C.A, no art. 4º, Título I, “Das
Disposições Preliminares”, e, mais detalhadamente, nos artigos 58 e 59 do cap.
IV. “Do Direito à Educação, à Cultura, ao Esporte e ao Lazer”.
unidade educacional em que atuam, desde a elaboração do mesmo, sintonizados/as
com a vida da comunidade escolar e da comunidade do entorno da mesma, atentos/as
às emergências do dia-a-dia, na medida em que estas repercutem na vida e no
interesse dos estudantes, sincronizados/as com cronograma do ensino das
disciplinas e o calendário escolar, antenados/as com a agenda cultural da
cidade, estes/as Animadores/as Culturais primam por aproveitar cada ensejo,
para sondar o nível de informação desses Grupos Culturais que acompanham e
animam; provocar-lhes a curiosidade e a busca de mais informação; o
desenvolvimento da consciência crítica; a assimilação e cultivo dos valores
humanos e da consciência ética; a superação dos preconceitos, do individualismo
e da indiferença; o espírito de iniciativa e de luta organizada por direitos e
melhorias.
julho, funciona, ao mesmo tempo, como culminância e relançamento desse processo
de Animação Cultural. O encerramento desse evento se constitui numa autêntica
Mostra Cultural, ensejando a manifestação esplendorosa da criatividade, do
desempenho artístico e lúdico e dos valores exercitados em diferentes oficinas,
ao longo do tempo da colônia (de uma a duas semanas).
fazer-se sentir, pela mudança de atitudes e comportamentos, pela novidade e
qualidade dos interesses, no jeito de ser, pensar e agir desses garotos e
garotas, particularmente, por uma consciência de direitos e responsabilidades,
que, não raro, surpreende e, até, pode incomodar.
de participação democrática e representação, tanto com relação à vida interna
da experiência de Animação Cultural, quanto com relação à vida da comunidade
escolar ou da comunidade do entorno da escola, quanto, ainda e com especial
relevância, às instâncias de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente ou
da Juventude: avaliação da participação do Grupo Cultural nas várias atividades
e eventos, ao longo do ano; eleição de Representantes para diversas instâncias
e oportunidades, como o Núcleo de Animação Cultural da escola, o Conselho
Escolar, a Associação de Moradores, o Encontro de Representantes em preparação
à Colônia de Férias, os Fóruns e Conselhos de Defesa dos Direitos da Criança e
do Adolescente, os Fóruns e Conselhos da Juventude etc.
de Animação Cultural é a FORMAÇÃO CONTINUADA dos/as Animadores/as Culturais,
artistas, artesãos/ãs e recreadores/as, convocados/as, não só pelo seu
desempenho artístico e lúdico, mas, sobretudo, pela sua sintonia com a
realidade infanto-juvenil e sua sensibilidade pedagógica: um Seminário de
Formação Intensiva, no início de cada semestre; e um Encontro Semanal de
Formação, por semana, para refletir sobre sua prática, seja Encontro Geral, onde se reflete sobre os
temas básicos, permanentes ou emergentes, da Animação Cultural… seja Encontro
por Linguagem (artística/lúdica), onde se aprimora o desempenho técnico e didático
e se reflete sobre as questões específicas de cada Linguagem… seja Encontro
de Intercâmbio entre Linguagens.
contribuir com a implementação de um programa de Educação em Direitos Humanos,
podendo funcionar como referência sugestiva e inspiradora, na perspectiva de um
Ensino que se qualifique para o debate sobre os Direitos Humanos, a partir de
mestres/as capacitados/as para abordar as questões específicas ensejadas por
cada disciplina, utilizando as Linguagens Artísticas e Lúdicas.
em Ação. Petrópolis: Vozes, 1982.
Movimento de Crianças. Rio de Janeiro: MAC – ACO, 1986
em Movimento, um projeto para a vida. Recife: PCR, 1996.
Papirus, 1989.
Cultural: a luta íntima por uma nova humanidade. São Paulo: Alfarrabio,
2004.
panorama. Grupo de pesquisa “Lazer e Minorias Sociais”. Universidade do Rio
de Janeiro -(http://www.lazer.eefd.ufrj.br), 2005.
__________________.
Animação Cultural: conceitos e propostas.
Campinas, SP: Papirus, 2006.
BENZAQUEM,Julia Figueiredo. A socialização para cooperação: Umaanálise de práticas de educação não-formal. Recife:NUPEP -UFPE – Bagaço, 2007
de Cultura Popular: impactos na sociedade pernambucana. Recife: Liceu,
2010.
na UFPE: PONTES,
Maria de Fátima. EDUCAÇÃO POPULAR – INTERLOCUÇÕES COM ANIMAÇÃO CULTURAL – OPrograma de Animação Cultural da Secretaria de Educação, Esporte e Lazer doRecife (Orientadora Professora Doutora Tereza Luiza de França). Recife: Universidade Federal de Pernambuco – Centro
de Educação – Programa de Pós Graduação. 2009.
assessor do Projeto de Animação Cultural – PROAC, PMJG/SEE, em Jaboatão dos
Guararapes/PE
em Recife e Olinda, na gestão de Edla Soares como Secretária de Educação,
Esportes e Lazer da PCR e Edineide Ferreira, como Secretária de Educação e
esportes da PMO, com assessoria e coordenação de Custódio Amorim, Antonio
Guinho, Inalda Baptista Neves, Reginaldo Veloso e João Simão Neto; em 1997, no
Cabo de Santo Agostinho, na gestão de Arlindo Cavalcanti, como Secretário de
Educação e Esportes da PMCSA, com assessoria e coordenação de João Simão Neto e
Reginaldo Veloso ; em 2010, em Jaboatão dos Guararapes, na gestão de Edlene
Soares, como Secretária Executiva de Educação da PMJG, com assessoria e
coordenação de Maria Antonia Advíncula, João Simão Neto e Reginaldo Veloso.
Álvaro Luiz Pantoja Leite
A CONSTRUÇÃO PEDAGÓGICA DE SUJEITOS EM PROCESSOS FORMATIVOS.
– uma experiência com educadores e educadoras sociais no nordeste brasileiro
Tese apresentada à Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Univ.ersidade do Porto, para obtenção do grau de Doutor em Ciências da Educação
CANÇÕES UTILIZADAS NA LIVE



