Eu viajei pra muito longe Atrás de um mundo novo E me realizar E quanto mais distante eu fui Mais perto me encontrei Aqui do meu lugar
Se deita na minha lembrança A correnteza mansa Águas do meu riacho Espelhos nos igarapés Quando lavava os pés E a sombra por debaixo
Progresso, eu sei, é necessário Mas não há salário Que pague o que eu tenho Indústria que tudo refina Mas só me fascina O doce do engenho
Inconscientemente o povo Corre atrás do novo E perde o endereço Ninguém trará de volta a feira A roça e a cachoeira Tudo tem seu preço ( enviado por João Simão – PE)
“Capelinha de Melão é de São João É de Cravo é de Rosa é de Manjericão”. … Tudo pronto para o tradicional baile temático do EBDCS que este ano terá como título: UMA NOITE JUNINA.
O conceito de São João aqui em Sergipe e nos demais estados do nordeste vai se resumindo a um grande espetáculo. Isso se considerarmos as programações dos governos, estados e municipios,
O que salva, são iniciativas lideradas por artistas e agentes culturais, educadores, artistas e intelectuais comprometidos, embora estas foram diminuindo com o decorrer dos anos, principalmente por motivos de morte, doença ou cansaço.
Espera-se com a Politica Nacional de Cultura Aldir Blanc (PNAB) que isso possa ser potencializado..
Já no caso das programações dos governos estaduais e municipais , além do grande espetáculo, porque não buscar realizar atividades que coloquem as pessoas na condição de maior protagonismo e maior aproximação Por exemplo: No Forró Caju, Arraial do Povo (agora Encontro Nordestino de Cultura) , Forró Siri e em tantos outros espaços e ambientes de iniciativa das Prefeituras e do Governo do Estado, porque não é possível pensar em uma programação para crianças, idosos turistas, mais cedo? Com brincadeiras infantis, contação de histórias, oficinas de quadrilha e/ou forró tradicional, esquetes ou peças teatrais com temática ligada a rica tradição cultural do ciclo junino, assim como apresentações de dança , artes visuais, sarau de poesias e mostra de audiovisual nessa mesma linha. Além das quadrilhas e trios pé de serra. Tudo isso precedido por oficinas, palestras e mostras promovido em algumas escolas. Inclusive muitas das apresentações e exposições podem ser frutos disso.
Ou seja, fala-se muito da necessidade de conectar mais a educação com a cultura, mas na prática pouco é realizado nesse sentido.