Tão importante quanto politizar as pessoas, é criar, espaços
e oportunidades para que elas possam se relacionar por inteiro, espaços e
oportunidades onde possam falar com segurança e tranquilidade sobre sonhos,
medos, frustrações, esperanças, dificuldades, alegrias e desejos.
e oportunidades para que elas possam se relacionar por inteiro, espaços e
oportunidades onde possam falar com segurança e tranquilidade sobre sonhos,
medos, frustrações, esperanças, dificuldades, alegrias e desejos.
Isso vivi ontem e vivo hoje, na AMABA/Projeto Reculturarte,
nas oficinas culturais e fóruns de arte e cultura realizados pela Ação
Cultural, nas rodas de danças circulares, nas escolas bíblicas do Centro Ecumênico de Estudos Biblicos (CEBI) e em encontros de comunidades eclesiais de base e, mais recentemente no Cantinho do Afeto, um grupo de apoio e acolhimento multidisciplinar e polifônico que se propõem a dar auxilio emocional, físico e logístico às vitimas da violência fascista em suas mais diversas formas.
nas oficinas culturais e fóruns de arte e cultura realizados pela Ação
Cultural, nas rodas de danças circulares, nas escolas bíblicas do Centro Ecumênico de Estudos Biblicos (CEBI) e em encontros de comunidades eclesiais de base e, mais recentemente no Cantinho do Afeto, um grupo de apoio e acolhimento multidisciplinar e polifônico que se propõem a dar auxilio emocional, físico e logístico às vitimas da violência fascista em suas mais diversas formas.
simbolo do cantinho do afeto. arte de Maíra Magno
Este último me remete as jornadas de junho de 2013, quando marchamos
em Aracaju e depois nos reunimos, a
banda progressista, em praças no centro da cidade, umas duas ou três vezes,
para pensarmos em formas de reunir as pessoas em grupos pequenos e médios, não
mais com o sentido apenas de marchar, mas de construir ações voltadas para o
incremente da democracia na base, a democracia participativa de fato, porque de
direito, já havia por meio dos conselhos, mas que não contemplava a potência de
criatividade e inovação cidadã que tínhamos, que temos.
em Aracaju e depois nos reunimos, a
banda progressista, em praças no centro da cidade, umas duas ou três vezes,
para pensarmos em formas de reunir as pessoas em grupos pequenos e médios, não
mais com o sentido apenas de marchar, mas de construir ações voltadas para o
incremente da democracia na base, a democracia participativa de fato, porque de
direito, já havia por meio dos conselhos, mas que não contemplava a potência de
criatividade e inovação cidadã que tínhamos, que temos.
Se isso não foi adiante como pensado, sem dúvida nenhuma colaborou para os milhares
de saraus que pipocaram por aí afora, ocupações de escolas, ocupações culturais, assim
como atraiu mais gente para iniciativas no campo da permacultura e da agroecologia,
impulsionou a criação de mandatos coletivos , como no caso de São Paulo e de Recife, e mandatos individuais, mas com uma forte pegada
de ousadia, coletividade e criatividade,
como acontece com muitos do PSOL e alguns do PT.
de saraus que pipocaram por aí afora, ocupações de escolas, ocupações culturais, assim
como atraiu mais gente para iniciativas no campo da permacultura e da agroecologia,
impulsionou a criação de mandatos coletivos , como no caso de São Paulo e de Recife, e mandatos individuais, mas com uma forte pegada
de ousadia, coletividade e criatividade,
como acontece com muitos do PSOL e alguns do PT.
Lembrando a fala de uma entrevistada para o livro sobre a
AMABA/Projeto Reculturarte, é curioso o que fez uma velho partido de esquerda, que investiu em um militante politico,
confuso, arrogante e maledicente, para tomar e transformar a organização naquilo
que os militantes mais velhos chamam de aparelho
do partido.
AMABA/Projeto Reculturarte, é curioso o que fez uma velho partido de esquerda, que investiu em um militante politico,
confuso, arrogante e maledicente, para tomar e transformar a organização naquilo
que os militantes mais velhos chamam de aparelho
do partido.
O argumento para tal, segundo a entrevistada, foi que o trabalho
sob a minha liderança não era suficientemente “politizado”.
sob a minha liderança não era suficientemente “politizado”.
O final desse história já é conhecido, assim como o Brasil
derrete sob Bolsonaro, a AMABA derreteu sob a liderança de um jovem militante
da velha esquerda.
derrete sob Bolsonaro, a AMABA derreteu sob a liderança de um jovem militante
da velha esquerda.
Mas para essa história não acabar triste, vale lembrar o
quanto de experiência fica para a História, experiências positivas, que foram
muitas e experiência negativas, que não foram poucas.
quanto de experiência fica para a História, experiências positivas, que foram
muitas e experiência negativas, que não foram poucas.
E quanto mais aprendermos as lições, mais facilmente
derrotaremos não só Bolsonaro, assim como a cultura, que lhes dá substrato,
fortaleza e proteção.
derrotaremos não só Bolsonaro, assim como a cultura, que lhes dá substrato,
fortaleza e proteção.
Tarefa para muitos anos é verdade, mas que pode se tornar
menos cansativa e dispendiosa a partir de uma sincera e constante autocritica, a qual pode ser chamada também de
auto avaliação ou avaliação simplesmente.
menos cansativa e dispendiosa a partir de uma sincera e constante autocritica, a qual pode ser chamada também de
auto avaliação ou avaliação simplesmente.
Vale lembrar também , a iniciativa de círculos terapêuticos de base, fundamento de psicologia comunitária, realizados em Fortaleza ao mesmo tempo que vicejava
por essas bandas de Aracaju, a AMABA/Projeto Reculturarte. Do final da década
de 1980 até o final da década de 1990.
por essas bandas de Aracaju, a AMABA/Projeto Reculturarte. Do final da década
de 1980 até o final da década de 1990.
Em Recife, também nos anos de 1990, o Centro Nordestino de
Animação Popular anunciava e realizava a novidade de integrar a formação humana
integral, com base na arte educação
popular, algo bem diferente até então, voltada para educadores e
militantes das organizações de base comunitária, em especial as que trabalhavam
com crianças, adolescentes, jovens e mulheres.
Animação Popular anunciava e realizava a novidade de integrar a formação humana
integral, com base na arte educação
popular, algo bem diferente até então, voltada para educadores e
militantes das organizações de base comunitária, em especial as que trabalhavam
com crianças, adolescentes, jovens e mulheres.
Aqui eu concluo com
uma frase de Anunciação do Alceu Valença. “Na bruma leve das paixões que vem de dentro.Tu vens chegando prá brincar no meu quintal “
uma frase de Anunciação do Alceu Valença. “Na bruma leve das paixões que vem de dentro.Tu vens chegando prá brincar no meu quintal “
Sem esquecer que estes
versos aparentemente despolitizados da canção composta em 1983, anunciava um
Brasil que emergia dos escombros de uma ditadura civil militar que destruiu o
sonho de um Brasil mais justo, mais humano, mais democrático e colaborador da felicidade
geral para todos e todas. Sonho que foi abortado por um um golpe em 1964, realizado para sustar as reformas de base (agrária,
educacional, fiscal , eleitoral e urbana), proposta pelo presidente João
Goulart, acusado de comunista por causa disso e pretexto utilizado para a sua
derrubada.
versos aparentemente despolitizados da canção composta em 1983, anunciava um
Brasil que emergia dos escombros de uma ditadura civil militar que destruiu o
sonho de um Brasil mais justo, mais humano, mais democrático e colaborador da felicidade
geral para todos e todas. Sonho que foi abortado por um um golpe em 1964, realizado para sustar as reformas de base (agrária,
educacional, fiscal , eleitoral e urbana), proposta pelo presidente João
Goulart, acusado de comunista por causa disso e pretexto utilizado para a sua
derrubada.
E para não esquecer: “O historiador não é aquele que fala do passado. Ele se
serve do que sabe do passado para falar
do presente, para compreender o que se passa hoje.”
serve do que sabe do passado para falar
do presente, para compreender o que se passa hoje.”
Marc Bloch
P.S.: Qual o significado politico de Aparelho? No contexto da ditadura militar no Brasil, referia-se a
um local (apartamento ou casa) usado como refúgio por uma “célula”
(grupo de ativistas com
ideal e atuação afins) de organização política clandestina e servindo também
para a realização de reuniões, guarda de material de propaganda, dinheiro, armas,
etc.[1] Cada
célula era hierarquicamente organizada, dotada de comando próprio (mais ou
menos autônomo) e integrada à hierarquia do partido ou organização clandestina
do qual fazia parte.[2]
um local (apartamento ou casa) usado como refúgio por uma “célula”
(grupo de ativistas com
ideal e atuação afins) de organização política clandestina e servindo também
para a realização de reuniões, guarda de material de propaganda, dinheiro, armas,
etc.[1] Cada
célula era hierarquicamente organizada, dotada de comando próprio (mais ou
menos autônomo) e integrada à hierarquia do partido ou organização clandestina
do qual fazia parte.[2]
Atualmente,
o termo “aparelhamento” aplica-se à tomada de controle de órgãos ou
setores da administração pública por representantes
de grupo de interesses corporativos ou partidários, mediante a ocupação de postos
estratégicos das organizações do Estado,
de modo a colocá-las a serviço dos interesses do grupo.[3]
o termo “aparelhamento” aplica-se à tomada de controle de órgãos ou
setores da administração pública por representantes
de grupo de interesses corporativos ou partidários, mediante a ocupação de postos
estratégicos das organizações do Estado,
de modo a colocá-las a serviço dos interesses do grupo.[3]
Fonte Wikipédia
Zezito de Oliveira – educador e agente/produtor cultural
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