Daciolo revela o encontro das contradições dos evangélicos e da
esquerda. Fala para uma maioria da periferia que é evangélica e que não
defende as pautas centrais da direita, pq vive as contradições do capital
no seu dia a dia, mas que também não perdoa as traições do PT.
vê representada nem pela direita, que quer cortar o bolsa família, muito
menos pela esquerda, que trata favelado como objeto de estudo e tenta
impor suas pautas sem nenhum trabalho de base. Uma periferia que como
não tem opção, vota no que o pastor pediu.
Daciolo fala de amor,
mas não é o amor hipócrita da São Salvador. Faz isso com olho no olho,
com uma linguagem próxima e compreendida por todos que ele diz defender.
Ele não é um meme. Meme é quem fala pra preto com linguagem de branco.
Tem meu respeito, fomos formados em escolas parecidas. Não dá para
saber se ele vai manter essa linha por muito tempo, mas uma coisa é
certa, ele aponta o caminho.
Revela que há um espaço e contradições
dentro do evangelho. Sua forma de denunciar a bancada evangélica e de
enfrentar o Bolsonaro é uma das mais brilhantes que já testemunhei. Ele
só parece meme para vc, que nunca entrou numa igreja, que nunca acordou
cedo no domingo e teve sua única refeição lá dentro.
Ele fala de
ressocialização, mas sem belos discursos. Fala o simples, aquilo que as
mães de presos entendem! Vc pode ficar ofendida(o) e entender que
“cuidar de uma mulher” é uma fala machista, pq dentro de nossos
parâmetros, é. Mas tudo que a pessoa que vive no inferno, que já perdeu
filhos, que madruga em Bangu quer, é ser cuidada. O discurso rebuscado,
“coerente” e “libertário”, em geral ela despreza.
Vc que tem todo o
manifesto na ponta da língua, que se gaba por conhecer de cabo a rabo
toda a agenda feminista, negra e lgbt… não será o sujeito ativo da
resistência desse país. Deveria entender que o mesmo evangelho que pode
ser usado para nossa aniquilação, é o que pode ser usado para nossa
resistência.
O crescimento de Daciolo nessa eleição revela o óbvio:
a periferia não é fascista, só está abandonada e por isso caminha para
todas as direções. Não temos uma opção que apresente nossas pautas com
uma linguagem popular e que conheça nossas contradições.
Em todas as
minhas leituras, avalio que virá um golpe militar em curto ou médio
prazo e a resistência não será a partir da MPB (que apropria o conceito
de música popular). Será com funk, rap, macumba e louvor. Será
periférica. Que a esquerda aprenda esse caminho.
O que a esquerda deveria aprender com os evangélicos
então nada mais vêem senão o desvio das crenças estabelecidas.
O institnto de outra vida as conduz sem dificuldades
ao pé dos altares e entrega seus corações aos preceitos
e às consolações da fé.”
Alexis de Tocqueville, “A Democracia na América” (1830), p. 220.
Publicado originalmente no sensho
No Brasil, um novo confronto, na forma como dado e cada vez mais
evidente e violento, será o mais inútil de todos: o do esclarecimento
político contra o obscurantismo religioso, principalmente o evangélico,
pentecostal ou, mais precisamente, o neopentecostal. Lamento informar,
mas na briga entre os dois barbudos – Marx e Cristo – fatalmente
perderemos: o Nazareno triunfa. Por uma razão muito simples, as igrejas
são o maior e mais eficiente espaço brasileiro de socialização e de
simulação democrática. Nenhum partido político, nenhum governo, nenhum
sindicato, nenhuma ONG e nenhuma associação de classe ou defesa das
minorias tem competência e habilidade para reproduzir o modelo vitorioso
de participação popular que se instalou em cada uma das dezenas de
milhares de pequenas igrejas evangélicas, pentencostais e
neopentecostais no Brasil. Eles ganharão qualquer disputa: são
competentes, diferentemente de nós.
Muitos se assustam com o poder que os evangélicos alcançaram: a posse
do senador Marcello Crivela, também bispo da Igreja Universal do Reino
de Deus, no Ministério da Pesca e a autoridade da chamada “bancada
evangélica” no Câmara dos Deputados são dois dos mais recentes exemplos.
Quem se impressiona não reconhece o que isso representa para um a cada
cinco brasileiros, o número dos que professam a fé evangélica ou
pentecostal no Brasil. Segundo a análise feita pela Fundação Getúlio
Vargas (FGV), a partir dos microdados da Pesquisa de Orçamento Familiar
2009 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a soma
de evangélicos pentecostais e outras denominações evangélicas alcança
20,23% da população brasileira. Outros indicadores sustentam que em 1890
eles representavam 1% da população nacional; em 1960, 4,02%.
O crescimento dos evangélicos não é um milagre, é resultado de um
trabalho incansável de aproximação do povo que tem sido negligenciado
por décadas pelas classes mais progressistas brasileiras. Enquanto a
esquerda, ainda na oposição política, entre a abertura democrática
pós-ditadura e a vitória do primeiro governo popular no Brasil, apenas
esbravejava, pastores e missionários evangélicos percorreram cada canto
do país, instalaram-se nas regiões periféricas dos grandes centros
urbanos, abriram suas portas para os rejeitados e ofereceram, em muitos
momentos, não apenas o conforto espiritual, mas soluções materiais para
as agruras do presente, por meio de uma rede comunitária de colaboração e
apoio. O que teve fome e dificuldade, o desempregado, o doente, o
sem-teto: todos eles, de alguma forma, encontraram conforto e solução
por meio dos irmãos na fé. Enquanto isso, a esquerda tinha uma linda (e
legítima) obsessão: “Fora ALCA!”.
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O crescimento dos evangélicos não é um milagre, é resultado de um trabalho incansável de aproximação com o povo
O projeto de poder evangélico não é fortuito. Ele não nasceu com o
governo Dilma Rousseff. Ele não é resultado de um afrouxamento
ideológico do PT e nem significa, supõe-se, adesão religiosa dos quadros
partidários. Ele é fruto de uma condição evangélica do país e de uma
sistemática ação pela conquista do poder por vias democráticas,
capitalizada por uma rede de colaboração financeira de ofertas e
dízimos. Só não parece legítimo a quem está do lado de fora da igreja,
porque, para cada um dos evangélicos e pentecostais, estar no poder é um
direito. Eles não chegaram ao Congresso Nacional e, mais recentemente,
ao Poder Executivo nacional por meio de um golpe. Se, por um lado, é
lamentável que o uso da máquina governamental pode produzir intolerância
e mistificação, por outro, acostumemo-nos, a presença deles ali faz
parte da democracia. As mesmas regras políticas que permitiram um
operário, retirante nordestino e sindicalista chegar ao poder são as que
garantem nas vitória e posse de figuras conhecidas das igrejas
evangélicas a câmaras de vereadores, prefeituras, governos de Estado,
assembleias legislativas e Congresso Nacional. O lema “un homme, une voix” (“um homem, uma voz”) do revolucionário socialista L.A. Blanqui (1805-1881), “O Encarcerado”, tem disso.
Afora a legitimidade política – o método democrático e a
representação popular não nos deixam mentir – a esquerda não conhece os
evangélicos. A esquerda não frequentou as igrejas, a não ser nos
indefectíveis cultos preparados como palanques para nossos candidatos
demonstrarem respeito e apreço pelas denominações evangélicas em época
de campanha, em troca de apoio dos crentes e de algumas imagens para a
TV. A esquerda nunca dialogou com os evangélicos, nunca lhes apresentou
seus planos, nunca lhes explicou sequer o valor que o Estado Laico tem,
inclusive como garantia que poderão continuar assim, evangélicos ou como
queiram, até o fim dos tempos. E agora muitos militantes, indignados
com a presença deles no poder, os rechaçam com violência, como se isso
resolvesse o problema fundamental que representam.
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A esquerda nunca dialogou com os evangélicos, nunca lhes apresentou seus planos,
nunca lhes explicou sequer o valor do Estado Laico
Apenas quem foi evangélico sabe que a experiência da igreja não é
puramente espiritual. E é nesse ponto que erramos como esquerda. A
experiência da igreja envolve uma dimensão de resistência que é, de
alguma forma, também política. O “não vos conformeis com este mundo, mas
transformai-vos pela renovação do vosso espírito” (Paulo para os
Romanos, capítulo 12, versículo 2) é uma palavra de ordem poderosa e,
por que não, revolucionária, ainda que utilizada a partir de um ponto de
vista conservador.
Em nenhuma organização política o homem comum terá protagonismo tão
rápido quanto em uma igreja evangélica. O poder que se manifesta pela
fé, a partir da suposta salvação da alma com o ato simples de “aceitar
Jesus no coração como senhor e salvador”, segundo a expressão amplamente
utilizada nos apelos de conversão, transforma o homem comum, que duas
horas antes entrou pela porta da igreja imundo, em um irmão na fé,
semelhante a todos os outros da congregação. Instantaneamente ele está
apto a falar: dá-se o testemunho, relata-se a alegria e a emoção do
resgate pago por Jesus na cruz. Entre os que estão sob Cristo, e são
batizados por imersão, e recebem o ensino da palavra, e congregam da fé,
não há diferenciação. Basta um pouco de tempo, ele pode se candidatar a
obreiro. Com um pouco mais, torna-se elegível a presbítero, a diácono, a
liderança do grupo de jovens ou de mulheres, a professor da escola
dominical. Que outra organização social brasileira tem a flexibilidade
de aceitação do outro e a capacidade de empoderamento tal qual se vêem
nas pequenas e médias igrejas brasileiras, de Rio Branco, das
cidades-satélite de Brasília, do Pará, de Salvador, de Carapicuíba, em
São Paulo, ou Santa Cruz, no Rio de Janeiro? Nenhuma.
Se esqueçam dos megacultos paulistanos televisionados a partir da Av.
João Dias, na Universal, ou da São João, do missionário R.R. Soares.
Aquilo é Broadway. Estamos falando destas e outras denominações
espalhadas em todo o território nacional, pequenas igrejas improvisadas
em antigos comércios – as portas de enrolar revelam a velha vocação de
uma loja, um supermercado, uma farmácia – reuniões de gente pobre com
sua melhor roupa, pastores disponíveis ao diálogo, festas de aniversário
e celebrações onde cada um leva seu prato para dividir com os
irmãos. A menina que tem talento para ensinar, ensina. O irmão que tem
uma van, presta serviços para o grupo (e recebe por isso). A mulher que
trabalha como faxineira durante a semana é a diva gospel no culto de
domingo à noite: canta e leva seus iguais ao júbilo espiritual com os
hinos. A bíblia, palavra de ninguém menos que Deus, é lida, discutida,
debatida. Milhares e milhares de evangélicos em todo o país foram
alfabetizados nos programas de Educação de Jovens e Adultos (EJAs) para
simplesmente “ler a palavra”, como dizem. Raríssimo o analfabeto que
tenha sido fisgado pela vontade ler “O Capital”, infelizmente. As
esquerdas menosprezaram a experiência gregária das igrejas e
permaneceram, nos últimos 30 anos, encasteladas em seus debates áridos
sobre uma revolução teórica que nunca alcançou o coração do homem comum.
Os pastores grassaram.
A esquerda não deve aprender nada com os evangélicos
Por Raphael Tsavkko Garcia
Li um texto do @senshosp que me parece de um derrotismo terrível. O texto em questão chama-se “O que a esquerda deveria aprender com os evangélicos“.
Os “evangélicos” (em geral os neopentecostais da estirpe de Edir Macedo
e cia.) ganharam, é a conclusão. A esquerda não conseguiu conquistar
corações e mentes mais do que conseguiu chegar ao poder e migrar para a
direita. Como se o Brasil tivesse o dever de ser sempre
subdesenvolvido e atrasado, em que religião dita costumes e leis, e o
país não pode evoluir. Em que não podemos lutar por uma esquerda de
verdade, comprometida, sem recuos, com suas bandeiras históricas e
populares.
Diversos países da Europa são a prova de que é possível combater a
ignorância do fanatismo religioso e dos marginais da fé – forma
“carinhosa” pela qual descrevo Malafaias, Valdomiros e cia., mantendo de
fora aquelas igrejas tradicionais, onde não faltam progressistas, como
entre os anglicanos, betestda e afins que sabem, em geral, os limites da fé e onde começa o Estado e a vida civil.
E não se trata de uma disputa entre Marxistas e “Religiosos”, pois
tenho absoluta certeza que nem entre o PSDB ou mesmo o DEM há tanta
simpatia assim pelos marginais da fé e seu poder. Ser de direita,
liberal e até mesmo ter algum grau de conservadorismo não é defender a
mistura perigosa entre religião e Estado.
A esquerda não prega “salvação”, e nem diz ser caminho fácil. E uma
ampla parte da direita pode ser nociva, mas não é a TFP ou a Opus Dei. É
preciso ainda lembrar da quase neutralização da Teologia da Libertação
que, pese críticas, era um movimento mais aberto e que, mesmo com
preconceitos, buscava dialogar e não impor sua vontade.Ainda que
religioso, ligado à Igreja, era um respiro que possibilitava o diálogo. O
marginal da fé diz que basta rezar e… pronto. Paraíso terreno e além.
Ao invés de combater isso, cobrando impostos e legislando, o governo preferiu se aliar/perpetuar a farra dessa corja. O crescimento dela não se deve só a seus feitos, mas à inação de governo após governo e, agora, à aliança
do governo com esses tipos. É óbvio que o crescimento vertiginoso
dessas igrejas caça-níquel não se deve ao PT, mas tem sido ajudado,
agora, pela clara aliança e troca de favores que existe.
Estamos falando de, talvez, 20% da população – não há ainda dados
conclusivos divulgados pelo IBGE que sustente esse número. E estes 20%
têm pautado os demais 80%. Temos tido retrocessos gigantescos em áreas
onde 20% dita as regras contra o resto da população e contra outras
minorias igualmente significativas. Dilma mente ao dizer que governa
para todos, quando na verdade vemos claramente que governa para e
comandada por uma minoria em detrimento do resto da população. E dizer
que “o brasileiro médio é conservador” não justifica recuos que
contrariam as noções mais básicas de direitos humanos, marco sob o qual
devem ser fundadas todas as relações humanas e entre o Estado e seus
cidadãos.
As ações do governo para privilegiar uma casta religiosa
conservadora, rica e que chegou lá por meios extremamente obscuros, como
os vetos a toda e qualquer campanha para o público LGBT, ou pelo
tratamento da questão do aborto como problema de saúde pública, dentre outras, denunciam a escolha feita pelo governo e não o fim das disputas e dos combates em busca de um Estado Laico.
Aliás, não faço uma crítica ao @senshosp em si, seu texto possui
algumas análises que acho bastante válidas, mas discordo de suas
conclusões e, acima de tudo, do parâmetro “Marxistas/Esquerda versus
Evangélicos” utilizado. A luta contra a teocratização do país não é
apenas uma luta das esquerdas. Ao mesmo tempo, discordo do título e
tomo-o como referência de minha análise.
Não devemos aprender nada com estes criminosos (e lembro que
falo de líderes e não dos coitados enganados com promessas de riquezas
materiais caso abram mão de tudo que é material para seus líderes. E,
sim, a contradição é proposital e pregada por eles) que se aproveitam
das brechas – ou mesmo da total ilegalidade – na legislação para usar
concessões públicas para pregação, da inação dos órgãos públicos para
efetuarem a clara lavagem de dinheiro que praticam, para não falar na
lavagem cerebral e no flagrante desrespeito às leis – mesmo que de
convivência e sociais.
Temos de combater este estado de coisas, e, acreditem em
mim, não faltam religiosos, mesmo do campo evangélico, que seriam
aliados de primeira ordem, que são laicos e se opõem de forma veemente a
estes que prometem os céus mediante pagamento no cartão em suaves
prestações e que, no meio tempo, pregam o ódio e usam o povo como
instrumento de sua vingança contra a humanidade.
Reforçando, o crescimento destes “evangélicos” não se deve ao PT, mas
sem dúvida a chegada da esquerda ao poder poderia e deveria ter
combatido este crescimento oferecendo opções, como lazer, cultura,
educação e ensinado para que serve o Estado/Poder Público e como não ser
enganado facilmente. Sejamos honestos: qual era a importância e o poder
destes – Macedo, Valdomiro, Malafaia – durante o governo FHC? Foi um
governo nefasto, sem dúvida, mas em momento algum usou de religião para
justificar ou promover retrocessos. Era ideológico e não religioso, por
pior que fosse a ideologia. É possível dizer que os marginais da fé não
eram ainda tão poderosos, talvez, mas não importou seu poder, não
tiveram vez.
Uma democratização das comunicações, com o fim de concessões a
igrejas e pastores, a proibição de programas de tele-evangelização (a
venda de horário de concessões públicas em si é contra a lei, logo,
vender horário para igrejas não deveria ser tolerado) e a ampliação da
internet (e não a piada do PNBL entregue para as teles lucrarem com
serviço pior que o que já oferecem), seria de grande ajuda, mas nada foi
feito. Ampliar o alcance e a qualidade da educação pública, melhorando
salários de professores e os preparando melhor para a profissão seria
outro passo importante, assim como dar dignidade à população que, muitas
vezes, recorre a esses marginais da fé por puro desespero de suas
condições sociais e econômicas.
É óbvio – e nisso vejo méritos no texto que analiso – que precisamos
realizar uma autocrítica profunda. A esquerda, em sua imensa
fragmentação, tem falhas visíveis e invisíveis. Se por um lado é fato
que o governo e o PT caminharam a passos largos para a direita por gosto
e prazer, por outro a fragmentação da esquerda ainda durante as
disputas do Lula-Operário ajudaram a facilitar que o PT se transformasse
nessa máquina eleitoral descolada totalmente das bandeiras históricas
da esquerda. Hoje mesmo, temos uma infinidade de formações de esquerda
ou que se dizem de esquerda e que não dialogam – ou, se o fazem, o
diálogo não caminha muito. Desde partidos que pregam a surrealpolitik, se aliando a ruralistas e espancadores, como o PCdoB, passando pelo PSB, PDT (do Paulinho que defende prostituição como apaziguador de ânimos)
e mesmo o PSOL, com inúmeros rachas internos, além dos minúsculos PSTU,
PPL e PCO, até grupúsculos insignificantes em um quadro amplo como
LER-QI, LBI, POR, MEPR, PCML e tantos outros que costumam se odiar e
pregar uma pureza inalcançável – e até desnecessária.
O que vejo é uma soma de fatores, que vão desde problemas estruturais
da esquerda, passando pela inação e covardia do governo – passando
também pela Ditadura que, se de um lado viu um crescimento da Teologia
da Libertação, acabou por massacrar organismos evangélicos tradicionais
legítimos e até progressistas, facilitando a proliferação de igrejas
totalmente desligadas de qualquer tipo de regra mínima de convivência
com a diversidade -, até a falta de legislação ou mesmo aplicação delas
contra um câncer que cresce, se espalha e periga chegar até a metástase:
os marginais da fé.
fonte: http://www.revistaamalgama.com.br/03/2012/esquerda-evangelicos/
Leia/assista também:
Documentário de João Moreira Salles, acerca da influência do
pentecostalismo em uma região completamente abandonada pelo Estado.
Salles filmou durante oito meses o nascimento e a consolidação de uma
igreja pentecostal, a Casa de Oração Jesus é o General, num loteamento
clandestino do subúrbio de Santa Cruz, no Rio.
Dirigida por um ex-metalúrgico que tornou-se pastor, vemos o poder do
carismatismo e da ordem social que a religião pentecostal traz, além de
ajudar na alfabetização, emprego e saúde da população desassistida.
Documentário brilhante e obrigatório para quem pesquisa o tema.
“Os evangélicos descobriram o que Lula não conseguiu: para vencer é preciso mídia”
PERCEPÇÕES E VALORES POLÍTICOS NA PERIFERIA DE SÃO PAULO.
Ditadura: Evangélicos progressistas na mira do SNI
Pelo Senhor, marchamos – Os evangélicos e a ditadura militar no Brasil (1964