50 anos de Medellin promovido pela Cáritas Sergipe e parceiros, uma sugestão para
o arcebispo de Aracaju, Dom João Costa.
pesquisa/diagnóstico sobre as razões
que levaram muitos católicos a sair da igreja, assim como as razões daqueles
que permanecem. Essa pesquisa, pode ter a assessoria de professores e estudantes
das universidades católicas de origem dos dois professores.
e pastoral, além de oferecer subsídios para formação de seminaristas, atualização do clero e
formação permanente do laicato.
felizes da minha vida como católico relativamente afastado, residente em Aracaju. Para isso, além da iniciativa da Cáritas,
contando com total apoio de Dom João Costa, arcebispo metropolitano de Aracaju
nomeado pelo Papa Francisco, nos deparamos com a qualidade dos intelectuais
católicos, professores Luiz Carlos Luz Marques, da Universidade Católica do
Recife (UNICAP) e Ney de Souza, da Pontificia Universidade Católica de São
Paulo. (PUC).
final como dizem os amigos da Bahia. Só Alegria! Pois além de muito preparados intelectualmente, os professores, também
padres, estão completamente antenados com o espirito de
Francisco, até porque são filhos espirituais de Dom Paulo Evaristo Arns, Dom Hélder Camara e de outros pastores com cheiro de ovelhas. Assim como este que
escreve.
Chico Buarque e Gilberto Gil, tomo a liberdade de fazer essa analogia aqui e
repetir o bordão popular. As palavras dos dois professores “soaram como músicas em meus ouvidos”.
Paulo Freire para perto da gente, com a
destinação de um maior tempo para que os participantes possam se
conhecer mais, aprender uns com os
outros, conectar os conhecimentos dos assessores com o que cada um tem, com o
que traz e etc. Mesmo que isso tenha sido feito em dois momentos, precisamos de mais, de muito mais participação, autonomia e protagonismo leigo, o que não pode ficar apenas em palavras, faz-se necessário mais compreensão, projeto e método, com a vibe de Dom Hélder e do grande educador popular Jesus de Nazaré.
entre outros que fizeram e fazem os nossos dias melhores, é com esses que eu vou.
deixo como sugestão “Vamos fazer dessa noite, a noite mais linda do mundo”. Por mais dias e noites, como esses dias 31 e 01 de setembro de 2018, quando
fizemos amnésis ou memória agradecida dos dias em que o episcopado latino
americano se reuniu na cidade de
Medellin na Colômbia, com a finalidade de adaptar com ousadia e criatividade as conclusões do Concilio Vaticano II para a realidade da América Latina.
para que a barca de Pedro continue navegando sem o risco de virar ou de
continuar jogando ao mar um bocado de
gente boa. Olê, Olê, Olà.
Zezito de Oliveira – educador, agente/produtor cultural e blgueiro.
Profº Luiz Carlos
Profº Ney Souza
Roda de conversa na noite de sábado.
As fotos são de participantes presentes ao seminário. 
Para quem quer aprofundar o estudo sobre a Conferência Episcopal de Medellin.
Bispos do Regional NE 3 da CNBB manifestam apoio ao Papa Francisco
P.S.: – As razões para a manifestação de apoio ao Papa Francisco
O CAMPO DE BATALHA DENTRO DA IGREJA.
As trincheiras mudaram de comando. No longo governo de João Paulo II e
de Bento, mais breve, a ala do poder, dita conservadores, foram
influentes e determinantes nos rumos da Igreja. Causaram grandes
estragos na América Latina. Futricas, fofocas e farpas eram abundantes
contra os assim classificados de progressistas, comunistas ou ditadores
da Teologia da Libertação. Porém, nenhum teólogo da libertação, nenhum
bispo ou cardeal progressista chegou a expor o papa com ofensas e pedir sua renúncia.
Hoje, a coisa mudou radicalmente. No centro está Francisco, que chegou
da periferia do mundo, não foi aceito pelo centro da Igreja, assim
chamada a corrente europeia e mantenedora dos bons costumes e da
tradição, mesmo que a Igreja em muitos países da Europa esteja em
colapso. Com Francisco, na trincheira de uma Igreja em Saída, menos
burocrática, clerical e serviçal, estão os que comungam com o resgate do
Jesus do Evangelho, muito mais do que o Jesus da inquisição.
OS
escândalos de abusos sexuais a crianças e a pessoas vulneráveis foi a
faísca para os conservadores de plantão julgarem com suas armas sujas a
periferia da Igreja, ou seja, Francisco. No fundo o que não se aceita é
que um papa tenha a coragem de abrir as gavetas fechadas do Vaticano II e
exponha o que já foi refletido nos anos 60: Igreja samaritana, dos
pobres, missionária, em saída, dialogante, com a leveza do Evangelho e
com menos poeira de museu. O que estes conservadores querem mesmo é o
poder do centro. Desejam uma Igreja centralizadora, perseguidora,
castradora da reflexão teológica e fechada nos muros da “cristandade”.
No meio desta guerra fria religiosa católica que envolve purpurados que
prometeram publicamente dar a vida pela Igreja e defender o papa, estão
grupos de cristãos leigos e leigas formados nas escolas da inquisição,
do jansenismo, pelagianismo, gnosticismo e dos cátaros. Grupos que se
julgam donos da verdadeira doutrina e querem sangue, porque o deus deles
é sádico e desejoso de sangue humano.
Francisco sobreviverá,
acredito eu, porque permaneceremos com o papa; aliás, o católico por
convicção não pede a renúncia do papa como o fez este cardeal Viganó,
mas deseja que a barca de Pedro continue firme, mesmo no meio da
tempestade. O católico que está com o pé no chão e na ação
evangelizadora não mira o papa como inimigo da fé, mesmo que às vezes
discorde com ele. O católico que ama a Igreja reza e invoca o Espírito
Santo e não a fumaça de satanás.
VIVA FRANCISCO.
Pe. João Mendonça – sdb
P.S.: – Uma questão que paira no ar, seja de forma direta ou subjacente. Foi objeto de abordagem no seminário em tela.
Além do chamado padre-celebridade, nosso tempo é testemunha de uma
novidade que de nova não tem nada, nem o nome. Trata-se da figura que
tem sido reabilitada entre muitos presbíteros e com anuência de uma
significativa parte do povo: o padre-tridentino, ou seja, o padre que
embora viva no século XXI, atua como se estivesse no século XVI. Seria
isso possível?
Primeiro devemos lembrar que a Igreja Católica se
rege sob as decisões do Concilio Vaticano II entre outras. Fora disso é
desobediência formal e inequívoca. Não reconhecer o último Concílio,
além de ser um ato hostil a autoridade da Igreja, significa
desconsiderar que centenas de bispos não foram capazes de entender e
traduzir em doutrina e documentos o que o Espírito Santo os inspirava.
Pior. É achar que em meio a tantos bispos somente uma meia dúzia
contrária às decisões conciliares está correta, e que o resto se bandeou
para os lados da heresia pura e simples.
Vivemos num tempo em que a
maioria das pessoas sequer viu de longe uma missa em latim. Assim
sendo, porque muita gente, incluindo certos padres, quer voltar ao tempo
das batinas, dos barretes, da missa de costas para o povo, etc?
Assistimos perplexos a uma enormidade de jovens sacerdotes que preferem
Trento ao Vaticano II. Ainda que haja oficialmente espaço para missas em
latim, porque dar visibilidade a uma prática tão distante de nossa
eclesiologia atual?
Uma das possíveis respostas está no modelo de
Igreja. Hoje vemos emergir essa geração de padres e fieis, sobretudo
jovens, que quer uma igreja ostensiva refletida no poder, no dinheiro e
na comodidade. Buscam uma liturgia do século XVI, com paramentos dos
tempos do Papa Alexandre VI, todos evidentemente muito caros. Querem que
a Igreja, e sobretudo o sacerdócio, seja marcado por atitudes externas,
principalmente as que identificam e colocam o padre num patamar
distinto das pessoas. Por outro lado, não abrem mão das benesses do
século XXI, a saber: o carro mais caro e luxuoso, o celular e o
computador de última geração, roupas e calçados de marca, só para ficar
em poucos exemplos. O mesmo vale para muitos fieis que defendem uma
igreja tridentina. Estes vão a missa em latim, com padres usando
manípulo, e mulheres usando véu. Mas quando termina a missa, usam seu
carro importado de última geração para ir almoçar nos shoppings de luxo.
Gostam de viagens em primeira classe nos aviões. Seus filhos estudam
nas mais modernas e caras instituições de ensino. Usam e abusam da
modernidade na vida cotidiana. No entanto para a Igreja querem o atraso e
a incoerência.
Não seria mais interessante que além da igreja
tridentina que tanto apreciam, pudessem viver em todos os aspectos da
vida como há 500 anos? Que tal abrir mão da eletricidade, ou da água
corrente dentro de casa ou movimentar-se em carroças ou ainda num caso
de doença grave, como um câncer por exemplo, abrir mão da quimioterapia
ou da morfina e tentar resolver o problema com chazinhos aromáticos?
A figura do padre-tridentino teve o seu momento histórico onde foi
possível ser coerente com o tempo em que se vivia. Aliás vale lembrar,
que uma boa parte do sacerdócio que se viveu nessa época, o foi na
pobreza, na simplicidade de vida e na assistência aos pobres. Hoje o
modelo tridentino de Igreja, que tanta gente aplaude, é distante das
necessidades reais das pessoas. Esse modelo implica numa visão
ostensiva, moralista e por vezes racista do mundo que nos cerca. Pior
ainda: todo esse aparato medieval serve muitas vezes de cortina de
fumaça para escamotear problemas gravíssimos na Igreja, que todos
sabemos muito bem quais são.
O tempo atual tem sido pródigo em
atitudes de ódio e de humilhação de minorias bem como de pessoas que
perderam toda dignidade humana. Lamentavelmente cristãos que se acham
piedosos e defensores da “verdadeira tradição”, engrossam dia a dia as
fileiras do facismo moderno travestido de “moral e bons costumes”. O
sacerdócio que se apresenta com roupagem e mentalidade medievais só faz
reforçar essas atitudes anti evangélicas, depondo contra a missão da
Igreja que não está mais no século XVI, portanto precisa dialogar e
servir a humanidade do seu tempo. Nosso século está cheio de
incoerências, mas também tem muita coisa boa.
A Igreja muito fez e muito
faz pela humanidade quando dela se aproxima com seu coração fraterno,
despojado e serviçal. O sacerdócio talvez seja uma das maiores
oportunidades de aproximação da Igreja com o Povo de Deus. Não é
necessário que voltemos cinco séculos de história para sermos coerentes.
Podemos dispensar a roupagem medieval e vestir-nos daquela que
realmente toca o coração do homem e da mulher de hoje. Essa vestimenta
não precisa ser ostensiva, não precisa servir para afirmação da
autoridade. O hábito e a batina de hoje é a vida evangélica naquilo que
ela tem de mais desafiador: a solidariedade para com os que sofrem onde
quer que eles se encontrem, mas sobretudo e principalmente com os
pobres.
Essa solidariedade exige que não nos comportemos como meros
expectadores, ricos e distantes, e sim como irmãos, nos sofrimentos, nas
lutas, na busca por uma vida de esperança, paz e justiça social. Em
suma: menos prepotência e mais simplicidade. Menos carreirismo e mais
fraternidade. Menos ostentação e mais Evangelho.
Pe. Alex Sandro Sudré. msc




