Zezito de Oliveira
menino como tantos outros, estava no memorável show 1º de Maio, no Riocentro (RJ),
organizado por Chico Buarque, Oscar Niemayer e tantos outros bravos combatentes das trincheiras
contra o arbítrio e a ditadura, conhecidos e anônimos.
Um garoto, como tantos outros, que amava os Beatles, Peter Frampton, Chico &Caetano. Paulinho da Viola, Clara Nunes, Milton Nascimento, Luiz Gonzaga, Gil & Dominguinhos , Boca Livre e a
Cor do Som.
Como quase todo garoto, gostava de ficar próximo ao palco, e em função
do plano sinistro de explodir bombas, da parte de militares terroristas, poderia não estar mais aqui, considerando a
expectativa dos criminosos em causar mortes, poderia também ter sofrido algum ferimento,
quiçá com alguma sequela ou talvez estaria com um trauma psicológico que o faria deixar de ficar próximo dos palcos dos
shows de massa, bem antes do tempo que deixou
de fazer isso, pois o tempo passa, aumenta
a idade cronológica e sob certos aspectos, fica-se mais comedido.
colo do sargento que fazia parte da trama, junto com um capitão do exército
brasileiro.
maio de 1981 teve como objetivo colaborar com Lula, neste caso, com o fundo de solidariedade dos trabalhadores do sindicato dos
metalúrgicos do ABC e outros, que faziam enfrentamento aos empresários e ao
regime militar por meio de greves, o que era proibido pela Lei de Segurança
Nacional.
soube da realização do festival, e, na medida em que a data do festival ia chegando, me
convenci de que seria um grande acontecimento, para ficar registrado como mais um grande dia em que artistas brasileiros, foram protagonistas de uma mobilização cultural e
politica que iria entrar para a história.
a ficar mais clara, uma semana antes do festival, dai redobramos o esforço
colaborativo de divulgação, tanto no facebook, como via blog da Ação Cultural.
força muito grande vinda dos organizadores e da rede de colaboradores, uma força de AMOR, afeto, consciência critica, compromisso,
responsabilidade, respeito e assim, não poderia ser de outra maneira.
E T A C U L A R!
Brasil, os brasileiros que pensam e agem para construir um Brasil para todos.
nossa cultura.
acredito na vitória de quem pensa em um Brasil para todos, com justiça e
oportunidades iguais. Lembrando que votar apenas em Lula é insuficiente, precisamos também fazer melhores escolhas em matéria de deputados, senadores e governadores.
Para assistir o Festival Lula Livre pelo canal da TVT no youtube, ou para quem quiser bis, é só clicar AQUI
E aqui, em partes.
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SHOW DO RIOCENTRO, SHOW DOS ARCOS DA LAPA: PERDERAM, RICOS
Fonte: https://www.brasil247.com/pt/blog/91/363369/Show-do-Riocentro-show-dos-Arcos-da-Lapa-perderam-ricos.htm
Mauro Lopes
Lapa, no Rio, foi histórico. Respiramos um clima de anos 1980, nos
estertores da ditadura, relançados à pós-modernidade. Não houve como não
lembrar o show do Riocentro, em 1981.
com uns brucutus com jalecos do Tribunal Regional Eleitoral do Rio
arrancando faixas e panfletos. Muito simbólico: em 1981, os militares
tentaram acabar com o show; desta vez, foi a mão longa do Judiciário. Os
vetores principais dos golpes, o de 1964 (os milicos) e do de 2016 (o
Judiciário) tentando intimidar o povo.
a liderança firme do PT que construiu o reconhecimento meridiano de que
Lula é a grande esperança do povo e, exatamente por isso, foi feito
preso político.
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Leia a cobertura do portal Rede Brasil Atual aqui
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O show de 1981 no Riocentro
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Kotscho: Lula Livre! empolga o Rio e as redes, mas Globo perde de novo o bonde da história
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A íntegra da carta de Lula aos artistas
“Vocês
não sabem quantas vezes a música, os livros, a arte, tem me ajudado a
atravessar essa provação, que não é maior que a de tantos pais e mães de
família brasileiros que hoje não sabem como irão trazer comida para
casa. É em nome deles que não podemos desanimar jamais Porque a gente
ainda vai festejar, e muito. A alegria, a liberdade e a justiça de um
povo que não tem medo e que não se entrega não. Muito obrigado pelo
carinho de vocês”, escreveu o ex-presidente Lula em carta aos artistas.
Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/cultura/363347/A-%C3%ADntegra-da-carta-de-Lula-aos-artistas.htm
247 – O ex-presidente
Lula enviou carta aos artistas e ao público do Festival Lula Livre. Ela
foi lida pelo ator Herson Capri no alto do palco central.
Confira na íntegra a carta de Lula:
Queridos artistas, estudantes, trabalhadores, meus queridos amigos
reunidos nesse sábado. Eu só posso agradecer a solidariedade de vocês.
Quantas vezes, quando a sociedade calou diante de barbaridades, foram
os nossos músicos, escritores, cineastas, atores, dramaturgos,
dançarinos, artistas plásticos, cantores e poetas que vieram lembrar que
amanhã há de ser outro dia?
Que ousaram acreditar em esperanças equilibristas e em flores
vencendo canhões. Que se rebelaram contra o “Cale-se!” imposto pela
censura, gritando que era proibido proibir.
Que disseram que o povo da favela só quer ser feliz e andar com
tranquilidade e consciência. Que denunciaram o sofrimento de quem sai do
nordeste expulso não pela seca, mas pela miséria e ganância dos
coronéis.
Ou que era expulso de sua casa e vê ela ser demolida para passar “o
progresso” que não inclui o trabalhador, como cantou Adoniran. Os que
sempre estiveram onde o povo está, e que agora, nesta que é mais uma
página infeliz da nossa história, se juntam novamente ao povo brasileiro
para soltar a voz em nome da liberdade.
Onde querem silêncio, seguiremos cantando.
Vocês não sabem quantas vezes a música, os livros, a arte, tem me
ajudado a atravessar essa provação, que não é maior que a de tantos pais
e mães de família brasileiros que hoje não sabem como irão trazer
comida para casa. É em nome deles que não podemos desanimar jamais
Porque a gente ainda vai festejar, e muito. A alegria, a liberdade e a
justiça de um povo que não tem medo e que não se entrega não.
Muito obrigado pelo carinho de vocês.
Luiz Inácio Lula da Silva
efervescente, dinâmico. Foi assim o Festival Lula Livre. A música não
parava. As trocas de músicos foram as mais rápidas e eficientes que já
vi em um festival dessa magnitude. A repórter entrava em cena
atropelando a música e euforicamente conversava com alguns dos corajosos
artistas participantes. Mas logo, a música invadia a entrevista e o
festival engolia novamente a todos presentes e espectadores. Os valentes
técnicos de som e imagem tentavam inutilmente acompanhar
aquela dinâmica eufórica. Mas a falha técnica era quase que inevitável.
E o imenso público, que estava como que hipnotizado, inebriado, por
aquela dinâmica, explodia pela sensação de estar perdendo momentos
inestimáveis.
As músicas flutuaram entre o MPB, Samba, pagode,
Funk, baião, forró, etc. Só não compareceu o sertanejo universitário,
que acredito eu, já tenha se formado e mudado para Portugal ou Miami.
Foram mais de 6 horas ininterruptas que, para o espectador, pareceram
minutos.
Mas a tensão musical não foi constante. Não, ela foi num
crescente, num caminho para um final apoteótico. Acreditei que o
público, não esperaria mais. Sairia da Lapa diretamente para destroçar a
Bastilha.
Não queremos simplesmente ir para casa e dormir. Queremos continuar a
luta. Queremos libertar Lula e trazer a democracia de volta. E com ela,
nosso futuro.
Percebo agora, que toda a euforia do festival, toda
velocidade e dinâmica do festival, se deve, só, e somente só, a
ansiedade de todos ali presente e espectadores em ir à luta. Claro que a
competência dos organizadores permitiu que os músicos bailassem em
cena. Mas foi a angustia contida, a raiva engolida, a gota d’agua que
está caindo, mas ainda não alcançou o copo, que transformou o balé em
baile funk.
Agora, não há como nos parar. Agora, não vamos dormir. Agora vamos para os campos de batalha.
Canção que inspirou o titulo
outra canção que ajudou presentes na construção do texto.
Link
pra quem quiser ouvir meu set (a parte que importa), sábado no Festival
Lula Livre. Colagens, texturas, música, vida e protesto. Aos meus
amigos e amigas que lutam por um país mais justo. Ao presidente Luis
Inácio Lula da Silva. #lulalivre
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Aumenta o som!
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