SEMINÁRIO SERGIPANO DE POLITICAS PÚBLICAS, A PARTIR DAS PALESTRAS,
DEBATES, CONVERSAS DE CORREDOR E CONVERSA NO DIA SEGUINTE, COM UM
SECRETÁRIO MUNICIPAL DE CULTURA E COM UM OUTRO COLEGA DIRIGENTE DE UMA
ONG PARCEIRA.
AS POLITICAS PÚBLICAS E A GESTÃO CULTURAL, ESPAÇO PARA APRENDER, PRATICAR PARTICIPAÇÃO CIDADÃ E FORTALECER A AÇÃO CULTURAL.
Os artistas são um dos tripés fundamentais para o êxito das politicas
culturais, os outros dois são os gestores/técnicos e a população, mas
sem a população participar efetivamente, os dois primeiros não terão
força politica suficiente, para enfrentar os que querem cada vez mais,
destinar o mínimo de orçamento público para a cultura e destruir com os avanços e conquistas.
O problema é que todos os gestores e técnicos concordam com isso, porém
a maioria tende a querer reduzir a participação da população ao papel
de coadjuvante, acessório ou secundário.
Com isso, as politicas
culturais acabam por ser considerada pelos executivos e parlamentares
e pela própria sociedade, como algo coadjuvante, acessório ou
secundário.
Precisamos acordar, do contrário continuará sendo
disso para pior. Boca de forno para abrir mais espaços de participação
real, sincera, honesta e verdadeira nos espaços de poder e de
representação no campo da cultura.
está na ponta, além de formação continuada. Serão palavras/conceitos
iniciais, que farão parte de qualquer conversa que tivermos com os
parceiros interessados em trabalhos conjuntos, seja na forma remunerada
ou na forma de parceria colaborativa.
Sem isso, as ações na área
da cultura tende a sucumbir a pressão do mercado e das elites politicas
dirigentes, cuja maioria de seus integrantes, não tem compromisso real e
verdadeiro com o melhor do Brasil que é o brasileiro, e com o melhor do
brasileiro, que é a sua cultura.
A GESTÃO E A AÇÃO CULTURAL PRECISAM IR AONDE O POVO ESTÁ.
Considerando ser a população, a principal beneficiária das ações dos
órgãos de cultura, conforme ressaltou a professora Izaura Botelho, ao
fim do seminário.
Considerando a posição do 24º lugar ocupado pela
cultura, na pesquisa de prioridades em investimentos com a população,
realizado pelo governo da Bahia.
Me comprometo em participar da
criação de um grupo de trabalho reunindo técnicos e realizadores
culturais e arte-educadores, para discutir e aprimorar novas tecnologias
sociais, visando sensibilizar e mobilizar a população que não participa
ativamente da discussão e implementação das politicas públicas de
cultura.
O que pode ser feito para colaborar no êxito dessa
iniciativa em médio prazo? Discutir a destinação de uma parte dos 4
milhões dos Pontos de Cultura retidos em uma conta, para financiar o
levantamento local, regional e nacional das melhores experiências
metodológicas, seminários de estudo e oficinas no campo da
sensibilização e mobilização cultural.
No curto prazo, destinar recursos mínimos e suficientes para começar a iniciativa.
LEGISLAÇÃO CULTURAL
Tarefas para o legislativo estadual de Sergipe. Discutir a criação da Lei Estadual Cultura Viva.
Quem alcançou um estágio de excelência neste campo. A Bahia com a Lei Orgânica da Cultura. http://www.cultura.ba.gov.br/…/publicacaolegislacaodacultur…
FORMAÇÃO CULTURAL
Perspectiva da criação de um mestrado profissionalizante para professores de arte.
Iniciativa do governo da Bahia. Publicações de referência na área de politicas e gestão cultural. http://www.cultura.ba.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php…
ORÇAMENTO
O menor orçamento do estado, junto com organização agrária. Representa
cerca de 0,2% do orçamento, sendo que 70% é destinado para o pagamento
de pessoal e o restante para outras atividades.
GESTÃO CULTURAL
É
preciso que a ação dos novos secretários municipais de cultura comece
com o diagnóstico cultural. A realização de uma conferência municipal de
cultura pode colaborar para isso.
Detalhe importante. A convocação e
realização dessa conferência não carece de estar atrelado ao calendário
nacional. Neste sentido, há um aspecto bastante positivo por não fazer
parte de um calendário nacional, o processo de discussão é mais rico,
porque a energia dispendida para as disputas e escolhas de delegados é
poupada. Quem ganha com isso é a qualidade do conteúdo. Exemplo:
Conferência livre de gestão cultural em Pernambuco.
ORIENTAÇÕES GERAIS.
Precisamos ser mais profissionais para enfrentarmos a cultura do pão e
circo. Uma via de mão dupla, demandado por parcela significativa da
população e conveniente para os chefes de executivo e parlamentares.
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Como fazer para não realizar discussões que repitam de forma
desnecessária, o que já foi demandado em seminários, fóruns,
conferências de cultura e etc..
O que a Bahia fez: Sistematizou
resultados das conferências anteriores e levantou o quanto foi realizado
no atendimento a cada demanda.
O que antecede a isso: Registro e
difusão da memória escrita e audiovisual, dos diversos espaços ou
formatos de escuta e de diálogo estado e sociedade civil.
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Construir mais equipamentos culturais OU discutir uma politica de uso
dos que já existem e destinar mais investimentos para garantir a
manutenção, considerando o reduzido orçamento da cultura, e a
perspectiva negativa para reversão dessa situação no curto prazo? A
segunda perspectiva está mais em consonância com o pensamento e ações da
maioria dos gestores.
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Investir nas
crianças para formação de hábitos e repertórios na perspectiva de
formação de público ou de plateia. O desafio é conseguir avançar no
diálogo difícil da educação com a cultura.
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Conselho Estadual de Cultura, resistências culturais e politicas, para
torná-lo mais participativo, inclusivo, transversal , abrangente e como
instrumento de controle social. Como é o caso do Conselho Nacional de
Politica Cultural. Uma possibilidade de fazer com que a cultura, possa
ampliar e qualificar a participação empoderada da sociedade,
fortalecendo dessa maneira a cultura como força social e politica?
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SERGIPE VAI DE JEGUE E A BAHIA DE AVIÃO.
Na mesa da tarde do II Seminário de Politicas Culturais, o qual está
sendo realizado em Aracaju, foi citado, sob a coordenação da UFS, a
perspectiva da abertura de um curso de especialização em politica e
gestão cultural em médio prazo, antes um curso de extensão.
Caso tivesse sido iniciado a mais tempo, com certeza teríamos alguns
trabalhos acadêmicos de Sergipe, com foco em arte e cultura,
inscritos para participar do seminário de politicas culturais promovido
pela Fundação Cultural Casa Rui Barbosa no Rio de Janeiro, entre outros.
Muito mais que uma questão de “bairrismo”, já imaginaram o
quanto isso iria ajudar a gestores, produtores e artistas na
qualificação de suas idéias e ações?
Como isso irá levará
tempo, a SECULT poderia verificar a possibilidades de destinar recursos
para a produção de artigos, por exemplo, para o resgate da história e
avaliação de programas desenvolvidos pelo órgão, como Pontos de
Cultura, Festival de Artes Cênicas e etc..
:: Relação dos trabalhos aprovados para apresentação no seminário http://www.casaruibarbosa.gov.br/…/Lista%20Aprovados%202017…
VIII Seminário Internacional de Políticas Culturais.
O seminário é um encontro de especialistas, estudiosos e interessados
nas questões relativas à área de políticas culturais, com o objetivo de
divulgar trabalhos e promover debates no campo das ações políticas, das
reflexões históricas, das reflexões teóricas e de práticas. O seminário
será composto por seções de conferências, palestras e mesas de
comunicações individuais, sendo aberto para o público em geral. O
evento, com participação gratuita, acontece de 23 a 26 maio de 2017.
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GRITOS ENTALADOS NA GARGANTA.
Há um déficit de diálogo sobre cultura aqui em Sergipe, em especial
discutindo temas abrangentes como propostos no II Seminário de Politicas
Culturais. Por isso, o tempo extenso tomado pelas falas e pela
quantidade de intervenções no período da manhã para participar do
debate. O que fazer? Propor apenas perguntas por escrito como fez o
professor Péricles Andrade, coordenador da segunda mesa redonda da
tarde ou colocar uma mesa redonda por turno?
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REGISTRO DO SEMINÁRIO.
Sem registro e disseminação, muitos conceitos e experiências se perdem
no ar, logo, faz-se necessário o investimento em recursos para gravar e
passar para o papel o que está sendo apresentado no seminário. Pode-se
fazer também concomitantemente gravação e disponibilização em canal de
youtube. Total e/ou editada. Ou das duas maneiras.
Ao não fazer
isso, colaboramos para que os conhecimentos disseminados, trocados e
absorvidos nestes momentos se percam em grandes proporções, além de não
serem absorvidos por mais pessoas em outros espaços e tempos. Isso
vale para o Encontro Cultural de Laranjeiras. Fórum do Forró. Jornadas
de ciclos festivos promovidos pela Funcaju e etc..
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Pensar nos agentes culturais, artistas, produtores e gestores, como
coadjuvantes da discussão de um modelo de formação para a qualificação
da gestão cultural em Sergipe, me parece contraproducente. Na exposição
do professor Rubim da UFBA, me chamou atenção a participação de 10 ONGs
envolvidas com arte e cultura, integrantes da rede baiana de formação
em gestão cultural.
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É DE MENINO QUE SE APRENDE A GOSTAR OU A DESPREZAR….
Mais uma vez, a parceria da cultura com a educação foi muito bem
lembrada. Um bom tema para um seminário especifico. Pode-se fazer isso
com maior diálogo e interação com Pontos de Cultura e com projetos
ligados aos programas Mais Educação e Mais Cultura nas Escolas,
preferencialmente, àqueles que produziram algum produto de reflexão
sobre a experiência. Sem esquecer de convidados com experiência
teórico-prática de outros estados. Pode ser uma parceria SECULT E SEED.
Leia mais: http://cultura.se.gov.br/…/politicas-culturais-sao-discuti…/
Zezito de Oliveira – Educador e Produtor Cultural
