Cultural/Ponto de Cultura Juventude e Cidadania.
do teatro. 10’
Exposição fotográfica temática “flora e fauna do parque da sementeira“. Alunos da 1ª turma da oficina de auviovisual 2016. – Na entrada (hall) do teatro.
– Inicio no palco
– Canto a capela do hino da bandeira que é comemorado neste dia.
_Exibição de clips musicais citando Zumbi com Edson Gomes e Martinho da Vila. 10’
Cultura Juventude e Cidadania com o espetáculo “Vamos Festejar”.30’
roteiro da apresentação teatral “Vamos Festejar” não tem um texto, mas um
pretexto para que as crianças e adolescentes expressem um leque de emoções.
As datas comemorativas de nosso calendário nos oferecem personagens e climas
variados como a alegria do ano novo e carnaval, a ludicidade do Dia de Reis,
Dia do Circo ou Dia das crianças… reflexões sobre 13 de maio, Tiradentes
entre outras datas históricas…
É neste desfile de foliões carnavalescos e personagens
históricos que apreciaremos estes talentosos atores mirins expressando suas
emoções.
O desafio foi conciliar crianças em primeiros anos
escolares com pré- adolescentes que já dominam a leitura… o bom resultado foi
integrar expressão não verbal com declamação de trechos de “O Navio Negreiro”
de Castro Alves, porexemplo.
Um apreciador atento e sensível captará nas cenas a
emoção sem afetações emanando pelo prazer de realizar atividades de dança,
canto e acrobacias! Dito isto, então: “VAMOS FESTEJAR”!
conta a história da comunidade que tem mais de 30 anos, percorre assuntos como:
a violência dentro do conjunto, o preconceito por ser morador, as vivências
religiosas na comunidade e o sentimento de pertencimento dos moradores.
da oficina de audiovisual do Ponto de
Cultura Juventude e Cidadania 2016 . 10’
oficina de Rap 2016. 10’
Paulo Junior e dos instrutores da oficina David, Wilian e Van Brow (Grupo Filosofia
de Loucos). 15’
grupo de teatro da turma do 3º ano ensino médio, do Colégio Edélzio Vieira de Melo de Santa
Rosa de Lima. Apresentação adaptada do texto À Direita de Deus Pai de Enrique Buenaventura. 20’
comédia em que Buenaventura bebe em fontes medievais. Não à toa, o original
traz o subtítulo “Mojiganga”, ou folguedo. Esse misto de farsa e auto
religioso conjuga o humano e o divino por meio de personagens como Jesus,
Diabo, São Pedro e Peralta.
Juventude e Cidadania. 15’
Moderno e Ballet – 5’
01 de Novembro de 2016
19
dias com um texto diferente chamando as pessoas para participarem da
2ª mostra cultural no Teatro Lourival Batista , acrescido de um link com
uma canção, poema ou pintura, que foram ou que podem servir como
fonte de inspiração para o trabalho social com arte-educação. Cada dia
publicaremos um post desse tipo.
O Ponto de Cultura Juventude e Cidadania é Sonho e Realidade.
É o sonho de viver em uma comunidade e em uma cidade com muito mais amor, justiça, solidariedade, união, respeito, afeto e criatividade.
É realidade porque quando realizamos oficinas culturais e cineclube experimentamos um pouco disso.
Quem quer conhecer como estamos fazendo e somar com a gente, para
fazer com que aumentamos essa rede, essa roda de ação cultural na
periferia e colaborar para diminuirmos a distância entre a realidade e o
sonho, que tal aparecer no dia 19 de Novembro, sábado, das 18 às 21h,
no Teatro Lourival Batista?
Neste dia estará sendo realizada a 2ª
Mostra da Ação Cultural/Ponto de Cultura Juventude e Cidadania, que
contará com apresentações do resultado da produção cultural das oficinas
e de outras iniciativas culturais parceiras.
Uma canção e um
artista que nos inspira. Detalhe. A canção abaixo foi tema de uma
coreografia criada por Cristiane dos Anjos, há cerca de 12 anos,
parceira de primeira hora do Ponto de Cultura Juventude e Cidadania, no
tempo em que a iniciativa se chamava Projeto Ecarte.
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prestigiar a 2º Mostra Cultural da Ação Cultural/Ponto de Cultura
Juventude e Cidadania – Apresentação do resultado da produção cultural
das oficinas e de outras iniciativas culturais parceiras.
Local: Teatro Lourival Batista – Siqueira Campos
Data: 19 de Novembro, das 18 às 21h
MOVIMENTO TROPICÁLIA
“Eu organizo o movimento, eu oriento o carnaval” Tropicália de Caetano Veloso.
O movimento Tropicália ou movimento Tropicalista, surgiu no contexto
do golpe militar, sob influência do declínio cultural da bossa nova,
objetivando mesclar diversas tendências musicais. Não era uma nova
modalidade musical, mas possibilitava renovação no modo de agir e
participar no cenário cultural nacional, com ares críticos e
transformadores.
A grande inovação do tropicalismo foi a junção de
vários gêneros musicais como, por exemplo, rock, bossa nova, baião,
samba e bolero. Críticos do movimento nos anos 60, faziam suas
observações contrarias, entre outras razões, pois o tropicalismo não
tinha o objetivo principal de utilizar a música como arma diretamente
contra o cenário político institucional, e sim, utilizar a poesia
elaborando críticas sociais sobre temas do cotidiano.
As oficinas
culturais do Ponto de Cultura Juventude e Cidadania tem inspiração no
Movimento Tropicália, porque trabalha com um conceito de diversidade
cultural que inclui referenciais de nossas tradições populares,
misturados com referencias da música pop contemporânea, sem deixar de
incluir alguns traços do clássico ou do erudito. É isso que será
mostrado no dia 19 de novembro. Outra razão especial para lembrar a
Tropicália é o fato dos Pontos de Cultura ter sido uma ação de politica
cultural que foi implantada e estimulada, a partir da gestão do
ministro da cultura Gilberto Gil, considerado o grande líder do
movimento tropicalista, juntamente com Caetano Veloso.
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19 dias com um texto diferente chamando as pessoas para participarem
da 2ª mostra cultural no Teatro Lourival Batista , acrescido de um link
com uma canção, poema ou pintura, que foram ou que podem servir como
fonte de inspiração para o trabalho social com arte-educação. Cada dia
publicaremos um post desse tipo. Compartilhem!!!
O texto acima foi produzido por Daniel Ferreira, assim como a escolha da canção. Aprendiz
da oficina de audiovisual. A edição e acréscimos complementares foi realizada pelo educador e realizador/produtor cultural Zezito de Oliveira.
Caetano Veloso- Tropicalia
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3 de Novembro de 2016
AUDIOVISUAL também terá seu espaço de destaque na 2ª mostra artistica
da Ação Cultural/Ponto de Cultura Juventude e Cidadania, que
realizar-se-á no dia 19 de novembro, no Teatro Lourival Batista, das 18
às 21h, quando apresentaremos Jardim Documentário, trabalho de
conclusão do curso de audiovisual da UFS, dirigido por Fernanda de
Almeida, “Gonzaga me convidou pra dançar”(2012), uma das três primeiras
produções da oficina de audiovisual sob a coordenação de Marcel
Magalhães e os curtas produzidos na edição 2016 das oficinas culturais,
também sob a coordenação de Marcel Magalhães.
O curta abaixo, mostra como foi o processo de realização da primeira oficina.
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Os Pontos de Cultura são parte estruturante do programa de
política pública cultural intitulado Cultura Viva – Programa
Nacional de Cultura, Educação e Cidadania, instituído em julho
de 2004 pelo Ministério da Cultura na gestão de Gilberto Gil
(2003-2008), durante o governo de Luís Inácio Lula da Silva. Seu
objetivo enquanto política pública de cultura é o de impulsionar e
conectar ações culturais já existentes em diversas comunidades
espalhadas pelo Brasil, ou nas palavras de Gilberto Gil,
“fazer uma espécie de ‘do-in’ antropológico, massageando
pontos vitais, mas momentaneamente desprezados ou adormecidos, do
corpo cultural do pais”.
A concepção do Programa Cultura Viva,
enquanto política pública de cultura, tem sido observada por autores
como Antonio Canelas Rubim (2008) como uma quebra nas formas pelas
quais tradicionalmente os governo s brasileiros formularam suas
políticas culturais. Isso se deve basicamente à utilização de um
conceito ampliado de cultura, dito “antropológico”, como também o
modo pela qual a relação entre Estado e sociedade foi
concebida pelo Programa, proposta em forma de parceria,
utilizando como parâmetros os conceitos de autonomia,
empoderamento e protagonismo social, encontrados na obra de Paulo Freire
(1980; 1983; 1986; 1996).
Nesse sentido, a política
cultural do Cultura Viva propõe a construção de um processo
inclusivo e democrático com entidades e sujeitos participantes, e
a inserção, para além da tradicional cultura erudita, de outras
modalidades de cultura, como objeto das políticas públicas culturais,
tais como as culturas populares; afro-brasileiras; indígenas; de gênero;
das periferias; da mídia audiovisual; das redes informáticas, etc.
Um terceiro fator de inovação pode ser encontrado dentro da
proposta dos Pontos de Cultura: a utilização de um modelo
comunicacional que busca nos recursos da cultura digital um sistema
capaz de constituir uma rede orgânica e horizontal de criação,
difusão, recepção e gestão cultural”. A fundamentação teórica
para este modelo é encontrada nos conceitos de liberdade,
colaboração, compartilhamento e generosidade intelectual advindos da
cultura hacker (CASTELLS, 2003).
Seguindo as orientações
da Cultura Digital – uma das quatro ações de trabalho do
Cultura Viva – , cada Ponto de Cultura é equipado com
pequenos estúdios de produção digital de imagem e som, providos
com Softwares livres, conectados à Internet via banda larga,
para que, independentemente da expressão cultural desenvolvida pelo
projeto – seja literatura, dança, artes plásticas ou artesanato –
os protagonistas das ações culturais sejam capacitados a
distribuir suas próprias imagens e sons através da rede de
Pontos de Cultura e conseqüentemente, na rede mundial de
computadores.
Neste sentido, a construção da rede entre os
Pontos de Cultura pretende se dar em grande parte através de produtos
culturais como vídeos, web-rádio, sites, fotografias e músicas, criados
a partir de equipamentos multimídia disponibilizados pelo
governo, permitindo uma troca de informações através da rede
virtual de computadores. Graças as essas características
tecnológico-culturais dos Pontos de Cultura, a produção audiovisual
constitui-se como uma das principais ações desenvolvidas pelos
Pontos de Cultura.
O texto acima foi extraído da dissertação de mestrado de ESTER MARÇAL FÉR, intitulada O AUDIOVISUAL NA REDE DOS PONTOS DE
CULTURA DA GRANDE SÃO PAULO.
de Cultura – RECAP É um vídeo de recapitulação de todo o processo de
construção e experiência audiovisual das turmas 01 e 02, ano 2012, da
oficina de a…
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4 de novembro de 2016
19 dias com um texto diferente chamando as pessoas para participarem da
2ª mostra cultural no Teatro Lourival Batista , acrescido de um link com
uma canção, poema ou pintura, que foram ou que podem servir como fonte
de inspiração para o trabalho social com arte-educação. Cada dia
publicaremos um post desse tipo. Compartilhem!!!
COMIDA, foi uma das primeiras canções coreografadas por Cristiane dos Anjos para o Projeto Ecarte, precursor do Ponto de Cultura
Juventude e Cidadania. Isso foi nos idos de 2002/2003. Um pouco desse
trabalho pode ser conferido na reportagem realizada pelo extinto
programa Sergipe Comunidade, da Tv Sergipe, retransmissora local da Rede
Globo. Vale a pena ver de novo para quem já assistiu e quem não
assistiu, não irá se arrepender.
https://www.youtube.com/watch?v=RPXDVpZl_IE
Acreditamos que com arte de qualidade as nossas periferias seria um
local melhor para se viver. Que tal conversarmos com os novos prefeitos e
vereadores eleitos sobre isso?
Comida – Titãs
A gente não quer só comida
A gente quer comida
Diversão e arte
A gente não quer só comida
A gente quer saída
Para qualquer parte…
A gente não quer só comida
A gente quer bebida
Diversão, balé
A gente não quer só comida
A gente quer a vida
Como a vida quer…
Você tem sede de que?
Você tem fome de que?…
A gente não quer só comer
A gente quer comer
E quer fazer amor
A gente não quer só comer
A gente quer prazer
Prá aliviar a dor…
A gente não quer
Só dinheiro
A gente quer dinheiro
E felicidade
A gente não quer
Só dinheiro
A gente quer inteiro
E não pela metade…
Diversão e arte
Para qualquer parte
Diversão, balé
Como a vida quer
Desejo, necessidade, vontade.
19 dias com um texto diferente chamando as pessoas para participarem da
2ª mostra cultural no Teatro Lourival Batista , acrescido de um link
com uma canção, poema, pintura ou audiovisual, que foram ou que podem
servir como fonte de inspiração para o trabalho social com
arte-educação. Cada dia publicaremos um post desse tipo.
. https://www.youtube.com/watch?v=b_4KU7ybwoo
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A
ARTE E A CULTURA É O QUE FAZ TORNAR SUPORTÁVEL a vida escolar para
milhões de alunos e milhares de professores em meio a infra estrutura
precária, gestões autoritárias, às vezes dissimuladas e engessadas
burocraticamente, além do pouco comprometimento com a educação pública
em muitos casos, educação pública de qualidade, de fato e de direito.
Das escolas até o MEC, passando pelas secretarias da educação. A
despeito das muitos tentativas bem sucedidas ou não, para mudar esta realidade. AS OCUPAÇÕES NAS ESCOLAS TEM DEIXADO ISSO BASTANTE EVIDENTE.
lógica da sociedade de consumo e da sociedade do espetáculo. Como tem
sido mais comum do que pensamos ou sabemos. A arte e cultura como forma
de alienação e distração, como forma de propaganda de gestão e de
limitação do universo cultural de crianças e jovens. A cultura do
entretenimento, a cultura da ostentação, a reprodução dos modismos da
indústria cultural, dificultando com isso a formação do senso critico no
meio do alunado, tanto no campo artístico/estético, como no campo
social/politico.
O Ponto de Cultura Juventude e Cidadania busca
realizar um trabalho de arte-educação na perspectiva defendida pelo
adolescente Ezequiel Sena, conforme a opinião expressa no meme abaixo. E
isso não é fácil, pois é um trabalho de contra cultura. Mas nos estamos
aí, como diz a canção da banda Cidade Negra: https://www.youtube.com/watch?v=V4zBsrEpQm8
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19 dias com um texto diferente chamando as pessoas para participar da
2ª Mostra Artistica da Ação Cultural/Ponto de Cultura Juventude e
Cidadania, no dia 19 de novembro, no Teatro Lourival Batista, das 18
às 21h. Postagens acrescida com imagens e/ou link de uma canção, poema,
pintura ou audiovisual, que foram ou que podem servir como fonte de
inspiração para o trabalho social com arte-educação. Cada dia
publicaremos um post desse tipo
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6 DE NOVEMBRO DE 2016
OS ACENDEDORES DE MANHÃS – Joan Edesson de Oliveira *
Ah! Esses meninos. Ah! Essas meninas.
Espalham-se pelas ruas, pelas escolas, pelas universidades. Não se
contentam mais em esperar pelo amanhã, não querem apenas, como deles
dizia Máximo Górki, ter a face do amanhã. Têm sede de hoje, estão
famintos pelo agora.
Quem são esses meninos, que ocupam o Brasil,
que transbordam em sua juventude e em sua rebeldia, que não podem mais
ser escondidos, por mais que tentem? São herdeiros de outros meninos, em
lugares e em tempos tantos da nossa história. São herdeiros daquele
menino baiano Antônio de Castro Alves, abolicionista e republicano, voz
tão poderosa a pregar aos séculos que “toda noite tem auroras” e a dizer
aos moços como ele que “não tarda a aurora da redenção”. Descendem eles
do menino alagoano Zumbi, que imberbe ainda comandou homens e sonhou a
liberdade.
Quem são essas meninas, buliçosas e de olhar tão vivo,
que transpiram beleza e coragem, que erguem a voz doce e firme em
tribunas hostis, obrigando velhos conservadores a desviar o olhar,
envergonhados e derrotados, por mais que se vistam de vencedores? São
descendentes diretas daquela menina Anita Garibaldi, que aos dezoito
anos fazia guerra e amor, incendiando o sul do Brasil com a chama da
liberdade. Elas vêm da baiana Maria Quitéria, pondo em fuga o opressor
português. Vêm de outra baiana, Maria Bonita, que aos vinte anos armou a
ternura e alou-se em lenda na caatinga sertaneja.
Por que
despertam tanto ódio nas elites, por que são tão atacados? Não são um
exército com tanques, mísseis, fuzis. Não são uma força estrangeira a
nos invadir. Qual o perigo que representam, então? Por que jornais e
emissoras de TV se empenham tanto em atacá-los? Por que representantes
de um governo ilegítimo, velho, machista e misógino, atacam com tal
força essas meninas que discursam? Por que recrutam milícias que parecem
integralistas saídos de um mofado livro de história para atacar esses
jovens?
É que esses meninos, essas meninas, riso solto e
gargalhada livre, são uma grande ameaça. Os alicerces desse edifício
secular das classes dominantes tremem ante o riso deles, temem a sua
gargalhada. Mas acima de tudo, o que causa temor mesmo são os sonhos
desses meninos e meninas. Sim, eles sonham. Sonham com educação de
qualidade, sonham com justiça, sonham com uma polícia que não seja
executora da juventude, sonham com um Brasil novo e têm a mais pura e
justa certeza de que o novo sempre vem.
É por isso que eles são
tão perigosos. É por isso que há jornalistas vendidos que os atacam. É
por isso que há promotores de justiça que ordenam que eles sejam
algemados. É por isso que há juízes que autorizam e recomendam o uso de
técnicas de tortura contra eles. É por isso que há policiais prontos a
bater, a socar, a prender. Porque esses meninos e essas meninas são
perigosos, porque eles agarraram o futuro com as mãos e querem que o
futuro seja aqui e agora, e não num tempo que nunca chega. Esses meninos
são perigosos porque eles podem colocar o mundo de ponta cabeça, e de
virá-lo em festa, trabalho e pão, como sonhou o poeta.
E esses
meninos e essas meninas estão armados. Suas armas são as ideias que
carregam, são o verbo que corta, a voz que inflama. Estão armados, eles.
Trazem consigo a arma mais poderosa que há. Como em Pessoa, trazem em
si todos os sonhos do mundo.
Parece que saíram de algum poema,
esses meninos, essas meninas. Parecem que saíram de algum poema, para em
tempos de tanta escuridão, de noite tão comprida, correrem pelas
esquinas do Brasil, chamando pela aurora, acendendo as manhãs.
*
Possui graduação em Pedagogia pela Universidade Estadual Vale do Acaraú
(1996) e mestrado em Educação pela Universidade Federal do Ceará (2006).
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19 dias com um texto diferente chamando as pessoas para participar da
2ª Mostra Artistica da Ação Cultural/Ponto de Cultura Juventude e
Cidadania, no dia 19 de novembro, no Teatro Lourival Batista, das 18 às
21h. Postagens acrescida com imagens e/ou link de uma canção, poema,
pintura ou audiovisual, que foram ou que podem servir como fonte de
inspiração para o trabalho social com arte-educação. Cada dia
publicaremos um post desse tipo. Mais informações: https://acaoculturalse.blogspot.com.br/…/tempo-de-alegria-e…
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Músicas, poemas e documentários que podem ser ouvidas/lidos/vistos após a leitura acima.
CORAÇÃO DE ESTUDANTE https://www.youtube.com/watch?v=KsqAfD4BkwA
TECENDO A MANHÃ – JOÃO CABRAL DE MELO E NETO
https://www.youtube.com/watch?v=kgpCDfKCTsg
CORAÇÃO CIVIL – MILTON NASCIMENTO https://www.youtube.com/watch?v=_x_G32UMxi4
O Navio Negreiro – Castro Alves
“’Stamos em pleno mar… Doudo no espaço
Brinca o luar – dourada borboleta;
E as vagas após ele correm… cansam
Como turba de infantes inquieta.
‘Stamos em pleno mar… Do firmamento
Os astros saltam como espumas de ouro…
O mar em troca acende as ardentias,
– Constelações do líquido tesouro…
‘Stamos em pleno mar… Dois infinitos
Ali se estreitam num abraço insano,
Azuis, dourados, plácidos, sublimes…
Qual dos dous é o céu? qual o oceano?…
‘Stamos em pleno mar. . . Abrindo as velas
Ao quente arfar das virações marinhas,
Veleiro brigue corre à flor dos mares,
Como roçam na vaga as andorinhas…
Era um sonho dantesco… o tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho.
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros… estalar de açoite…
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar…
Negras mulheres, suspendendo às tetas
Magras crianças, cujas bocas pretas
Rega o sangue das mães:
Outras moças, mas nuas e espantadas,
No turbilhão de espectros arrastadas,
Em ânsia e mágoa vãs!
E ri-se a orquestra irônica, estridente…
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais …
Se o velho arqueja, se no chão resvala,
Ouvem-se gritos… o chicote estala.
E voam mais e mais…
Presa nos elos de uma só cadeia,
A multidão faminta cambaleia,
E chora e dança ali!
Um de raiva delira, outro enlouquece,
Outro, que martírios embrutece,
Cantando, geme e ri!
Existe um povo que a bandeira empresta
P’ra cobrir tanta infâmia e cobardia!…
E deixa-a transformar-se nessa festa
Em manto impuro de bacante fria!…
Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta,
Que impudente na gávea tripudia?
Silêncio. Musa… chora, e chora tanto
Que o pavilhão se lave no teu pranto!…
Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra
E as promessas divinas da esperança…
Tu que, da liberdade após a guerra,
Foste hasteado dos heróis na lança
Antes te houvessem roto na batalha,
Que servires a um povo de mortalha!…
Fatalidade atroz que a mente esmaga!
Extingue nesta hora o brigue imundo
O trilho que Colombo abriu nas vagas,
Como um íris no pélago profundo!
Mas é infâmia demais! … Da etérea plaga
Levantai-vos, heróis do Novo Mundo!
Andrada! arranca esse pendão dos ares!
Colombo! fecha a porta dos teus mares!
http://www.portalraizes.com/navionegreirocastroalves/
Tabacaria – Fernando Pessoa
Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo.
que ninguém sabe quem é
( E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes
e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
Falhei em tudo.
Com
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
http://www.revistabula.com/522-os-10-melhores-poemas-de-fe…/
VIRAMUNDO – GILBERTO GIL https://www.youtube.com/watch?v=ST9QRk8MpJM
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8 de novembro
TER DANÇAS CIRCULARES NA 2ª MOSTRA ARTISTICA DO PONTO DE CULTURA
JUVENTUDE E CIDADANIA. 19/11, no Teatro Lourival Batista, das 18 às 21h.
«No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
Ele estava no princípio com Deus.
Tudo foi feito por ele; e nada do que tem sido feito, foi feito sem ele.
Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens.» (João 1:1-4)
Mas o homem ficou inerte, inconsciente sem ter a noção do que era, de
que Deus o tinha criado, de que precisava prosseguir a obra da criação
nele mesmo. Até que comeu do fruto do conhecimento, este para o bem e
para o mal, abriu seus olhos, despertou a consciência para criar e
desenvolver a fala, o desenho, a pintura, a escrita, assim também como
os movimentos corporais. Fala, desenho, pintura, escrita e dança que
nasce para pedir proteção aos deuses e deusas, para se comunicar com os
outros, para sentir prazer, para agradecer, para representar sons,
formas, cores, movimentos e ciclos da natureza, para unir o grupo, unir
a comunidade.
Assim como as danças das crianças, as danças
circulares dos povos nos trazem tudo isso e mais, o sentimento das
gentes que dançaram pelo simples prazer de dançar, pelo prazer de estar
celebrando o momento, dizendo através do movimento e dos sorrisos,
“Vila La Vida”, “Gracias a La Vida”.
Muito tempo depois, no
século XV, teve inicio nas cortes europeias, a criação de uma dança em
que uns se dedicam muito tempo, afim de que outros possam assistir e se
admirar com a beleza, a destreza e a leveza de um espetáculo de
ballet.
Mas, homens e mulheres nunca deixaram de se encontrar
para dançar com os outros, como grupo, como comunidade, em roda, em
círculos. Porque sentem necessidade de estarem mais próximos, olhar
mais perto dos olhos, de sentir a força e a vibração do estar junto.
Assim é, foi e será. Nessa 2ª Mostra Artistica do Ponto de Cultura
Juventude e Cidadania, quando pretendemos dedicar um espaço entre 10′ e
20′, para que possamos dançar em roda, uma ciranda de adultos criada
nas praias de Pernambuco, porque é sempre bom sentir o gosto de dançar
em círculo de mãos dadas, o que fazemos muito quando somos crianças ou
quando vivemos em aldeias, povoados , ou quando estamos nos primeiros
anos da escola.
“Por isso vem!
Entra na roda com a gente, também
você é muito importante.
Vem!
Não é possível crer que tudo é fácil.
Há muita força que produz a morte,
gerando dor, tristeza e desolação.
É necessário unir o cordão.”
Momento Novo. Autor da Letra e Melodia: Ernesto Barros Cardoso
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19 dias com um texto diferente chamando as pessoas para participar da
2ª Mostra Artistica da Ação Cultural/Ponto de Cultura Juventude e
Cidadania, no dia 19 de novembro, no Teatro Lourival Batista, das 18 às
21h. Postagens acrescida com imagens e/ou link de uma canção, poema,
pintura ou audiovisual, que foram ou que podem servir como fonte de
inspiração para o trabalho social com arte-educação. Cada dia
publicaremos um post desse tipo. https://www.youtube.com/watch?v=Js3qqMTGnzY
Inicio de mais uma dessas manhãs de novembro a caminho da Escola
Júlia Teles, antes da hora marcada para começar a primeira oficina de
grafite na história da Ação Cultural/Ponto de Cultura Juventude e
Cidadania, momento propicio para encontrar a primeira aprendiz da
oficina de grafite, uma das minhas alunas de olhos redondos e
espertos, menina que já foi mais danada, mas que hoje sem deixar de ter
o olhar de menina arteira, consegue estar mais focada no estudo e na
responsabilidade de ser uma integrante do grêmio da escola. Entre uma
fala e outra, uma declaração que me soou como um presente para este
inicio do dia 12 de novembro de 2016.
“GOSTO DE DESENHAR QUANDO ESTOU COM ALGUM PROBLEMA, CHATEADA COM ALGUMA COISA, O DESENHO ME AJUDA A ACALMAR, DESENHAR RELAXA”.
E aê autoridades públicas? E aê secretários de educação, secretários
de cultura e diretores de escola? Vamos acreditar e investir mais nessa
rapaziada que gosta de desenhar, que gosta de dançar, que gosta de
representar, que gosta de compor, que gosta de fotografar e de filmar?
Professor Zezito de Oliveira – coordenador pedagógico das oficinas
culturais 2016 – Licenciado em História e especialista em Arte-Educação.
Professor Alef Bruno – Educador/Oficineiro/Grafiteiro
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2ª Mostra Artistica da Ação Cultural/Ponto de Cultura Juventude e
Cidadania, no dia 19 de novembro, no Teatro Lourival Batista, das 18 às
21h. Postagens
acrescida com imagens e/ou link de uma canção, poema, pintura ou
audiovisual, que foram ou que podem servir como fonte de inspiração para
o trabalho social com arte-educação. Cada dia publicaremos um post
desse tipo.
13 de Outubro de 2016
possível que da porta da sua casa, você ouça um coro de meninas
passando e cantando “malandramente…” novo sucesso das populares
emissoras de rádio nessa estação, só não sabemos se atravessará o
verão.
Até que “malandramente” tem uma boa pegada/levada para
dançar. Porém, insistimos na necessidade de mais oficinas culturais com
música, com dança e com outras linguagens /expressões artísticas, pois
é por causa de muitas oficinas culturais realizada em escolas ou em espaços
culturais e/ou comunitários, que muitas crianças/adolescentes/jovens
descobrem as músicas de roda e do nosso cancioneiro popular tradicional,
as músicas clássicas da MPB e de outros povos, assim como músicas
eruditas e até ópera e passam a incluí-las em seu repertório do
cotidiano, juntamente com as músicas da estação.
Realizar oficinas culturais envolve um investimento maior, do que
quando solicitamos aos alunos que simplesmente pesquisem uma
coreografia de dança na internet para reproduzi-la em uma culminância de
projeto na escola, mas com certeza colaboram para uma formação
positiva de gosto mais plural ou diversificada, além de fortalecer a
aquisição de conhecimentos e de atitudes necessárias para a vida toda,
tanto dentro , como fora da escola.
Realizar oficinas
culturais, também ajuda a evitar o espaço exageradamente ocupado por
muitas músicas idiotas como “festa da árvore” . Como não dá para ficar
longe e negar que essas músicas não colam como chiclete nos ouvidos,
podemos fazer ressignificação ou releituras das letras dessas canções.
No caso de “baile de favela” , muitos a ouviram pela primeira
vez , através de uma releitura, “Escolas de luta”, produzida pelos
garotos (as) das ocupações de São Paulo.
Muitas dessas canções, inclusive “malandramente” podem servir como um dos instrumentos para discutir a cultura do estupro.
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19 dias com um texto diferente chamando as pessoas para participar da
2ª Mostra Artistica da Ação Cultural/Ponto de Cultura Juventude e
Cidadania, no dia 19 de novembro, no Teatro Lourival Batista, das 18 às
21h. Postagens acrescida com imagens e/ou link de uma canção, poema,
pintura ou audiovisual, que foram ou que podem servir como fonte de
inspiração para o trabalho social com arte-educação. Cada dia
publicaremos um post desse tipo
https://www.youtube.com/watch?v=5GzYOit0G4E






