Disputando lógicas e narrativas com as danças circulares dos povos..


Quando a lógica racional  ou instrumental torna impossível ou improvável o atendimento a
determinados desejos ou demandas, basta explicar a lógica que está por trás. Há
situações que bem explicadas tornam desnecessárias muita discussão. Pois esta
mesma lógica não possibilita muitas saídas ou soluções, se permanecermos dentro
dela.
 Um exemplo é a politica
de demitir pessoas para diminuir custos. Se é uma empresa que funciona dentro
da lógica econômica capitalista, pode fazer sentido.
Já quando utilizamos a  lógica sensível,   podemos encontrar maneiras diferentes para
chegarmos a outras saídas ou  soluções,
mas esta  requer uma compreensão mais
aprofundada e,  decerto que uma mudança
de perspectivas e até de conceitos duramente estabelecidos em  nossa psique.

Não podemos esquecer, no caso da demissão de trabalhadores, quem permanece preso a lógica econômica capitalista, acredita que o sistema baseado na exploração do homem pelo homem e no lucro é um sistema único e que fora dele não existe outra forma melhor de produzir e distribuir riqueza e, portanto,  demitir pessoas para maximizar lucros, é algo bastante natural. 

Mas para mudar essa maneira de pensar, se     requer mais tempo e muito diálogo. Às vezes
necessita do cultivo de outros hábitos, outras formas de relações e outras   formas
de acesso ao conhecimento, que não seja apenas por meio dos   padrões
ou códigos racionais e cognitivos.
Por exemplo: Lembro o quanto as danças circulares dos povos
nos ensinam a compreender o que é diversidade cultural, o que é respeito ao
diferente,  o que são  relações de cooperação e horizontalidade, a ampliar ainda mais a consideração pelo feminino e pelas mulheres em geral, a ampliar ainda mais a consciência do que é e  importância da diversidade religiosa, entre outras possibilidades.
Portanto, promover e/ou estimular o encontro das pessoas através de
formatos culturais como este, é uma boa oportunidade de cultivarmos outras
lógicas. 
É dessa maneira que podemos acreditar que outros mundos são possíveis.
Buscando resgatar, recriar ou criar novas  formas de cultivarmos a razão sensível.
Zezito de Oliveira


UM ENSAIO, QUATRO ARTIGOS  E MAIS  VIDEOS SOBRE DANÇAS CIRCULARES

“Que impulso irresistível leva o homem a
dançar? Por que, ainda no estado natural mais primitivo, em lugar de
economizar suas energias para encontrá-las mais intactas no momento da
ação, necessária a seu sustento ou sua defesa, desperdiça-as em
movimentos fisicamente esgotantes?



Sem dúvida, por uma necessidade interior, muito mais próxima do campo
espiritual que do físico. Seus movimentos, que progressivamente vão se
ordenando em tempo e espaço, são a válvula de liberação de uma
tumultuosa vida interior que ainda escapa à análise. Em definitivo,
constituem formas de expressar os sentimentos: desejos, alegrias,
pesares, gratidão, respeito, temor, poder…



No entanto, esses sentimentos estão intimamente relacionados com a
necessidade material do grupo humano primitivo. Necessidade de amparo,
abrigo, alimento, defesa e conquista; de preocupação, saúde e
comunicação. Tais requisitos levam-no, primeiro, a observar a natureza e
a relação que existe entre os fenômenos naturais propícios ou
contrários à sua necessidade. A cada uma destas manifestações ele
atribui um espírito e uma vontade semelhantes à sua.

Leia mais:

http://acaoculturalse.blogspot.com/2008/03/danas-circulares-uma-proposta-cultural.html

3º Baile de Danças Circulares faz desconhecidos darem as mãos e proporciona um mosaico cultural

Tá certo…. o final de todo baile é o silêncio. Mas o desse baile foi
diferente. Não foi somente a música que acabou. Era um silêncio
diferente, daqueles que faz a gente olhar para dentro, refletir. Vamos
rodar a roda do tempo… antes do fim… vamos ao começo.



Findou que num sábado à noite, entre opções culturais noturnas de
Aracaju – é possível citar bandas de rock independente no pub do Capitão
Cook ou comer crustáceos e bater papo com os amigos nos barulhentos
bares da Passarela do Carangueijo – surgiu uma curiosa: um Baile de
Dança Circular.

Leia mais:

http://www.overmundo.com.br/overblog/baile-de-integracao
O primeiro contato que tive com as danças
circulares se deu em Recife, no ano de 1999, quando participei de um
primeiro encontro com William Vale, de Belo Horizonte. A partir de
então, continuo tendo essa experiência até os dias de hoje.



Ao receber o convite através do Centro Nordestino de Animação
Popular(PE), fiquei em dúvida se a proposta iria muito além de um
repertório com base nas divertidas (mas já conhecidas) rodas infantis. E
foi muito além mesmo! Pela primeira vez, tive contato com danças de
roda de adultos, oriundas de diversos povos e tradições, e de algumas
idealizadas por coreógrafos contemporâneos, com exceção das cirandas de
Olinda e Recife, a qual já me havia sido apresentada em outras ocasiões,
nas minhas andanças por Pernambuco.

Leia mais:

http://www.overmundo.com.br/overblog/a-danca-da-vida-2-movimento-1
Segundo Alcino Ferreira e Clemente Lizana(in
memorian), no texto “A questão do corpo nos movimentos populares”,
educadores populares da Equipe Habeas Corpus de Recife: “Os nossos
corpos são portadores, por assim dizer, de feridas e de cicatrizes
imprimidas pela organização do universo político e pela repressão
social.”



Já Frei Betto, em artigo de sua autoria intitulado corpo cósmico,
afirma: “Esse corpo que somos dorme e sonha, sofre e goza, sabe-se feliz
ou contrai-se em tristeza, esbanja saúde ou fragiliza-se na doença.
Sobretudo, é capaz de algo inacessível a todos os outros animais: sorrir
. E, no entanto, ainda vivemos num mundo submerso em lágrimas. Porque
esse corpo, provido de sentimentos e emoções, guarda rancores, iras e
ódios, embora tão capaz de compaixão, ternura e amor.”

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http://http://www.overmundo.com.br/overblog/a-danca-da-vida
O Baile de Danças Circulares realizado no
Gonzagão, no sábado, 11 de Outubro de 2008, encerrou com bastante
alegria, em Sergipe, o ciclo de comemoração ao centenário de nascimento
de Bernhard Wosien, iniciado com a realização da Roda Aberta de Diálogo
sobre as Danças Circulares, na noite do dia 26 de setembro, e
prosseguindo com a Oficina, nos dias 27 e 28 daquele mês, na Fundação de
Seguridade Social (GEAP).



O bailarino, coreógrafo e professor alemão Bernhard Wosien iniciou, a
partir dos anos 30 do século passado, o registro e difusão de muitas
danças tradicionais européias, tendo sido essa prática posteriormente
incorporada por pessoas de outros continentes, garantindo assim que o
patrimônio dançante das populações originárias e/ou tradicionais viesse a
ser experimentado pelas novas gerações.

http://www.overmundo.com.br/overblog/bailando-com-as-estrelas

 Reportagem da Tv Aperipê sobre a Oficina de Danças Circulares de Janeiro de 2011.

http://www.youtube.com/user/acaoculturalsergipe1?feature=mhsn#p/u/0/yfogJxMZjRw

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