São Paulo nas pinturas de André Crespo
Por Vaas
orgulho e o prazer de viver em uma grande metrópole. Assim como retrata a
cidade de São Paulo, o pintor reúne conhecimentos e culturas de outros
países em experiências que transformam o conceito de “arte urbana” ,
mostrando situações desordenadas, movimentadas e frenéticas da cidade em
conflito com o registro pictórico.
SÃO SÃO PAULO – TOM ZÉ
São Paulo – Premeditando o Breque
Criolo – “Não Existe Amor em SP”
Joelho de Porco – São Paulo by the day
Venha Até São Paulo – Itamar Assumpção
Tom Zé – Augusta, Angélica e Consolação
Fernanda Abreu – São Paulo – SP
Sampa – Caetano Veloso
Beto Guedes – São Paulo
Zélia Duncan – cidade de SP
BANDA MOXOTÓ – SÃO PAULO, REGGAE NIGHT
BANDA MOXOTÓ & ANASTÁCIA – MOXOTÓPOLIS
Adoniran Barbosa – O trem das onze
Mais músicas….
AQUI
Prefeitura de São Paulo incentiva a cidadania cultural
urbanista, ex-vereador e novo secretário municipal de cultura, em
entrevista exclusiva ao jornalista Oswaldo Luiz Colibri Vitta, fala
sobre o plano diretor, a crise hídrica e seu amor pela cidade que
comemora 461 anos de sua fundação. Além disso, ele fala dos desafios à
frente da pasta.
—————————————————————-
Sobre a expressão “Paulicéia Desvairada”
Por Felipe Araújo
Paulicéia Desvairada, obra de
Mário de Andrade publicada em 1922, mesmo ano da Semana de Arte Moderna, foi um marco da literatura brasileira e traçou os alicerces da estética do Modernismo no país. A antologia de contos do escritor paulista foi a primeira obra realmente de vanguarda do movimento Modernista.
Rompendo radicalmente com as
obras anteriores de Mário de Andrade, Paulicéia Desvairada faz uma análise do provincianismo e da sociedade paulista do começo do século XX. Anos mais tarde, na conferência “O Movimento Modernista”, o escritor definiu o livro como “áspero de insulto, gargalhante de ironia”.
Entre outros aspectos, Paulicéia
Desvairada surgiu em um cenário de mudanças em São Paulo, que ganhava uma paisagem cada vez mais urbana e menos rural. Além disso, naquele período teve início o processo de explosão demográfica na cidade e a chegada dos imigrantes de diversos países.
Durante a Semana de Arte Moderna
de 1922, um dos poemas de Paulicéia lidos ao público foi Ode ao Burguês. A questão era que a própria plateia era o alvo de versos da poesia como: “Eu insulto o burguês! O burguês-níquel,/ o burguês-burguês!/ A digestão bem-feita de São Paulo!/ O homem-curva! O homem-nádegas!/ O homem que sendo francês, brasileiro, italiano,/ é sempre um cauteloso pouco-a-pouco!”.
Ao contrário de outros artistas
como Menotti del Picchia e Manuel Bandeira, Mário de Andrade foi quem rompeu com maior rispidez a relação entre o Modernismo e as escolas anteriores. Esse desprendimento integral pode ser notado no famoso Prefácio Interessantíssimo, no qual o autor indica, de forma mordaz e espirituosa, as bases da criação de Paulicéia Desvairada. “Imagino o seu susto, leitor, lendo isto. Não tenho tempo para explicar: estude, se quiser (…)”, escreveu o autor.
Permeando as páginas de Paulicéia
Desvairada, são encontrados deboches, perturbações e suspeitas de Mário de Andrade em relação ao lugar em que foi criado: São Paulo. Porém, a grande inovação da obra estava em sua forma. Conciliando estéticas diferentes para criar o panorama da cidade, o escritor apresenta um nova realidade social, mas não incorpora os “ismos”, que eram as vanguardas da Europa como o Expressionismo, o Futurismo, o Cubismo, o Dadaísmo e o Surrealismo.
Influenciado pelo Futurismo de
Ardengo Soffici, pintor italiano e intelectual do Fascismo, Mário de Andrade esboçou um espaço urbano renovado dentro de um tempo provisório. Do Expressionismo, representou os problemas sociais de forma burlesca e alterada. Porém, estas influências europeias estariam transformadas e digeridas, de acordo com o Manifesto Antropofágico, escrito por Oswald de Andrade. |
Completas). São Paulo: Círculo do Livro, 1986.
http://educarparacrescer.abril.com.br/leitura/pauliceia-desvairada-402047.shtml
http://www.colegioweb.com.br/trabalhos-escolares/literatura/primeiro-tempo-modernista/as-vanguardas-europeias-e-os-ismos-contemporaneos.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Manifesto_Antrop%C3%B3fago
http://revistarascunhos.sites.ufms.br/files/2012/07/4ed_artigo_6.pdf
——————————–
São Paulo não é a avenida Paulista. São Paulo é a resistência na periferia
Os símbolos de São Paulo não deveriam ser os ásperos espigões da
avenida Paulista, o verde do Ibirapuera, os aromas do Mercado Municipal,
os sabores dos bons restaurantes e os sons da Sala São Paulo.
São Paulo é um rapaz que nasce, negro e pobre, no extremo da periferia
e, apesar de todas as probabilidades contrárias, chega à fase adulta. É
um vendedor ambulante que sai de casa às 4h30 todos os dias e só volta
tarde da noite, mas ainda arranja tempo para ser pai e mãe. É a jovem
que, mesmo assediada no supermercado onde trabalha, não tem medo de
organizar os colegas por melhores condições. É a travesti que segue de
cabeça erguida na rua, sendo alvo do preconceito de “homens e mulheres
de bem”, sabendo que não consegue emprego simplesmente por ser quem é.
resistência dos ricos e poderosos, que com seus grandes nomes deixaram
grandes feitos que podem ser lidos em grandes livros ou vistos na TV.
Mas a resistência solitária e silenciosa de milhões de anônimos que não
possuem cidadania plena, mas tocam a vida mesmo assim.
(A íntegra do texto está no blog. Vai lá dar uma olhada.)
——————————-
A iniciativa play list temáticas.
Cultural, enquanto isto não acontece, a gente vai fazendo o que pode, usando as
frestas ou as brechas proporcionadas pelas novas tecnologias, igual a uma flor
que irrompe no asfalto. Neste caso, o asfalto do controle dos meios de
comunicação pelo poder econômico.
eletromagnéticas para que organizações como a Ação Cultural associada a outras
semelhantes, possam dispor de espaço nas
frequências do rádio e da televisão para se comunicar com muito mais pessoas.
http://www.paraexpressaraliberdade.org.br/
ações como esta.
que atuam em quaisquer espaço, inclusive
em alguns grandes meios, em especial os públicos .
Padre Anchieta (SP), foi uma das fontes de inspiração para este trabalho. http://culturabrasil.cmais.com.br/
aqui, como no facebook.
https://www.facebook.com/radioacaocultural
(Zezito de Oliveira)