Excelente Escolha!!! Ivana Bentes na Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura

Amigos é com grande prazer que recebi e aceitei o convite do Ministro Juca Ferreira
para assumir a Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural do
Ministério da Cultura. Trata-se de um desafio e uma honra encabeçar a
Secretaria que elabora e executa o Programa Cultura Viva uma das
maiores inovações em políticas culturais do Brasil e que criou os Pontos
de Cultura.

Não poderia haver circunstância mais feliz para aceitar esse convite do que a volta do Ministro Juca Ferreira,
que toma posse hoje aqui em Brasilia. Acompanhei as políticas do MinC
como elaboradora no campo de Comunicação, como participante da rede dos
Pontos, com a implantação do Pontão de Cultura Digital da ECO/UFRJ,
desde 2009, como Diretora da Escola de Comunicação (de 2006 a 2013)
quando implementamos o Laboratório Cultura Viva e o Laboratório de
Polícas Públicas da Cultura entre tantas ações, seminários, encontros,
mobilizações.

Muito me
orgulha ter aberto uma instituição pública, a Escola de Comunicação da
UFRJ, para o ativismo cultural e os novos movimentos: as redes de
midialivre, os coletivos e redes das periferias, a cultura digital.
O que mais me entusiasma é poder contribuir, mesmo em um cenário
político hostil, para uma virada de imaginário, a partir da cultura.

A cultura não é “luxo” nem “exceção”, é o modelo de mutação do trabalho
precário em potência e vida. Nesse sentido, a cultura hoje é um
processo transversal que impacta nas formas de produção de valor em
todos os demais campos.

Não tem como pensar cultura separado de
Comunicação e Midia também. A cultura, no seu viés antropológico,
precisa de narrativas para circular, de linguagens.

O MinC de
Juca Ferreira traz esse novo entendimento: que podemos, partindo da
cultura, repensar questões decisivas como a valorização, apoio,
sustentabilidade e ampliação da política dos Pontos de Cultura, dos
Pontos de Cultura Indígenas, ações de formação dos movimentos urbanos,
novas redes de produção audiovisual, de mídia, dos povos tradicionais,
cultura digital, as linguagens urbanas e das artes.
Nem folclore engessado (o típico, o turístico e exótico), nem indústria cultural, simplesmente.

O MinC pode e precisa se reconectar com a Educação, Comunicação, com a
Cultura de Redes, com os novos processos das redes e ruas, em que as
cidades são os novos laboratórios de políticas públicas.
.
Não
será fácil, a luta dos movimentos da cultura está no cerne de uma dura
disputa, de um embate vital, de interesses que conspiram contra a vida e
contra a imaginação, mas é daqui mesmo, do Plano Piloto e do Eixão
Imaginário, que vamos encarar esse embate. Da Diversidade e “Da
adversidade vivemos!” (Hélio Oiticica).

Estamos no front,
acredito que é possível lutar de qualquer lugar, de dentro e fora da
Universidade, de dentro e fora dos Estados, de dentro e fora dos
movimentos.

Conto com todos vocês nessa nova etapa de uma construção coletiva!
12 de janeiro de 2015
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 Os Pontos de Cultura são os “médicos cubanos” do sistema cultural. Tem
uma capilaridade impressionante, chegam onde o Estado não chega,
inventam ambientes cognitivos novos, estéticas e linguagens. São rurais,
urbanos, digitais, de matriz africana, ambientais, de inovação
tecnológia e de linguagens. . Os Pontos mobilizam o desejo e estão
fazendo uma transformação real, uma rede que vem não só dos Estados e
grandes cidades, mas principalmente dos municipios e das cidadezinhas de
todo o Brasil.
25 de janeiro de 2015
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Ou o Brasil muda sua cultura juridica ou a cultura juridica mata o
Brasil. Porque os gestores também precisam de uma revolução! Foram mais
de 60 reuniões em duas semanas no Ministério da Cultura, em que
conhecemos, ouvimos, mapeamos propostas, urgências, garlalos, demandas
na Secretaria de Cidadania e Diversidade
do Ministério. Aqui, numa reunião com representantes dos temidos orgãos
de controle do Estado: CGU, TCU, Conjur e outros gestores e sociedade
civil defendendo fortemente uma mudança
na Cultura Juridica que tire as redes, Pontos de Cultura, coletivos,
comunidades do lugar da suspeição e da insegurança jurídica! Foram horas
de debates e argumentação com considerações embates de toda ordem para
avançarmos no que será um novo instrumento de descriminalização dos
Pontos de Cultura, as mudanças que serão regulamentadas com a Lei
Cultura Viva, uma demanda histórica dos Pontos de Cultura. A
regulamentação da Lei, agora com 19 versões, é um super avanço na
mentalidade do “todos são suspeitos” que ainda domina a máquina do
Estado.Avante!

P.S. As
mudanças chegam no momento em que sai também o Marco Civil para a
Sociedade Civil (MROSC) na mesma linha de descriminalizar e regular a
relação do Estado com as organizações da sociedade.
25 de janeiro de 2015


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