Cultura com o BRASIL que fortalece a inclusão, a criatividade e a solidariedade.

Chico César: Lula e Dilma levaram políticas públicas onde antes só havia ‘ermos e grotões’





outubro 8, 2014 14:35


Chico César: Lula e Dilma levaram políticas públicas onde antes só havia ‘ermos e grotões’

Em entrevista à Fórum,
cantor e compositor comenta recentes manifestações de preconceito
contra nordestinos após o primeiro turno das eleições
Por Adriana Delorenzo
Nascido no município de Catolé do Rocha, interior da Paraíba, o cantor, compositor e poeta Chico César
é um dos principais expoentes da cultura nordestina, valorizando ritmos
como o frevo e o forró. Na entrevista a seguir, concedida hoje (8/10),
Dia do Nordestino, o artista comenta as manifestações contra a região na
internet. Para ele, trata-se de casos isolados. “Esse pensamento
conservador e desmotivador da grande política, esse sim, tem se
alastrado com o vasto apoio da mídia corporativa brasileira”, diz.
Fórum – Em 2010, manifestações
preconceituosas e racistas de Mayara Petruso nas redes sociais chocaram
parte da sociedade brasileira. Agora novamente disseminam-se postagens incitando o ódio e preconceito ao nordeste nas redes sociais. Como você vê essas manifestações?

Chico César – São casos isolados, apesar de encontrar
estímulo na mídia corporativa e em algumas figuras da velha política. 
Sinceramente, não acredito que esses casos isolados representem um
preconceito generalizado contra nordestinos ou nortistas. São Paulo
votou mal e nem por isso ninguém vai dizer que paulistanos em geral
pensam definitivamente assim ou assado por causa disso. O Rio Grande do
Sul votou mal ao deixar de fora de sua representação parlamentar nomes
como Pedro Simon e Olívio Dutra. E agora? Todos os gaúchos são
estúpidos? Não. Há um pensamento conservador de destruição e
esvaziamento da política com “P” maiúsculo que quer nos levar a pensar
assim, a traduzir manifestações isoladas como tradução do todo. Esse
pensamento conservador e desmotivador da grande política, esse sim, tem
se alastrado com o vasto apoio da mídia corporativa brasileira. São
Paulo não combina com generalizações. Elegeu prefeita, por exemplo, a
paraibana e petista na época Luiza Erundina. Um pouco depois o negro e
carioca Pitta. É terra de punks e skinheads, de programa de auditório e
poesia concreta, de uma das maiores paradas gays do mundo e dos
políticos mais conservadores nessa área. Diria que Porto Alegre, Rio de
Janeiro, Curitiba, Florianópolis, Belo Horizonte também não combinam com
um pensamento único ou preconceituoso nesse nível. E Belo Horizonte,
terra do candidato do PSDB, elegeu o PT no primeiro turno.
Fórum – Os governos do PT têm sido vitoriosos no Nordeste. Em sua opinião, por quê?
Chico César – Os governos Lula e Dilma levaram governo
aonde antes não havia, levaram políticas públicas onde antes só via
“ermos e grotões”. Essa presença do Estado teve obviamente boa acolhida e
compreensão por estes setores que conseguiram essa inserção, sua porção
na distribuição das riquezas, dos bens e serviços. Eles começaram a se
perceber como parte da nação e isso é irreversível. A conversa é daqui
pra frente. Como avançar mais. Não tem retorno. Pelo menos esses setores
não querem nem saber de conversa com quem propõe retrocesso e exclusão.
Fórum – O ex-presidente Fernando Henrique
disse que o PT tem votos porque seus eleitores são “menos informados”
ou “se apoiam em grotões”. Qual é a influência de uma declaração como
essa para o incentivo do preconceito?

Chico César – O desejo de aprofundar as diferenças
regionais e sociais ao invés de tentar dirimi-las, de criar “ilhas de
prosperidade” cercadas de Brasil por todos os lados e estimular suas
vocações para fazer parte do “primeiro mundo”, isolando-as do resto do
país, tem sido um dos grandes eixos perversos do pensamento e da prática
neoliberal capitaneados pelo PSDB. E eles não se conformam com o fato
do PT ter conseguido fazer o Brasil crescer e também melhorar muito do
ponto do vista social, pois justiça social sempre esteve na vida deles
como empecilho e não como fator de desenvolvimento. Por isso, perderão
mais uma eleição mesmo tendo apelado para as forças mais reacionárias e
os sentimentos mais primitivos ao tentar jogar as regiões mais
industrializadas contra o Norte e o Nordeste. Minas Gerais já disse isso
neste pleito recente.
Fórum – Como poderíamos celebrar mais a importância da diversidade cultural e o quanto a região significa para o Brasil?
Chico César – Em minha opinião a política cultural das
gestões Lula e Dilma rompeu paradigmas com o reconhecimento em todo o
país dos Pontos de Cultura e o consequente repasse de recursos a eles. A
criação do Sistema Nacional de Cultura, com o fortalecimento do Fundo
Nacional de Cultura podendo repassar diretamente recursos para os Fundos
estaduais e municipais, também vem para robustecer as particularidades
regionais e a diversidade cultural do país. As teias e as conferências
nacionais são exatamente a pororoca dessa política: é onde se encontram e
se celebram fraternalmente todas as culturas brasileiras. O que falta é
a democratização da comunicação, fazer com que a comunicação recupere
seu papel de elemento catalisador da cultura nacional e abdique pelo
menos em parte de caráter de mercadoria. É importante investir mais na
circulação do que é produzido em todos os recantos do país para que o
país se reconheça. E tenha orgulho de ser assim, diverso.

 MPB com DILMA 13!!

O jogo é duro, mas
tenhamos fé e façamos o que for possivel…Acredito que há dois
movimentos de energia que buscam impulsionar as campanhas. A minha
expectativa é que as energias que favorecem aos debaixo, estejam bem fortes
. Falo de energias ancestrais, falo dos índios e dos negros
massacrados, falo dos brancos que se recusaram a fortalecer o sistema de
opressão iniciado com a chegada dos exploradores colonialistas..

Que as energias que querem fortalecer um Brasil mais justo e generoso
derrote aquelas que querem um Brasil de poucos e para poucos. Que o
nosso Brasil arcaico na pior expressão da palavra, seja diminuído cada
vez mais para dar lugar ao Brasil mais inclusivo, mais criativo e mais
solidário.. (Zezito de Oliveira)

http://www.revistaforum.com.br/blog/2014/10/chico-cesar-lula-e-dilma-levaram-politicas-publicas-onde-antes-via-ermos-e-grotoes/

https://www.youtube.com/watch?v=9IYYFuA3DhE – Chico César – A prosa impúrpura do caicó 
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 Uma página criada para se contrapor a outras páginas “nacionalistas” de
direita e que foi muito importante no enfrentamento da manipulação nas
redes sociais e na grande mídia, durante as jornadas de junho de 2013,
manipulação com propósito de fortalecer aqueles que queriam e querem o
retrocesso com um Brasil menos democrático , com menos participação
cidadã e com menos justiça social.

Uma página para quem quer receber postagens voltadas para a construção de um país MAIS…
Por um Brasil mais justo, democrático, plural, diverso, ambientalmente sustentável, tolerante e criativo.
https://www.facebook.com/…/O-Brasil-QUE-Que…/532712586789584
Obs.: Quando for curtir, clique na seta ao lado da opção curtir e
marque a opção obter notificações, para acompanhar as novas postagens.

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A Primavera com Dilma é, antes de tudo, um estado de espírito. É hora da cultura reencantar a política.

https://www.facebook.com/PrimaveraComDilma?fref=ts

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 MPB com DILMA 13!!
E no entanto, para que a
quarta-feira de cinzas dos pobres não demore 4 anos, é preciso
caminhar, semear, acreditar e cantar… E votar Dilma 13!!!
P.S.: É
claro que alguns iludidos somente se darão conta mais tarde, CASO O PIOR
ACONTEÇA. Como aconteceu com o presidente Collor ..
https://www.youtube.com/watch?v=Y88EguvjlVM

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 MPB com DILMA 13!!!

E no entanto, em
meio a esta manipulação crescente da parte da Globo e da imprensa
golpista, é preciso caminhar, semear, acreditar e cantar…
https://www.youtube.com/watch?v=qFP1mgSnQ3I
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A
lição de um mestre historiador e educador popular de primeira. Para quem
quer entender com a “razão” o que realmente importa no debate eleitoral
para este 2º turno. Com vocês, padre José Oscar Beozzo..

As eleições atuais à luz da história antipovo
11/10/2014

Nada melhor do que ler as atuais eleições à luz da história brasileira
na tensão entre as elites e o povo. Valho-me da uma contribuição de
um sério historiador com formação em Roma, em Lovaina e na USP de São
Paulo o Pe. José Oscar Beozzo, uma das inteligências mais brilhantes de
nosso clero. (Leonardo Boff)

Diz Beozzo: “a questão de fundo em
nossa sociedade é a do direito dos pequenos à vida sempre ameaçada pela
abissal desigualdade de acesso aos meios de vida e pelas exíguas
oportunidades abertas às grandes maiorias do andar debaixo.

Como nos ensina Caio Prado Júnior, nossa sociedade desigual repousa
sobre quatro pilares difíceis de serem movidos: a) a grande propriedade
da terra concentrada nas mãos de poucos de tal modo que não haja terra
“livre” e “disponível” para quem trabalha ou para os que eram seus donos
originários; b) o predomínio da monocultura; c) a produção voltada para
o mercado externo (açúcar, tabaco, algodão, café e hoje soja; d) o
regime de trabalho escravo.

A independência de Portugal não
alterou nenhum destes pilares. Os que naquela época sonharam com um
Brasil diferente, propunham a troca da grande pela pequena propriedade
nas mãos de quem trabalhava; da monocultura para a policultura; da
produção para o mercado internacional por outra voltada para o
autoconsumo e para o abastecimento do mercado interno; do trabalho
escravo pelo trabalho familiar livre. Isso pôde acontecer em quenas
regiões da serra gaúcha e de Santa Catarina, com colonos alemães,
italianos, poloneses, hoje um campo mais democratizado.

Houve
geral oposição dos grandes proprietários escravistas a qualquer dessas
medidas e foram matados a ferro e fogo levantes populares que apontavam
para qualquer medida democratizante na economia, na política e sobretudo
nas relações de trabalho. Basta rememorar algumas dessas revoltas: a
insurreição dos escravos Malês na Bahia, a Balaiada no Maranhão, a
Cabanagem na Amazônia, a revolução Praieira em Pernambuco, a Farroupilha
no Sul.

A monarquia caiu menos por seus anacronismos do que
pela Lei Áurea que lhe retirou o apoio dos barões do café escravocratas e
das chamadas classes “produtoras”, como se os produtores não fossem os
escravos que trabalhavam.

A revolução de 30, com seu viés
nacionalista, mesmo que parcialmente, deslocou o eixo do país do mercado
externo para o interno; do modelo agrário exportador para o de
substituição de importações; do domínio das elites exportadoras do café
do pacto Minas/São Paulo, para novas lideranças das zonas de produção
para o mercado interno, como as do arroz e charque do Rio Grande do Sul;
do voto censitário, para o voto “universal” (menos para os analfabetos,
naquela época ainda maioria entre os adultos), do voto exclusivamente
masculino para o voto feminino; das relações de trabalho ditadas apenas
pelo poder dos patrões para a sua regulação, pelo menos na esfera
industrial com a criação do Ministério do Trabalho e das leis
trabalhistas voltadas para a classe operária . Não se conseguiu tocar o
domínio incontornável dos proprietários de terra na regulação das
relações de trabalho dentro de suas propriedades, o que só vai acontecer
depois de 1964.

Getúlio implantou uma política corporativista
de apaziguamento entre as classes e de “cooperação” entre capital e
trabalho, entre operários e os capitães da indústria em torno de um
projeto de industrialização e defesa dos interesses nacionais. Ele criou
as bases para o Brasil moderno.

Nesta campanha eleitoral
certos meios de comunicação criaram o motto: “Fora PT”. Busca-se acabar
com a “ditadura” do PT, para deixar campo livre para instaurar a
“ditadura do mercado financeiro”. O que realmente incomoda? A corrupção e
o mensalão?

A meu ver, o que incomoda, em que pesem todos seus
limites, são as medidas democratizantes como o Pro-Uni, as cotas nas
universidades para os estudantes vindos da escola pública e não dos
colégios particulares; as cotas para aqueles cujos avós vieram dos
porões da escravidão; a reforma agrária, ainda que muito aquém de tudo o
que seria necessário, como sempre nos lembrou Dom Tomás Balduino; a
demarcação e homologação em área contínua da terra Yanomami contra a
grita de meia dúzia de arrozeiros apoiados pelo coro unânime dos
latifundiários e do agronegócio, assim como todos os programas sociais
do Bolsa Família, ao Luz para Todos, ao Minha Casa, minha Vida, o Mais
Médicos e daí para frente.

Nunca incomodou a estes críticos que
o Estado pagasse o estudo de jovens estudantes de famílias ricas que
deram a seus filhos boa educação em escolas particulares, o que lhes
franqueou o acesso ao ensino gratuito nas universidades públicas
aprofundando e consolidando a desigualdade de oportunidades. Esse estudo
custa mensalmente ao Estado no caso de cursos como o de Medicina de
seis a sete mil reais. Nunca protestaram essas famílias contra essa
“bolsa-esmola” dada aos ricos, e que é vista como “direito” devido a
seus méritos e não como puro e escandaloso privilégio. São os mesmos que
se recusam a ser médicos nos interiores e nas periferias que não
dispõem de um médico sequer.

Os que sobem o tom dizendo que
tudo no país está errado, em que pese a melhoria do salário mínimo, a
criação de milhões de empregos, a ampliação das políticas sociais em
direção aos mais pobres, a criação do Mais-Médicos, posicionam-se contra
as políticas do PT que visam a assegurar direitos cidadãos, ampliar a
democratização da sociedade, combater privilégios e sobretudo colocar um
pouco de freio (insuficiente a meu ver) à ganância e à ditadura do
capital financeiro e do “mercado”.

É esta a razão do meu voto
para outro projeto de país, que atende às demandas sempre negadas às
grandes maiorias. É por isso, que votei Dilma no primeiro e o farei no
segundo turno, respeitando as ponderações e escolhas dos que enxergam um
caminho diferente e viável para o momento atual”
(jbeozzo@terra.com.br). É esse também o meu pensamento.

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Celio Turino – Fundador da Rede Sustentabilidade e Idealizados do Programa Cultura Viva..

Escrevi esta resposta à amiga Sandra Naime, deixando claros os motivos pelos quais não voto em Aécio para presidente:
“Entendo suas motivações, mas não tenho como votar no Aécio, nem sob o
argumento da alternância, pois se assim fosse, aqui em SP ela teria que
ter acontecido muito antes (a bem da verdade, desde o Montoro, em 1983, o
estado é governado por tucanos). O desempenho ambiental
do estado de Minas é o pior do país, pior até que no estado do Pará; em
SP, com o esgotamento da água, nem se fala. Também não concordo que o
governo do PSDB seja menos corrupto que o do PT, são iguais, nem
melhores nem piores (desnecessário lembrar que o mensalão nasceu com os
tucanos de Minas, assim como o esquema do doleiro Youssef era o mesmo de
um outro megadesvio, o do BANESTADO – + de R$ 20 bilhões-, no final dos
anos 90, sob governo tucano). O mesmo digo em relação à democracia, com
jornalistas de MG, perseguidos e desempregados a cada simples
comentário negativo em relação ao governo Aécio. Aliado a isto, a
insensibilidade social, em que, para eles, o salário mínimo é alto
demais (esquecendo-se que na América do sul, somente a Bolívia tem
salário mínimo inferior ao brasileiro) e o desemprego uma simples
externalidade necessária para fazer o sistema girar (ao fim do governo
FHC o desemprego chegou a 20%!!!! e não há nada mais cruel que levar uma
família ao desemprego). Por isso não voto em Aécio. Mas tem mais: o
projeto da redução da maioridade penal é de autoria do vice do Aécio,
Aloísio Nunes; também a PEC 215 (que transfere para o congresso a
demarcação de terras indígenas – neste caso, diga-se, igualmente com a
cumplicidade do PT) defendida pela bancada ruralista (hj dividida no
apoio ao PT e Tucanos); afora o apoio do Pastor Everaldo e do PSC do
Feliciano e de parte da bancada evangélica (a outra parte está com
Dilma) que, seguramente, trará ainda mais retrocessos em termos de pauta
comportamental e de direitos.”

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MPB com Dilma 13!!

 Dedicando a um bocado de baixo astral que defende o voto em Aécio Never…
Com Tarso Genro reeleito, um dos melhores quadros do PT e com a
mineira-gaucha Dilma Rousseff também e com apoio do norte e nordeste,
repetindo a  quase aliança que levou Getúlio Vargas ao poder em 1930.
Somos por um Brasil maior…
https://www.youtube.com/watch?v=VX60ai0h5II

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MPB com Dilma 13!!

Ajudemos a lembrar os erros do passado. Mas
não esqueçamos do que temos a oferecer para o futuro. Esse tem que ser o
equilíbrio da campanha. (Narciso Machado)
“E que as crianças cantem livres sobre os muros
E ensinem sonho ao que não pode amar sem dor
E que o passado abra os presentes pro futuro
Que não dormiu e preparou o amanhecer…”

Por isso, Dilma 13

https://www.youtube.com/watch?v=qZ4rWoPpVSU

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