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| Musical será apresentado no Teatro Tobias Barreto (Foto: divulgação) |
do projeto Cinemúsica Brasil. O evento da série “Clássicos Brasileiros –
Brasil: Música e Natureza” conta com a participação de Marcelo Bratke e
Camerata Brasil.
O tributo acontece a partir das 20h, no Teatro Tobias Barreto. A
entrada é gratuita e os ingressos devem ser retirados das 12h às 19h de
terça a sexta-feira. Mais informações através dos telefones do teatro (79)
3179 1490 / 3179 1496 e dos contatos da produtora Lucimara
Lima (79) 8164 8538 / 9606 1529.
Marcelo Bratke é aracajuano e pianista radicado em Londres. Ele tem se
apresentado nas mais prestigiadas salas de concerto do mundo como o
Carnegie Hall, o Festival de Salzburg, o Queen Elizabeth Hall, o Wigmore
Hall e o Konzerthaus de Berlim. Cada vez mais envolvido em como a arte
pode se engajar no desenvolvimento social, Bratke criou em 2007 a
Camerata Brasil, uma orquestra formada pela fusão entre jovens músicos
eruditos e populares vindos de áreas desprivilegiadas da sociedade
brasileira.
A música de Dorival Caymmi
Sucessos do músico baiano em diferentes vozes, como “Marina”, com Gilberto Gil, e “O vento”, com Milton Nascimento
Onze dias depois, com saudade, como disse Herminio Bello de Carvalho,
voltou para levar sua companheira de vida inteira, a ex-cantora Stella
Maris, com quem viveu mais de 60 anos. Até esta despedida parece mais
uma de suas canções. Certamente aquela que mais demorou – 94 anos –, mas
também a que deu mais prazer.
A vida e a obra de Caymmi teriam tudo para não se encaixar nos moldes
de sucesso dos dias de hoje, basta ver sua produção musical, que é
numericamente pequena (101 composições). O tão falado “tempo de Caymmi” é
outro, contrário à era da velocidade, da quantidade, da informação a
todo o instante. Por essas e por outras, Caymmi é, sem querer, desafio a
esta noção de modernidade e de êxito; torna-se uma utopia, capaz de
estampar revistas de bem-estar. Cada música é o simples que comunica
tudo a todos – para crianças e marmanjos, ricos e pobres, intelectuais
de escritórios e anônimos. Mas o simples não é para qualquer um. Coisas
de Caymmi que, pela janela, pescava e pintava o mundo, o mar, os sons e o
silêncio. Afinal, a música não era somente pra ser cantada, mas vista.
Dorival conseguiu muito mais do que imaginava – que suas músicas se
tornassem uma “Ciranda cirandinha”. Ele próprio virou cantiga de roda,
eterna, na boca do povo. E como cantou em “Saudade da Bahia”, “pobre de
quem acredita na glória e no dinheiro para ser feliz”. É isso aí. Viva
Dorival Caymmi!”
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