foi celebrada uma missa simples e com muita vibração positiva,
inspirada na esperança comprometida com a justiça, em intenção da alma
do governador Marcelo Déda. “Esperança”
palavra forte que permearam as preces, as músicas da liturgia, as falas
do Pe. Soares e do Narciso Machado que representou o grupo de animadores
de círculos bíblicos, responsáveis pela iniciativa. Estiveram presentes
cerca de 100 pessoas, dentre estas, o vereador Dr. Emerson (PT), Chico
Buchinho, Subsecretário de Estado da Articulação com os Movimentos
Sociais e Sindicais e o suplente de vereador Morito Matos (PDT).
As leituras bíblicas foram retiradas do livro da Sabedoria (cap. 4, 7:15) e Evangelho de Mateus (cap. 5, 1:12)
7. Quanto ao justo, mesmo que morra antes da idade, gozará de repouso.
8. A honra da velhice não provém de uma longa vida, e não se mede pelo número dos anos.
9. Mas é a sabedoria que faz as vezes dos cabelos brancos; é uma vida pura que se tem em conta de velhice.
10. Ele agradou a Deus e foi por ele amado, assim (Deus) o transferiu do meio dos pecadores onde vivia.
11. Foi arrebatado para que a malícia lhe não corrompesse o sentimento, nem a astúcia lhe pervertesse a alma:
12. porque a fascinação do vício atira um véu sobre a beleza moral, e o movimento das paixões mina uma alma ingênua.
13. Tendo chegado rapidamente ao termo, percorreu uma longa carreira.
14. Sua alma era agradável ao Senhor, e é por isso que ele o retirou
depressa do meio da perversidade. Os povos que vêem esse modo de agir
não o compreendem, e não refletem nisto:
15. que o favor de Deus e sua misericórdia são para seus eleitos, e sua assistência está no meio de seus fiéis.
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1. Vendo aquelas multidões, Jesus subiu à montanha. Sentou-se e seus discípulos aproximaram-se dele.
2. Então abriu a boca e lhes ensinava, dizendo:
3. Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus!
4. Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados!
5. Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra!
6. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados!
7. Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia!
8. Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus!
9. Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus!
10. Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus!
11. Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos
perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de
mim.
12. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa
recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes
de vós.
A seguir o texto produzido e apresentado por Narciso Machado e a música
que encerrou a missa , “Amanhã” de Guilherme Arantes.
Segue texto que escrevi e li, na missa de ontem ,
na Paróquia de São Pio X, nos reunimos, os animadores de círculos
bíblicos, Cebs e Cebi, para celebrar a certeza e a esperança da
Ressurreição, e fazendo uma singela homenagem a nosso companheiro
Marcelo Déda.
(Narciso Machado)
O ESPELHO DA ESPERANÇA
A Esperança é crença emocional na possibilidade de resultados positivos
relacionados com eventos e circunstâncias da vida pessoal. A esperança
requer a perseverança. O homem, desde seu conhecimento, como ser
pensante, protagonista e capaz de produzir nas mais diversas áreas,
desde os mais longínquos tempos, as mudanças necessárias para seu
desenvolvimento, é movido por este sentimento, a Esperança.
Jesus,
Deus Libertador, entendendo a importância da Esperança para a vida
humana, cumpre seu papel na terra, encerramento sua passagem, com a mais
bela e profunda mensagem de esperança, a ressurreição, e isso que
estamos unidos para celebrar hoje, celebrar a esperança, e a certeza da
ressurreição em Cristo Jesus.
Juntos vamos rezar e levantar nossos
pedidos ao Deus Trindade Santa, para que receba seu filho amado, Marcelo
Déda Chagas, governador do Estado de Sergipe, filiado ao PT, falecido
em 2 de dezembro de 2013, vítima de câncer gastrointestinal.
Nasceu
em 11 de março de 1960 em Simão Dias. Na década de 70, vem morar em
Aracaju para estudar e inicia a construção de uma bela história de vida e
compromisso com as causas populares. Déda se consolidou na maior
referência do PT em Sergipe, afeito a sorrisos e carinhos, simpatia e
educação, conseguiu levar o PT a ter a liderança e a hegemonia no
processo político em nosso Estado.
Não vou me ater à carreira, pois
dela já ouvimos bastante nos últimos dias, apenas relembrar que sua
trajetória é marcada por coerência e retidão, e por uma profunda
sensibilidade política, consequência de seu profundo conhecimento da
realidade política de nosso Estado. Conhecimento este, adquirido pela
sua paixão pela literatura, Déda referenda com a sua vida, que ter
conhecimento e sensibilidade é fundamental para sermos protagonistas de
mudanças.
Foi Déda quem liderou um duro combate internamente no PT e
levou o partido em 1994 para a coligação liderada por Jackson Barreto,
atento aos movimentos da história, Déda sabia que só com a aglutinação
de forças, seria possível ao PT eleger um parlamentar federal e a
possibilidade da chegada de uma aliança popular ao governo, como quase
ocorreu, com a ida de Jackson Barreto para o segundo turno das eleições,
contra Albano Franco, tendo Jackson à época vencido o primeiro turno.
Prova de sua acertada estratégia foi a eleição de Zé Eduardo ao Senado, e
do também aliado Senador Antônio Carlos Valadares.
Na câmara
federal, Déda tem uma atuação irretocável, torna-se líder da oposição ao
governo de FHC e passa a chamar atenção pela sua habilidade de
negociação e liderança.
Em 1998 após sua vitória como deputado
federal, como o mais votado da história de Sergipe e proporcionalmente
do Brasil, naquela eleição, Déda consolidou-se como um símbolo para nós
Sergipanos desse sentimento que nos move todos os dias, a Esperança.
E assim, nós seguimos confiando na sua capacidade de executar mudanças,
fizemos deste belo homem, que além de discursos, possuía a grandeza de
semear alegria e sorrisos, o comandante da nossa Esperança, esperança de
uma cidade mais justa, assim o elegemos prefeito em duas vitórias no
primeiro turno, esperança de Estado mais justo, em 2006, o elegemos
governador, na eleição, que ficará marcada na história, como a maior
vitória democrática e mudancista que já houve nas terras de Serigy.
Quatro anos depois, o reelegemos governador. E sem dúvidas, iriamos como
ele para o bom combate, para torná-lo Senador da República, mas hoje,
ele encontra-se a tantos outros companheiros, formando uma grande
constelação de soldados que nos ajudam ao lado de Deus na construção de
Reino.
O que vimos nesse Sergipano de talento irreparável, para
fazermos dele, o maior representante da Esperança, para fazermos dele, o
espelho da Esperança?
Mais que discurso, Déda representou, o que somos, um povo trabalhador, honesto e ético. Por isso, nos inspiramos nele.
Na sua conduta, óbvio que teremos sempre como na de todo ser humano,
reparos e observações, de gestos e ações, das quais discordamos e
tínhamos a percepção de que deveria ser diferente. Como ser humano, Déda
tinha o mesmo direito que nós, o de errar, mas sua estrela tão forte,
sua abnegação nos últimos tempos, para lutar pela vida até onde pôde,
fazem seus erros serem pequenos, diante da grandeza de sentimentos e
ações que ele nos proporcionou.
E se Déda não conseguiu executar
como governante, todas as mudanças que nos esperançou fazer, não é por
culpa apenas sua, mas de todos nós, de nós que mesmo tendo esperança em
dias melhores, somo levados a ações não condizentes com as mudanças, nós
cidadãos, que por uma educação enviesada, por pouco acesso à cultura
como expressão e libertação, por costumes e por uma inquietude
imediatista, não conseguimos nos simples gestos, executar as mudanças
que queremos que outros executem.
Em Sergipe, ficará a marca de seis
anos de desenvolvimento, do alcance dos melhores índices de
desenvolvimento humano, de geração de emprego, de recuperação de
estradas, de reforma de escolas, de fortalecimento de pastas antes
esquecidas, como a Cultura, a Comunicação, e tantos outros feitos, que
fez Sergipe torna-se exemplo para o Brasil. É preciso lembrar que mesmo
com limitações, só com Déda no Governo é que foi feita a abertura para a
participação popular na gestão pública do Estado, como antes fez na sua
primeira administração em Aracaju, com o Orçamento Participativo.
Não devemos com a comoção e o sentimento à flor da pele, esquecer os
erros cometidos, estes seguem para todos nós, como missão, missão de
corrigirmos os equívocos naturais e de repensarmos a realidade de nosso
Estado.
A política, assim como a educação dos filhos, não é tão
simples como parece, falar, bradar, reclamar é fácil, participar, romper
a força do poder econômico, das elites não é fácil, muitos dirão que
Déda não conseguiu romper com esse poder, mas eu pergunto, quem mais na
história desse Estado preferiu aliar-se ao povo, à democracia e às
mudanças, que Déda e o PT? Unanimidade? Nunca, mas reconhecimento,
sempre!
Na sanção do Proinveste, sua última luta política Déda pode
emitir talvez o seu mais belo discurso, com frases grifadas e que
gritavam aos nossos ouvidos as agonias de um ser humano que já sabia seu
destino, pelo seu momento de dor e de já certeza da partida, mesmo
brigando contra essa realidade até onde teve forças, nosso companheiro
Déda, nos brindou com frases, que resumem a sua grandeza, e a sua
importância para a história política de Sergipe, lembremos trechos
cortados de seu discurso numa segunda-feira 13:
“A política se opera
sobre a história. E a historia é móvel, não é paralisada. Quem faz
política sem bússola, sem um programa, sem uma visão de mundo, sem o
desejo de servir, sem a compreensão da missão, sem princípio na
política, quebra a cara no primeiro poste, porque não sabe para onde
vai. Luta pelo poder pelo poder ou pelas benesses que proporciona. Sem
bússola, não há política”.
“Político sem convicção é como papel que o
vento leva e não deixa marcas, não inspira a juventude, não constrói
seguidores. Político tem que ter responsabilidade. E responsabilidade é a
capacidade de manter o norte, conservar sua convicção, mas operar no
presente”.
“Não é fácil, não sou tão forte como vocês pensam. Eu
choro. Mas tudo tem uma razão de ser. E o que me faz estar de pé……é o
amor. Faço por amor ao meus filhos, ao meu povo, a Sergipe, e por um
conceito que não pode faltar em nenhum governante, a responsabilidade”.
“Temos sete rodovias para entregar. Não sei se estarei presente, mas
vou autorizar o vice entregar, porque não quero que nada se atrase, em
função de mim. É claro que tem obras que planejei, que escolhi fazer,
como, por exemplo, o revestimento asfáltico de Santa Rosa do Ermírio a
Sítios Novos. Meu coração fica pesado porque eu queria estar lá. Muito
mais do que estar lá para cortar a fita, muito mais do que por vaidade,
eu queria estar ali para ver aquilo que me fez entrar na política, que é
o sorriso do meu povo, a felicidade da entrega da obra. A maior dor tem
sido essa. Fazer a obra e não colher os sorrisos. No fundo é o maior
ordenado que eu tenho, é o sorriso na face dos sergipanos. Hoje fiquem
felizes todos, da oposição e do Governo, porque os senhores semearam
sorrisos. Sorrisos que eu não sei se vou colher, mas quando forem
colher, lembrem-se de mim”.
Tenho hoje celebrado a esperança, com
sorrisos, pela Fé na ressurreição, celebremos em homenagem ao nosso
espelho da esperança, na certeza de continuaremos a construir um mundo
melhor, concertando seus erros, valorizando seus acertos, recriando e
criando novos caminhos, sempre guiados por nosso Deus, que é sobretudo, o
Deus da Esperança!
Marcelo Déda, presente!
Fontes de Pesquisa:
• Marcelo Déda: 1960-2013 – por Cristiano Cabral* – texto publicado no Jornal Pagina 13
• Lições de um sedutor – Marcos Cardoso
O texto abaixo foi publicado nas redes sociais no dia do falecimento do governador Marcelo Déda.
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
“O céu acaba de ganhar mais uma estrela. Marcelo Déda voou nas asas da quimera’. Paz & Bem – família Marcelo Déda”