Cultura em Sergipe. Bons ventos que sopram a aos melhores que virão.


(Foto: Fabiana Costa)

  P.S. Muito
Bom, o filme “Aos ventos que virão” e o cinema Vitória. Parabéns a todos que fazem a Casa Curta, a Secult e a todos
aqueles que compreendem a importância e a necessidade de parcerias.
Porque, “sozinho, isolado, ninguém é capaz”, como diz uma antiga e boa canção gospel da “libertação”
, que aprendi há alguns anos atrás.




Ontem (10 de julho de 2013), diversas pessoas
estiveram pela primeira vez no Cine Vitória, assistindo a pré estréia do filme
“Aos ventos que virão” do diretor Hermanno Pena, um dos três patrocinados pelo
governo do estado de Sergipe, na gestão do governador Marcelo Déda, salvo engano.

Na fala da secretária estadual de
cultura, Eloisa Galdino, ficou bastante evidente a importante e necessária
participação do governador Marcelo Deda nos dois acontecimentos, inclusive no relacionamento com a área
econômica do governo, ainda resistente ao aporte de dinheiro público em
empreendimentos culturais.

Dentro da fala de Eloisa Galdino,
o que chama a atenção, é o conjunto da obra do governador Marcelo Déda, a qual
em termos de produtos culturais, de baixa, média e grande magnitude e bem maior
e melhor do que os seus antecessores no governo do estado.
Além disso, é urgente mais
investimento naquilo que pode ser definido como a teia invisível que precisa
sustentar este conjunto da obra, de uma maneira que não ocorra o que aconteceu
com algumas obras materiais e/ou imateriais realizadas em outras administrações
como no caso do Complexo Cultural “O Gonzagão” do qual tive a honra de ser
diretor nos primeiros dois anos do governo Marcelo Déda.
Quando falo em teia invisível, me
refiro a arquitetura material e imaterial que sustenta uma série de serviços
como a saúde, o abastecimento de água e a telefone, me refiro as manilhas, aos
canos,  aos fios e ao quadro de pessoal técnico e especializado que sustentam e
mantém estes serviços –  material e pessoas que pouco se vê –  mas que sem estes,
não haveria qualidade de vida e bem estar para quem mora nas cidades e no campo
e que dependem de uma boa infra-estrutura e recursos humanos qualificados nas obras e serviços citados acima.
No caso da arquitetura material e imaterial que deve sustentar a gestão e a produção cultural, me
refiro ao orçamento, a participação cidadã, ao controle social, a implantação e ampliação do marco legal a partir da adesão ao Sistema Nacional de Cultura e a qualificação
dos quadros de servidores dos órgãos culturais, por meio de concurso público.

Sei que a herança maldita secular
nas áreas da educação, saúde e segurança, impede avanços extraordinários,
sobretudo por causa dos vícios e comportamentos da nossa elite  politica
sergipana, tributária de uma tradição de patrimonialismo e coronelismo da
pecuária do sertão, conforme tão bem mostrado através do filme “Aos ventos que
virão”, ou pelo patrimonialismo e coronelismo das Casas Grandes dos engenhos e
usinas de cana de açúcar, porém, é preciso aproveitar a onda de inovação
criativa inaugurada pela gestão GIL/JUCA/, a qual contou com todo o apoio e
compreensão do ex-presidente LULA.
A abrangência e qualidade da
gestão GIL/JUCA, objeto de pesquisas e estudos acadêmicos, que atestam as suas
conquistas e avanços, além de servir de espelho para outras nações é o que
levou milhares de agentes culturais país afora a optarem pela nome de Dilma
Roussef em 2010. Todavia está faltando recuperar,  por parte da atual ministra
Marta Suplicy,  o importante legado do programa Cultura Viva, o qual foi colocado
em segundo plano por Ana de Holanda, primeira escolhida para o cargo de
ministra da cultura do atual governo.
Da parte da secretária Eloisa
Galdino, encarar o desafio do Cultura Viva também é necessário, além da
consideração pelo que está escrito acima. Afinal, para o bem e felicidade geral
da nação, a disputa politica em 2014, será balizado por um fértil e dificil
debate, saldo dos movimentos de rua no Brasil recente, frutos dos limites, contradições e em especial, dos avanços no campo do desenvolvimento social,
humano, politico, cultural e econômico gerados a partir da vitória do Partido
dos Trabalhadores, tanto no âmbito do governo federal, capitaneada por Lula, como no
âmbito do governo estadual de Sergipe,  capitaneada por Marcelo Déda.

Zezito de Oliveira – Educador e Produtor Cultural

P.S.: 

Nunca
tive grande interesse pelo cangaço, mesmo considerando um movimento
social importante. Será porque vivi parte da minha infância e toda a
adolescência no Rio de Janeiro? Quanto retornei a Sergipe, em meados dos
anos 1980, era indagado a respeito de Lampião, bandido ou herói?

Depois que passei a estudar História na UFS então, essa questão se
intensificou mais. Antes mesmo de entrar na universidade já respondia
que era uma coisa e outra.
Na verdade, o que gosto no ciclo do cangaço é aquilo que ele forneceu e ainda fornece de inspiração para a criação estética.
Gosto dos estudos sobre o cangaço quando estes buscam compreendê-lo como um fenômeno social e politico que precede e  se estende para além do
tempo cronológico (ultimas décadas do século XIX e primeiras do século
XX)e para além do território nordestino.
Gostei do filme “Aos ventos
que virão” por estas razões acima e por outros aspectos técnicos, em
especial por causa da fotografia e de algumas sacadas do diretor Hermano
Pena em termos de efeitos ópticos com base no uso da câmera.
 

Luiz Gonzaga – Lampião Falou 

 


foto: divulgação

Leia também: 


Governo inaugura Cine Vitória e amplia oferta de espaços culturais em SE  AQUI

O Blog do filme AQUI 

Retorno do Cine Vitória foi marcado pela história da Sétima Arte em Sergipe. (reportagem de tv- AQUI

Confira as principais ações do Governo de Sergipe na área da Cultura AQUI

Políticas Culturais no Brasil: balanço e perspectivas – Lia Calabre (2007)AQUI

PAÍS RICO É PAÍS COM CULTURA! AQUI

 (Carta Aberta da Sociedade Civil sobre a Crise do MinC-2011)

FASC: A participação da comunidade é fundamental- Zezito de Oliveira (2011) AQUI 

É a história que nós estamos fazendo” Orestes no Conselho do MIS. (2013) AQUI

 Assembleias e Conselhos Populares já! Estamos
no momento de construção de processos de gestão compartilhada, seja na
relação com poder nacional, ou até em Museus. Célio Turino.

 Olha o Consórcio Cultural aí gente!(Zezito de Oliveira-2008)  AQUI

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