Cine Vitória é revitalizado graças a recursos de emenda federal de Iran Barbosa

Iran: parlamentar sempre priorizou a cultura. (Foto: César de Oliveira)
Revitalização custou R$ 272 mil,
garantidos pela emenda ao Orçamento da União, negociada pela Secult,
através do Ministério da Cultura. Cine será reinaugurado oficialmente em
junho.



Cine vai priorizar programação mais
alternativa. Aracaju volta a ter mais uma opção de sala de cinema, além
das disponíveis nos dois shoppings da cidade. Após uma revitalização
completa, os aracajuanos, amantes da Sétima Arte, em breve poderão ter,
novamente, como alternativa, o Cine Vitória, localizado na Rua do
Turista, no centro da capital.



A sala de projeção, com capacidade para
130 expectadores, recebeu, entre os dias 10 e 16 de maio, em caráter
experimental, o Festival Varilux de Cinema Francês. A Casa Curta-SE foi
responsável por toda a produção local do evento.



Após a reforma, esta foi a primeira
atividade do Cine Vitória, que tem a sua inauguração oficial prevista
para meados do mês de junho deste ano, com a estreia do filme do
cineasta Hermano Penna “Aos ventos que virão”, que teve cenas gravadas
no Alto Sertão sergipano e apoio do governo do Estado.



A revitalização do cinema só foi
possível graças a recursos provenientes de emenda parlamentar ao
Orçamento Geral da União, no valor de R$ 300 mil, apresentada, em 2009,
pelo então deputado federal Iran Barbosa, hoje vereador de Aracaju.



Com algumas adequações, a reforma e
modernização do espaço foram viabilizadas através de um convênio, no
valor de R$ 272.573,17, realizado entre o Governo do Estado de Sergipe e
o Ministério da Cultura (MinC).



“É com muita alegria que vejo o
resultado positivo de um recurso que se originou de uma emenda
parlamentar que apresentei, em 2009, para a área da cultura. Aracaju,
que infelizmente ainda tem um número muito reduzido de salas de
projeção, passa a ter mais um espaço para a arte se manifestar,
especialmente a arte cinematográfica”
, externou Iran Barbosa.



O vereador fez questão, ainda, de
parabenizar Rosângela Rocha, diretora-executiva da Casa Curta-SE, com
quem dialogou, à época, sobre a indicação da emenda para a reforma do
cinema.



Bons frutos



Rosângela: colhendo os frutos de uma
parceriaPara Rosângela Rocha, a reabertura do Cine Vitória é o resultado
de muita luta, da persistência em torno de um projeto que vai
beneficiar a população com mais acesso aos bens culturais, a fim de
superar o fosso de exclusão cultural que ainda assola o país, em
especial os estados da região Norte e Nordeste.



“Para mim, ter o Cine Vitória reformado e
entregue novamente ao público é um sonho realizado. Faltam até palavras
para expressar os sentimentos. Colhemos aqui os bons frutos de uma
parceria com um parlamentar compromissado com a cultura e com o poder
público”
, ressaltou Rosângela.



Ela relembra que foi justamente a partir
da leitura dos dados negativos publicados na primeira edição do
relatório “Cultura em Números”, do Ministério da Cultura (MinC), em
2009, que ela buscou o então deputado federal Iran Barbosa, do PT, para
dialogar sobre emendas para Sergipe na área do cinema. Os números
apontavam, por exemplo, que apenas 8,7% dos 5.564 municípios brasileiros
possuem salas de cinema.



“Pensando em um jeito de mudar esses
números, em conversa com o então deputado federal Iran Barbosa,
conseguimos, através de emenda parlamentar, dialogando também com a
Secretaria de Cultura do Estado, um projeto para resgatar o Cine
Vitória, aproveitando a movimentação do Governo do Estado, na época,
para revitalizar a Rua 24 Horas, hoje Rua do Turista”
, conta.



O projeto buscava, também, salvar, de
certa forma, o Cine Vitória, já que havia a possibilidade de ele ser
transformado em um mero auditório para eventos.



“Apresentamos o projeto como Casa
Curta-SE, mas passaram 2009, 2010 e 2011 e não repassaram os recursos.
Repassamos então a proposta para Secult, que abriu o diálogo com o
Ministério da Cultura, que viabilizou os recursos e, enfim, conseguimos o
nosso objetivo, que era ter o Cine Vitória como mais uma sala de cinema
para os sergipanos”, explica Rosângela.



Velhos e novos cinéfilos



A ideia agora é fazer do Cine Vitória um
espaço de exibição de filmes alternativos ao circuito comercial das
salas de cinema multiplex, da multinacional Cinemark, que opera nos dos
dois shoppings da capital. “Estamos dialogando com várias
distribuidoras. Queremos primar pela diversidade da cinematografia,
dando prioridade aos filmes brasileiros, e sempre com ingressos a preços
populares, porque ganha todo mundo, principalmente a população, por ter
um bom equipamento de cinema, no centro da cidade. A proposta é
popularizar mesmo o acesso”, revela a diretora e cinéfila.



Rosângela pensa fazer do Cine Vitória um
espaço cativo para velhos cinéfilos, mas também para a formação de
novos cinéfilos. “Por isso vamos buscar fazer parcerias com as
secretarias de Educação do Estado e de Aracaju para que possamos atrair
os estudantes e trabalhar a formação desse público em cinema
”, diz.



A proposta, para o vereador e professor
Iran Barbosa, é mais do que acertada. “Fico ainda mais feliz e
realizado, porque entendo que a cultura é um instrumento de trabalho dos
educadores. Se tivermos os espaços de cultura da cidade voltados para
que avancemos no processo pedagógico da qualidade do ensino,
cumpriremos, efetivamente, com a tarefa de elevar os níveis culturais da
população, contribuindo não só para o lazer, que é indispensável, mas
também para o processo de formação e avanço intelectual dos nossos
alunos”, comemorou.



Segundo Iran, permitir que alunos,
especialmente de escolas públicas, tenham acesso ao cinema é uma forma
de democratizar esse acesso e de contribuir para o sucesso do aumento
nos índices de aprendizagem. “Está provado que os alunos que têm mais
acesso à cultura são os que também têm melhor desempenho nas suas
escolas”, relata.



Papel do parlamentar



Rosângela Rocha lembra que buscou o
apoio de Iran Barbosa por ele sempre ter abraçado a cultura como espaço
de atuação parlamentar, dialogando com vários segmentos culturais de
Sergipe. “Só temos a agradecer pela sensibilidade dele de abraçar essa
causa. Não é todo mundo que abraça a cultura como política pública. O
Iran sempre teve seriedade e compromisso em promover a cultura. Dessa
forma, demos a nossa contribuição no resgate do Cine Vitória. Agora é a
sociedade abraçar esse espaço e frequentar mesmo, porque é isso que
queremos: ver o acesso ao cinema e à cultura democratizado”, afirmou.



Iran Barbosa ressaltou que a cultura foi
uma área que sempre procurou priorizar nas emendas que apresentou ao
Orçamento Geral da União, enquanto deputado federal.



“Fico muito feliz e realizado ao ver o
resultado dessa nossa proposta de emenda ao Orçamento que propiciou a
reabertura do Cine Vitória e a disponibilidade de um espaço alternativo
de projeção em nossa cidade. Tenho certeza que será um espaço muito bem
utilizado e a população terá a oportunidade de nele ampliar suas opções
de lazer, cultura e diversão. Uma emenda dessa natureza, que possibilita
reabrir mais um espaço para o cinema, é realmente motivo de muita
comemoração e alegria”, enfatizou o parlamentar e professor.



George W. Silva, da Assessoria de Imprensa

 Durante fase experimental, Cine Vitória é aprovado pelo público

 
– Fonte: Secult

O Cine Vitória, localizado na Rua do Turista, passou
recentemente por uma reforma e modernização de sua estrutura graças aos
esforços do Ministério da Cultura, do Governo de Sergipe, através da
Secretaria de Estado da Cultura (Secult), e da Casa Curta-SE. Antes da
inauguração oficial, que ocorrerá em junho, o cinema abriu as portas em
caráter experimental durante o Festival Varilux de Cinema Francês,
realizado entre os dias 10 e 16 de maio, com boa receptividade do
público.


Com boa parte das sessões cheias, os sergipanos mostraram que têm
interesse por espaços que disseminem cultura e que não estejam
necessariamente relacionados aos circuitos comerciais. A mostra nacional
de filmes de arte franceses atraiu um público diversificado e ávido por
novas opções de lazer e cultura no Estado.  


“O público compareceu em peso as diversas sessões e acredito que o
Cine Vitória foi aprovado quanto à sala digital de cinema fora do
circuito comercial”, destaca Deyse Rocha, diretora da Casa Curta-SE,
entidade sem fins lucrativos ligada ao audiovisual que gerenciará o
espaço. Para a diretora, “a resposta positiva do público sergipano nos
faz aguardar com ansiedade a inauguração e a oportunidade de podermos
lançar a programação oficial”.


Júlio César Rodrigues, estudante de Audiovisual, aprovou, de maneira
geral, as adequações realizadas no espaço. “Além de uma estrutura
confortável, achei a iniciativa muito interessante pela variedade de
filmes e horários”, disse. Assim como Júlio, a aposentada Iracema
Figueiredo também ficou satisfeita com a estrutura. “O espaço é bem
confortável e a boa distribuição do som tornam o ambiente muito
agradável”, observa.


A programação foi outro fator que agradou muito que passou pelo Cine
Vitória durante os dias de Festival Varilux. “Espero que o cinema
mantenha o foco da programação com filmes de arte e com essa diversidade
de horários”, destaca Matheus de Oliveira, estudante de Relações
Internacionais.


Inauguração

Segundo a secretária de Estado da Cultura, Eloísa Galdino, o
funcionamento em caráter experimental do Cine Vitória durante o Festival
Varilux foi uma oportunidade da Secult e da Casa Curta-SE observarem,
na prática, os detalhes do funcionamento do espaço, ouvir os
freqüentadores e, assim, poder fazer alguma alteração antes da
inauguração oficial para melhor receber os amantes do cinema.


“Felizmente a resposta do público quanto à estrutura e ao serviço foi
muito positiva. Mesmo assim, faremos alguns ajustes que julgamos
necessários para que o público tenha o máximo conforto”, diz a
secretária. “A entrega do Cine Vitória é uma grande vitória da nossa
gestão, pois marca o início da revitalização do cinema de rua na capital
sergipana”, completa.


A inauguração do Cine Vitória acontecerá em junho com a estréia do
filme ‘Aos ventos que virão’, do cineasta Hermano Penna, que foi gravado
em Sergipe.






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