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Sobre o assunto, vale a pena lembrar a letra de uma composição do Pe. Zezinho.
| É saudade que a gente tem | ||
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É saudade que a gente tem Pe. Zezinho, scj Esta fome de felicidade De vez em quando O homem rico tem saudade O homem velho que só fala no passado Vou caminhando e meditando esta verdade: |
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Lembrando uma outra conversa que tive com um amigo ligado a produção cultural, dentro do contexto de saudosismo com relação aos vários estilos ou correntes estéticas ou artisticas.
Viver só lembrando o passado é um tipo de saudosismo que quero bem distante de mim. Porém, trazer o que o passado traz de bom e ligar com aquilo que o presente oferece também de bom é o que me motiva sempre mais.
Neste sentido no campo da cultura, tenho uma relativa aproximação e ás vezes me afasto daqueles setores que tem a cultura popular ou a cultura de raízes como uma obsessão. Gosto da cultura popular, da cultura tradicional, mas gosto da mistura que Villa Lobos fez, gostei muito de ver na semana passada , alguns alunos cantar uma música de Luiz Gonzaga em forma de rap, gosto do mangue beat, gosto da tropicália, enfim gosto da mistura, do caldeirão de raças, ritmos, religião e cores que nos faz ser os brasileiros que somos .